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segunda-feira, 10 de julho de 2023

Os trabalhadores que perderam o emprego para inteligência artificial

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A inteligência artificial pode ser uma boa ferramenta para aumentar a produtividade — mas há trabalhos que podem ser totalmente substituídos por ela.
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TOPO
Por BBC

Postado em 10 de julho de 2023 às 10h55m

Post. N. - 4.672

Dean Meadowcroft nunca pensou que a inteligência artificial iria substituí-lo — Foto: DEAN MEADOWCROFT
Dean Meadowcroft nunca pensou que a inteligência artificial iria substituí-lo — Foto: DEAN MEADOWCROFT

Até pouco tempo, Dean Meadowcroft era redator em um pequeno departamento de marketing.

As funções dele incluíam redigir comunicados à imprensa, postagens em redes sociais e outros conteúdos para a empresa.

No fim do ano passado, no entanto, a companhia introduziu um sistema de inteligência artificial (IA).

"Na época, a ideia era trabalhar junto a redatores humanos para ajudar a acelerar o processo, simplificar um pouco mais as coisas", diz ele.

Meadowcroft não ficou particularmente impressionado com o trabalho da inteligência artificial.

"Meio que fez todo mundo parecer nivelado, em cima do muro, e exatamente igual, e, por isso, ninguém se destacava realmente."

O conteúdo também precisava ser verificado por uma equipe humana para garantir que não tivesse sido retirado de nenhum outro lugar.

Demissão

Mas a inteligência artificial era rápida. O que um redator humano podia levar entre 60 e 90 minutos para escrever, a IA era capaz de fazer em 10 minutos ou menos.

Cerca de quatro meses após a introdução da tecnologia, a equipe de quatro pessoas de Meadowcroft foi demitida.

Meadowcroft não tem certeza, mas está quase certo de que a IA os substituiu.

"Eu ria da ideia de que a IA pudesse substituir os escritores, ou afetar meu trabalho, até que isso aconteceu, diz ele.

O ChatGPT aproximou a inteligência artificial do usuário comum — Foto: GETTY IMAGES
O ChatGPT aproximou a inteligência artificial do usuário comum — Foto: GETTY IMAGES

A última onda da inteligência artificial ocorreu no fim do ano passado, quando a OpenAI lançou o ChatGPT.

Com o respaldo da Microsoft, o ChatGPT pode dar respostas semelhantes às humanas a perguntas e pode, em questão de minutos, gerar redações, discursos e até receitas.

Outras grandes empresas de tecnologia também estão apresentando seus próprios sistemas — o Google, por exemplo, lançou o Bard em março.

Embora não sejam perfeitos, esses sistemas são treinados para buscar, no oceano de dados disponíveis na internet, uma quantidade de informações impossível de digerir até mesmo para uma equipe de humanos.

Isso faz com que muita gente se pergunte que tipos de empregos podem estar em risco.

No início deste ano, um relatório do Goldman Sachs dizia que a inteligência artificial poderia potencialmente substituir o equivalente a 300 milhões de empregos em tempo integral.

A perda de postos de trabalho não aconteceria da mesma forma em todos os setores da economia.

Segundo o relatório, 46% das tarefas administrativas e 44% das profissões jurídicas poderiam ser automatizadas, mas apenas 6% na área de construção e 4% na de manutenção.

O relatório também indica que a introdução da inteligência artificial poderia aumentar a produtividade e o crescimento e poderia gerar novos empregos.

Já existem algumas evidências disso.

O caso da IKEA

A IKEA capacitou milhares de funcionários de call centers como consultores de design — Foto: GETTY IMAGES
A IKEA capacitou milhares de funcionários de call centers como consultores de design — Foto: GETTY IMAGES

Em junho, a IKEA afirmou que, desde 2021, capacitou 8,5 mil funcionários que trabalhavam em seus call centers como consultores de design.

A empresa diz que 47% das chamadas dos clientes agora são atendidas por uma inteligência artificial chamada Billie.

Embora a IKEA não preveja nenhuma perda de emprego como resultado do uso de inteligência artificial, esses desdobramentos estão deixando muita gente preocupada.

Uma pesquisa recente do Boston Consulting Group (BCG), que entrevistou 12 mil trabalhadores de todo o mundo, descobriu que um terço estava preocupado com a possibilidade de ser substituído pela inteligência artificial no trabalho — e a equipe da linha de frente estava mais preocupada do que os gestores.

Alguns trabalhos seriam mais fáceis de substituir pela inteligência artificial do que outros — Foto: GETTY IMAGES
Alguns trabalhos seriam mais fáceis de substituir pela inteligência artificial do que outros — Foto: GETTY IMAGES

Jessica Apotheker, do BCG, diz que isso se deve em parte ao medo do desconhecido.

"Quando você olha para líderes e gestores, mais de 80% deles usam a inteligência artificial pelo menos semanalmente. Quando você olha para o pessoal da linha de frente, esse número cai para 20%. A falta de familiaridade com a tecnologia gera muito mais ansiedade e preocupação para eles em relação aos resultados."

Mas talvez haja um bom motivo para estar ansioso.

Um exemplo no YouTube

Por três meses no ano passado, Alejandro Graue fez trabalhos de dublagem para um canal popular do YouTube.

Parecia um tipo de trabalho promissor, todo o conteúdo do canal em inglês precisava ser dublado para espanhol.

Graue saiu de férias no fim do ano passado confiante de que haveria trabalho quando ele voltasse.

"Contava com esse dinheiro para viver. Tenho duas filhas, então preciso do dinheiro", diz ele.

Mas, para surpresa dele, antes de voltar ao trabalho, o canal do YouTube publicou um novo vídeo em espanhol — no qual ele não havia trabalhado.

Alejandro Graue perdeu o trabalho como dublador para um sistema de IA — Foto: ALEJANDRO GRAUE
Alejandro Graue perdeu o trabalho como dublador para um sistema de IA — Foto: ALEJANDRO GRAUE

"Quando cliquei no vídeo, o que escutei não foi minha voz, mas uma voz gerada por inteligência artificial — uma dublagem muito mal sincronizada. Foi terrível. E eu fiquei pensando: O que é isso? Vai ser meu novo colega de trabalho no canal? Ou vai me substituir?", relembra.

Um telefonema para o estúdio em que trabalhava confirmou o pior. O cliente queria experimentar a inteligência artificial porque era mais barato e mais rápido.

O experimento acabou sendo um fracasso.

Os espectadores reclamaram da qualidade da dublagem e, por fim, o canal retirou os vídeos que apresentavam a voz gerada por IA.

Mas Graue não achou isso muito reconfortante.

Ele acredita que a tecnologia só vai se aperfeiçoar e se pergunta onde vão parar os dubladores como ele.

"Se isso começar a acontecer em todos os trabalhos que eu tenho, o que devo fazer? Devo comprar uma fazenda? Não sei. Que outro trabalho eu poderia procurar que não será substituído também no futuro? É muito complicado", diz ele.

Colaboração

Se a IA não substituir o seu trabalho, é provável que você precise começar a trabalhar com ela de alguma forma.

Após alguns meses de trabalho como freelancer, o ex-redator Dean Meadowcroft tomou um novo rumo.

Ele agora trabalha para um provedor de assistência a funcionários, que oferece conselhos de bem-estar e saúde mental às equipes.

Trabalhar com inteligência artificial faz parte agora da sua função.

"Acho que é aí que está o futuro da inteligência artificial, oferecendo acesso rápido ao conteúdo liderado por humanos, em vez de eliminar completamente esse aspecto humano", diz ele.

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sábado, 8 de julho de 2023

Não foi só o Threads: 5 vezes em que Mark Zuckerberg apostou em 'clones' de seus concorrentes

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Nova rede social ligada ao Instagram é focada em texto e se parece muito com o Twitter. Compare os dois aplicativos e relembre o histórico da Meta.
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Por g1

Postado em 23 de julho de 2023 às 07h15m

Post. N. - 4.671

O Instagram apresentou na última quarta-feira (5) o Threads, um aplicativo com foco em texto. Ele vai competir com o Twitter, que anunciou há uma semana um limite temporário de leitura de posts.

O Threads, que alcançou 70 milhões de usuários em dois dias, tem um visual muito parecido com o do Twitter. A nova rede é mais uma aposta de Mark Zuckerberg que se inspira fortemente em rivais da Meta, controladora do Instagram, do Facebook e do WhatsApp.

Compare o Threads com o Twitter na arte abaixo e, em seguida, veja outros casos de "clones" da Meta.

Snapchat ➡️ Stories

Os stories do Instagram existem desde 2016 e foram inspirados no recurso de mesmo nome que existe no Snapchat desde 2011. Com a funcionalidade, os usuários podem compartilhar post que ficam no ar por apenas 24 horas.

Segundo o Wall Street Journal, o Snapchat chegou a recusar uma oferta de US$ 3 bilhões feita em 2013 pela empresa de Zuckerberg. Depois disso, os stories foram levados não só para o Instagram, mas também para o Facebook e o WhatsApp.

TikTok ➡️ Reels

O TikTok, da chinesa ByteDance, foi lançado em 2016 como uma rede social de vídeos curtos e se tornou muito popular entre adolescentes. Três anos depois, quando o formato já era popular, o Instagram lançou o Reels como um teste no Brasil.

Os dois serviços são voltados para publicar vídeos verticais, que ocupam toda a tela do celular. Eles permitem dublar áudios de terceiros e tem vários recursos de edição, incluindo o que permite unir vários trechos de vídeos em apenas um.

BeReal ➡️ Candid

O BeReal ficou conhecido em 2022 por enviar diariamente, em horário aleatório, uma notificação que oferece até dois minutos para os usuários postarem uma foto nova. A ideia da plataforma é apostar em imagens espontâneas, que não têm filtros nem recebem likes.

O Instagram foi um dos que tentou surfar nessa onda e começou a testar no fim do mesmo ano o Candid, em que os usuários são estimulados a publicar uma foto nos stories após uma notificação da plataforma. O recurso ainda não está disponível no Brasil.

Candid, recurso do Instagram que tem a mesma proposta do BeReal — Foto: Divulgação/Instagram
Candid, recurso do Instagram que tem a mesma proposta do BeReal — Foto: Divulgação/Instagram

Twitch ➡️ Facebook Gaming

A Twitch é uma plataforma de vídeos ao vivo que se destaca pelas gameplays, como são chamadas as transmissões em que usuários mostram o que estão jogando. Ela foi criada em 2011 e comprada em 2014 pela Amazon, por US$ 970 milhões.

Em 2018, foi lançado o Facebook Gaming, uma seção na rede social com a mesma proposta: reunir criadores de conteúdo que transmitem gameplays dos jogos mais populares.

YouTube ➡️ IGTV

O Instagram lançou em 2018 o IGTV, um aplicativo de vídeos de até uma hora de duração. A ideia era incentivar criadores a usarem a plataforma para atrair espectadores da TV e do YouTube.

Em 2022, o IGTV foi encerrado, e os vídeos longos que tinham sido publicados ficaram integrados ao perfil dos usuários no Instagram. A decisão foi anunciada em um momento em que a rede social se concentrava em expandir o Reels.

Saiba mais sobre a treta entre Threads e Twitter

Threads x Twitter: Tudo o que você tem que saber sobre essa treta das gigantesThreads x Twitter: Tudo o que você tem que saber sobre essa treta das gigantes

Veja os memes sobre o lançamento do Threads

'Threads': veja os memes sobre o lançamento da nova rede social'Threads': veja os memes sobre o lançamento da nova rede social
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sexta-feira, 7 de julho de 2023

Após 1 ano, 128 celulares são compatíveis com 5G; veja lista completa .

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Sinal já chegou a 315 cidades, incluindo as capitais. Mas conexão depende de celular compatível e, em alguns casos, de chips e planos exclusivos das operadoras.
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Por g1

Postado em 07 de julho de 2023 às 07h10m

Post. N. - 4.670

Faixa principal da Internet 5G foi ativada na última sexta-feira em João Pessoa e será liberada agora em São Paulo — Foto: Mila Oliveira/Arquivo Pessoal
Faixa principal da Internet 5G foi ativada na última sexta-feira em João Pessoa e será liberada agora em São Paulo — Foto: Mila Oliveira/Arquivo Pessoal

Após 1 ano da ativação da faixa principal do 5G, 315 cidades já têm cobertura da nova geração da internet móvel. Mas a conexão depende de ter um aparelho compatível com pelo menos um dos tipos de conexão: "standalone" (SA) ou "non-standalone" (NSA), a mais comum.

Além disso, algumas operadoras têm exigências próprias, como troca de chip ou de plano, e certos smartphones precisam receber atualização das fabricantes.

O g1 detalhou a lista dos celulares que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atualmente considera homologados para o 5G. Desde a ativação, o número de aparelhos cresceu e hoje é de 128.

Veja abaixo quais são compatíveis com qual tipo de conexão.

A lista acima desconsidera celulares que são compatíveis apenas com o DSS, que algumas operadoras chegaram a propagandear como "5G" desde 2020, mas que usa apenas a estrutura do 4G.

Entenda o que muda com o 5G — Foto: Kayan Albertin/g1
Entenda o que muda com o 5G — Foto: Kayan Albertin/g1

Precisa trocar de chip ou de plano?

Veja abaixo, de acordo com cada uma das três maiores operadoras, se é necessário trocar de chip ou de plano para acessar o 5G "standalone".

  • Vivo: a operadora afirma que não é necessário trocar o plano e que todos os clientes com chips 4G têm acesso ao 5G SA;
  • Tim: para usar o 5G mais rápido é necessário contratar o plano "Booster 5G". Apenas no caso de quem tem iPhone 14 é necessária a troca do chip;
  • Claro: é necessário um chip exclusivo e um plano compatível para acessar a conexão "pura".

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