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sábado, 19 de outubro de 2024

Nasa veste Prada: veja uniforme dos astronautas da missão Artemis III desenvolvido em parceria com grife italiana

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Embora não tenham logotipo da grife italiana, a roupa tem detalhes vermelhos em referência a uma linha de óculos da marca chamada 'Linea Rossa'.
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https://g1.globo.com/inovacao

Postado em 19 de outubro de 2024 às 10h20m

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Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco

"Houston, temos um novo traje espacial."

Assim as redes sociais do programa Artemis, da Nasa, anunciaram o novo uniforme de seus astronautas. Desenvolvida em parceria com a grife italiana Prada, a expectativa é que a peça seja usada durante a missão Artemis III, quando é esperado que os astronautas voltem a pisar na Lua depois de 50 anos — spoiler: vai demorar.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16), no 75º Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Milão, na Itália.

As roupas são predominantemente brancas e apresentam um torso curto (tipo um cropped mesmo), que se sobrepõe ao restante da peça (não, a barriga não fica à mostra), e detalhes em cinza nos cotovelos e joelhos. Embora não tenham logotipo da Prada, a roupa tem detalhes vermelhos nos antebraços, na cintura e na mochila, que fica acoplada, em referência a uma linha de óculos da marca chamada "Linea Rossa".

Em seu site, a Prada diz que o traje foi criado para "proteger os astronautas do ambiente hostil do espaço e permitir, pela primeira vez, a exploração humana do polo sul lunar".

Já a Axiom Space, empresa privada de exploração espacial e que trabalha em parceria com a Nasa, disse que ela "utiliza recursos para suportar o ambiente empoeirado da superfície lunar" e que permite aos astronautas desempenhar atividades seguras dentro e fora do veículo espacial.

Montagem de fotos mostra o novo uniforme da Nasa feito em parceria com a Prada e um óculos da grife da linha Linea Rossa — Foto: REUTERS/Claudia Greco - Reprodução site da Prada
Montagem de fotos mostra o novo uniforme da Nasa feito em parceria com a Prada e um óculos da grife da linha Linea Rossa — Foto: REUTERS/Claudia Greco - Reprodução site da Prada


Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco


Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco

Estreia

Em janeiro deste ano, a Nasa anunciou que os quatro astronautas da missão Artemis II que voarão ao redor da Lua viajarão somente em setembro de 2025 para o nosso satélite natural, na melhor das hipóteses.

Inicialmente, o cronograma previsto pela agência definia que esta tripulação, a primeira a viajar à Lua desde a última missão Apollo, em 1972, há mais de meio século, iria viajar ainda em 2024, o que não será mais será possível.

Ainda segundo a Nasa, por causa dessas mudanças, a Artemis III também teve seu cronograma reajustado para setembro de 2026. Inicialmente prevista para 2025, essa missão vai ter a primeira tripulação a descer na Lua desde 1972.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Como o WhatsApp ganha dinheiro se não cobra pelo uso nem divulga publicidade?

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Todos usamos aplicativos gratuitos de mensagem como o WhatsApp. Mas como eles fazem dinheiro?
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TOPO
Por Zoe Kleinman

Postado em 18 de outubro de 2024 às 10h20m

#.* Post. - Nº.\  4.984 *.#

Os principais aplicativos de mensagem são todos gratuitos. Então como ganham dinheiro? — Foto: Getty Images via BBC
Os principais aplicativos de mensagem são todos gratuitos. Então como ganham dinheiro? — Foto: Getty Images via BBC

Só nas últimas 24 horas eu escrevi mais de 100 mensagens no WhatsApp.

Nada muito emocionante. Fiz planos com minha família, discuti projetos com colegas de trabalho e compartilhei notícias e fofocas com alguns amigos.

E até mesmo minhas mensagens mais sem graça foram criptografadas por padrão e fizeram uso dos poderosos servidores do WhatsApp, instalados em vários data centers ao redor do mundo.

Não é uma operação barata, e ainda assim nem eu nem qualquer uma das pessoas com quem eu conversava ontem desembolsou qualquer centavo para usar o aplicativo. A plataforma tem quase três bilhões de usuários em todo o mundo.

Então, como o WhatsApp - ou zapzap, apelido que ganhou no Brasil - ganha dinheiro?

Com certeza ajuda o fato de o WhatsApp ter uma grande empresa - mãe por trás - a Meta, que também é proprietária do Facebook e do Instagram.

Contas individuais e pessoais do WhatsApp como a minha são gratuitas porque o WhatsApp ganha dinheiro com clientes corporativos que querem se comunicar com usuários como eu.

Desde o ano passado, empresas podem criar canais de WhatsApp gratuitamente, por onde podem enviar mensagens para todos que optarem por recebê-las.

Elas pagam é pelo acesso a interações com clientes individuais através do aplicativo, tanto conversacional quanto transacional.

Na cidade de Bangalore, na Índia, por exemplo, já é possível comprar uma passagem de ônibus e escolher seu assento, tudo via WhatsApp.

Nossa visão, se tudo der certo, é de que uma empresa e um cliente devem ser capazes de fazer negócio por mensagem, diz Nikila Srinivasan, vice-presidente de business messaging da Meta.

Isso significa que, se você quiser reservar um ingresso, se quiser dar início a uma uma devolução, se quiser fazer um pagamento, poderá fazer isso sem nunca ter que deixar o bate-papo. E logo depois voltar para todas as outras conversas da sua vida.

As empresas agora também podem optar por pagar por um link que inicia um novo bate-papo do WhatsApp a partir de um anúncio no Facebook ou Instagram com uma conta individual. Nikila me disse que isso por si só já rende hoje “vários bilhões de dólares” para a gigante da tecnologia.

Nikila Srinivasan, da Meta, diz que o objetivo é que negócios se comuniquem cada vez mais com seus clientes via WhatsApp — Foto: Meta via BBC
Nikila Srinivasan, da Meta, diz que o objetivo é que negócios se comuniquem cada vez mais com seus clientes via WhatsApp — Foto: Meta via BBC

Outros aplicativos de mensagem seguiram por caminhos diferentes.

Signal, uma plataforma reconhecida por seus protocolos de segurança para a troca de mensagens, que se tornaram padrão da indústria, é uma organização sem fins lucrativos. Diz que nunca pegou dinheiro de investidores (ao contrário do Telegram, que depende deles).

Em vez disso, funciona com doações - entre elas uma injeção de US$ 50 milhões, de 2018, de Brian Acton, um dos cofundadores do WhatsApp.

Nosso objetivo é chegar o mais próximo possível de sermos totalmente financiados por pequenos doadores, contando com um grande número de contribuições modestas de pessoas que se preocupam com o Signal, escreveu a presidente da empresa, Meredith Whittaker, em um post no blog no ano passado.

Discord, um aplicativo de mensagens amplamente usado por jovens gamers, tem um modelo freemium - é gratuito para entrar, mas recursos adicionais, como acesso a jogos, têm um preço. Também oferece uma assinatura paga chamada Nitro, com benefícios que incluem streaming de vídeo de alta qualidade e emojis personalizados, por um custo mensal de US$ 9,99.

A Snap, a empresa por trás do Snapchat, combina vários desses modelos. Exibe anúncios, tem 11 milhões de assinantes pagantes (dados de agosto de 2024) e também vende os óculos de realidade aumentada Snapchat Spectacles.

E, além disso, de acordo com o site Forbes, entre 2016-2023, a empresa ganhou quase US$ 300 milhões apenas com juros. Mas a principal fonte de receita da Snap é a publicidade, que rende mais de US$ 4 bilhões por ano.

Outros aplicativos de mensagem encontraram formas diferentes de sustentar, que podem incluir doações, serviços pagos e assinaturas — Foto: Getty Images via BBC
Outros aplicativos de mensagem encontraram formas diferentes de sustentar, que podem incluir doações, serviços pagos e assinaturas — Foto: Getty Images via BBC

A empresa Element, com sede no Reino Unido, cobra de governos e grandes organizações pelo uso de seu sistema de mensagens seguras. Os clientes usam sua tecnologia, mas a executam sozinhos, em seus próprios servidores. A empresa de 10 anos possui uma receita de milhões, na casa dos dois dígitos e está perto de obter lucro, diz o cofundador Matthew Hodgson.

Ele acredita que o modelo de negócios mais popular para aplicativos de mensagem continua sendo o eterno favorito digital, a publicidade.

Basicamente [muitas plataformas de mensagem] vendem anúncios monitorando o que as pessoas fazem, com quem elas falam e, em seguida, direcionando a elas os melhores anúncios, diz ele.

A ideia é que, mesmo que haja criptografia e anonimato, os aplicativos não precisam ver o real conteúdo das mensagens que estão sendo trocadas para entender muito sobre seus usuários, e esses dados podem ser usados para vender anúncios.

É aquela velha história - se você, o usuário, não está pagando, então grandes chances de você ser o produto, acrescenta Hodgson.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos

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Com lançamento previsto para 2025, a tecnologia introduzirá uma experiência televisiva aprimorada, permitindo uma programação mais interativa e adaptada aos gostos do público.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 17 de outubro de 2024 às 06h120m

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DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos

Emissoras, fabricantes de televisores e o governo federal se preparam para lançar a TV 3.0, também conhecida como DTV+ no Brasil. A nova geração de TVs promete melhor qualidade de imagem, som envolvente e interatividade, mantendo a TV aberta de graça.

A meta do Ministério das Comunicações é definir a tecnologia a ser utilizada até 31 de dezembro de 2024. No início de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá assinar um decreto estabelecendo o padrão tecnológico que será adotado.

O mercado espera que os primeiros usuários possam aproveitar essa inovação já durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o Ministério das Comunicações, dependendo da preparação das emissoras, a nova tecnologia poderá estar em vigor antes mesmo de 2026. Além do Brasil, outros países têm se preparado para adotá-la.

A DTV+ é o novo padrão da televisão digital, que tornará o sistema da TV mais inteligente e personalizado, além de melhorar imagem e som. Inicialmente, para usufruir da nova geração, será necessário adquirir uma caixinha.

No entanto, o objetivo é que, no futuro, os novos televisores já saiam de fábrica com toda essa tecnologia integrada.

Nesta reportagem, você saberá:

A primeira televisão, analógica e com imagens em preto e branco, ficou conhecida como 1.0. Anos depois, surgiu a TV 2.0, com imagens em cores e conectividade à internet.

Agora, a TV 3.0 representa o próximo patamar da televisão digital e, segundo especialistas, entregará mais interatividade, personalização e qualidade de imagem e som (entenda mais abaixo).

Em agosto de 2024, o Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre anunciou o novo nome da TV 3.0 no país, que passou a se chamar Digital Television+ (DTV+).

As vantagens da DTV+ (TV 3.0)

  • 🖼️ Melhores imagens: o usuário poderá assistir a conteúdos da TV aberta com mais definição, brilho e contraste, em qualidade 4K e até 8K.
  • 📺 Canais: a tecnologia permite que os canais de TV sejam semelhantes a aplicativos. "Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs", diz Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações.
  • 🔈Som imersivo: a nova tecnologia oferece uma experiência sonora envolvente, com qualidade de cinema, de acordo com especialistas.
  • 📣 Personalização da publicidade: assim como já acontece nas redes sociais, as emissoras poderão segmentar ainda mais os anúncios, entregando opções personalizadas. "Se a pessoa quer trocar de carro, será possível exibir propagandas que falem diretamente com quem está em busca de um novo veículo," explica Leonora Bardini, diretora de programação da TV Globo.
  • Interatividade: o público poderá interagir com conteúdos da TV aberta, como votar em enquetes e até comprar produtos exibidos ao vivo.

"Assim que ligar e se logar, a TV já vai te conhecer, saber seus gostos e oferecer uma combinação de conteúdo e publicidade. É uma TV personalizada, feita exclusivamente para cada pessoa", diz Leonora Bardini. 
Depende de internet?

Não será necessária conexão à internet para usufruir das vantagens da TV 3.0, explica Wilson Diniz. "A qualidade de imagem 4K, 8K e o som imersivo estarão disponíveis, mesmo que o usuário não tenha conexão", garante.

No entanto, conectar a TV à internet permite uma experiência mais completa, ampliando as possibilidades de interatividade e personalização, segundo especialistas.

Por exemplo, será possível comprar a mesma roupa que o ator usa na novela ou o bolo que acabou de aparecer no programa de culinária. Além disso, você poderá votar para eliminar um participante de um reality show — tudo diretamente pela televisão.

"Em um jogo entre Brasil e Argentina, a TV já saberá que você é torcedor do Brasil e proporcionará uma experiência completa que dialoga com a sua seleção ou time do coração," exemplifica Leonora.

"Isso será possível porque você já informou o seu time ao acessar o ge.globo, por exemplo. Tudo estará sincronizado," completa a executiva.

Preciso trocar de televisão?

Assim como ocorreu na transição do sinal de TV analógico para o digital, inicialmente será necessário adquirir um conversor para usufruir da experiência da DTV+. A expectativa é que, no futuro, os novos televisores já venham de fábrica com suporte à nova tecnologia.

Wilson Diniz afirma que as fabricantes fazem parte do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre e estão envolvidas nas discussões da DTV+ desde o início, justamente para preparar o mercado.

"Estamos estudando formas de incentivar a adoção da tecnologia, inclusive com incentivos fiscais para os fabricantes que já adotarem a TV 3.0", completou.

Quanto vai custar o conversor?

Por enquanto, existem apenas protótipos dos conversores de TV 3.0, por isso ainda não é possível definir os preços para o consumidor, conforme explicou o Ministério das Comunicações ao g1.

O governo ainda não confirmou se os equipamentos serão distribuídos, mas há discussões sobre a possibilidade de entrega gratuita para famílias de baixa renda, similar ao que ocorreu na expansão do sinal digital.

Enquanto isso, a Globo está realizando testes, exibindo alguns recursos da DTV+ em regiões específicas, tanto em aparelhos conectados ao sinal broadcast (antena) quanto no Globoplay.

TV 3.0 vai ser interativa e gratuita, e dará acesso à programação de TV aberta e streaming no mesmo lugar

Entenda a relação entre 5G, o sinal de TV e antenas parabólicas em 5 pontos

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