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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Como comprar o monitor correto

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Tamanho da tela, frequência de atualização, resolução e até recursos extras como TV devem ser levados em conta.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em 20 de outubro de 2022 às 08h00m

Post. N. - 4.464

Como escolher um monitor — Foto: g1
Como escolher um monitor — Foto: g1

Os monitores para o computador vão além de trabalhar e estudar. Eles servem também para ver filmes e séries por streaming, navegar na web e jogar. Mas qual a opção certa a fazer na hora da compra, com opções que incluem até sintonizador de TV?

O Guia de Compras selecionou 8 modelos de monitores com diversas configurações – do uso geral ao gamer, do ergonômico ao com alta resolução de tela – para ajudar na escolha.

Os tamanhos de tela variam de 18,5 a 27 polegadas e os preços variavam de R$ 500 a mais de R$ 3.000 nas lojas da internet em outubro. Para comparação de tamanho, um tablet como iPad tem uma tela de 10 polegadas e grande parte dos smartphones mais recentes, 6 polegadas.

Veja a lista a seguir e as dicas para fazer a opção correta – incluindo as explicações dos termos técnicos – no final da reportagem.

Acer CB242Y

Acer CB242Y — Foto: Divulgação
Acer CB242Y — Foto: Divulgação

O Acer CB242Y é um monitor para uso geral e para games de 23,8 polegadas com resolução Full HD (a mais comum entre os modelos desta lista), taxa de atualização de 75 Hz e 1 milissegundo de tempo de resposta. Vem com suporte que permite ajuste de inclinação, altura e rotação, além de poder ser montado na parede. Também conta com conexões HDMI e VGA.

Nas lojas on-line, seu preço era de R$ 1.500 na segunda semana de outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

AOC 24B1XHM — Foto: Divulgação
AOC 24B1XHM — Foto: Divulgação

Com uma tela de 23,8 polegadas, o AOC 24B1XHM conta com resolução Full HD, 6 ms de tempo de resposta, conexões HDMI e VGA e 75 Hz de taxa de atualização. Seu suporte é fixo e ainda pode ser montado na parede. É um modelo indicado para uso geral.

Custava R$ 1.000 nas lojas da internet em outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

Asus VG248QG — Foto: Divulgação
Asus VG248QG — Foto: Divulgação

O modelo de monitor gamer da Asus traz tela de 24 polegadas Full HD com 0,5 ms de tempo de resposta – o mais veloz desta lista – e tela com 165 Hz de taxa de atualização – a maior taxa entre os monitores deste guia.

Seu suporte permite ajuste de inclinação, altura e rotação e encaixes para suporte de parede. Tem certificação G-Sync para uso em PCs com placas de vídeo da Nvidia e conexões HDMI, DisplayPort e DVI.

Seu preço era de R$ 1.900 nas lojas online em outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

Dell S2421HN  — Foto: Divulgação
Dell S2421HN — Foto: Divulgação

Modelo de 23,8 polegadas e com resolução Full HD, o Dell S2421HN traz conexão HDMI e um suporte com ajuste de ângulo em uma tela com 75 Hz de taxa de atualização e 4 ms de tempo de resposta.

O modelo é compatível com a tecnologia AMD FreeSync, podendo ser usado por gamers que tenham placas de vídeo compatíveis em seus computadores.

O modelo custava R$ 2.000 nas lojas online em outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

Lenovo ThinkVision T22i — Foto: Divulgação
Lenovo ThinkVision T22i — Foto: Divulgação

O Lenovo ThinkVision T22i é um monitor Full HD de 21,5 polegadas com conexão HDMI e 6 ms de tempo de resposta, com ajuste de ângulo e altura. A fabricante não indica qual a taxa de atualização da tela.

O monitor custava R$ 1.300 nas lojas on-line em outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

LG Ergo 27QN880-B — Foto: Divulgação
LG Ergo 27QN880-B — Foto: Divulgação

Modelo mais caro desta lista – R$ 4.000 nas lojas da internet em outubro –, o LG Ergo é um monitor de 27 polegadas com um suporte que, ao ser fixado a uma mesa, permite ajustes e movimento do dispositivo em vários níveis e ângulos – incluindo girar a tela em 90 graus.

O monitor conta com resolução QHD (2.560 x 1.440 pontos) – a maior entre as telas desta lista –, alto-falantes embutidos, portas HDMI e USB-C/DisplayPort e tem tempo de resposta de 5 ms e 75 Hz de atualização da tela.

🛒 Onde comprar o produto:

Philips 193V5LHSB2 — Foto: Divulgação
Philips 193V5LHSB2 — Foto: Divulgação

Já o monitor da Philips é uma tela de 18,5– a menor desta lista e a mais barata, custando R$ 630 nas lojas on-line em outubro – com resolução HD (a mais baixa entre os monitores listados), conector HDMI, suporte com ajuste de inclinação e 5 ms de tempo de resposta, com 60 Hz de taxa de atualização.

🛒 Onde comprar o produto:

Samsung Smart Monitor M5 — Foto: Divulgação
Samsung Smart Monitor M5 — Foto: Divulgação

O Samsung Smart Monitor M5 é uma tela de 24" Full HD que também atua como Smart TV, permitindo ver filmes e séries via streaming sem precisar conectar um computador.

O modelo roda o sistema operacional Tizen, que é o mesmo presente nos televisores da marca – vem até com alto-falantes integrados e controle remoto na caixa.

Tem tempo de resposta de 14 ms e taxa de atualização de 60 Hz. Vem com conexão HDMI e tem suporte ao padrão AirPlay, da Apple, para espelhar a tela de iPhones e Macs.

Nas lojas on-line, o monitor custava R$ 1.200 em outubro.

🛒 Onde comprar o produto:

No que prestar atenção na hora da compra

TAMANHO DA TELA: ter espaço na mesa para instalar o monitor e avaliar as atividades de uso – trabalho, estudo, jogos, streaming – é essencial para definir o tamanho da tela.

Os tamanhos mais utilizados hoje ficam entre 19 e 24 polegadas – porém ainda existem opções de 15" para quem tem pouco espaço e vão até mais de 55" em telas gamers de alta definição.

Para jogar, 24" é o tamanho padrão de telas usado em campeonatos profissionais, de acordo com Leonardo Almeida, gerente de produtos da LG.

Quem tem mais espaço e necessita de um campo maior de visão pode optar por um monitor do tipo ultrawide, que amplia a área de trabalho – e dá para ver em maior formato uma planilha do Excel, por exemplo. Uma solução assim pode substituir dois monitores lado a lado.

"A tela maior oferece mais conforto, sobretudo para executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo", explica Arthur Sperk, gerente de acessórios da Dell Technologies.

RESOLUÇÃO: quanto maior a resolução do monitor, maior a quantidade de detalhes na tela. Modelos com resolução HD são os mais básicos, os Full HD (1080p), o padrão mais utilizado e telas 2K (1440p) ou 4K (2160p), as mais caras– vale notar que, quanto maior a resolução, mais caro será o produto.

TEMPO DE RESPOSTA E TAXA DE ATUALIZAÇÃO: esses números são importantes para quem procura um monitor para jogar no PC.

O tempo de resposta mede quantas vezes uma imagem consegue alterar sua sequência de cores na tela, medido em milissegundos.

Quanto menor for o tempo de resposta, a imagem vai ser mais clara, definida e com a impressão de ser mais "rápida". Isso é importante para quem busca um monitor para jogar – 5 milissegundos (ms) é o tempo de resposta mais comum, mas é possível encontrar modelos com 3ms e até mesmo 1ms ou menos – que pode ser a diferença entre dar um golpe certeiro ou ser atingido em um jogo importante.

Já a taxa de atualização mostra quantas vezes uma imagem pode ser atualizada por segundo e é medida em hertz (Hz). Uma tela de 60Hz "pisca" 60 vezes por segundo, por exemplo.

"Quanto mais alto for esse número, mais rápida é a reprodução de qualquer mudança na imagem, o que é uma vantagem durante as partidas e torneios. Hoje, o padrão para jogos competitivos, sobretudo em e-sports, é de 144Hz, mas já existem movimentos e competições para adoção de taxas mais altas, como 240Hz", completa Sperk, da Dell.

ERGONOMIA: Escolher um monitor com ajuste de altura e ângulo de visão torna o ambiente mais confortável e ergonômico para trabalhar ou jogar em casa. Vale seguir a combinação com a mesa, PC e cadeira: o monitor deve ficar sempre na altura dos olhos e o mouse e teclado, na altura dos cotovelos dobrados. A cadeira precisa encaixar embaixo da mesa e a coluna deve estar recostada na cadeira, com os pés apoiados no chão.

RECURSOS ADICIONAIS: também é importante checar as portas de conexão entre o monitor e outros dispositivos – o padrão costuma ser o conector HDMI, também presente nas TVs, mas PCs mais antigos podem ter conexões DVI e VGA, menos comuns.

Uma porta com o padrão Thunderbolt ou DisplayPort (que usam o conector USB-C) pode ser útil para conectar notebooks mais modernos que não têm muitas opções de saída de vídeo ou até mesmo espelhar a tela do celular.

Modelos mais recentes da Samsung e da Motorola têm modos especiais que transformam o smartphone em um desktop de bolso, com uma área de trabalho que lembra a de um computador convencional ao ser ligado a uma tela.

LG e Samsung também oferecem modelos de monitores com Smart TV integrada, dispensando o PC para ver séries, e até mesmo um sintonizador de TV digital. "Muitos consumidores optam por um modelo desses para usar como uma televisão mesmo", conclui Almeida, da LG.

VEJA A PLACA DE VÍDEO: para gamers, é recomendável checar a marca da placa de vídeo do computador e comprar um monitor compatível com ela – no caso da AMD, deve-se checar por telas com tecnologia FreeSync e, para placas da NVidia, com a tecnologia G-Sync.

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Computador da Apple usado por Steve Jobs há 34 anos vai a leilão

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Macintosh SE foi usado entre os anos de 1988 e 1994 e traz registros pessoais do executivo e de sua filha.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 15h15m

Post. N. - 4.463

Macintosh SE usado por Steve Jobs, cofundador da Apple  — Foto: Reprodução
Macintosh SE usado por Steve Jobs, cofundador da Apple — Foto: Reprodução

O computador Macintosh SE usado por Steve Jobs, cofundador da Apple, há 34 anos está indo a leilão nos Estados Unidos. O equipamento icônico tem valores estimados entre US$ 200 e 300 mil (cerca de R$ 1.058.991 e R$ 1.586.986).

O leilão ocorrerá no dia 25 de outubro, em Nova York.

O dispositivo foi usado por Jobs entre os anos de 1988 e 1994, quando ele ainda trabalhava na NeXT, empresa de tecnologia fundada nos anos 80.

"Jobs ofereceu [o Macintosh] ao atual proprietário no final daquele ano, mencionando que ele poderia ter valor algum dia", lembra a Bonhams, empresa responsável pelo leilão.

Dados pessoais e sigilosos foram apagados do computador, mas alguns registros de Jobs continuam disponíveis na máquina.

O HD (disco rígido) ainda armazena tarefas semanais de Jobs na NeXT, informações de recrutamento e até uma reunião perdida com o Príncipe Charles (hoje, Charles III, rei do Reino Unido).

A Bonhams também explica que há indícios de que Lisa Brennan-Jobs, filha do cofundador da Apple, também usou o Macintosh SE. O sistema de e-mail e o Microsoft Word instalado seguem registrados no nome dela.

  • PIX: veja como fugir dos principais golpes
iPhone evolui e passa por várias mudanças em 15 anos

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g1 testa iPhone 14

g1 testa iPhone 14
g1 testa iPhone 14
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Câmera digital mais potente do mundo tem 3,2 gigapixels – resolução é equivalente a 266 iPhones 13

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Com 1,65 metro de altura e 1,57 metro de diâmetro, a lente é tão potente que consegue captar o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua. O equipamento será utilizado em observatório no Chile.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 12h45m

Post. N. - 4.462

A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab
A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab

Você consegue imaginar como seria uma câmera digital com 3,2 gigapixels? Sim – GIGApixels, uma capacidade de resolução de 3,2 mil megapixels ou 3,2 bilhões de pixels. Pois esse equipamento existe e está na Califórnia, Costa Oeste dos Estados Unidos. De forma mais específica, nos laboratórios do Centro de Aceleração Linear da Universidade de Stanford

O dispositivo fará parte do Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica (entenda mais abaixo), cujo objetivo será registrar e catalogar, em um período de 10 anos, pelo menos 20 bilhões de galáxias espalhadas pelo universo.

A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Dessa forma, os cientistas esperam compreender melhor o surgimento dessas galáxias e a substância chamada "matéria escura", responsável pela composição de 95% do universo e cuja natureza ainda permanece desconhecida.

"É a primeira vez que um telescópio vai pesquisar um número de galáxias maior que a quantidade de habitantes da Terra", comparou o gerente do projeto, Vincent Riot.

A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC
A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC

A lente nasceu de uma parceria da Universidade de Stanford com o Brookhaven National Laboratory e o Centre National de la Recherche Scientifique – este último, da França.

Com 1,65 metro de altura, 1,57 metro de diâmetro e pesando cerca de três toneladas, a câmera é tão potente que consegue captar com clareza o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua.

Em comparação, os cientistas envolvidos no projeto afirmam que a qualidade das imagens e quantidade de pixels geradas pela câmera é equivalente a 1.500 telas de televisores ou 266 iPhones 13.

O dispositivo começou a ser construído há sete anos em Tucson, no Arizona, e a expectativa é que seja totalmente finalizado em maio de 2023.

A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory


Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1
Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1

Observatório

Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA
Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA

A lente, que vai equipar a câmera mais potente do mundo, é parte integral do projeto Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica.

O aparelho, com pouco mais de oito metros de altura, está em construção no local onde funcionará o Observatório Vera Rubin, no topo do Cerro Pachón, uma montanha da região andina de Coquimbo, 2.715 metros acima do nível do mar, no Chile.

A expectativa é que o observatório entre em funcionamento total em outubro de 2024.

Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Todos os números da lente são superlativos: o dispositivo terá 189 sensores – cada um deles, com 16 milímetros – que captarão o equivalente a 15 Terabytes por noite.

Termo que ficou mais conhecido por designar a capacidade de armazenamento de HSs externos, cada Terabyte corresponde a 1.024 gigabytes.

O aquecimento previsto para essa atividade é tão elevado que o dispositivo contará com um mecanismo de resfriamento, capaz de reduzir a temperatura em até - 100 Cº.

Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

A colocação dos sensores foi uma das partes mais críticas da construção – não apenas pelo alto custo de cada um deles, mas pelo risco que uma colocação malfeita poderia causar à qualidade final do projeto.

"Foi como se estacionássemos Lamborghinis a milímetros uns dos outros", comparou Riot. 
Romanesco

A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution
A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution

Apesar de ser capaz de registrar galáxias que estão a muitos anos-luz da Terra, a primeira imagem captada pela super lente foi bem mais humilde: um romanesco – espécie de primo menos conhecido do brócolis.

A escolha não foi aleatória.

"A equipe da câmera escolheu cuidadosamente os objetos para a primeira sequência de imagens. Uma delas é a cabeça de um romanesco, um vegetal muito próximo do brócolis e selecionado por sua estrutura muito detalhada", diz um texto publicado no site do observatório.

Segundo os cientistas, a estrutura do vegetal se apresenta na forma de um fractal – forma geométrica muito complexa, portanto um bom teste para a câmera.

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