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terça-feira, 16 de abril de 2024

Com armas desenvolvidas com o apoio da Rússia e da Coreia do Norte, Irã desafia o sistema de defesa de Israel

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O Irã lançou mais de 300 drones e mísseis contra Israel. As forças de defesa israelenses afirmam que conseguiram interceptar 99% deles.
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Por Jornal Nacional

Postado em 16 de abril de 2024 às 07h45m

Post. N. - 4.867


Com armas desenvolvidas com o apoio da Rússia e da Coreia do Norte, Irã desafia o sistema de defesa de Israel

O sistema de defesa de Israel é um dos mais sofisticados do planeta. Do outro lado desse conflito, o Irã desenvolveu armas com o apoio da Rússia e da Coreia do Norte.

Desde os primeiros alertas de que o Irã iria atacar Israel, a tensão tomou conta do mundo. Foram horas de apreensão, até que drones e mísseis começaram a ser interceptados em explosões brilhantes no céu.

Mas é nos detalhes que se entende melhor esse conflito de contornos inéditos. Os iranianos jamais haviam atacado diretamente os israelenses. O Irã lançou mais de 300 drones e mísseis contra Israel. As forças de defesa de Israel afirmam que conseguiram interceptar 99% deles.

Foram cerca de 170 drones kamikaze não tripulados, como um em formato de asa delta, 30 mísseis de cruzeiro, que navegam sozinhos e podem voar a poucos metros da superfície, e mais 120 mísseis balísticos, que fazem trajetórias em arco usando a força da gravidade - esses teriam sido os poucos que conseguiram atingir de fato Israel.

Armas lançadas pelo Irã em direção a Israel — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Armas lançadas pelo Irã em direção a Israel — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

"A variação desse uso é bastante curiosa, não é usual esse tipo de variação. Mas a gente pode analisar para entender que esse processo provavelmente foi como um elemento de demonstração de força. Então, o objetivo central do ataque iraniano a Israel não era necessariamente gerar grandes danos ao território israelense, até porque o número de ogivas, o número de incursões aéreas, foi até pequena se comparado ao arsenal iraniano", avalia Rodrigo Amaral, professor de Relações Internacionais da PUC-SP.

A distância mais curta entre Irã e Israel é de cerca de mil km. Ataques partiram também de grupos armados, apoiados pelo Irã, em outros países vizinhos: Iraque, Síria, Iêmen, Líbano.

Para um ataque inédito, uma grande operação de defesa com apoio de aliados. Estados Unidos, Reino Unido e a França compartilharam com Israel informações precisas de inteligência. Houve, também, participação direta. Só os Estados Unidos derrubaram, pelo menos, 70 drones e seis mísseis.

A Jordânia, um país árabe que tem um tratado de paz com Israel, também atuou para derrubar mísseis iranianos. Informou que fez isso em defesa própria para evitar que os artefatos caíssem em seu território.

"A Jordânia foi muito crítica em relação a Israel e sua atuação militar em Gaza. Então, isso também mostrou que vários países árabes que criticaram Israel devido a sua guerra contra o Hamas, não necessariamente vão criticar Israel no seu conflito com o Irã, que para vários países do Oriente Médio também é uma ameaça. O Irã tem uma relação muito ambígua, em vários sentidos, muito tensa com o mundo árabe. O Irã tem ambições de liderança regional. A Arábia Saudita também, o Egito também. Então, de certa forma, para a Arábia Saudita, o Irã é um rival. Então, quando o Irã acompanha esse risco de um conflito direto entre Israel e o Irã, a Arábia Saudita não estará do lado iraniano, apesar de também ter uma relação tensa com Israel. Vários desses países árabes são aliados dos Estados Unidos. Então, me parece que não há nenhum interesse por parte do mundo árabe em ver o Irã atacando Israel", diz Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV.

Quando um inimigo ameaça a segurança de Israel, as forças de defesa decidem como reagir e a qual ou quais os sistemas devem usar. O mais conhecido deles é o "Domo de Ferro". É usado para abater foguetes de curto alcance, como os lançados pelo grupo terrorista Hamas, da Faixa de Gaza, e pelos extremistas do Hezbollah, no sul do Líbano. Quando um ataque é identificado, o sistema estima um ponto de impacto e lança um míssil interceptador para explodir o artefato inimigo ainda no ar.

Já o sistema chamado "Estilingue de David" é mais poderoso. Foi desenvolvido por americanos e israelenses para interceptar aviões inimigos. Drones e mísseis e curto e médio alcance. São mísseis que voam em uma altura de até 15 km e percorrem uma distância máxima de 300 km. Podem ser instalados em qualquer lugar do país.

Para derrubar os mísseis balísticos mais sofisticados e utilizados pelo Irã nos últimos anos, Israel desenvolveu o sistema chamado seta ou flecha. Ele é capaz de interceptar um míssil no espaço, do tipo que voa em altitudes de até 100 km, e percorrem quase 2,5 mil km de distância.

A maioria dos mísseis de última geração iraniana é desenvolvida a partir de modelos da Rússia e da Coreia do Norte. O Irã também exporta armas de guerra: a Rússia usa os drones iranianos para atacar a Ucrânia.

No domingo (14), um dia depois dos ataques, um outro sistema entrou em ação para interceptar um drone que teria sido lançado do Iêmen neste domingo. O "Domo C" fica instalado em um navio de guerra e funciona de maneira parecida com o "Domo de Ferro".

Israel também mobiliza a Força Aérea, que tem jatos F-15 e F-16 fabricados nos Estados Unidos e caças capazes de abater drones ou mísseis.

Um dos poucos locais atingidos foi a base aérea de Nevatim. As autoridades israelenses afirmam que esse era o principal alvo do Irã, mas não houve grandes prejuízos.

"Acabou sendo um ataque grande em termos quantitativos, mas o Irã também parece ter desenhado o ataque de uma forma para que Israel tivesse tempo de abater boa parte dos mísseis. O alvo principal parece ter sido bases militares. O que também sinaliza que o Irã não buscou atingir a população civil israelense", explica Oliver Stuenkel.
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segunda-feira, 15 de abril de 2024

O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos

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Com o avanço da tecnologia e bilhões de pessoas em todo o mundo que utilizam plataformas de redes sociais, o que acontece com a presença online de uma pessoa após sua morte virou um grande tema.
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TOPO
Por Selin Girit, Grujica Andric

Postado em 15 de abril de 2024 às 08h45m

Post. N. - 4.866

O marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer, aos 33 anos, há mais de dois anos — Foto: BBC/Divulgação
O marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer, aos 33 anos, há mais de dois anos — Foto: BBC/Divulgação

Algumas pessoas não sabem que Matthew faleceu, ainda veem seu aniversário e escrevem parabéns em seu perfil. Não é particularmente agradável.

O marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer, aos 33 anos, há mais de dois anos. E ela ainda luta para saber o que fazer com as contas dele nas redes sociais.

Tentei transformar a conta de Matthew no Facebook em uma página de memorial, e o que é pedido é que você envie a certidão de óbito, diz a profissional do setor de caridade que mora no Reino Unido.

Já fiz isso mais de 20 vezes e simplesmente não funciona – nada acontece. Não tenho energia para entrar em contato com o Facebook e tentar resolver o problema.

O que é uma conta memorial?

Com o avanço da tecnologia e bilhões de pessoas em todo o mundo utilizando plataformas de redes sociais, o que acontece com a presença online de alguém após sua morte tornou-se um grande tema.

As contas permanecem vivas e ativas, a menos que um parente informe à plataforma de rede social em questão que a pessoa faleceu.

Algumas plataformas oferecem a opção de encerrar o perfil após a notificação oficial do falecimento por um familiar, enquanto outras oferecem alternativas.

Por exemplo, quando a Meta – a empresa proprietária do Facebook e do Instagram – recebe uma certidão de óbito, a conta da pessoa que faleceu pode ser apagada ou transformada em uma página de memorial – o que significa que a conta seria congelada no tempo e convertida em uma página de lembrança do usuário, permitindo que as pessoas postem fotos e recordações.

As plataformas abordam a questão de diferentes formas, mas todas as empresas priorizam a privacidade do falecido — Foto: Getty Images via BBC
As plataformas abordam a questão de diferentes formas, mas todas as empresas priorizam a privacidade do falecido — Foto: Getty Images via BBC

Uma mensagem in memoriam aparece ao lado do nome do usuário e ninguém poderá fazer login na conta se o usuário original não tiver anteriormente fornecido um contato de legado – um membro da família ou um amigo autorizado a gerenciar o conteúdo ou solicitar a desativação do perfil.

No Facebook, as contas transformadas em memorial não são recomendadas a potenciais amigos virtuais como Pessoas que você talvez conheça, e os usuários da lista de amigos da pessoa falecida não receberão notificação do aniversário.

O Google, proprietário do YouTube, Gmail e Google Fotos, oferece a opção de alterar as configurações de conta inativapara decidir o que acontecerá com as contas e dados uma vez que fiquem inativos por um determinado período de tempo.

O X (antigo Twitter) não oferece a opção de manter o perfil em memória do dono e só é possível desativar a conta em caso de falecimento ou impossibilidade de uso do proprietário.

Existem várias abordagens, mas todas as empresas priorizam a privacidade do falecido, diz Joe Tidy, correspondente de tecnologia do Serviço Mundial da BBC.

Nenhum detalhe de login será compartilhado, e você só poderá acessar determinados dados, como fotos e vídeos, com solicitações específicas que às vezes precisam de ordem judicial.

As plataformas sociais mais novas, como TikTok e Snapchat, no entanto, não possuem caminhos específicos.

Devemos preparar um legado digital?

Perfis ativos de usuários falecidos podem representar um problema caso dados, fotos ou outros conteúdos caiam nas mãos erradas, alerta Sasa Zivanovic, especialista em crimes cibernéticos e ex-chefe do departamento de crimes de alta tecnologia do Ministério do Interior da Sérvia.

Isso pode acontecer ao serem baixados alguns dados do perfil, mas também assumindo o controle de toda a conta.

Fotografias, dados e vídeos podem ser usados para criar contas falsas com nome falso, extorquir dinheiro de conhecidos e amigos que não sabem que a pessoa em questão faleceu, afirma.

James Norris, presidente da Digital Legacy Association do Reino Unido, destaca que é importante que todos pensem no conteúdo que compartilham nas redes sociais e façam uma cópia de segurança sempre que possível.

Ele ressalta que no Facebook, por exemplo, você pode baixar um arquivo completo de suas fotos e vídeos e repassá-lo para seus familiares.

Assim, se eu fosse diagnosticado com uma doença terminal e tivesse um filho pequeno que não estivesse no Facebook, eu poderia baixar todas as minhas fotos e vídeos, remover as mensagens - porque não gostaria que meu filho visse minhas mensagens privadas -, selecionar minhas fotos favoritas e escrever uma história sobre cada uma delas, diz ele.

Ele acredita que planejar o que você quer que aconteça com suas contas de rede social após sua morte é crucial e aconselha as pessoas a prepararem um legado digital.

Em última análise, as redes sociais são um negócio. Essas plataformas não são as guardiãs do seu legado digital, afirma.O guardião do seu legado digital é você.

Mesmo assim, ele acredita que as plataformas de rede social poderiam facilitar o processo para os parentes em luto.

Ações como aumentar a conscientização sobre o que a plataforma oferece e quais ferramentas estão disponíveis são importantes porque nem todo mundo sabe que elas existem, diz ele

'Eram meu rosto e minha voz, mas era golpe': como criminosos 'clonam pessoas' com inteligência artificial
'Eram meu rosto e minha voz, mas era golpe': como criminosos 'clonam pessoas' com inteligência artificial

'Legado digital não diz respeito apenas às redes sociais'

O legado digital é um grande tema, alerta Sarah Atanley, enfermeira investigadora da Marie Curie, uma instituição de caridade com sede no Reino Unido que presta cuidados e apoio a pessoas com doenças terminais e a seus entes queridos.

Ela enfatiza que as pessoas precisam pensar não apenas em suas contas nas redes sociais, mas em tudo o que possuem digitalmente e no que fazer com esse material em caso de morte.

Sarah Atanley diz que o legado digital não envolve apenas mídias sociais — Foto: Getty Images via BBC
Sarah Atanley diz que o legado digital não envolve apenas mídias sociais — Foto: Getty Images via BBC

Fotografias e vídeos digitais podem conter muitas memórias. Mas hoje fazemos bastante gestão financeira online, em termos de serviços bancários, diz ela.

Depois, há contas de música geradas para criar listas de reprodução, e temos visto um aumento na utilização de jogos online, em que as pessoas dedicam muito tempo e esforço à criação dos seus avatares e à vida num ambiente online."

Então, acho que vale a pena dizer que o legado digital não diz respeito apenas a redes sociais.

Ela concorda que é importante começar a pensar sobre o que possuímos digitalmente e o que queremos que aconteça com o material.

Queremos que alguém assuma o controle de nossas contas de rede social? Queremos que alguém nos homenageie? Queremos poder passar um álbum de fotografias digitais aos nossos filhos? Ou queremos imprimi-lo como as pessoas costumavam fazer e ter um belo álbum de fotos impresso que possamos passar para alguém depois de morrermos? O legado digital é definitivamente algo que precisa ser pensado e falado.

Para Hayley e Matthew, no entanto, esse não foi um assunto fácil de discutir.

Eu realmente não falei com Matt sobre isso quando ele estava nos últimos dias, porque ele realmente não queria falar sobre a morte, diz ela.

Ele queria viver o máximo que pudesse, mas depois ficou gravemente doente. Ele não era ele mesmo. Então, ele não foi capaz de responder às minhas perguntas.

Eles estavam casados ​​há pouco mais de um ano quando Matthew foi diagnosticado com glioblastoma em estágio 4 em julho de 2016, aos 28 anos.

Sua vida está prestes a mudar para sempre e não para melhor, disse o médico, ao comunicar que Matthew tinha um tumor cerebral e que precisava imediatamente de uma cirurgia para salvar sua vida.

Embora a cirurgia e a quimioterapia tenham corrido bem, com o tempo o tumor voltou a crescer e Matthew foi informado que teria apenas mais um ano de vida.

“O nome dele estava em tudo. Em nossas contas, em absolutamente tudo que eu tinha, diz Hayley.

Tive que transferir tudo e foi muito difícil. Levei quase 18 meses para fazer toda a administração digital que era necessário fazer.

Ela diz que ainda quer tornar a página de Matthew no Facebook num memorial, mas não está tratando disso no momento.

Acho muito doloroso ficar constantemente olhando para um documento que é uma certidão de óbito. É por isso que tenho evitado fazer isso, porque é um pedacinho de papel horrível. Só acho que é realmente um processo excessivamente complicado e que as empresas deveriam torná-lo mais fácil para as pessoas enlutadas, conclui.

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sábado, 13 de abril de 2024

Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial para empresas

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Processadores vão concorrer com semicondutores de IA das gigantes Intel e Nvidia. Além disso, elas entram na disputa com outras big techs que têm seus próprios chips, como Amazon e Microsoft.
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Por g1

Postado em 13 de abril de 2024 às 07h00m

Post. N. - 4.865

Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial — Foto: AP/Reuters
Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial — Foto: AP/Reuters

A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, e a Alphabet, controladora do Google, anunciaram nesta semana a nova geração de seus chips (processadores) de inteligência artificial exclusivos para empresas.

Segundo a agência Reuters, a Meta já planejava implementar uma nova versão de um chip de data center para lidar com a crescente quantidade de potência de computação para executar produtos de IA no Facebook, Instagram e WhatsApp. A nova geração, chamada de MTIA, será capaz de alcançar três vezes o desempenho de seu processador de primeira geração, disse a companhia.

Já o Google afirma que o seu equipamento, chamado de Axion, vai ajudar a aprimorar aplicativos, bancos de dados, caches de memória, processamento de mídia e treinamento de IA, de acordo com o Business Insider.

Com esses anúncios, Google e Meta agora podem reduzir a dependência de empresas como Intel e Nvidia, que são grandes fabricantes de semicondutores, segundo o portal de tecnologia The Verge.

Além disso, as big techs passam a concorrer com Intel e Nvidia, mas não só com elas, já que Amazon (Web Services) e a Microsoft (Azure) também têm seus próprios processadores. Veja abaixo detalhes dos novos equipamentos:

Meta MTIA

Meta MTIA — Foto: Divulgação/Meta
Meta MTIA — Foto: Divulgação/Meta

A taiwanesa TSMC vai produzir a nova geração de chip de IA da Meta. O equipamento é chamado MTIA e foi criado exclusivamente para data centers (ou centros de dados, na tradução para o português). Segundo a empresa, o semicondutor é capaz de fornecer "recomendações de alta qualidade aos usuários".

Ele faz parte de um amplo esforço no processo de desenvolvimento de chip de silício personalizado da empresa, que inclui também olhar para outros sistemas de hardware.

O equipamento ajudará a Meta a reduzir sua dependência dos chips de IA da Nvidia e a reduzir seus custos de energia em geral.

Além de construir os chips e hardware, a Meta tem feito investimentos significativos no desenvolvimento de software necessário para aproveitar o poder de sua infraestrutura da forma mais eficiente.

A empresa disse que possui vários programas em andamento "que visam expandir o escopo do MTIA", incluindo o suporte a cargas de trabalho ainda mais complexos.

Google Axion

Google Axion — Foto: Divulgação/Google
Google Axion — Foto: Divulgação/Google

Produzido pela britânica Arm, o processador da gigante das buscas também foi desenvolvido para data centers e pode lidar com qualquer atividade, desde anúncios no YouTube até fazer análise de big data, dentre outras, segundo o Washington Post.

"O Axion oferece desempenho e eficiência energética líderes do setor e estará disponível para clientes do Google Cloud ainda este ano", disse a empresa.

"Os clientes poderão usar o Axion em muitos serviços do Google Cloud, incluindo Google Compute Engine, Google Kubernetes Engine, Dataproc, Dataflow, Cloud Batch e muito mais", completou.

Eles são uma das poucas alternativas viáveis aos avançados processadores da Nvidia, embora os desenvolvedores só possam adquiri-lo por meio da plataforma de nuvem do Google e não comprá-los diretamente.

A empresa disse que ele tem desempenho superior aos chips x86 e aos chips Arm de uso geral na nuvem.

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