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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

'Passageiro 5 estrelas': como descobrir sua avaliação no Uber

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Novo recurso do aplicativo de viagens mostra quantas estrelas os passageiros receberam dos motoristas cadastrados na plataforma.
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Por g1

Postado em 18 de fevereiro de 2022 às 16h30m

Post. N. - 4.279

Pela primeira vez, Uber revela com quantas estrelas os motoristas avaliam os passageiros no aplicativo — Foto: Divulgação/Uber
Pela primeira vez, Uber revela com quantas estrelas os motoristas avaliam os passageiros no aplicativo — Foto: Divulgação/Uber

Um novo recurso do Uber revela para os passageiros as avaliações deixadas pelos motoristas da plataforma. A opção faz parte da nova central de de privacidade do app, lançada na última quarta-feira (16).

A companhia tem um sistema de avaliação duplo: passageiros e motoristas podem classificar as corridas com 1 a 5 estrelas. No entanto, os usuários tinham acesso apenas a uma média de suas avaliações.

Com os dados liberados na atualização, os passageiros podem descobrir quantas vezes receberam avaliações de apenas 1 estrela, por exemplo. Saiba como acessar suas avaliações no Uber no passo a passo a seguir.

Como acessar suas avaliações no Uber

  • Para saber quantas estrelas você recebeu no aplicativo Uber é necessário estar logado na plataforma por meio do aplicativo ou do site oficial do serviço;
  • Na página inicial, clique na sua foto de perfil e acesse a opção "Configurações";
Página de perfil do aplicativo Uber — Foto: Reprodução
Página de perfil do aplicativo Uber — Foto: Reprodução

  • Em seguida, acesse a opção Privacidade;
  • O próximo passo é clicar no botão "Central de Privacidade";
Central de privacidade do Uber — Foto: Reprodução
Central de privacidade do Uber — Foto: Reprodução

Página do Uber mostrando a avaliação de passageiros — Foto: Reprodução
Página do Uber mostrando a avaliação de passageiros — Foto: Reprodução

Na central de privacidade ainda é possível acessar um resumo de dados, com número de corridas realizadas, número de pedidos feitos pelo Uber Eats e estatísticas sobre a modalidade de corrida favorita.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Como iPhone de ativista saudita ajudou a expor invasões hackers no mundo todo

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Falha no celular da ativista Loujain al-Hathloul fez pesquisadores em privacidade encontrarem evidências de programa de espionagem da NSO Group que foi usado contra funcionários de governo e dissidentes em todo o mundo.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 17 de fevereiro de 2022 às 20h05m

Post. N. - 4.278

Loujain al-Hathloul foi presa em 2018 e libertada em 2021 — Foto: Reuters
Loujain al-Hathloul foi presa em 2018 e libertada em 2021 — Foto: Reuters

Uma única ativista ajudou a expor a empresa israelense NSO Group, responsável pelo programa de espionagem Pegasus. A companhia é alvo de ações judiciais sob alegações de que seu software foi usado para invadir celulares de funcionários de governo e dissidentes em todo o mundo.

A prática ficou mais conhecida após a Loujain al-Hathloul, ativista saudita dos direitos das mulheres, perceber uma falha em seu iPhone. Um erro incomum no Pegasus fez evidências de espionagem serem descobertas por ela e pesquisadores em privacidade.

Os especialistas ficaram em alerta depois de encontrarem um arquivo de imagem falso que tinha sido deixado na memória do iPhone por engano pelo Pegasus. De acordo com seis pessoas envolvidas no incidente, essa evidência sugeriu que o NSO Group tinha ajudado a hackear o celular da ativista.

Al-Hathloul, uma dos ativistas mais proeminentes da Arábia Saudita, é conhecida por ajudar a liderar uma campanha para acabar com a proibição de mulheres dirigirem na Arábia Saudita.

A ativista saudita Loujain al-Hathloul durante vídeo em que dirige na Arábia Saudita — Foto: AP
A ativista saudita Loujain al-Hathloul durante vídeo em que dirige na Arábia Saudita — Foto: AP

Ela foi libertada da prisão em fevereiro de 2021, após ser acusada de prejudicar a segurança nacional. Logo após sua libertação, a ativista recebeu um e-mail do Google avisando que hackers apoiados pelo Estado tentaram invadir sua conta do Gmail.

Temendo que seu iPhone também tivesse sido hackeado, Al-Hathloul entrou em contato com o grupo canadense de direitos de privacidade Citizen Lab e pediu que investigassem seu dispositivo em busca de evidências, disseram três pessoas próximas a ela à Reuters.

'Defeito' no programa espião

Após seis meses vasculhando seus registros do iPhone, o pesquisador do Citizen Lab Bill Marczak fez o que chamou de uma descoberta sem precedentes: um defeito no software de vigilância implantado em seu telefone deixou uma cópia do arquivo de imagem malicioso, em vez de excluí-lo, após roubar as mensagens de seu alvo.

Marczak e sua equipe descobriram que o programa espião funcionava em parte enviando arquivos de imagem para Al-Hathloul por meio de uma mensagem de texto invisível. Esses arquivos enganaram o iPhone e conseguiram acesso à memória do aparelho para ter acesso às mensagens de usuários.

A descoberta representou uma prova de ataque hacker e levou a Apple a notificar milhares de outras vítimas de hackers apoiados pelo Estado em todo o mundo, de acordo com quatro pessoas com conhecimento direto do incidente.

Em um comunicado, um porta-voz do NSO disse que a empresa não opera as ferramentas hackers que vende. "Os governos, as agências de aplicação da lei e as agências de inteligência o fazem", disse.

O porta-voz não respondeu a perguntas sobre se o seu software foi usado contra Al-Hathloul ou outros ativistas, mas disse que aqueles que fazem essas alegações eram "oponentes políticos da inteligência cibernética".

O NSO Group também declarou que algumas acusações eram "contratualmente e tecnologicamente impossíveis". A empresa se recusou a fornecer detalhes, citando acordos de confidencialidade.

A companhia afirmou ainda que tem um procedimento estabelecido para investigar o suposto uso indevido de seus produtos e que deixou de trabalhar com alguns clientes por questões de direitos humanos.

A experiência de vigilância e prisão de Al-Hathloul a deixou determinada a reunir evidências que pudessem ser apresentadas contra aqueles que usam essas ferramentas, disse sua irmã Lina al-Hathloul.

"Ela sente que tem a responsabilidade de continuar essa luta porque sabe que pode mudar as coisas", afirmou Lina.

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Google limitará compartilhamento de dados em dispositivos Android

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Gigantes da tecnologia enfrentam pressão de reguladores e usuários para ampliarem a privacidade em seus negócios de publicidade dirigida.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 18h20m

Post. N. - 4.277

O sistema operacional Android  — Foto: Dado Ruvic/Reuters
O sistema operacional Android — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Google anunciou nesta quarta-feira (16) que pretende limitar o compartilhamento de dados com terceiros nos anúncios publicitários em seu sistema operacional Android. A questão é delicada, já que está diretamente relacionada à privacidade dos usuários e, ao mesmo tempo, às receitas da companhia.

Os gigantes do setor de tecnologia estão sob uma pressão cada vez maior para equilibrar privacidade e publicidade dirigida, após reclamações dos usuários e ameaças de órgãos reguladores de impor regras mais rígidas.

As empresas tentam, porém, manter o acesso aos dados, cruciais para suas bilionárias receitas com publicidade.

Isso acontece porque uma parte significativa dos ganhos do Google está relacionada com a venda de anúncios direcionados. Para que os resultados das peças publicitárias sejam mais eficientes, a companhia coleta e compartilha com empresas terceiras uma série de dados de seus usuários.

Os softwares operacionais da Apple e do Google são executados na maioria dos smartphones do mundo. Por isso, qualquer alteração feita em suas políticas poderá afetar bilhões de usuários.

"Nosso objetivo (...) é desenvolver soluções publicitárias eficazes e que melhorem a privacidade, para que os usuários saibam que suas informações estão protegidas e que desenvolvedores e empresas tenham as ferramentas para ter êxito nos dispositivos móveis", disse o Google, em um comunicado.

No ano passado, a Apple anunciou que os usuários de seus cerca de 1 bilhão de iPhones em circulação podem escolher se permitem que suas atividades online sejam rastreadas para fins de segmentação de anúncios.

A empresa alega que isso é uma prova de sua preocupação com a privacidade, enquanto seus críticos afirmam que a empresa ainda pode continuar a fazer este rastreio.

O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?
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