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sábado, 29 de julho de 2023

Hackers: a guerra de versões sobre países que promovem mais ataques cibernéticos

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Ataque que infectou recentemente iPhones em uma empresa de tecnologia russa chamou a atenção para os ataques cibernéticos realizados por países como os Estados Unidos, que raramente são reportados.
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TOPO
Por BBC

Postado em 29 de julho de 2023 às 15h50m

Post. N. - 4.691

A empresa de segurança cibernética Crowdstrike ilustra os hackers mais temidos na forma de personagens de desenho animado — Foto: CROWDSTRIKE via BBC
A empresa de segurança cibernética Crowdstrike ilustra os hackers mais temidos na forma de personagens de desenho animado — Foto: CROWDSTRIKE via BBC

Camaro Dragon, Fancy Bear, Static Kitten e Stardust Chollima. Poderiam ser os novos super-heróis da Marvel — mas, na verdade, são os nomes dados a alguns dos grupos de hackers mais temidos do mundo.

Durante anos, essas equipes cibernéticas de elite foram rastreadas de ataque em ataque, roubando segredos e causando interrupções supostamente a mando de seus governos.

As empresas de segurança cibernética chegaram, inclusive, a criar ilustrações de personagens de desenho animado para representá-las.

Camaro Dragon: a mais recente ilustração da Checkpoint de um suposto grupo chinês hackeando funcionários de relações exteriores europeus — Foto: CHECKPOINT via BBC
Camaro Dragon: a mais recente ilustração da Checkpoint de um suposto grupo chinês hackeando funcionários de relações exteriores europeus — Foto: CHECKPOINT via BBC

Por meio de pontos em um mapa-múndi, os profissionais de marketing destas empresas alertam regularmente os clientes sobre a origem destas "ameaças persistentes avançadas" (APTs, na sigla em inglês) — geralmente provenientes da Rússia, China, Coreia do Norte e Irã.

Mas partes do mapa permanecem visivelmente vazias.

Por que será que é tão raro ouvir falar sobre equipes de hackers e ataques cibernéticos baseados em países ocidentais?

Ataque a empresa russa de segurança cibernética

Um grande ataque cibernético na Rússia, revelado no início de junho, pode fornecer algumas pistas.

Do escritório com vista para o Canal de Moscou, um especialista em segurança cibernética observou como pings estranhos começaram a ser registrados na rede wi-fi da empresa.

Dezenas de celulares da equipe estavam enviando informações simultaneamente para partes estranhas da internet.

Mas esta não era uma empresa comum.

A Kaspersky, com sede em Moscou, é a maior empresa cibernética da Rússia — Foto: KASPERSKY via BBC
A Kaspersky, com sede em Moscou, é a maior empresa cibernética da Rússia — Foto: KASPERSKY via BBC

Era a maior empresa de segurança cibernética da Rússia, a Kaspersky, que estava investigando um possível ataque a seus próprios funcionários.

"Obviamente, nossas mentes se voltaram diretamente para o spyware (software espião), mas estávamos bastante céticos no início", diz o pesquisador-chefe de segurança, Igor Kuznetsov.

"Todo mundo já ouviu falar sobre poderosas ferramentas cibernéticas que podem transformar telefones celulares em dispositivos de espionagem, mas eu pensei que isso era uma espécie de lenda urbana que acontece com outras pessoas, em outros lugares."

Após uma análise minuciosa de "várias dezenas" de iPhones infectados, Kuznetsov percebeu que seu palpite estava certo — eles, de fato, haviam descoberto uma grande e sofisticada campanha de espionagem contra sua própria equipe.

O tipo de ataque que eles haviam descoberto é um pesadelo para os especialistas em segurança cibernética.

Os hackers haviam inventado uma maneira de infectar iPhones enviando uma iMessage que se apaga automaticamente uma vez que o software malicioso é injetado no dispositivo.

"Pronto, você está infectado — e nem vê", explica Kuznetsov.

'Operação de reconhecimento'

Todo o conteúdo do telefone das vítimas agora estava sendo enviado aos hackers em intervalos regulares. Mensagens, e-mails e fotos foram compartilhados —- inclusive acesso à câmera e microfone.

Seguindo uma regra de longa data da Kaspersky de não fazer acusações, Kuznetsov diz que não está interessado em saber de onde esse ataque de espionagem digital foi lançado.

"Bytes não têm nacionalidade — e sempre que um ataque cibernético é atribuído a um determinado país, isso é feito com um propósito", afirma.

Mas o governo russo está menos preocupado com isso.

No mesmo dia em que a Kaspersky anunciou o que havia descoberto, os serviços de segurança russos divulgaram um comunicado urgente afirmando que haviam "descoberto uma operação de reconhecimento do serviço de inteligência americano realizada usando dispositivos móveis da Apple".

O serviço russo de inteligência cibernética não mencionou a Kaspersky, mas afirmou que "vários milhares de aparelhos telefônicos" pertencentes a russos e diplomatas estrangeiros haviam sido infectados.

O comunicado ainda acusou a Apple de ajudar ativamente na campanha dos hackers. A Apple nega que esteja envolvida.

O suposto culpado — a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) — disse à BBC News que não tinha comentários.

Kuznetsov insiste que a Kaspersky não havia articulado nada com os serviços de segurança russos e que o comunicado do governo os pegou de surpresa.

A NSA tem hackers de elite trabalhando para os EUA — Foto: Reuters via BBC
A NSA tem hackers de elite trabalhando para os EUA — Foto: Reuters via BBC

Algumas pessoas no mundo da segurança cibernética podem ficar surpresas com isso — o governo russo parecia estar fazendo um anúncio conjunto com a Kaspersky, para obter o máximo impacto, o tipo de tática cada vez mais usada pelos países ocidentais para expor campanhas de hackers e fazer acusações em voz alta.

Em maio, o governo dos EUA emitiu um anúncio conjunto com a Microsoft informando que eles haviam detectado hackers do governo chinês espreitando as redes de energia em territórios americanos.

Este anúncio foi previsivelmente seguido por um coro de assentimento dos aliados dos Estados Unidos no ciberespaço — Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, conhecidos como Five Eyes ("Cinco Olhos").

A resposta da China foi uma rápida negação, dizendo que a história fazia parte de uma "campanha de desinformação coletiva" dos países do Five Eyes.

O funcionário do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, acrescentou a resposta habitual da China: "O fato é que os Estados Unidos são o império dos hackers."

'Visando a China'

Mas agora, assim como a Rússia, a China parece estar adotando uma abordagem mais agressiva para denunciar os ataques cibernéticos ocidentais.

O jornal estatal China Daily alertou que os hackers apoiados por governos estrangeiros são agora a maior ameaça à segurança cibernética do país.

E essa advertência veio acompanhada por uma estatística da empresa chinesa 360 Security Technology — ela havia descoberto "51 organizações de hackers visando a China".

A empresa não respondeu aos pedidos de comentários da BBC.

Em setembro do ano passado, a China também acusou os EUA de hackear uma universidade financiada pelo governo responsável por programas de pesquisa aeronáutica e espacial.

'Jogo limpo'

"A China e a Rússia descobriram lentamente que o modelo ocidental de exposição cibernética é incrivelmente eficaz, e acredito que estamos vendo uma mudança”, diz Steve Stone, diretor do Rubrik Zero Labs e ex-profissional de inteligência cibernética.

"Também vou dizer que acho isso uma coisa boa. Não tenho nenhum problema com outros países revelando o que os países ocidentais estão fazendo. Acho que isso é jogar limpo e acho que é apropriado."

Muitos rejeitam a acusação chinesa de que os EUA são o império dos hackers, como uma hipérbole — mas há alguma verdade nisso.

De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), os EUA são a única potência cibernética de nível um no mundo, com base na capacidade de ataque, defesa e influência.

O nível dois é composto por:

  • China;
  • Rússia;
  • Reino Unido;
  • Austrália;
  • França;
  • Israel;
  • Canadá.

O National Cyber ​​Power Index, compilado por pesquisadores do Belfer Center for Science and International Affairs, também considera os EUA o principal poder cibernético do mundo.

A principal pesquisadora do informe, Julia Voo, também notou uma mudança.

"A espionagem é rotineira para os governos e agora é frequente na forma de ataques cibernéticos — mas há uma batalha narrativa acontecendo, e os governos estão perguntando quem está se comportando de forma responsável e irresponsável no ciberespaço", diz ela.

E compilar uma lista de grupos de hackers de "ameaças persistentes avançadas" (APTs) e fingir que não existem ocidentais não é uma representação fiel da realidade, ela acrescenta.

Hackers do Reino Unido operam na Sede de Comunicações do Governo (GCHQ, na sigla em inglês), em Cheltenham — Foto: GCHQ via BBC
Hackers do Reino Unido operam na Sede de Comunicações do Governo (GCHQ, na sigla em inglês), em Cheltenham — Foto: GCHQ via BBC

"Ler os mesmos informes sobre ataques de hackers de apenas um lado aumenta a ignorância geral", diz Voo.

"A educação geral da população é importante, porque é basicamente aqui que muitas tensões entre os Estados vão ocorrer no futuro."

Voo também elogia o governo do Reino Unido por publicar seu relatório inaugural de transparência sobre as operações da Força Cibernética Nacional.

"Não é superdetalhado, mas é mais do que em outros países", avalia.

'Viés de dados'

Mas a falta de transparência também pode vir das próprias empresas de segurança cibernética.

Stone chama isso de "viés de dados" — as empresas ocidentais de segurança cibernética não conseguem ver os ataques ocidentais porque não têm clientes em países rivais.

Mas também pode haver uma decisão consciente de investir menos esforço em algumas investigações.

"Não tenho dúvidas de que provavelmente algumas empresas podem medir esforços e ocultar o que podem saber sobre um ataque ocidental", diz Stone.

Mas ele nunca fez parte de uma equipe que fez isso deliberadamente.

Os contratos lucrativos de governos como do Reino Unido ou dos EUA também são uma importante fonte de receita para muitas empresas de segurança cibernética.

Como disse um pesquisador de segurança cibernética do Oriente Médio: "O setor de inteligência de segurança cibernética é fortemente representado por provedores ocidentais e muito influenciado pelos interesses e necessidades de seus clientes".

O especialista, que pediu para permanecer anônimo, é um dos mais de uma dúzia de voluntários que contribuem regularmente para o APT Google Sheet — uma planilha online de visualização gratuita que rastreia todos os casos conhecidos de atividades que representam ameaças, independentemente de suas origens.

Ele tem uma aba para APTs da "Otan" (relativa aos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte), com apelidos como Longhorn, Snowglobe e Gossip Girl, mas o especialista admite que está bastante vazia em comparação com as abas de outras regiões e países.

'Menos barulho'

Ele diz que outro motivo para a falta de informações sobre os ataques cibernéticos ocidentais pode ser porque eles costumam ser mais furtivos e causam menos danos colaterais.

"As nações ocidentais tendem a realizar suas operações cibernéticas de maneira mais precisa e estratégica, contrastando com os ataques mais agressivos e amplos associados a nações como Irã e Rússia", diz o especialista.

"Como resultado, as operações cibernéticas ocidentais geralmente geram menos barulho."

O outro aspecto da falta de informes pode ser a confiança.

É fácil descartar acusações de ataques feitas pelos russos ou chineses porque muitas vezes faltam provas.

Mas os governos ocidentais, quando fazem acusações, raramente fornecem qualquer evidência — se é que alguma vez fornecem.

* Este texto foi publicado originalmente em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjl9jglk1kro

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sexta-feira, 28 de julho de 2023

Inteligência artificial: por que chefe do Google recomenda que pessoas verifiquem respostas do chatbot da própria empresa

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Empresa diz que usuários devem verificar precisão das respostas fornecidas pela Bard com seu mecanismo de busca tradicional.
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TOPO
Por BBC

Postado em 28 de julho de 2023 às 09h20m

Post. N. - 4.690

Empresa diz que usuários devem verificar precisão das respostas fornecidas pela Bard com seu mecanismo de busca tradicional — Foto: GETTY IMAGES
Empresa diz que usuários devem verificar precisão das respostas fornecidas pela Bard com seu mecanismo de busca tradicional — Foto: GETTY IMAGES

O Google diz que as pessoas devem usar seu mecanismo de busca para verificar se as informações fornecidas por seu chatbot de inteligência artificial, Bard, são realmente precisas.

Alguns sugeriram que chatbots como Bard e ChatGPT poderiam "matar" a pesquisa tradicional, que é dominada pelo Google.

Mas os usuários descobriram que as informações fornecidas por esses chatbots podem estar erradas ou até mesmo serem totalmente inventadas.

A chefe do Google no Reino Unido, Debbie Weinstein, disse que o Bard "não é realmente o lugar onde você procura informações específicas".

Em entrevista ao programa Today da BBC, ela falou que a ferramenta deveria ser considerada um "experimento" e mais adequada para "colaboração em torno da solução de problemas" e "criação de novas ideias".

"Estamos encorajando as pessoas a realmente usar o Google como mecanismo de busca para realmente consultar as informações que encontraram", assinalou.

Weinstein apontou que os usuários tiveram a oportunidade de dar feedback sobre as respostas que Bard deu a eles por meio de botões de "curtidas".

A página inicial de Bard também afirma claramente que tem "limitações e nem sempre acertará", mas não repete o conselho de Weinstein de que todos os resultados devem ser verificados usando um mecanismo de pesquisa tradicional.

Quando o ChatGPT entrou em cena em novembro de 2022, muitos questionaram se o negócio de pesquisa incrivelmente lucrativo do Google poderia estar sob ameaça.

Também alimentou um debate mais amplo sobre como a inteligência artificial (IA) — que alimenta os chatbots — poderia remodelar o mundo do trabalho ou até mesmo ameaçar o futuro da humanidade, iniciando uma corrida regulatória global da IA.

Outros sugeriram que a ameaça que a IA representa foi exagerada e o debate em torno dela se tornou histérico — um argumento que parece reforçar a afirmação da chefe do Google de que o Bard não é confiável nem mesmo para realizar tarefas básicas de pesquisa.

Por outro lado, também foram destacadas oportunidades econômicas que a IA pode oferecer.

Mas o Google diz que muitos usuários ainda não sabem como usar os chatbots.

A empresa divulgou um relatório dizendo que o interesse de pesquisa em IA atingiu um recorde histórico no Reino Unido no primeiro semestre de 2023, com a pergunta "como" mais pesquisada sendo "como ganhar dinheiro com IA".

Outro destaque de busca é "como a IA pode ajudar uma empresa?".

Para ajudar a lidar com essa falta de conhecimento, o Google está lançando uma série de treinamento online gratuita chamada New Fundamentals, que, segundo ela, pode oferecer às pessoas e empresas "habilidades práticas e conhecimento para capturar os incríveis benefícios da IA".

No relatório, a gigante da tecnologia também destaca o que chama de "uma falta crítica de habilidades tecnológicas no Reino Unido", que — se não for mitigada — "continuará sendo uma barreira obstinada ao crescimento nacional equitativo, especialmente à medida que a demanda por IA e outros conhecimentos tecnológicos sobe".

- Este texto foi publicado em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/crg2xlr2xpjo

Bard, o 'ChatGPT do Google', é lançado no Brasil
Bard, o 'ChatGPT do Google', é lançado no Brasil

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quinta-feira, 27 de julho de 2023

Quando suspender ou desligar o PC? Veja dicas para aumentar a vida útil do seu computador

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Manter o sistema suspenso permite que arquivos e programas sejam retomados rapidamente. Mas é preciso se atentar para que o dispositivo não fique sem atualizações importantes.
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Por g1

Postado em 27 de julho em de 2023 às 07h 10m

Post. N. - 4.689

Suspender ou desligar: o que é melhor para o PC? — Foto: Reprodução
Suspender ou desligar: o que é melhor para o PC? — Foto: Reprodução

Um costume para muitas pessoas após usar o computador é suspender o sistema, em vez de desligá-lo. A prática, que não corta totalmente o consumo de energia, é adotada na tentativa de agilizar a inicialização no uso seguinte, mas pode impedir que atualizações importantes sejam instaladas.

A suspensão não é prejudicial se o sistema for mantido com as versões mais recentes. Mas ela pode não ser tão necessária se algumas ações forem adotadas para fazer com que o aparelho ligue mais rapidamente.

É o que explicam ao g1 Fabiano Homain, gerente de produtos da empresa de computadores Dell Technologies, e Wanderley Alves Gomes, diretor de serviços da empresa de aluguel de dispositivos de informática Simpress. Confira as dicas dos especialistas.

O que é melhor: desligar ou suspender o PC?

Não há certo ou errado nesta pergunta. Os especialistas explicam que, hoje, os sistemas costumam ser projetados para se adaptar ao perfil dos usuários e conseguem operar por longas sessões sem necessidade de serem desligados.

A melhor opção é usar os recursos disponíveis de acordo com a situação.

  • Suspender: indicado para pausas curtas, consome pouca energia e retoma operação rapidamente com arquivos e programas que estavam sendo usados anteriormente;
  • Hibernar: presente em alguns aparelhos e indicado para pausas mais longas, consome ainda menos energia do que a suspensão, mas leva um pouco mais de tempo para retomar arquivos e programas que estavam abertos;
  • Desligar: corta totalmente o consumo de energia e é ideal para o encerramento do dia de trabalho, por exemplo.

"Embora o desligamento diário não seja uma necessidade, é importante considerar as necessidades individuais e o consumo de energia do equipamento. Por isso, recomendamos testar os recursos disponíveis para determinar a melhor opção", diz Fabiano.

"É importante realizar o restart do zero com alguma regularidade, por exemplo, uma vez na semana. Isso, com certeza, ajudará prolongar a vida útil do seu equipamento e do seu sistema operacional", diz Wanderley. 
Suspender sistema deixa PC mais lento?

Não. Se o dispositivo estiver em boas condições, ele poderá retomar a operação com os arquivos e programas que estavam abertos sem aumentar o consumo de RAM (sigla em inglês para "Memória de Acesso Aleatório"), que armazena dados temporários do que está em execução.

"Mesmo após suspensões constantes, um equipamento com RAM bem escalonada para o usuário não sofrerá impactos relevantes em desempenho", explica Fabiano.

"Outra dica muito importante é não manter um excesso de aplicações ativas consumindo memória e processamento, o que tende a degradar performance do equipamento", diz Wanderley.

Como fazer o PC ligar mais rapidamente?

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, é possível realizar três ações para agilizar a inicialização do computador.

Gerenciar programas que abrem ao ligar o PC

No Windows, siga estes passos:

  1. Pressione as teclas "Ctrl + Shift + Del" ao mesmo tempo;
  2. Clique na aba "Inicializar" ou "Aplicativos de inicialização";
  3. Selecione os programas que estão com o Status "Habilitado" e desabilite os que não precisam abrir junto com a inicialização do computador.
Manter sistema atualizado

No Windows, verifique se os botões de desligar e reiniciar têm avisos sobre atualizações disponíveis. Outra opção, é escrever "Verificar se há atualizações" na barra de pesquisa, clicar na opção com este nome e conferir se há novas versões do sistema.

Limpar disco periodicamente

A limpeza de disco ajuda a liberar espaço de armazenamento no dispositivo e realizar tarefas mais rapidamente. Veja como fazer isso no Windows:

  1. Na barra de pesquisa do sistema, pesquise por "Limpeza de Disco" e selecione a opção com este nome;
  2. Se houver mais de uma unidade de armazenamento, escolha a que você deseja limpar e clique em "OK";
  3. Selecione os tipos de arquivos que serão excluídos – é possível clicar em cada item para ter uma descrição sobre ele;
  4. Clique em "OK" para iniciar a limpeza.
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