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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

O plano de Brasil e China que pode 'furar' domínio da Starlink de Musk

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Os dois países negociam um memorando de entendimento sobre internet via satélite após ápice da crise entre Musk e autoridades no Brasil.
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TOPO
Por Leandro Prazeres

Postado em 04 de novembro de 2024 às 21h40m

#.* Post. - Nº.\  4.995 *.#

Modelo de satélite de órbita baixa durante a 19ª Exposição Internacional da Indústria Automobilística de Xangai — Foto: Getty Images via BBC
Modelo de satélite de órbita baixa durante a 19ª Exposição Internacional da Indústria Automobilística de Xangai — Foto: Getty Images via BBC

Os governos do Brasil e da China preparam um plano que, se implementado, pode ajudar a diminuir a dominância que a empresa Starlink tem sobre o serviço de internet via satélite no Brasil.

Starlink pertence ao bilionário Elon Musk. O plano prevê o início das operações da empresa chinesa de satélites SpaceSail no Brasil, que pretende operar no mercado brasileiro hoje liderado pela Starklink. A informação foi confirmada à BBC News Brasil pelo secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Barros Tercius.

A ideia, segundo Tercius, é que Brasil e China assinem memorandos de entendimento sobre o assunto durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país, no dia 20 de novembro.

Ainda não há prazo, no entanto, para que a companhia comece a operar no país. Procurada, a embaixada da China não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

A assinatura dos memorandos, se ocorrer, acontecerá pouco mais de dois meses depois do ápice da crise entre Musk e autoridades brasileiras, a qual culminou, em agosto, com a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil.

A SpaceSail é uma empresa privada chinesa sediada em Xangai e atua no mercado de internet banda larga provido por satélites de órbita baixa.

Atualmente, a companhia conta com 18 satélites, mas seus planos incluem o lançamento de até 15 mil até 2030. A título de comparação, estima-se que a Starlink tenha 6 mil.

Conhecidos como LEO (Low Earth Orbit), estes satélites são menores e formam verdadeiras constelações ao redor da Terra. Eles ficam a uma distância de aproximadamente 549 km em relação à superfície terrestre, enquanto os convencionais ficariam a quase 1.000 km.

Por estarem mais próximos, o tempo para a transmissão de dados é menor, o que permite uma internet mais rápida e confiável.

No Brasil, a Starlink de Elon Musk é líder e detém 45,9% do mercado de internet via satélite, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mas o agravamento das tensões entre Musk e autoridades brasileiras levantou rumores sobre os eventuais impactos da dependência do país em relação à empresa do bilionário.

Contatos em meio à crise com Musk

No Brasil, a Starlink de Musk já é líder no mercado de internet via satélite — Foto: Getty Images via BBC
No Brasil, a Starlink de Musk já é líder no mercado de internet via satélite — Foto: Getty Images via BBC

Os contatos entre a SpaceSail e o Brasil começaram oficialmente em meados de agosto. No dia 20 daquele mês, uma comitiva liderada pelo presidente da empresa, Jie Zheng, reuniu-se com representantes do governo brasileiro, entre eles o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Os planos da empresa, apresentados à época, incluem entrar em operação no Brasil até 2025.

Para isso, no entanto, a empresa precisa de autorizações junto à Anatel para que, entre outras coisas, a companhia possa construir a infraestrutura em solo que permita que o sinal dos seus satélites possam ser acessados no Brasil.

A SpaceSail funcionaria de forma semelhante à Starlink e outros serviços de internet via satélite. O usuário precisaria instalar uma pequena antena para conseguir acessar a internet.

Segundo Hermano Tercius, um dos memorandos de entendimento negociados entre Brasil e China prevê a colaboração técnica necessária para que serviços como o da SpaceSail possam entrar em funcionamento no país.

A gente está evoluindo nos textos e nas discussões pra gente ver se a gente assina [o memorando]. Assim, ficaria uma intenção mais concreta de colaboração, que ainda não é um compromisso. [O memorando] É uma intenção de colaborar com o que pode estar faltando para eles [SpaceSail] anteciparem [a entrada em operação], diz Tercius à BBC News Brasil.

Ele esteve na China em outubro e se reuniu com representantes do governo chinês sobre o assunto.

O secretário afirmou ainda que não está definido se o memorando vai envolver apenas os ministérios de comunicações dos dois países ou se a SpaceSail e a Telebras, estatal brasileira no setor de telecomunicações, também vão participar do documento.

Uma possibilidade é que a Telebras, que já mantém contratos com o governo federal, possa utilizar os serviços da SpaceSail para fornecer internet de banda larga a escolas ou outras instalações de interesse do governo brasileiro.

Tercius disse não saber se a crise envolvendo Elon Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram influência nas negociações entre os dois governos. Segundo ele, a busca por novos fornecedores de internet via satélite é uma tentativa do Brasil de evitar a formação de "monopólios" no setor.

"A gente procura, é lógico, evitar monopólios e ter essa competição para que saibamos quem presta o melhor serviço e quem oferece um custo melhor para que a população tenha mais acessibilidade a este tipo de serviço [...] Independentemente de como vai evoluir a situação da Starlink, a gente espera que haja maior quantidade de prestadores”, afirma o secretário.

O secretário disse ainda que o governo brasileiro levou à China a proposta de que parte dos lançamentos dos satélites da constelação da SpaceSail sejam feitos a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

O que a gente tentou foi ver com eles a possibilidade de, além deles prestarem serviço ao Brasil, eles possam usar nossa base lançamento de foguetes para lançar os satélites daqui [...] vai ser bom para eles porque pode agilizar o cronograma de funcionamento deles, e para nós também é bom porque daria um melhor uso à base de Alcântara, diz Tercius.

Segundo ele, outro memorando de entendimento que está sendo negociado com a China é sobre a construção de um satélite geoestacionário para atender o Brasil.

De acordo com o secretário, ainda não há definição sobre se este novo satélite atenderia apenas às necessidades de comunicação ou se também poderia ser usado nos sistemas de defesa brasileiro.

Tensão e domínio

O ápice da crise entre Musk e as autoridades brasileiras aconteceu no dia 30 de agosto, quando o STF decidiu suspender as operações do X (antigo Twitter, que Musk comprou em 2022).

A suspensão do no Brasil foi determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes após a plataforma fechar seu escritório no Brasil, ficar sem representante legal no país e se recusar a cumprir determinações da Corte relacionadas a inquéritos que investigam milícias digitais.

Musk reagiu às decisões do STF e fez diversas críticas diretas a Moraes. Segundo o bilionário, as decisões seriam um atentado à liberdade de expressão.

A crise, porém, espirrou em outro negócio de Musk: a rede de satélites de órbita baixa Starlink. O STF chegou a determinar o bloqueio das contas da empresa no Brasil depois que o X deixou de pagar multas aplicadas pela Corte.

Em 8 de outubro, o STF autorizou o retorno do funcionamento do X no Brasil após a empresa, segundo a Corte, atender às exigências feitas pelo tribunal.

A escalada da crise em direção à Starlink, no entanto, levou a rumores de que a empresa poderia ter seu funcionamento suspenso no Brasil, a exemplo do que aconteceu com o X. E isso deixou setores da economia e até militares preocupados.

Starlink é um braço da SpaceX, a companhia de exploração espacial de Elon Musk.

A empresa fornece serviços de internet por meio de uma enorme rede de satélites. No Brasil, ela é frequentemente utilizada por pessoas e instituições que vivem em áreas remotas, onde não há infraestrutura local como cabos e postes — caso de boa parte da Amazônia.

Especialistas no assunto afirmam que a empresa tem hoje a maior constelação de satélites operando no mundo e que é capaz de atender a pelo menos 37 países.

No Brasil, a ascensão da empresa no mercado foi meteórica.

Em janeiro de 2023, segundo a Anatel, a Starlink era a quinta principal provedora do mercado e responsável por 4,7% do mercado de internet via satélite.

Um ano e meio depois, em julho deste ano, a empresa já havia assumido a liderança com 45,9% de participação no mercado.

Atualmente, além de fornecer internet de banda larga para pessoas físicas em áreas isoladas, ela também fornece conexão para embarcações da Marinha, instalações militares do Exército e para plataformas e navios da Petrobras.

Apesar de Hermano Tercius dizer que não sabe se a crise entre Musk e as autoridades brasileiras influenciaram na decisão do governo de buscar novos fornecedores de internet via satélite, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o bilionário não é visto com bons olhos.

Ao longo das eleições presidenciais de 2022, Musk declarou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). Em meio à crise com o STF, ele acusou o ministro Alexandre de Moraes de ter interferido no resultado das eleições vencidas por Lula.

Em agosto, Lula disse que Musk precisava respeitar as leis brasileiras e que o Brasil não poderia ter complexo de vira-latas.

Ele tem que respeitar a decisão da Suprema Corte Brasileira. Se quiser bem, se não quiser, paciência. Se não for assim, esse país nunca será soberano, esse país não é um país que tem uma sociedade com complexo de vira-lata. Porque o cara americano gritou e a gente fica com medo. Não! Esse cara tem que aceitar as regras desse país, disse Lula em entrevista à Rádio MaisPB, da Paraíba.

Para o diretor de tecnologia da empresa Sage Networks, Thiago Ayub, a liderança da Starlink se deve à qualidade do serviço oferecido em comparação com seus atuais competidores.

Essa dominância da Starlink se revela nos indicadores que observamos esse ano, como a de 90% das cidades da Amazônia contendo clientes do serviço ou da preocupação revelada pelas Forças Armadas do Brasil diante de uma possível suspensão do serviço diante do atrito entre a empresa e o STF, diz Ayub.

Ele avalia, porém, que ampliar o número de fornecedores de internet via satélite pode ser bom para o país.

Ter múltiplos fornecedores do mesmo produto é um indicador de saúde de qualquer mercado, mas nesse em especial, por ser estratégico, é essencial que o Brasil consiga atrair outros competidores da Starlink na categoria LEO para atender tanto o setor público como o privado, afirma.

Do ponto de vista chinês, obter novos mercados para este setor é uma das prioridades do governo. Em 2020, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, um dos órgãos executivos mais importantes do país, elencou a criação de uma nova infraestrutura de internet via satélite como um dos principais objetivos do país no curto e médio prazos.

A presença de Musk na campanha de Trump

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domingo, 3 de novembro de 2024

Rússia multa Google em valor maior do que todo dinheiro que existe no mundo todo

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A soma surreal é cobrada devido a restrições aplicadas pela empresa à mídia estatal russa no YouTube.
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Por Graham Fraser

Postado em 03 de novembro de 2024 às 07h30m

#.* Post. - Nº.\  4.994 *.#

Google — Foto: Getty Images via BBC
Google — Foto: Getty Images via BBC

Um tribunal russo multou o Google em dois undecilhões de rublos — um "2" seguido de 36 zeros — por restringir canais de mídia estatais russos no YouTube.

Isso é equivalente a US$ 2,5 decilhões, ou R$ 14,45 decilhões.

Apesar de ser uma das empresas mais ricas do mundo, isso é consideravelmente mais do que os US$ 2 trilhões que o Google vale.

Na verdade, é muito superior ao PIB total mundial, estimado pelo Fundo Monetário Internacional em US$ 110 trilhões.

A multa atingiu um nível tão gigantesco porque, como destacou a agência de notícias estatal Tass, o seu valor está aumentando rapidamente e constantemente.

De acordo com a Tass, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, admitiu que não consegue nem pronunciar esse número, mas pediu que a administração do Google preste atenção.

A empresa não comentou publicamente nem respondeu a um pedido de declaração da BBC.

Entenda o caso

O veículo russo RBC relatou que a multa aplicada ao Google está relacionada à restrição de conteúdo de 17 canais de mídia russos no YouTube.

Embora isto tenha começado em 2020, agravou-se após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, dois anos depois.

Isso fez com que a maioria das empresas ocidentais saísse da Rússia, com a realização de negócios lá também fortemente restringida por sanções.

Os meios de comunicação russos também foram proibidos na Europa — o que levou a medidas de retaliação de Moscou.

Google — Foto: Arnd Wiegmann/Reuters
Google — Foto: Arnd Wiegmann/Reuters

Em 2022, a subsidiária local do Google foi declarada falida, e a empresa deixou de oferecer os seus serviços comerciais na Rússia, como publicidade.

Porém, seus produtos não são totalmente proibidos no país.

Este desdobramento é a mais recente escalada entre a Rússia e a gigante da tecnologia dos Estados Unidos.

Em maio de 2021, o regulador de mídia russo, Roskomnadzor, acusou o Google de restringir o acesso do YouTube aos meios de comunicação russos, incluindo RT e Sputnik, e de apoiar atividades de protesto ilegais.

Então, em julho de 2022, a Rússia multou o Google em 21,1 bilhões de rublos por não restringir o acesso ao que chamou de material proibido sobre a guerra na Ucrânia e outros conteúdos.

Praticamente não existe liberdade de imprensa na Rússia, com meios de comunicação independentes e a liberdade de expressão severamente restringidas.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Acesso à internet em residências brasileiras salta de 13% para 85% em 20 anos, aponta pesquisa TIC

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Domicílios 2024 Dados revelam que presença da internet nos lares brasileiros se expandiu significativamente, mas desigualdades ainda persistem entre classes sociais.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 31 de outubro de 2024 às 11h50m

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Acesso à internet em residências brasileiras salta de 13% para 85% em 20 anos, aponta pesquisa TIC Domicílios 2024 — Foto: Alan Martins/g1
Acesso à internet em residências brasileiras salta de 13% para 85% em 20 anos, aponta pesquisa TIC Domicílios 2024 — Foto: Alan Martins/g1

A proporção de brasileiros com acesso à internet em casa nas áreas urbanas cresceu de 13% para 85% em duas décadas. Em 2005, apenas uma em cada oito residências no país tinha conexão. Agora, 20 anos depois, sete em cada oito domicílios estão conectados.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (31), fazem parte da pesquisa TIC Domicílios 2024, conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

O levantamento revela que 159 milhões de pessoas acessam internet no Brasil em 2024, representando 84% da população.

A TIC Domicílios também inclui o "indicador ampliado," que considera pessoas que, embora não tenham declarado uso da internet recentemente, utilizam aplicativos que exigem conexão. Nesse recorte, o número de usuários chega a 166 milhões (89%).

➡️ A pesquisa também indica que em 2024:

  • 💻 29 milhões de pessoas no Brasil seguem sem acesso à internet, repetindo o número registrado em 2023.
  • 📱 60% dos usuários acessaram a internet apenas pelo celular, um leve aumento em relação a 2023 (58%).
  • 📶 Dos conectados, 73% usam Wi-Fi e redes móveis, 22% dependem apenas de Wi-Fi e 4% só de redes móveis. Entre os planos, 57% são pré-pagos, 20% pós-pagos e 18% no modelo controle.
  • 🔍 Quanto ao uso, 32% buscaram na internet informações sobre saúde pública; 31% sobre documentos, como RG e CPF; 29% sobre impostos e taxas; e 25% sobre direitos trabalhistas e previdência.
  • 🔒 Além disso, 52% verificaram a veracidade de informações encontradas na internet e 48% adotaram medidas de segurança para proteger dispositivos e contas.
Uso da internet no Brasil em 2024 — Foto: Arte/g1
Uso da internet no Brasil em 2024 — Foto: Arte/g1

Quem são os brasileiros que usam internet?

As regiões Sul e Sudeste concentram os maiores índices de uso de internet, com 90% e 85%, respectivamente. A pesquisa TIC Domicílios 2024 revela que, em todo o país, 85% dos usuários são homens e 84% são mulheres, evidenciando um equilíbrio entre os gêneros.

Em relação à faixa etária, os jovens de 16 a 24 anos são os mais conectados (95%), seguidos pelos brasileiros de 25 a 34 anos (92%). Por outro lado, os menos conectados são aqueles com 60 anos ou mais, representando 59%.

"A forma como as pessoas acessam internet se transformou marcadamente: em 2008 usuários se conectavam à rede mais em lan houses ou em cafeterias do que em seus domicílios, e esse acesso era feito por meio de um computador", explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br/NIC.br.

"Atualmente, quase todos se conectam de seus domicílios e a partir de um smartphone", completa.

Apesar do crescimento no acesso à internet nos últimos 20 anos, a pesquisa destaca a desigualdade presente no país. Segundo a TIC Domicílios 2024, a conexão está disponível em 100% dos lares da classe A, mas apenas em 68% das residências das classes D e E.

Atualmente, quase 30 milhões de pessoas no Brasil ainda não utilizam a internet, sendo 24 milhões delas residentes em áreas urbanas. Entre essas, aproximadamente 22 milhões têm formação até o Ensino Fundamental, e 17 milhões se identificam como pretos ou pardos.

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