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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Apple integra iPhone com ChatGPT e revela iOS 18; veja novidades

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Empresa anunciou parceria com a OpenAI para levar robô conversador a recursos em seus celulares, tablets e computadores. Atualização no iPhone traz recurso que bloqueia apps com biometria.
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Por g1

Postado em 10 de junho de 2024 às 16h00m

Post. N. - 4.898

iOS 18 — Foto: Reprodução/Apple
iOS 18 — Foto: Reprodução/Apple

A Apple revelou nesta segunda-feira (10) o Apple Intelligence, conjunto de recursos para iPhone, iPad e Mac focado em inteligência artificial (IA). Ele inclui, por exemplo, uma integração da assistente Siri com o ChatGPT, robô conversador da OpenAI.

O anúncio foi feito na WWDC 2024, evento da empresa para desenvolvedores que também serviu para apresentar outras novidades nos sistemas para iPhone, Apple Watch, iPad, Mac e Vision Pro.

As ações da Apple fecharam o dia com queda de 1,9%, indicando que investidores não reagiram bem aos anúncios. A empresa tem um histórico negativo em dias de WWDC e terminou o pregão em baixa em 8 das últimas 10 edições da conferência, segundo levantamento da CNBC.

A integração do ChatGPT com o iPhone poderá ser usada para responder a comandos na Siri e criar textos ou imagens. Mas, para garantir privacidade, a assistente sempre vai pedir autorização dos usuários para colocar o robô em ação.

A novidade será liberada ainda este ano para iOS 18, iPadOS 18 e macOS Sequoia e usará o GPT-4o, a versão mais recente do modelo de inteligência artificial da OpenAI, que se tornou mais rápido para ouvir, conversar e descrever objetos – saiba mais sobre o GPT-4o.

Segundo a Apple, a Siri recebe cerca de 1,5 bilhão de comandos por dia e, com a atualização, ficará "mais natural, relevante e pessoal". A empresa disse que essa atualização marca "o começo de uma nova era" para a assistente.

iPhone ganhou integração com o ChatGPT em atualização para iOS 18 — Foto: Divulgação/Apple
iPhone ganhou integração com o ChatGPT em atualização para iOS 18 — Foto: Divulgação/Apple

Apple Intelligence

O Apple Intelligence deverá facilitar tarefas do dia a dia ao levar inteligência artificial para recursos de iPhone, iPad e Mac. O pacote de recursos poderá ser usado para:

  • 🎙️ Enviar comandos de texto e voz na Siri, que poderá analisar o que aparece na tela
  • ✍️ Reescrever mensagens com tom informal, profissional ou conciso, além de resumir textos em tópicos ou tabelas;
  • 📧 Encontrar informações importantes com opções de mensagens e notificações prioritárias – o sistema também ganhará um novo modo de foco em que analisará o conteúdo da notificação para saber se ela precisa de atenção imediata;
  • 📝 Resumir em tópicos o conteúdo de ligações e áudios gravados no aplicativo de notas;
  • 😊 Criar emojis a partir de comandos de texto com o novo recurso Genmoji, que pode se integrar com aplicativos de mensagens;
  • 🔎 Melhorar a pesquisa por fotos e vídeos ao permitir descrições nas buscas, como "Katie com adesivos em seu rosto";
  • Remover objetos que aparecem no fundo de imagens;
Genmoji, recurso da Apple para criar emojis personalizados — Foto: Reprodução/Apple
Genmoji, recurso da Apple para criar emojis personalizados — Foto: Reprodução/Apple

iOS 18

O iOS 18 ganhou mais opções de personalização e permitirá exigir uma verificação por biometria para abrir certos aplicativos, uma opção para oferecer mais privacidade aos usuários.

A Apple também anunciou um gerenciador de senhas que reunirá informações de acesso a sites e aplicativos, além de oferecer alertas sobre senhas fracas, repetidas ou que já apareceram em vazamentos de dados.

Na tela inicial, os ícones de aplicativos poderão ser posicionados em qualquer lugar, sem obedecer a "grade" que deixa todos alinhados. Os atalhos também poderão ser exibidos nas cores escolhidas pelos usuários.

A Central de Controle, que reúne atalhos como Wi-Fi e Bluetooth, vai aceitar ícones de aplicativos de terceiros e permitirá organizar ícones em diferentes grupos e tamanhos. O iOS 18 também permitirá personalizar ícones que aparecem na parte inferior da tela de bloqueio.

O aplicativo Fotos, onde são armazenados os registros feitos com a câmera do iPhone, foi totalmente redesenhado para manter imagens mais organizadas. A nova versão consegue criar por conta própria pastas específicas só com fotos de pessoas, animais ou viagens, por exemplo.

Também está mais fácil visualizar fotografias tiradas hoje, ontem, por mês ou ano. E, assim como já faz o Google Fotos, no iOS 18, o app Fotos do iPhone pode classificar imagens por rosto.

Novo iOS 18 — Foto: Apple/Reprodução
Novo iOS 18 — Foto: Apple/Reprodução

watchOS 11

O watchOS 11, sistema do Apple Watch, ganhou um recurso que leva em consideração a intensidade e a duração de exercícios para avaliar seu desempenho com atividades físicas. A nova versão também analisa seus resultados com base no nível de esforço desejado.

O novo aplicativo Vitals permite visualizar informações da saúde ao longo da semana na tela inicial do Apple Watch. Ele também consegue exibir alertas sobre as métricas se identificar que algo não está bem.

iPadOS 18

Pela primeira vez, o iPad passa a ter aplicativo nativo de calculadora (incluindo a científica) a partir do iPadOS 18. O app é bem semelhante ao que já está no iPhone e suporta a caneta Apple Pencil.

O sistema também ganhou o recurso Math Notes, que funciona como um assistente para exercícios de matemática. Ele é capaz de oferecer respostas para atividades, entender variáveis e criar gráficos, por exemplo.

Math Notes, recurso do iPadOS 18 — Foto: Reprodução/Apple
Math Notes, recurso do iPadOS 18 — Foto: Reprodução/Apple 

visionOS 2

A Apple também apresentou o visionOS 2, nova versão do sistema para seus óculos de realidade virtual Vision Pro. Segundo a empresa, há mais de 2.000 aplicativos criados especialmente para o dispositivo.

Entre as novidades, está um efeito que dá a sensação de profundidade em fotos comuns. Ele promete criar efeito que "transforma fotos em memórias 3D", além de melhorias para entender gestões com a mão usados para navegar no sistema.

Os óculos também chegarão para outros 13 países, mas, por enquanto, o Brasil ainda não está na lista.

visionOS 2, sistema operacional para o Apple Vision Pro — Foto: Reprodução/Apple
visionOS 2, sistema operacional para o Apple Vision Pro — Foto: Reprodução/Apple 

macOS Sequoia

Uma das principais novidades do macOS Sequoia é o recurso que navegar no iPhone pela tela do Mac. É possível, por exemplo, estudar em um aplicativo de celular enquanto as imagens e o som saem do notebook. Mas, como o app é customizado para celular, o Mac não consegue expandir a visualização.

Usando o iPhone no Mac — Foto: Reprodução/Apple
Usando o iPhone no Mac — Foto: Reprodução/Apple

Tim Cook, CEO da Apple — Foto: Reprodução/Apple
Tim Cook, CEO da Apple — Foto: Reprodução/Apple


WWDC 2024, evento anual da Apple para desenvolvedores — Foto: Divulgação/Apple
WWDC 2024, evento anual da Apple para desenvolvedores — Foto: Divulgação/Apple
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domingo, 9 de junho de 2024

Ligação, áudio ou texto? as regras de etiqueta para conversas por WhatsApp no ambiente de trabalho

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Especialista em carreira dá dicas para você não errar ao mandar mensagens no ambiente de trabalho.
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Por Fernanda Giacomassi

Postado em 09 de junho de 2024 às 10h10m

Post. N. - 4.897

Você é do time que detesta enviar e receber mensagens de voz ou do que manda "podcasts" diários aos amigos? No Brasil, o segundo parece estar ganhando: os brasileiros enviam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que em qualquer outro país do mundo. Foi o que contou Mark Zuckerberg, dono da plataforma, que inclusive se referiu ao app como ZapZap (do jeito que os brasileiros gostam de chamar).

O aplicativo de mensagem deixou de ser um meio de conversar apenas com amigos e familiares e passou a envolver todos os aspectos da vida das pessoas, até o trabalho. Com isso, também surgiram "regras" ou "boas práticas" de como se comunicar por ele (veja dicas abaixo).

"Estamos vivendo a 'plataformização' das conversas cotidianas. As redes sociais oferecem funcionalidades que nos apropriamos e isso passa a conformar as nossas práticas e, sobretudo, a nossa comunicação", explica ao g1 Issaaf Karhawi, do núcleo de pesquisa de comunicação e mídias digitais da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo a pesquisadora, conforme uma sociedade passa a utilizar uma nova ferramenta para se comunicar, novos contratos e arranjos sociais surgem.

"Como resultado disso, nós começamos a desenhar uma 'conduta ética' entre as plataformas. O que se espera em cada uma delas e como nos apresentamos em cada uma", diz.

É essa diferença entre as características de cada rede social que faz com que uma mesma pessoa possa se comportar de maneira completamente diferente no LinkedIn, no Instagram ou no WhatsApp, por exemplo.

"Se pensamos no impacto do WhatsApp no espaço de trabalho, hoje já começamos a discutir coisas do tipo 'será que é razoável ou não receber mensagem do chefe no final de semana', 'será que ele é um espaço de trabalho ou é pessoal', 'será que uma pessoa com quem nunca falei pode mandar áudio sem antes se apresentar'?", explica Issaaf Karhawi.

Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg

🎙️Por que mandamos tanto áudio?

Não há embasamento científico que explique a adesão massiva dos brasileiros às mensagens em áudio. Mas, para a especialista, o fato do Brasil ser um país acostumado a consumir formatos audiovisuais pode ter influenciado.

"A telenovela tem uma importância ímpar na sociedade brasileira. Ela foi responsável por um certo 'letramento audiovisual' da população. Já estávamos habituados", explica.

A outra hipótese está relacionada a educação básica no Brasil. Quase 9 milhões de brasileiros de 18 a 29 anos não concluíram a escola.

"É evidente que uma funcionalidade de envio de áudio terá mais adesão, pois oferece uma maior acessibilidade", conclui. 
💡 Dicas para não errar mandando zap no trabalho

Ligação, áudio ou mensagem?

"A comunicação em texto é sempre mais delicada porque o receptor da mensagem pode perceber a entonação que ele quiser, o áudio já ajuda nesse aspecto. Mas quando assunto precisa ser mais detalhado, a ligação é a melhor opção", explica Mariana Torres, especialista em Recursos Humanos e Carreira.

Na dúvida de como ter uma comunicação mais assertiva, sempre pergunte como a outra pessoa prefere falar. E claro, se for a primeira mensagem não se esqueça de fazer uma breve introdução em texto sobre você e qual é o assunto da conversa.

Veja as dicas da especialista para cada formato:

🖊️ Texto

  • Evite textos muito longos e sem pausas. Pode escrever tudo em uma mensagem, mas colocar um 'enter' entre parágrafos ajuda na leitura.
  • Nada de abreviar palavras ou usar gírias, é uma comunicação formal. Cuidado com erros de digitação.
  • Cuidado com palavras de dupla interpretação, precisa ter cuidado redobrado com texto.

🎙️Áudio

  • Prefira um ambiente sem ruídos.
  • Nada de áudios muito longos (mais de 3 minutos): se for um podcast, é sinal que deveria ter sido uma ligação.
  • Cuidado com a qualidade do som. Usar um fone de ouvido com microfone é uma boa opção.

📱Ligação

  • Garanta que a conexão está boa. Uma ligação com muitas falhas pode interferir negativamente na comunicação.
  • Seja objetivo no assunto.

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O que são 'cookies' na internet e como eles funcionam? "Clique para aceitar nossos cookies".

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A frase já se tornou usual para milhões de usuários. Entenda para que eles foram criados e quais as opções para quem navega na internet.
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Por g1

Postado em 09 de junho de 2024 às 08h05m

Post. N. - 4.896

Os cookies são arquivos criados por sites para coletar informações sobre a sua navegação na internet.

Eles são transferidos para o seu dispositivo e podem servir para vários objetivos, como oferecer mais comodidade. Isso inclui, por exemplo, manter a conta de um serviço ativa para você não precisar preencher login e senha toda vez, ou salvar os itens que você colocou anteriormente no carrinho de compras do site de uma loja.

O aviso "Clique para aceitar nossos cookies" que vemos ao acessar algum site, por sua vez, tem relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê a possibilidade de multas para quem descumprir regras sobre tratamento de informações.

Ela é inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR), criado pela União Europeia em 2018.

Em vários casos, antes de clicar em "Aceitar cookies", é possível selecionar botões como "Minhas opções" para alterar o que será armazenado. Mas, na pressa, algumas pessoas acabam optando por aceitar tudo. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema.

Existe algum risco?

O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?

Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios – e não dados pessoais – para identificar usuários.

Ainda assim, sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail ou telefone, por exemplo. É o que explica Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky no Brasil.

"Um website poderá guardar qualquer informação em um cookie, incluindo dados pessoais do usuário cadastrado – o que, claro, não é recomendado", destaca Assolini.

Mesmo sem coletar dados pessoais, os arquivos podem ter informações sobre seu histórico na internet. Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo.

"Quem nunca fez uma busca de um produto no Google e depois, durante a navegação de internet, começou a ver propaganda daquele produto? Esse rastreamento se dá por cookies", diz Assolini.

Em 2024, o Google começou o bloqueio do uso de cookies de terceiros em seu navegador Chrome para algumas pessoas. A empresa diz que, a partir de agora, passa a apostar em uma alternativa "mais focada em privacidade".

Em dispositivos compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, terceiros podem acessar livremente suas contas. A dica nesses casos é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo.

O analista também destaca que há meios de limitar a coleta informações por meio de cookies. "Você pode configurar o seu navegador para apagar os cookies, usar bloqueadores de propaganda, bloqueadores de rastreadores que também usam cookies", diz Assolini (veja dicas ao final do texto).

Por que pedem que o usuário aceite os cookies?

Alguns sites passaram a mostrar o aviso sobre cookies para cumprir regras da GDPR, que precisa ser seguida por empresas que processam dados de pessoas que estão na União Europeia, mesmo que não estejam sediadas na região.

O regulamento europeu determina que sites devem receber consentimento para usar cookies, exceto em casos necessários. Ele também indica que, após a autorização dos usuários, as páginas devem oferecer o mesmo destaque para uma opção de voltar atrás e retirar a permissão.

O Brasil não tem uma lei específica sobre cookies, mas especialistas apontam que seu uso é analisado no contexto do tratamento de dados. Pela LGPD, os sites que operam informações de usuários devem seguir alguns princípios, como os de necessidade, finalidade e transparência.

"Não há nenhuma regra que obrigue que haja 'autorização' do usuário, por exemplo", diz Mariana Rielli, coordenadora de projetos do Data Privacy Brasil.

No entanto, Mariana explica que, "uma vez que se considere a coleta de cookies um tratamento de dados pessoais, a LGPD se aplica como um todo, logo suas regras gerais devem ser seguidas".

Segundo Paulo Rená, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é preciso ficar claro para o usuário o motivo para o cookie ser coletado. "Tem que ser dito que os dados vão ser usados porque senão o site não funciona ou que tem alguns usos que são só para publicidade", afirma.

Geralmente, essas detalhes são apresentados na Política de Privacidade dos sites.

O que acontece se eu não aceitar?

Em alguns sites, os avisos de cookies permitem controlar o que será coletado. Os termos variam, mas essas janelas costumam destacar a coleta de cookies necessários, que não pode ser desativada para não comprometer o funcionamento da página.

Entre os cookies que podem ser recusados, estão os de marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas.

Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros.

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