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segunda-feira, 11 de março de 2024

Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar sua IA

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Gigante da tecnologia é alvo de ação coletiva acusada de ter usado dados de vários livros para treinar a NeMo, seu sistema de inteligência artificial. Em ascensão nesse ramo, empresa vem se tornando a queridinha dos investidores.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 11 de março de 2024 às 10h00m

Post. N. - 4.843

Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar inteligência artificial — Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters
Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar inteligência artificial — Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

A Nvidia, gigante da tecnologia que produz chips de inteligência artificial (IA), foi processada por três autores que afirmaram que seus livros, protegidos por direitos autorais, foram usados sem permissão para treinar a plataforma de IA da empresa, chamada de NeMo.

Os autores Brian Keene, Abdi Nazemian e Stewart O'Nan disseram que seus trabalhos faziam parte de um conjunto de dados de cerca de 196.640 livros que ajudaram a treinar a NeMo para simular a linguagem escrita comum, antes de serem retirados do ar em outubro "devido a denúncia de violação de direitos autorais".

Em uma ação coletiva apresentada na noite de sexta-feira (8) no tribunal federal de São Francisco (EUA), os autores disseram que a remoção reflete o fato de a Nvidia ter admitido que treinou a NeMo no conjunto de dados e, portanto, violou seus direitos autorais.

Eles estão buscando indenizações não-especificadas para pessoas nos Estados Unidos cujas obras que são protegidas por direitos autorais tenham ajudado a treinar os chamados grandes modelos de linguagem da NeMo nos últimos três anos.

A Nvidia não comentou sobre o caso e os advogados dos autores não responderam aos pedidos de comentários da agência Reuters.

O processo leva a Nvidia a mais um litígio movido por escritores, assim como pelo New York Times, sobre IA generativa, que cria novos conteúdos com base em entradas como texto, imagens e sons.

A ascensão da Nvidia no universo da IA fez ela ser a empresa favorita dos investidores. O preço das ações da fabricante de chips, com sede na Califórnia (EUA), subiu quase 600% desde o final de 2022, dando à Nvidia um valor de mercado de quase US$ 2,2 trilhões.

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domingo, 10 de março de 2024

Inteligência artificial poderá ser usada como consultora financeira em 'superaplicativo', avalia BC

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Para presidente da autarquia, "agregadores financeiros", apelidados de "superaplicativos", reunirão as informações das pessoas físicas atualmente espalhadas por vários bancos.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 10 de março de 2024 às 09h30m

Post. N. - 4.842

Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central
Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, avaliou nesta semana que a inteligência artificial (IA) poderá ser usada como um tipo de consultor financeiro do futuro. A declaração foi dada durante palestra na reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Essa consultoria da inteligência artificial ocorreria por meio dos chamados "agregadores financeiros", apelidados de "superaplicativos", a serem desenvolvidos pelos bancos e que reunirão as informações das pessoas físicas atualmente espalhadas por vários bancos em uma única plataforma.

A expectativa do BC é que esse tipo de aplicativo esteja disponível dentro de um ano e meio, ou seja, próximo ao fim de 2024.

"Deveria ter alguma coisa no aplicativo que te leve a ter mais educação financeira, a programar melhor seus pagamentos. As vezes, a pessoa tem um dinheiro investido e está pagando juros sete vezes maior no cartão de crédito. Então, a gente acha que a inteligência artificial pode ajudar muito as pessoas nessa programação financeira", avaliou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central
Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central

Aumentar a concorrência

Os agregadores financeiros são mais uma etapa do "open banking" (ou open finance) -- uma plataforma que permite aos clientes o compartilhamento dos dados bancários e históricos de transação com bancos e fintechs (pequenas empresas de tecnologia em serviços financeiros). O objetivo é aumentar a concorrência entre as instituições financeiras.

De acordo com o BC, entre as funcionalidades dos "superaplicativos" estarão:

  • Escolher de qual banco retirar recursos ao fazer um pagamento por meio do PIX;
  • Se quiser pegar crédito, o aplicativo mostrará a taxa de juros que cada banco oferece para a operação;
  • Conversão de moeda física para moeda digital, e vice-versa, entre o mesmo banco, ou diferentes instituições financeiras;
  • Realização de investimentos, possibilitando maior competição sobre as taxas de retorno;
  • Se tiver ações de empresas em um banco, outras instituições financeiras vão saber e poderão oferecer um custo de 'custódia' (manutenção) mais barato;
  • Bancos vão começar a competir pelos serviços ofertados, como crédito, por exemplo, pois saberão as taxas que outros cobram. E será possível fazer a "portabilidade do crédito";
  • Unificar o fluxo financeiro de débitos e créditos em uma única ferramenta.

Segundo o BC, não há necessidade de regulação adicional para os agregadores financeiros, pois os regulamentos do open finance já possibilitam esse tipo de produto.

Inteligência artificial

A expectativa de quem se prepara para o tema é de que a análise de dados pela inteligência artificial ganhe mais agilidade e possibilite a combinação de informações tradicionais com dados como redes sociais e de telecomunicações, entre outros.

CEO de uma plataforma de inteligência artificial especializada na venda de serviços financeiros, Leonardo Rochael deu alguns exemplos de como a inteligência artificial poderá ser utilizada no open finance.

  • Quando os usuários conversam com a IA e fornecem dados, dentro do ambiente "open finance", ela procura identificar quais são os produtos financeiros mais adequados para o momento destes usuários;
  • Se este usuário está com alguma restrição de crédito que a IA já sabe que será impeditiva para que este usuário seja aprovado por determinados bancos e fintechs, ela direciona para este usuário somente aqueles produtos financeiros que não tratem tais restrições como impeditivas. "Mesmo negativados, os clientes conseguem ter acesso a produtos de crédito, como é o caso do Saque Aniversário FGTS, por exemplo", explicou.
  • Em outras situações, a IA consegue identificar, através do open finance, valores de empréstimos já contratados pelos usuários e sugerir outros produtos financeiros com taxas e custos efetivos melhores, apresentando opções para contratar outros empréstimos e até mesmo fazer a portabilidade.
  • Com a portabilidade do consignado do INSS, por exemplo, a IA consegue identificar os valores de taxas e custos efetivos pagos atualmente pelo usuário para um determinado banco e, na sequência, apresentar sugestões do mesmo produto de outra instituição financeira com taxas e custos efetivos mais baratos para o usuário.ACSP
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sexta-feira, 8 de março de 2024

Grupo de mídia do Chile processa Google por concorrência desleal; entenda

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Copesa diz que o Google adotou práticas exploratórias de forma deliberada que prejudicaram as receitas de seus veículos. Acusação alega que dono do buscador se apropriou do conteúdo gerado por sites de notícias e do investimento em publicidade na internet.
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Por g1

Postado em 08 de março de 2024 às 17h45m

Post. N. - 4.841

Subsidiária do Google na Rússia teve o pedido de falência aceito por um tribunal de Moscou — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo
Subsidiária do Google na Rússia teve o pedido de falência aceito por um tribunal de Moscou — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo

A Copesa, um dos maiores grupos de mídia do Chile, anunciou nesta sexta-feira (8) que processou o Google pelo que afirma ser um abuso de posição de quase monopólio nos mercados de buscas e de publicidade digital.

Na acusação, aberta no Tribunal da Livre Concorrência (TDLC, na sigla em espanhol), órgão da Justiça do Chile, a Copesa afirma que o Google adotou "práticas exploratórias, excludentes e de concorrência desleal" que prejudicaram as receitas de seus veículos.

A ação pede uma compensação de US$ 48,5 milhões (R$ 240 milhões) à Copesa.

O grupo chileno também pede que a Justiça declare que o Google violou normas de livre concorrência e que a empresa deve se abster de realizar práticas que impeçam ou restrinjam a participação online dos veículos da Copesa no Chile.

O negócio de publicidade digital no Chile cresceu mais de 600% em 2023, em relação a 2014, segundo a Copesa. Mas, apesar disso, a empresa diz que os "meios de comunicação estão sendo privados de rendimentos vitais para seguir produzindo os conteúdos que publicam online".

Para o grupo chileno, isso é resultado de um "plano deliberado e calculado" do Google que cria um ciclo vicioso envolvendo a apropriação do conteúdo gerado por sites de notícias e do investimento em publicidade online.

A ação afirma que o Google cria um mundo "sem cliques", em que leitores consomem notícias pelo buscador e não acessam os sites que as produziram.

Procurado pelo g1, o Google disse que não foi devidamente notificado sobre processo: "Portanto, não iremos comentar até termos todas as informações sobre o caso.

O processo da Copesa vem na sequência de outras ações sobre supostas práticas anticompetitivas do Google.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o buscador de ter abusado de sua posição dominante ao realizar acordos que sufocam a concorrência para priorizar o seu buscador em navegadores e sistemas operacionais.

Empresas de comunicação em países como os EUA, o Canadá, o Reino Unido e a França também processaram o Google por entenderem que a companhia agiu para prejudicar seus negócios.

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