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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Anatel vai investigar envio de alarme falso de terremoto para dispositivos Android

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Agência reguladora irá abrir um processo administrativo para apurar alarme falso de suposto terremoto na região de Ubatuba (SP). A notificação foi enviada a dispositivos com sistema operacional Android.
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Por Lígia Vieira, TV Globo — Brasília

Postado em 14 de Fevereiro de 2.025 às às 15h15m

#.* Post. - Nº.\  5.064 *.#

Sistema de alerta de terremotos do Google utiliza celulares como sensores — Foto: Reprodução
Sistema de alerta de terremotos do Google utiliza celulares como sensores — Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que instaurou um processo administrativo, nesta sexta-feira (14), para investigar o envio equivocado de alertas de terremoto para diversas regiões dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Nesta madrugada, moradores da região receberam um alerta falso sobre um suposto terremoto no mar, a 55 km de Ubatuba, no litoral de São Paulo. A notificação foi enviada a dispositivos com sistema operacional Android.

A Defesa Civil de São Paulo informou que não emitiu nenhum alerta de terremoto nesta sexta. Também não houve registro de ocorrências pelas equipes das defesas civis municipais.

"Considerando o caso noticiado e o impacto causado na população, a Anatel instaurou um processo administrativo para avaliar a situação em detalhes, a fim de compreender os mecanismos de geração e de disseminação de tais alertas via redes de telecomunicações", anunciou a agência reguladora.

Google se desculpa por alerta equivocado de terremoto enviado para celulares

Após consulta de diversos atores envolvidos, o órgão esclareceu que as notificações não foram emitidas pelas prestadoras de telecomunicações ou pelo Sistema Nacional de Defesa Civil por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP).

Portanto, não se confundem com mensagens encaminhadas pelo Defesa Civil Alerta. Tais alarmes foram enviados diretamente pelo Google para dispositivos com sistema Android.

"Verificada qualquer irregularidade, a Agência adotará as providências adequadas junto à empresa responsável, de modo a impedir novos episódios do evento observado, preservando a eficácia e a credibilidade do Defesa Civil Alerta perante a sociedade", informou a Anatel.
Google desativou sistema

Mais cedo, o Google informou que desativou o sistema de alerta de terremotos do Android no Brasil após a comunicação do alarme falso.

Além de desativar o sistema, o Google se desculpou com os usuários e disse estar investigando o ocorrido. "Pedimos desculpas aos nossos usuários pelo inconveniente e seguimos comprometidos em aprimorar nossas ferramentas", disse a empresa.

Segundo o próprio Google, a funcionalidade do Android não visa substituir nenhum outro sistema de alerta oficial.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Elon Musk x Sam Altman: a origem da rivalidade entre o homem mais rico do mundo e o dono do ChatGPT

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Musk e Altman foram sócios da OpenAI, empresa por trás do aplicativo revolucionário de inteligência artificial, mas hoje são rivais.
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TOPO
Por BBC

Postado em 13 de Fevereiro de 2.025 às 18h00m

#.* Post. - Nº.\  5.063 *.#

Sam Altman e Elon Musk foram parceiros na criação da OpenAI em 2015. — Foto: Getty Images/BBC
Sam Altman e Elon Musk foram parceiros na criação da OpenAI em 2015. — Foto: Getty Images/BBC

"Eu realmente confio nele."

Em dezembro de 2015, Sam Altman, cofundador da empresa OpenAI, responsável pela criação do ChatGPT, referiu-se ao seu sócio na empresa e aos seus esforços para criar um novo caminho para a inteligência artificial (IA) com estas palavras.

O sócio em questão era Elon Musk, o homem mais rico do mundo com fortuna estimada em US$ 370 bilhões. Já a fortuna atual de Sam Altman é bem menor: cerca de US$ 1 bilhão, segundo a revista Forbes.

Musk e Altman fundaram a startup em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, mas o relacionamento azedou desde que o chefe da Tesla e da X deixou a empresa em 2018.

"O OpenAI não está à venda", disse Altman.

Esta semana, descobriu-se que Altman rejeitou uma oferta feita por Musk e um grupo de investidores para comprar a OpenAI por cerca de US$ 100 bilhões.

E ele acrescentou uma opinião mais pessoal: "Não acho que Elon Musk seja uma pessoa feliz. Tudo o que ele faz, ele faz por insegurança. Sério, eu sinto pena dele."

Tudo isso acontece em um momento em que Musk se destaca no governo dos EUA de Donald Trump, que o nomeou para chefiar o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês).

A agência é responsável por cortar a burocracia e os gastos do governo nos EUA, mas tem sido duramente criticada por desmantelar agências governamentais americanas como a USAID, que tem forte presença em programas de assistência social na América Latina e outras regiões.

A OpenAI se tornou uma das empresas mais valiosas do mundo nos últimos dois anos, graças em particular ao seu produto ChatGPT, que revolucionou o papel da inteligência artificial ​​no mundo.

A oferta de US$ 97,4 bilhões de Musk é muito menor do que os US$ 157 bilhões em que a empresa foi avaliada em sua última rodada de financiamento em outubro passado.

Em 2024, Musk processou a OpenAI por mudar significativamente "o propósito para o qual a empresa foi fundada".

Elon Musk e Sam Altman em 2015, quando estavam prestes a lançar o OpenAI — Foto: Getty Images/BBC
Elon Musk e Sam Altman em 2015, quando estavam prestes a lançar o OpenAI — Foto: Getty Images/BBC

E ele apontou Altman como o responsável por essa mudança.

"Altman afastou radicalmente a OpenAI de sua missão original", acusou Musk em março de 2024.

Mas o que aconteceu ao longo dos últimos dez anos para Musk e Altman virarem protagonistas de uma das batalhas mais importantes do mundo tecnológico?

A origem do OpenAI

Em dezembro de 2015, quando a OpenAI foi fundada, Elon Musk já era um dos maiores nomes da tecnologia: sua empresa de carros elétricos Tesla estava revolucionando a indústria automotiva em todo o mundo.

Sam Altman, por sua vez, teve uma carreira de sucesso graças ao desenvolvimento de aplicativos e ao investimento em startups.

Antes de ingressar na OpenAI, Altman participou de dois projetos de relativo sucesso: no aplicativo Loopt (uma espécie de rede social onde a localização era compartilhada via celular) e na Y Combinator (empresa dedicada a financiar startups em diferentes áreas).

Com uma visão do que a IA poderia realizar — graças aos novos avanços em "aprendizado profundo" — Altman convocou vários pesos pesados ​​da indústria (incluindo o próprio Musk, mas também o cofundador do PayPal, Peter Thiel) para criar uma empresa dedicada a desenvolver e promover "IA amigável para o benefício da humanidade".

A iniciativa começou bem. Musk e Altman lideraram a OpenAI como codiretores. Em pouco tempo, eles conseguiram levantar quase US$ 1 bilhão em investimentos.

Elon Musk vem se destacando por sua proximidade com Donald Trump — Foto: Getty Images/BBC
Elon Musk vem se destacando por sua proximidade com Donald Trump — Foto: Getty Images/BBC

Mas três anos depois, começaram a surgir dificuldades. Em 2018, Musk deixou a OpenAI devido a conflitos internos.

Os parceiros da OpenAI perceberam que, para atingir seus objetivos, precisariam transformar a organização sem fins lucrativos em uma empresa de propósito misto, com um componente com fins lucrativos que pudesse gerar recursos financeiros.

Musk propôs que a OpenAI unisse forças com a Tesla, a fim de obter o fluxo de caixa para adquirir os equipamentos necessários para o desenvolvimento dos objetivos.

Quando esta oferta foi rejeitada devido ao potencial conflito de interesses, Musk decidiu renunciar ao seu cargo na OpenAI.

"Elon decidiu deixar a OpenAI, dizendo que nossa probabilidade de sucesso era zero e que ele planejava construir um concorrente de IA dentro da Tesla", disse a OpenAI em um comunicado publicado em seu site.

A briga estava começando.

Processos e tentativas de compra

Em novembro de 2022, o mundo viveu uma revolução: foi lançada a primeira versão gratuita e pública do ChatGPT, o principal produto da OpenAI.

Sua capacidade de resposta e interação tornaram visível o potencial do desenvolvimento da IA.

Em menos de dois meses, mais de 100 milhões de pessoas baixaram o aplicativo, tornando-o o software de consumo de crescimento mais rápido da história.

Sam Altman é o atual CEO da OpenAI — Foto: Getty Images/BBC
Sam Altman é o atual CEO da OpenAI — Foto: Getty Images/BBC

Em julho de 2023, Elon Musk finalmente anunciou o lançamento de seu próprio aplicativo de Inteligência Artificial, chamado x.AI.

Seu principal produto era chamado Grok, que nas próprias palavras de Musk era "um chatbot anti-woke" (uma palavra usada para se referir depreciativamente a movimentos progressistas).

Foi uma mensagem clara ao ChatGPT, que havia sido criticado por movimentos conservadores por dar respostas "politicamente corretas".

Mas a batalha estava longe de terminar.

Em março de 2024, Musk decidiu agir contra a OpenAI e diretamente contra o próprio Altman: ele o processou.

O principal motivo foi que o atual CEO da OpenAI havia "mudado os objetivos da empresa", que não era mais uma entidade sem fins lucrativos.

Musk afirmou que Altman havia vendido o projeto para a Microsoft — que investiu mais de US$ 14 bilhões na OpenAI — e, assim, a transformou em uma empresa dedicada a gerar lucros e não a servir o público.

"Ele não é uma pessoa em quem você pode confiar", disse Musk em uma entrevista à Fox News em novembro do ano passado.

'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft

Disputas políticas

O capítulo mais recente da briga aconteceu na segunda-feira (10/2), quando a x.AI fez uma oferta de quase US$ 100 bilhões pela OpenAI, que foi categoricamente rejeitada por Altman.

"É altamente improvável que Musk consiga manter a OpenAI, mas o que provavelmente está por trás de tudo isso é dificultar a vida de Altman", disse Andrew Ross, jornalista de tecnologia do jornal americano The New York Times.

Soma-se a isso o fato de que, em janeiro deste ano, o próprio Trump disse que Altman era "a pessoa que mais sabe sobre IA no mundo".

A declaração foi dada durante o lançamento do Stargate, um programa para criar centros físicos para o desenvolvimento de IA que conta com o apoio do presidente americano e que inclui a empresa de Altman.

Isso criou outra faísca na disputa com Musk. O dono da Tesla e da Space X disse que Altman era um "mentiroso" e que era "falso" que o Stargate tivesse os recursos necessários para seu desenvolvimento.

Altman respondeu imediatamente dizendo que "Musk não é uma boa pessoa".

"Muitas vezes, o que é ótimo para o país não é ótimo para sua empresa", acrescentou.

A disputa certamente está longe de terminar.

Veja mais:

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DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

'Olho de Deus': inteligência artificial da DeepSeek chegará a 21 carros da BYD

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Ferramenta de inteligência artificial estará presente mesmo em modelos mais baratos, como o Dolphin Mini, que contará com mais de 10 câmeras e sensores espalhados pelo carro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 12 de Fevereiro de 2024 às 07h45m

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Dolphin Mini é um dos carros que terá IA da DeepSeek — Foto: divulgação/BYD
Dolphin Mini é um dos carros que terá IA da DeepSeek — Foto: divulgação/BYD

A BYD anunciou na segunda-feira (10) que vai implementar a solução de inteligência artificial DeepSeek em seus veículos. O objetivo é auxiliar os sistemas de direção inteligente dos carros, incluindo modelos mais baratos.

A adoção da inteligência artificial DeepSeek faz parte de um sistema de direção assistida, chamado de "Olho de Deus".

A nova tecnologia, segundo a BYD, estará em 21 de seus carros, incluindo o pequeno Dolphin Mini, carro elétrico mais barato da marca no Brasil e que custa a partir de R$ 118,8 mil.

A versão destinada para carros de entrada, como no Dolphin Mini, utiliza 12 câmeras e 17 sensores espalhados pelo carro. Modelos mais avançados adicionam outros componentes e triplica a capacidade de processamento de dados, recebidos a partir destes equipamentos.

O sistema inclui funções como estacionamento remoto e navegação autônoma em rodovias, que antes estavam disponíveis somente em veículos mais caros da marca.

Além da BYD, outras marcas concorrentes da China já anunciaram a implementação da IA DeepSeek, como:

  • Geely: grupo responsável por carros como Volvo, Smart e Lotus;
  • Great Wall Motors (GWM): marca presente no Brasil desde 2023, com veículos como Ora 03 e o Haval H6;
  • Leapmotor: marca parceira da Stellantis, grupo que controla nomes famosos como Fiat, Jeep e Peugeot.
BYD rivaliza tecnologia com a Tesla

A BYD é a principal rival da Tesla na China e cada vez mais também no exterior. O anúncio da última segunda levou os analistas a sugerirem que uma nova guerra de preços está próxima.

A Tesla disponibiliza funções semelhantes em seus carros com preço a partir de US$ 32 mil (cerca de R$ 185 mil). "A direção autônoma deixou de ser algo raro e distante, é uma (...) ferramenta necessária", disse o fundador da BYD, Wang Chuanfu, em evento transmitido ao vivo.

Ele antecipou que esta tecnologia será, em um futuro próximo, "uma ferramenta indispensável como os cintos de segurança ou os airbags". A montadora afirmou que a incorporação do DeepSeek ajudará a melhorar a tecnologia de direção autônoma.

A empresa de IA ganhou destaque no noticiário em janeiro quando apresentou um chatbot comparável aos seus rivais americanos por uma fração do custo.

As ações da BYD subiram 4,5% nesta terça-feira na Bolsa de Hong Kong, depois de uma alta de quase 20% nos dias anteriores ao evento de segunda-feira.

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