Total de visualizações de página

segunda-feira, 18 de março de 2024

SpaceX, de Elon Musk, está construindo rede de satélites espiões para agência de inteligência dos EUA, diz agência

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Fontes ouvidas pela Reuters dizem que os equipamentos podem monitorar alvos no solo e enviar esses dados para a inteligência e as autoridades militares dos EUA.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Reuters

Postado em 18 de março de 2024 às 13h40m

Post. N. - 4.848

Starship na base áerea da SpaceX, no Texas, antes de terceiro lançamento, em foto de 13 de março de 2024 — Foto: Reuters/Joe Skipper
Starship na base áerea da SpaceX, no Texas, antes de terceiro lançamento, em foto de 13 de março de 2024 — Foto: Reuters/Joe Skipper

A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, está construindo uma rede de centenas de satélites espiões sob um contrato secreto com uma agência de inteligência dos EUA, revelaram fontes familiarizadas com o programa à agência Reuters.

A rede está sendo construída pela unidade de negócios Starshield da SpaceX por um contrato de US$ 1,8 bilhão assinado em 2021 com o National Reconnaissance Office (NRO), uma agência de inteligência que gerencia satélites espiões, explicaram as fontes.

Os planos mostram a extensão do envolvimento da SpaceX nos projetos militares e de inteligência dos EUA e ilustram um investimento mais profundo do Pentágono em vários sistemas de satélites em órbita baixa da Terra destinados a apoiar as forças terrestres.

Se for bem-sucedido, o programa aumentaria significativamente a capacidade do governo e das forças armadas dos EUA de identificar rapidamente alvos potenciais em praticamente qualquer lugar do mundo.

Os satélites podem rastrear alvos no solo e compartilhar esses dados com a inteligência e as autoridades militares dos EUA. Em princípio, isso permitiria que o governo capturasse rapidamente imagens contínuas de atividades no solo em praticamente qualquer lugar, auxiliando as operações militares e de inteligência.

Cerca de uma dúzia de protótipos foram lançados desde 2020, entre outros satélites nos foguetes Falcon 9 da SpaceX, disseram três das fontes.

O contrato sinaliza a crescente confiança por parte da inteligência do governo dos EUA em uma empresa cujo proprietário entrou em conflito com o governo Biden e gerou polêmica sobre o uso da conectividade por satélite Starlink na guerra da Ucrânia, disseram as fontes.

A Reuters não conseguiu determinar quando a nova rede de satélites entrará em operação e não conseguiu estabelecer quais outras empresas fazem parte do programa com seus próprios contratos.

A SpaceX, maior operadora de satélites do mundo, não respondeu a vários pedidos de comentários sobre o contrato, seu papel nele e detalhes sobre lançamentos de satélites. O Pentágono encaminhou um pedido de comentário à NRO e à SpaceX.

Em uma declaração, o NRO reconheceu sua missão de desenvolver um sofisticado sistema de satélites e suas parcerias com outras agências governamentais, empresas, instituições de pesquisa e nações, mas se recusou a comentar as descobertas da Reuters sobre o envolvimento da SpaceX no esforço.

"O National Reconnaissance Office está desenvolvendo o sistema de inteligência, vigilância e reconhecimento baseado no espaço mais capaz, diversificado e resiliente que o mundo já viu", disse um porta-voz.

Todas as fontes pediram para permanecer anônimas porque não estavam autorizadas a discutir o programa do governo dos EUA.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

sábado, 16 de março de 2024

TikTok sob pressão: quem é o dono do app e por que a rede desperta desconfiança de políticos nos EUA

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Proposta de banir a rede social do país avança sob o temor de espionagem de dados pela China. Empresa diz que intenção de parlamentares é beneficiar a concorrência.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 16 de março de 2024 às 11h00m

Post. N. - 4.847


Câmara dos EUA aprova lei que pode banir TikTok do país

O TikTok está na mira dos políticos dos Estados Unidos, onde avança um projeto de lei que pode banir a rede social no país.

Há alguns anos o aplicativo que tem ao menos 1 bilhão de usuários no mundo, sendo 170 milhões nos EUA, se vê sob pressão no mercado americano.

O cerco apertou na última quarta-feira (13), quando foi aprovada na Câmara a proposta que exige que a chinesa ByteDance, dona do TikTok, consiga um novo proprietário para o aplicativo nos EUA ou deixe de atuar no país. O texto seguiu para análise no Senado.

O atual presidente-executivo rede social é Shou Zi Chew, um ex-banqueiro de 41 anos que também trabalhou como diretor financeiro da fabricante de celulares Xiaomi (leia mais sobre Chew).

O que dizem os EUA - O projeto de lei se baseia no temor de que dados de usuários do TikTok nos EUA possam ser espionados pelo governo da China, uma desconfiança lançada ainda durante o governo de Donald Trump e que acabou se espalhando por outros países.

A suposta parcialidade do TikTok no conteúdo exibido também é questionada por alguns políticos.

O atual presidente, Joe Biden, já afirmou ser a favor do projeto de lei. Na última semana, no entanto, ele passou a ter um perfil verificado no TikTok de sua campanha à reeleição.

O que dizem a China e a ByteDance - O governo chinês se queixa de que os EUA nunca forneceram evidências de que o TikTok ameace a segurança nacional.

A ByteDance diz que não armazena dados de usuários na China e entende que o projeto de lei, na verdade, visa beneficiar suas concorrentes.

Executivos do Facebook/Instagram e do Google, dono do YouTube, já expressaram preocupação com o crescimento meteórico do TikTok nos últimos anos.

Enquanto as principais "big techs" americanas têm seus passos acompanhados de perto por investidores, já que possuem ações na bolsa de valores, existem poucas informações oficiais sobre o faturamento e outros números do aplicativo de vídeos chinês.

Especialista fala sobre projeto de lei pode banir TikTok nos EUA

Esta reportagem vai abordar:

A ByteDance não tem ações na bolsa de valores e, portanto, não é obrigada a publicar balanços financeiros. Mas fontes disseram ao jornal "Financial Times", na última sexta-feira (15), que a rede social faturou US$ 120 bilhões (R$ 600 bilhões) em 2023, sendo US$ 16 bilhões (R$ 80 bilhões) apenas nos EUA.

O jornal afirma que o dinheiro vem principalmente de plataformas populares na China, como o Douyin, versão do TikTok voltada para o mercado asiático.

Como comparação, a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, teve US$ 135 bilhões (R$ 674 bilhões) de faturamento no ano.

Ainda segundo o "Financial Times", o TikTok ainda não registrou lucro por conta dos investimentos em sua expansão global, mas o grupo que controla a plataforma teria tido um ganho de US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões) em 2023.

Quem são os donos do TikTok?

O TikTok é controlado pela ByteDance, empresa chinesa fundada por um grupo liderado por Zhang Yiming, presidente do conselho da companhia até 2021, e Liang Rubo, que ocupa o cargo atualmente.

A ByteDance, por sua vez, afirma que é repartida entre três grupos de proprietários: investidores (60%), fundadores (20%) e funcionários (20%). A empresa diz que "não pertence nem é controlada por nenhuma entidade governamental ou estatal".

Zhang Yiming, cofundador da ByteDance, em Palo Alto, na Califórnia, EUA, em março de 2020 — Foto: REUTERS/Shannon Stapleton
Zhang Yiming, cofundador da ByteDance, em Palo Alto, na Califórnia, EUA, em março de 2020 — Foto: REUTERS/Shannon Stapleton

Quem é o chefão do TikTok?

O TikTok é comandado desde 2021 por Shou Zi Chew, um ex-banqueiro de 41 anos que, antes de assumir a rede social, também trabalhou como diretor financeiro da fabricante de celulares Xiaomi.

O executivo nasceu em Singapura e, devido à desconfiança sobre uma ligação da rede social com a China, foi questionado algumas vezes sobre a sua nacionalidade em depoimento ao Congresso dos EUA, em fevereiro último.

Chew teve que negar algumas vezes que não tem nem nunca solicitou cidadania chinesa e que não possui relação com o Partido Comunista Chinês, que governa a China.

CEO do TikTok é questionado sobre sua nacionalidade no Senado dos EUA

Em outra audiência, em março de 2023, ele afirmou que a empresa não trabalha com o governo chinês nem nunca recebeu pedidos para compartilhar informações de usuários com autoridades chinesas.

"A ByteDance não pertence ao governo chinês nem é controlada por ele", disse Chew.

Shou Zi Chew, presidente-executivo do TikTok, em audiência no Congresso dos EUA em março de 2023 — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Shou Zi Chew, presidente-executivo do TikTok, em audiência no Congresso dos EUA em março de 2023 — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Qual a desconfiança sobre o TikTok?

As acusações contra o TikTok ganharam força durante o governo do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que apontava que a China poderia se aproveitar do poder da empresa para conseguir informações sobre usuários americanos.

Em 2020, Trump ordenou o banimento do TikTok e do WeChat, uma espécie de "WhatsApp chinês", a menos que eles conseguissem novos donos para operarem nos EUA.

A medida acabou derrubada na Justiça horas antes do prazo definido para o bloqueio do serviço no país.

No mesmo ano, a campanha do então candidato à presidência Joe Biden chegou a pedir que seus funcionários deletassem o aplicativo, por segurança.

Em 2021, ao assumir a Casa Branca, Biden ordenou uma investigação sobre os supostos riscos de apps ligados a governos de adversários estrangeiros.

No ano passado, o Ministério das Relações Exteriores da China se queixou de que os EUA ainda não tinham fornecido evidências de que o TikTok ameaçava a segurança nacional.

Rival de Biden nas eleições deste ano, Trump agora diz que ainda considera a plataforma uma ameaça, mas que os "jovens podem ir à loucura" com o banimento.

Algoritmo em xeque - Assim como aconteceu com o Twitter (agora X), criticado por permitir a livre circulação de posts que incentivavam a violenta invasão do Capitólio dos EUA, em janeiro de 2021, o "feed" do TikTok também é alvo de questionamentos.

Em 2019, o jornal britânico "The Guardian" apontou que a empresa orientava funcionários a barrarem a circulação de vídeos que desagradassem o governo chinês.

Em novembro de 2023, a suspeita se virou ao conteúdo relacionado à guerra entre Israel e o Hamas: vídeos com hashtags pró-Palestina tinham muito mais visualizações que vídeos pró-Israel.

O TikTok negou priorizar qualquer lado no conflito, mas isso não impediu políticos americanos de apontarem que o serviço é usado para promover interesses chineses.

Depois da repercussão, a rede social deixou de exibir um contador de visualizações de hashtags. Um porta-voz disse ao "Washington Post" que a decisão foi tomada para a plataforma ficar em linha com padrões de outras redes.

Biden e Trump — Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Biden e Trump — Foto: Jornal Nacional/Reprodução

Onde ficam os dados de usuários do TikTok?

O TikTok diz que não armazena dados de usuários na China. Segundo a plataforma, as informações ficam em servidores nos Estados Unidos, em Singapura e na Malásia.

A rede social afirma ainda que o conteúdo é protegidas por "fortes controles de segurança físicos e lógicos, incluindo pontos de entrada fechados, firewalls e tecnologias de detecção de intrusões".

Em 2022, após questionamentos do governo Trump, o TikTok passou a armazenar dados de usuários nos EUA junto à empresa americana Oracle. A empresa criou uma subsidiária chamada U.S. Data Security (USDS) para evitar sua venda para uma companhia dos EUA.

O TikTok diz ainda que os dados só podem ser acessados por um grupo restrito de funcionários, que ficam sujeitos a controles de segurança quando precisam visualizar esse tipo de informação.

Onde o TikTok foi banido/restrito?

A decisão mais próxima de um banimento geral do TikTok foi tomada pelo estado americano de Montana, que anunciou uma regra para proibir o aplicativo que valeria a partir deste ano.

Mas a rede social conseguiu derrubar a medida em uma decisão provisória da Justiça.

Ainda sob alegação de risco à segurança nacional, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Bélgica, Nova Zelândia e Índia, além da União Europeia, chegaram a vetar o TikTok em celulares oficiais, usados por funcionários de governo.

Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quinta-feira, 14 de março de 2024

Parlamento europeu dá aval a lei pioneira no mundo para regulamentar a inteligência artificial

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A nova lei proíbe, por exemplo, tecnologias de reconhecimento facial, mas abre exceção para o uso pela polícia.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Jornal Nacional

Postado em 14 de março de 2024 às 06h45m

Post. N. - 4.846


Parlamento europeu aprova lei pioneira no mundo para regulamentar a inteligência artificial

O parlamento europeu aprovou uma lei pioneira no mundo para regulamentar a inteligência artificial.

As regras dividem as tecnologias pelo risco: quanto maior o perigo para os seres humanos, maiores as restrições. A regulação proíbe, por exemplo, tecnologias de reconhecimento facial, mas abre exceção para o uso pela polícia.

As empresas também terão que respeitar os direitos autorais de obras utilizadas para treinar sistemas de geração automática de texto e imagem. A legislação prevê multas de até 35 milhões de euros e deve entrar em vigor ao longo dos próximos dois anos.