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terça-feira, 6 de agosto de 2024

Os hackers norte-coreanos que tentam roubar segredos nucleares e militares

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Grupos de hackers controlados pelo governo norte-coreano realizaram ataques de ransomware para financiar operações de espionagem contra setores sensíveis nos EUA, Reino Unido e outros países.
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TOPO
Por BBC

Postado em 06 de agosto de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  4.930 *.#

Grupos de hackers norte-coreanos têm como alvos Reino Unido, EUA, Coreia do Sul, Japão, Índia e outros países, segundo reportagem da BBC — Foto: BBC
Grupos de hackers norte-coreanos têm como alvos Reino Unido, EUA, Coreia do Sul, Japão, Índia e outros países, segundo reportagem da BBC — Foto: BBC

Hackers norte-coreanos estão tentando roubar segredos nucleares e militares de governos e empresas privadas em todo o mundo, alertam Reino Unido, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Segundo esses governos, grupos conhecidos pelos nomes Andariel, Onyx Sleet e DarkSeoul, entre outros, estão atacando sistemas de defesa, aeroespaciais, nucleares e de engenharia para obter informações confidenciais.

Os hackers têm buscado informações nos mais diversos setores — desde o processamento de urânio até o desenvolvimento de tanques, submarinos e torpedos — e têm como alvo o Reino Unido, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão, a Índia e outros países, segundo reportagem de Gordon Corera, correspondente de segurança da BBC.

Suspeita-se que eles já tenham atacado digitalmente bases aéreas dos EUA, a Nasa e empresas americanas ligadas à área de defesa.

O alerta parece ser um sinal de que a atividade destes grupos, que combinam espionagem e lucro, preocupa as autoridades devido ao seu impacto tanto na tecnologia sensível como na vida cotidiana.

Os Estados Unidos afirmam que os hackers financiam a sua atividade de espionagem por meio de operações de ransomware (um software usado para extorsão por meio de sequestro de dados digitais usando criptografia).

Até agora, cinco prestadores de serviços de saúde, quatro empreiteiras de defesa baseados nos EUA, duas bases da Força Aérea dos EUA e o Gabinete do Inspetor-Geral da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço foram alvo do grupo.

O governo dos EUA ofereceu uma recompensa de US$ 10 milhões a quem fornecesse informações que pudessem identificar aqueles que lançam ataques cibernéticos contra o país por ordem de um governo estrangeiro.

O país busca especialmente os membros do grupo Andariel e, especificamente, uma pessoa: Rim Jong-hyok.

Rim foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos EUA pela sua suposta participação em um esquema para invadir sistemas informáticos de hospitais americanos e exigir resgate.

De acordo com Paul Chichester, diretor de operações do Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido, "a operação global de espionagem cibernética que desmascaramos demonstra até onde os agentes patrocinados pela Coreia do Norte estão dispostos a ir para realizar suas operações militares e programas nucleares".

"Devemos lembrar aos operadores de infraestruturas críticas a importância de proteger a informação sensível e a propriedade intelectual que armazenam nos seus sistemas para evitar o roubo e a utilização indevida."

O NCSC acredita que o Andariel faz parte do 3º Escritório Geral de Inteligência (RGB, na sigla em inglês) da Coreia do Norte. Segundo os EUA, este gabinete está ligado não só às atividades cibernéticas maliciosas de Pyongyang, mas também ao comércio ilícito de armas.

Pyongyang — Foto: Getty Images via BBC
Pyongyang — Foto: Getty Images via BBC

Nos últimos anos, o Andariel passou da realização de ataques contra organizações nos Estados Unidos e na Coreia do Sul para a realização de ataques especializados de ciberespionagem e ransomware.

Acredita-se que, em alguns casos, esses grupos tenham lançado ataques de sequestro de dados e operações de espionagem no mesmo dia e contra a mesma vítima.

'Ameaça à vida cotidiana'

O alerta conjunto emitido por EUA, Reino Unido e Coreia do Sul inclui dicas para ajudar na defesa contra agentes norte-coreanos, que também teriam procurado informações sobre máquinas robóticas, armas mecânicas e componentes de impressão 3D.

"Esta denúncia destaca que os grupos criminosos norte-coreanos também representam uma séria ameaça à vida diária dos cidadãos e não podem ser ignorados ou negligenciados", disse Michael Barnhart, analista principal da Mandiant no Google Cloud.

"O ataque aos hospitais para gerar receitas e financiar as suas operações demonstra um interesse incansável em cumprir a sua missão prioritária de recolher informação de inteligência, sem ter em conta as possíveis consequências que pode ter nas vidas humanas."

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, Rim Jong Hyok e outros conseguiram hackear os sistemas informáticos de hospitais e outros prestadores de cuidados de saúde dos EUA instalando um programa malicioso conhecido como "Maui". Após o ataque, eles exigiram resgates em dinheiro para liberar os sistemas.

Os ataques criptografaram os computadores e servidores das vítimas, que eram usados ​​para armazenar exames médicos ou registros clínicos, e interromperam os serviços de saúde.

Com o dinheiro recebido dos pagamentos de resgate, os cibercriminosos financiaram outras operações cibernéticas maliciosas visando entidades governamentais dos EUA e empresas com contratos na área de defesa, entre outros.

Em uma das suas operações, que começou em novembro de 2022, hackers piratearam uma empresa de defesa da qual conseguiram extrair mais de 30 gigabytes de dados, incluindo informações técnicas não confidenciais sobre materiais utilizados em aeronaves militares e satélites, muitos dos quais provenientes de 2010 ou antes.

Este é apenas o mais recente de uma série de alertas sobre hackers norte-coreanos que ocorreram nos últimos anos.

Alguns dos incidentes cibernéticos mais notórios estão relacionados com o país, como o ataque à Sony Pictures em 2014, em retaliação ao lançamento de uma comédia de Hollywood que retratava o assassinato do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Esta ação foi conduzida pelo Lazarus Group, outra dessas gangues de hackers norte-coreanas, que roubou milhões de dólares ao longo dos anos.

Uma das vítimas foi o Banco del Austro, no Equador, em 2016, de onde roubaram US$ 12 milhões.

No mesmo ano, o grupo tentou roubar bilhões de dólares do Banco do Bangladesh, mas quase todas as transferências de US$ 81 milhões foram barradas antes de serem concluídas.

Sequestro digital: veja como agem as quadrilhas de ransomware

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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Como se proteger contra invasões em contas de WhatsApp, Instagram, Google e mais

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Autenticação de dois faé acionada quando há uma tentativa de acessar a conta em um novo aparelho. Como o recurso não costuma ser ativado por padrão, é preciso ir às configurações de cada plataforma para aumentar a segurança.
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Por g1

Postado em 05 de agosto de 2024 às 07h00m

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Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP
Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP

Os casos de pessoas que foram vítimas de invasões em suas contas em serviços como WhatsApp, Instagram e Google sempre voltam à tona. Mas as plataformas costumam ter recursos que dão uma proteção adicional contra o roubo de perfis.

É a chamada autenticação de dois fatores, que entra em ação quando há uma tentativa de acessar o seu perfil por um novo aparelho. Com a proteção dupla, o login só é liberado após fornecer a senha e um segundo código, que costuma ser gerado na hora.

Esse código adicional pode ser obtido em um aplicativo de autenticação ou uma notificação em um dispositivo confiável, por exemplo – também é possível gerar o número por SMS, mas a opção não é indicada por especialistas porque criminosos receber a mensagem em outro celular.

Ainda que a autenticação de dois fatores esteja disponível em vários serviços, ela não costuma ser ativada por padrão. Para aumentar a segurança, cada usuário precisa ir às configurações de suas contas e ativar o recurso. Veja abaixo como fazer isso nas principais plataformas.

WhatsApp

  1. Abra o menu do WhatsApp – o ícone no topo da tela (Android) ou "Ajustes" (iPhone);
  2. Selecione "Conta";
  3. Acesse "Confirmação em duas etapas";
  4. Clique em "Ativar";
  5. Siga as orientações do WhatsApp e insira uma senha de 6 dígitos e seu e-mail.
Como ativar a autenticação em dois fatores no WhatsApp — Foto: Reprodução/WhatsApp
Como ativar a autenticação em dois fatores no WhatsApp — Foto: Reprodução/WhatsApp

Facebook/Instagram

A Meta, controladora de Facebook e Instagram, conta com um recurso chamado Central de Contas nas duas redes sociais. Por meio dele, é possível sincronizar seus perfis e definir preferências sobre vários assuntos, incluindo segurança.

No Instagram, vá até a página do seu perfil, clique no ícone no topo da tela e toque em "Central de Contas". E, no Facebook, toque na sua foto de perfil no canto superior direito da tela, clique no ícone de engrenagem e selecione "Ver mais na Central de Contas".

Se as suas contas estiverem sincronizadas, basta seguir estas etapas em apenas uma rede. Caso contrário, é preciso fazer o procedimento em cada uma delas:

  1. Clique em "Senhas e segurança";
  2. Toque em "Autenticação de dois fatores";
  3. Selecione o seu perfil;
  4. Insira a sua senha;
  5. Escolha um dos métodos disponíveis – app de autenticação, SMS ou chaves físicas de segurança;
  6. Siga as orientações do aplicativo e insira o código solicitado.
Como ativar autenticação de dois fatores no Instagram e no Facebook — Foto: Reprodução
Como ativar autenticação de dois fatores no Instagram e no Facebook — Foto: Reprodução

Google

  1. Clique na sua foto de perfil na página do Google ou de outro serviço da empresa, como YouTube ou Gmail;
  2. Clique em "Conta do Google" ou "Gerenciar sua Conta do Google" (o texto pode variar de acordo com o dispositivo);
  3. Deslize o menu superior e clique em "Segurança" (a opção está à direita dos itens "Início", "Informações pessoais" e "Dados e privacidade");
  4. Selecione "Verificação em duas etapas";
  5. Siga as orientações e insira o código enviado pelo Google.
Como ativar autenticação de dois fatores no Google — Foto: Reprodução
Como ativar autenticação de dois fatores no Google — Foto: Reprodução

X

  1. No menu do X, clique em "Configurações e suporte" – no celular, é preciso tocar antes na sua foto e, no computador, no ícone de "...";
  2. Toque em "Configurações e privacidade";
  3. Em "Segurança e acesso à conta", clique em "Segurança";
  4. Selecione "Autenticação em duas etapas";
  5. Escolha um dos métodos disponíveis – mensagem de texto (disponível apenas para quem assina a versão Premium), aplicativo de autenticação e chave de segurança;
  6. Siga as orientações do X e insira o código solicitado.
Como ativar autenticação de dois fatores no X — Foto: Reprodução
Como ativar autenticação de dois fatores no X — Foto: Reprodução

  1. Acesse o seu perfil no TikTok e abra o menu no ícone no topo da tela;
  2. Selecione "Configurações e privacidade";
  3. Toque em "Segurança e permissões";
  4. Clique em "Verificação em duas etapas";
  5. Escolha ao menos dois métodos de verificação, entre SMS, e-mail e app de autenticação;
  6. Toque em "Ativar";
Siga as instruções e insira os códigos solicitados pelo aplicativo.
Como ativar autenticação de dois fatores no TikTok — Foto: Reprodução
Como ativar autenticação de dois fatores no TikTok — Foto: Reprodução

  1. No menu do Telegram, toque em "Configurações";
  2. Selecione "Privacidade e Segurança";
  3. Clique em "Verificação em Duas Etapas";
  4. Toque em "Configurar Senha";
  5. Crie sua senha e informe seu e-mail;
  6. Digite o código enviado por e-mail.
Como ativar autenticação de dois fatores no Telegram — Foto: Reprodução
Como ativar autenticação de dois fatores no Telegram — Foto: Reprodução

Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger

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domingo, 4 de agosto de 2024

Turquia bloqueia acesso ao Instagram por causa de 'conteúdos problemáticos'

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Na quarta, um representante do governo turco havia criticado a plataforma por 'censurar mensagens de condolências' ao líder do Hamas, morto em um ataque. Outro porta-voz, porém, disse que o bloqueio se deu devido a insultos contra Mustafa Kemal Ataturk, considerado pai da Turquia moderna.
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Por g1

Postado em 04 de agosto de 2024 às 09h30m

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Turquia bloqueia acesso ao Instagram — Foto: Yasin AKGUL/AFP
Turquia bloqueia acesso ao Instagram — Foto: Yasin AKGUL/AFP

A Autoridade de Telecomunicações da Turquia, também conhecida como BTK, decidiu bloquear o acesso ao Instagram no país, segundo informações da AFP.

Muitas pessoas têm relatado na rede social X que não é possível atualizar o feed da plataforma. A BTK publicou em seu site que o "instagram.com foi bloqueado por uma decisão em 02/08/2024", mas não revelou detalhes.

Na quarta-feira, o diretor de comunicação da presidência turca, Fahrettin Altun, acusou a rede social de censura e alegou que a plataforma "impedia as pessoas de publicarem mensagens de condolências para o mártir [Ismail] Haniyeh", o líder do Hamas morto em um ataque no Irã atribuído a Israel.

"É uma tentativa de censura muito clara e evidente", denunciou Altun na rede social X.

A BTK, no entanto, desmentiu ter atuado por motivos relacionados à morte de Haniyeh: "Não bloqueamos o acesso por esta razão, não tem nada a ver", afirmou um de seus responsáveis, sob anonimato, ao site Medyascope.

Esse responsável alegou "insultos contra Mustafa Kemal Ataturk", considerado pai da Turquia moderna, e "uma série de crimes", envolvendo drogas, jogos e violência sexual contra menores.

Foi solicitado à plataforma que retirasse estes conteúdos e "se o problema não foi resolvido, temos direito de bloquear", disse.

Segundo a imprensa turca, o Instagram tem mais de 50 milhões de usuários no país.

Não é a primeira vez que a plataforma da empresa de Mark Zuckerberg enfrenta problemas na Turquia.

Segundo a AFP, em abril, a Meta anunciou a suspensão de sua rede social Threads na Turquia, depois de uma decisão da autoridade nacional de concorrência que a impedia de compartilhar dados com o Instagram, que também pertence à empresa.

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