Total de visualizações de página

sexta-feira, 26 de maio de 2023

5 negócios do Google e de outros gigantes que prometiam muito e fracassaram

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Blockbuster e site precursor das redes sociais também estão entre ideias promissoras que não duraram muito.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 26 de maio de 2023 às 15h05m

Post. N. - 4.631

Cofundador do Google, Sergey Brin, com seu Google Glass — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Cofundador do Google, Sergey Brin, com seu Google Glass — Foto: GETTY IMAGES via BBC

No mundo dos negócios, como em tantos outros, tudo começa com uma ideia.

Essa ideia recebe investimentos em tempo e dinheiro, até ficar pronta para ser lançada e observada para ver se faz ou não sucesso.

Algumas dessas ideias progridem muito, como o Facebook e a Amazon. Mas muitas outras fracassam, por uma série de razões.

Os entusiastas da tecnologia costumam citar frequentemente o caso do sistema de vídeo Betamax, da Sony. Ele recebeu enormes elogios por sua qualidade superior à do sistema VHS, mas acabou perdendo para o concorrente por falta de habilidade na sua campanha de marketing.

Da mesma forma, outras empresas de sucesso também foram responsáveis por alguns dos maiores fracassos da história. Por quê?

1. Google Glass

Indicado pela revista Times como uma das melhores invenções de 2012, o Google Glass foi um projeto que contou com o apoio apaixonado de Sergey Brin, um dos fundadores do mecanismo de busca.

O que não era de se estranhar. O Google Glass parecia ter saído de um filme de ficção científica — óculos de alta tecnologia com uma tela de visualização frontal, que mostrava informações que se deslocavam pela linha de visão do usuário, tudo ativado por gestos ou comandos de voz.

Com eles, você poderia encontrar seu caminho orientado por um mapa sobreposto à sua realidade; suas mensagens apareceriam diante dos seus olhos; um único gesto seria suficiente para você tirar fotos ou gravar vídeos; e um comando de voz faria você se comunicar com quem desejasse.

O produto foi criado em meio ao clamor permanente pela informática portátil. Mas, embora a utilidade e a imagem do Google Glass fossem atraentes, as preocupações com privacidade acabaram agindo contra ele, já que oferecia ao seu usuário a possibilidade de filmar e fotografar outras pessoas sem ser observado.

A ideia de que alguém pudesse ser gravado sem saber acabou sendo incômoda demais para as pessoas. E, para os estabelecimentos comerciais, como restaurantes e salas de cinema, a possibilidade de que seus clientes usassem óculos com câmeras também não foi bem recebida.

Três anos depois do lançamento, o Google Glass foi descartado.

O projeto foi ressuscitado em 2017, com o Glass at Work, orientado não ao público em geral, mas para as empresas. Eles eram úteis, por exemplo, para oferecer notificações em tempo real no ambiente médico ou para ler QR code.

Mas as tentativas de fazer reviver a ideia não foram suficientes para mantê-la por muito mais tempo. Em março de 2023, o Google colocou ponto final aos seus óculos futuristas.

2. Olestra

Descoberto por cientistas da empresa norte-americana Procter & Gamble na década de 1960, Olestra era um substituto da gordura que não era absorvido pelo corpo.

Olestra foi testado em bolos, rosquinhas e sorvetes, reduzindo seu teor de calorias em até 50%.

Ele prometia ser a panaceia para a dieta das pessoas, que poderiam desfrutar dos alimentos sem sofrer as consequências negativas. E era uma ótima solução para a multinacional, que ganharia muito dinheiro com a venda do produto.

Mas os comentários sobre os testes com Olestra foram desastrosos e repugnantes.

Todos tinham a mesma reclamação, explica o cientista de alimentos Peter Berry Ottaway, vazamentos anais que saem do reto sem nenhum controle.

A Procter & Gamble reformulou o produto, concentrando-se na produção de salgadinhos. E, em 1990, pediu a aprovação da Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

A aprovação chegou seis anos depois, mas os produtos que usavam Olestra precisariam declarar que podem causar cólicas abdominais e fezes moles.

Inicialmente, os consumidores não desaminaram. Paralelamente, começaram a surgir resultados médicos melhores sobre os efeitos secundários do produto.

Mas surgiu uma campanha feroz e contínua contra o uso de Olestra pelo Centro para a Ciência no Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês). E, como se não bastasse, o produto se tornou alvo de piadas dos comediantes da televisão norte-americana.

Tudo isso levou ao fim do Olestra.

"Realmente, foi uma guerra de relações públicas", segundo o milionário empreendedor Sam White. Ele declarou que, se fosse a Procter & Gamble, "teria continuado lutando".

3. Blockbuster

Há 20 anos, a Blockbuster fazia parte da paisagem urbana ao redor do mundo — Foto: Ron Heflin/AP
Há 20 anos, a Blockbuster fazia parte da paisagem urbana ao redor do mundo — Foto: Ron Heflin/AP

Lançado em 1985 em Dallas, no Estado americano do Texas, o videoclube Blockbuster ("sucesso de bilheteria", em inglês) fez jus ao seu nome por quase 30 anos.

No seu auge, em 2004, a empresa gigante do aluguel de filmes chegou a ter 9 mil lojas em todo o mundo, 84 mil funcionários e receita de quase US$ 5,9 bilhões (cerca de R$ 29,5 bilhões).

Mas, naquela altura, a empresa já havia cometido um erro grave: no ano 2000, deixou passar a oportunidade de comprar a Netflix.

A plataforma de streaming norte-americana havia sido fundada em 1997, oferecendo um serviço de aluguel de DVDs pelo correio.

A Netflix ofereceu à Blockbuster a possibilidade de acrescentar uma plataforma online à sua operação de aluguel de fitas e DVDs. Em troca, a Blockbuster dedicaria um espaço à Netflix nas suas lojas.

A Blockbuster recusou esta e outras oportunidades, segundo a Netflix, que acabou se tornando sua principal ameaça. Foi o momento decisivo para a sua queda.

"É muito fácil para as pessoas intoxicar-se com o sucesso e começar a acreditar que nada irá se interpor no seu caminho, o que não acontece, pela minha experiência", observa White.

A Blockbuster havia se interessado em oferecer seus próprios serviços de transmissão. Este enfoque mudou depois de 2005, quando a gigante da comunicação Viacom vendeu a companhia, deixando-a repleta de dívidas. E uma compra posterior por "investidores ativistas" impediu a inovação da empresa.

Lançado pela engenheira da computação Julie Pankhurst e seu marido Steve em julho de 2000, o site Friends Reunited (Amigos reunidos, em inglês) ajudava as pessoas a encontrar seus velhos amigos da escola.

Precursor das redes sociais, o site teve crescimento inicial extremamente modesto. Mas, depois que foi mencionado em um programa de rádio da BBC, o Friends Reunited ganhou força. No final de 2002, já havia atraído 8 milhões de usuários.

A transição do acesso gratuito para a assinatura paga foi inevitável, mas não reduziu o entusiasmo, nem a má publicidade, alimentada por histórias de velhos amigos de escola tendo casos e professores caluniados.

O Friends Reunited conseguiu se manter até ser vendido para o canal de TV britânico ITV em 2005, por 175 milhões de libras (cerca de R$ 1,08 bilhão). Mas a aquisição foi um fracasso e, em 2009, a ITV se desfez do site por apenas 25 milhões de libras (cerca de R$ 154,5 milhões).

O canal de televisão pagou demais por uma peça central da sua estratégia digital, mas que era um negócio que, culturalmente, não estava no lugar certo, segundo White. E, mesmo com o seu drástico destino, o empresário acredita que o Friends Reunited poderia ter enfrentado os Facebooks da vida.

5. Sinclair C5

O triciclo elétrico C5 (com pedalagem assistida) foi um veículo individual lançado com grande alarde no dia 10 de janeiro de 1985.

Ele foi anunciado como o futuro do transporte — uma máquina não poluente, capaz de levar seu motorista aonde precisar, substituindo os automóveis superdimensionados e pouco eficientes.

Idealizado pelo célebre inventor britânico Clive Sinclair (1940-2021), o Sinclair C5 prometia ser mais uma de suas criações bem sucedidas, ao lado da primeira calculadora eletrônica de bolso e do seu popular microcomputador doméstico ZX Spectrum.

Mas, junto com o DeLorean (o carro que ganhou fama nos filmes da série De Volta para o Futuro), o C5 acabou sendo um dos fracassos de transporte mais espetaculares da década de 1980.

E, neste caso, o baque veio logo no princípio. O veículo havia passado da mesa de desenho direto para o protótipo, sem nenhuma pesquisa de mercado, e teve um problema de imagem quase instantâneo.

A imprensa e o público não observaram o Sinclair C5 como um novo modo de transporte, mas como um brinquedo de alto custo. E ele recebeu críticas por questões de segurança, já que era extremamente baixo, o que o tornava praticamente invisível para os outros veículos.

Além disso, a aparente vantagem de poder ser dirigido por qualquer pessoa com mais de 14 anos, sem habilitação nem capacete, acabou se tornando motivo de preocupação.

Com a má recepção do público, a quantidade de pedidos foi mínima e a produção foi encerrada depois de cerca de oito meses. Mas, mesmo tendo sido ridicularizado de quase todos os lados, o C5 ainda tem seus admiradores.

Com os avanços da tecnologia de baterias e dos sistemas de controle eletrônico de segurança e estabilidade, além da busca de alternativas aos automóveis com motor a gasolina, especialistas se perguntam se o Sinclair C5 não teria sido lançado 30 anos antes do seu tempo.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Homem paraplégico volta a andar com implantes eletrônicos no cérebro

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Britânico conseguiu voltar a andar simplesmente pensando nisso, graças a implantes cerebrais eletrônicos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Pallab Ghosh, BBC

Postado em 25 de maio de 2023 às 12h35m

Post. N. - 4.630

Homem paraplégico volta a andar após receber implantes no cérebro em técnica pioneira — Foto: WEBER GILLES
Homem paraplégico volta a andar após receber implantes no cérebro em técnica pioneira — Foto: WEBER GILLES

Um homem paraplégico conseguiu andar simplesmente pensando nisso graças a implantes cerebrais eletrônicos, uma tecnologia da medicina que, segundo ele, mudou sua vida.

Gert-Jan Oskam, um holandês de 40 anos, perdeu o movimento das pernas em um acidente de bicicleta há 12 anos.

Os implantes eletrônicos transmitem sem fio seus pensamentos para suas pernas e pés por meio de um segundo implante em sua coluna.

O sistema ainda está em estágio experimental, mas foi considerado "muito promissor".

"Eu me sinto como uma criança aprendendo a andar de novo", disse Oskam à BBC.

Ele também pode agora ficar em pé e subir escadas.

"Foi uma longa jornada, mas agora posso me levantar e tomar uma cerveja com meu amigo. É um prazer de que muitas pessoas não têm ideia."

A tecnologia, publicada na revista científica Nature, foi desenvolvida por pesquisadores suíços.

A neurocirurgiã Jocelyn Bloch, professora da Universidade de Lausanne (Suíça) que realizou a delicada cirurgia de inserção dos implantes, destaca que o sistema continua em estágio de pesquisa básica e faltam muitos anos para estar disponível para pacientes com paralisia.

Ela diz à BBC News, no entanto, que o objetivo da equipe era tirá-lo do laboratório e colocá-lo em operação o mais rápido possível.

"O importante para nós não é apenas realizar um experimento científico, mas eventualmente dar mais acesso a mais pessoas com lesões na medula espinhal que estão acostumadas a ouvir dos médicos que precisam se acostumar com o fato de que nunca mais terão movimentos."

Desejo de Gert-Jan de mover as pernas é traduzido por programa de computador em instruções para os músculos das pernas — Foto: WIMAGINE
Desejo de Gert-Jan de mover as pernas é traduzido por programa de computador em instruções para os músculos das pernas — Foto: WIMAGINE

Harvey Sihota é executivo-chefe da ONG britânica Spinal Research, que não participou da pesquisa. Segundo ele, embora haja um longo caminho a percorrer antes que a tecnologia esteja disponível, ela é "muito promissora".

"Embora ainda haja muito a melhorar com essas tecnologias, este é outro passo promissor no campo da neurotecnologia e seu papel na restauração da função e independência de nossa comunidade de lesões na medula espinhal".

A cirurgia para restaurar o movimento de Gert-Jan foi realizada em julho de 2021.

Bloch fez dois orifícios circulares em cada lado do crânio dele, com 5 cm de diâmetro, acima das regiões do cérebro envolvidas no controle do movimento. Em seguida, inseriu dois implantes em forma de disco que transmitem sinais cerebrais sem fio — os desejos de Gert-Jan — para dois sensores presos a um capacete em sua cabeça.

A equipe suíça desenvolveu um algoritmo que traduz esses sinais em instruções para mover os músculos das pernas e pés por meio de um segundo implante inserido ao redor da medula espinhal de Gert-Jan — que Bloch ligou às terminações nervosas relacionadas ao ato de andar.

Os pesquisadores descobriram que, após algumas semanas de treinamento, o paciente conseguia ficar de pé e andar com o auxílio de um andador. Seu movimento é lento, mas suave, segundo o professor Grégoire Courtine, da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), que comandou o projeto.

"Vê-lo andar tão naturalmente é muito comovente", disse. "É uma mudança de paradigma em relação ao que existia antes".

Os implantes cerebrais se baseiam no trabalho anterior de Courtine, quando apenas o implante espinhal era usado para restaurar o movimento. O implante espinhal amplificou sinais fracos do cérebro para a parte danificada da coluna vertebral e foi impulsionado ainda mais por sinais pré-programados de um computador.

Em 2018, a BBC News noticiou como David M'zee foi o primeiro paciente a se beneficiar do implante espinhal, tanto que conseguiu ter um bebê com sua esposa, algo que não era possível anteriormente.

E no ano passado Michel Roccati se tornou a primeira pessoa com uma medula espinhal completamente lesionada a andar como resultado da tecnologia.

Ambos se beneficiaram muito, mas o movimento de caminhada é pré-programado e parece robótico. Eles também têm que manter seus movimentos pretendidos em sintonia com o computador, além de parar e redefini-los se ficarem fora de sincronia.

Gert-Jan tinha apenas o implante espinhal antes de ter os implantes cerebrais. Ele diz que agora tem um controle muito maior. Antes eu sentia que o sistema estava me controlando, mas agora eu o estou controlando.

Nem os sistemas anteriores nem os novos podem ser usados constantemente. São volumosos e ainda em fase experimental.

Em vez disso, os pacientes os usam por cerca de uma hora, algumas vezes por semana, como parte de sua recuperação.

O ato de caminhar treina seus músculos e restaura um certo grau de movimento quando o sistema é desligado, indicando que os nervos danificados podem estar crescendo novamente.

O objetivo final é miniaturizar a tecnologia. A Onward Medical, empresa do professor Courtine, está fazendo melhorias para comercializar a tecnologia para que ela possa ser usada no dia-a-dia das pessoas.

"Está chegando", diz Courtine. "Gert-Jan recebeu o implante 10 anos após o acidente. Imagine quando aplicarmos nossa interface cérebro-espinha algumas semanas após a lesão. O potencial de recuperação é tremendo", conclui ele.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quarta-feira, 24 de maio de 2023

A 'fórmula do sucesso' usada por recrutadores do Google

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


O Google recebe milhões de candidaturas de pessoas que desejam trabalhar na empresa. Recrutadores da empresa dão dicas de como se destacar em meio à multidão.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 24 de maio de 2023 às 18h30m

Post. N. - 4.629

Google — Foto: Getty Images
Google — Foto: Getty Images

Se você quer trabalhar no Google, saiba que não está sozinho. Todos os anos, a empresa americana de tecnologia recebe milhões de pedidos de emprego.

Os processos de seleção da empresa têm a fama de serem muito exaustivos, mas ela também é conhecida pela forma como trata seus trabalhadores e os benefícios que oferece aos seus funcionários.

Em um mercado de trabalho tão competitivo, é importante mostrar algum tipo de habilidade que nos destaque dos demais para conseguir um cargo em empresas como o Google.

Mas, antes de chegar à fase das entrevistas, primeiro o currículo tem que chamar a atenção da equipe de RH.

Os recrutadores do Google afirmam que usar a fórmula X-Y-Z aumentará as chances de ser contratado pela empresa.

Essa fórmula de redação de currículo é uma maneira de ressaltar os pontos nos quais você se destacou ao longo da sua carreira e fazer com que o seu texto seja mais impactante.

E, somada a outras recomendações -como deixar o texto mais fácil de ler ou com no máximo duas páginas-, revelará de imediato como você fez a diferença nas empresas por onde passou.

A recomendação dos especialistas é que a cronologia ordene suas experiências profissionais, da mais recente até a mais antiga. Dessa maneira, você mostrará uma clara progressão ao longo do tempo.

Mas o que é a fórmula X-Y-Z?

O conselho mais repetido entre os recrutadores do Google é 'seja específico em seu currículo' — Foto: Getty Images
O conselho mais repetido entre os recrutadores do Google é 'seja específico em seu currículo' — Foto: Getty Images

"Seja específico sobre os projetos para os quais você trabalhou ou gerenciou. Em caso de dúvida, atenha-se ao padrão x-y-z", diz o Google em seu blog.

O método funciona assim:

  • X = corresponde ao resultado ou à meta obtida. O que você conseguiu?
  • Y = é como é possível medir o impacto ou justificar que efetivamente foi um sucesso. Qual foi o impacto?
  • Z = é a parte onde você explica os passos que deu para atingir seu objetivo. Como você fez isso?

Esta fórmula é eficaz porque se concentra nos resultados.

Mostre o que você conquistou, como mediu seu sucesso e quais medidas você implementou para que isso acontecesse.

Essa informação é valiosa para os profissionais envolvidos na contratação porque ajudam a compreender suas habilidades e experiências.

Provavelmente é mais fácil explicar isso usando alguns exemplos dos próprios vídeos disponíveis no YouTube feitos pelos próprios recrutadores do Google.

Por exemplo, imagine um candidato que queira explicar que participa de um evento para desenvolvedores.

Aprenda a montar o seu currículo no celular

Esta é uma forma boa, a maneira correta e a mais precisa para descrevê-la em um currículo, segundo o Google:

  • Bom: "Fiquei em segundo lugar em um hackathon."
  • Melhor: "Fiquei em segundo lugar em um hackathon com 50 equipes."
  • Muito melhor: "Fiquei em segundo lugar em um hackathon com 50 equipes, trabalhando com dois colegas para desenvolver um aplicativo que sincroniza calendários móveis."

Estes são os conselhos do Google para usar a fórmula x-y-z no currículo:

Seja específico. Você não deve se limitar dizendo que "o tráfego do site aumentou". Em vez disso, diga quanto tráfego aumentou e como você mediu.

Use números e métricas. Quantificar suas conquistas as torna mais impressionantes.

Seja claro e conciso. Use verbos de ação fortes e evite jargões.

Use palavras-chave. Sempre que possível, use palavras-chave relevantes para o cargo ao qual você está se candidatando.

Experiência anterior

A gigante da tecnologia recomenda que você faça a si mesmo algumas perguntas antes de iniciar uma candidatura para uma de suas vagas e reflita sobre elas.

Os especialistas acreditam que esse convite para refletir sobre si mesmo ajudará a criar uma imagem para onde você deseja levar sua carreira.

  • O que aprendi a fazer aqui deixou tudo o que veio depois mais fácil?
  • Você conquistou a maior parte das suas conquistas por meio do resultado de um esforço solitário ou trabalho em equipe?
  • O que você mais gosta: resolver problemas ou impulsionar o debate?
  • Qual é o trabalho mais gratificante que você teve? Por quê?
  • Descreva a melhor equipe com quem você trabalhou. Por que essa experiência se destaca?

Ao preparar suas respostas, faça uma narrativa: liste exemplos concretos de onde, quando e como você demonstrou as habilidades que os empregadores procuram na descrição do trabalho.

Essas breves histórias sobre suas conquistas e experiências anteriores devem ilustrar o valor que você teve em seus empregos anteriores e o que oferecerá em sua nova função, caso seja contratado.

"Por que esse exercício de visualização? Suas habilidades, interesses e metas são o resultado da sua vida, suas experiências, seus triunfos e seus fracassos", diz o Google.

"Se te contratamos com base em suas habilidades, vamos contratar um funcionário qualificado. Se te contratamos com base em suas habilidades, suas paixões duradouras e suas diversas experiências e perspectivas, encontraremos um Googler. E é isso que queremos", acrescentou.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----