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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Anatel espera que empresas efetivem bloqueio do Rumble até este domingo

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Agência diz que principais operadoras já cumpriram ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Restrição à plataforma de vídeos deve seguir até que empresa apresente representantes legais no Brasil.
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Por Isabella Calzolari, GloboNews — Brasília

Postado em 23 de Fevereiro de 2.025 às 06h00m

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Anatel: Principais operadoras bloquearam acesso ao Rumble

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) espera que as empresas do setor efetivem, até o fim deste domingo (23), o bloqueio de acesso à rede social Rumble.

O Rumble é alvo de uma ordem judicial, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão dos serviços da plataforma de vídeos no Brasil.

  • Em decisão na última sexta-feira (21), o ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que a rede tem descumprido, de forma reiterada, ordens do Poder Judiciário.
  • A exemplo do que ocorreu com o X em 2024, Moraes mandou que os provedores bloqueiem o Rumble até que a plataforma cumpra ordens, pague multas e indique um representante legal.

Segundo o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, todas as empresas de telecomunicações do país já foram notificadas sobre o conteúdo da decisão do Supremo.

A expectativa de Baigorri é que o procedimento de bloqueio, que tem de ser feito por cada provedor, seja concluído pelas empresas ainda neste fim de semana.

Página inicial do Rumble — Foto: Reprodução
Página inicial do Rumble — Foto: Reprodução

Responsável por repassar a ordem às empresas, a Anatel deve encaminhar a Alexandre de Moraes, na próxima segunda-feira (24), um balanço do cumprimento da decisão.

  • O presidente da agência confirmou à GloboNews que as principais operadoras de internet do Brasil já concluíram o bloqueio de acesso à rede.
  • "Ao longo do fim de semana, aguardamos que as demais empresas do setor de telecomunicações, que somam mais de 20 mil empresas, executem os seus bloqueios. A partir de segunda-feira, vamos verificar a amplitude do cumprimento da decisão judicial e reportar isso ao ministro Alexandre de Moraes", afirmou Carlos Baigorri.
Moraes x Rumble

Ministro Alexandre de Moraes bloqueia a rede social Rumble no Brasil

O Rumble já havia sido alvo de decisões do ministro Alexandre de Moraes. Antes do bloqueio, na quinta (20), o magistrado determinou que a empresa nomeasse um representante legal no Brasil.

Em uma série de publicações no X, o CEO da empresa, Chris Pavloski, classificou a ordem de Moraes como "ilegal" e disse que a empresa não cumpriria decisões do Supremo.

"Você não tem autoridade sobre o Rumble aqui nos EUA, a menos que passe pelo governo dos Estados Unidos. Repito — nos vemos no tribunal", escreveu Pavloski na quinta.

A provação de Chris Pavloski faz referência a uma ação judicial do Rumble e de uma empresa de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes na Justiça americana.

As companhias acusam Moraes de "censurar contas pertencentes a um usuário brasileiro baseado nos EUA".

Horas antes da decisão do STF de bloquear a plataforma, o CEO do Rumble voltou a mencionar Alexandre de Moraes no X. Em uma publicação, ele criticou a decisão pessoal do ministro de apagar seu próprio perfil no X.

Sem apresentar qualquer prova, Pavloski disse que Moraes estaria "apagando registros".

"Parece que Alexandre de Moraes excluiu sua conta no X, possivelmente apagando registros. Essa não é a conduta que se espera de um ministro da Suprema Corte em qualquer país. Meus advogados enviarão imediatamente solicitações de preservação ao X para garantir que esses registros não sejam destruídos", escreveu o CEO da plataforma.

O Rumble é uma rede social de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual. Lançada em 2013, a plataforma é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias.

Ao decidir pelo bloqueio à plataforma no Brasil, Alexandre de Moraes escreveu que o Rumble tenta se colocar "fora da jurisdição brasileira – em gravíssimo desrespeito à legislação e soberania nacional".

Segundo Moraes, o desrespeito da empresa a ordens judiciais "potencializará a massiva divulgação de mensagens ilícitas, acarretando forte carga de desinformação, possibilitando gravíssimos atentados à democracia".

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

O que é o Rumble, a rede social que Moraes mandou bloquear no Brasil

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Plataforma é semelhante ao YouTube e passou a ser bastante popular entre conservadores a partir de 2021, após a invasão do Capitólio nos EUA por apoiadores de Trump.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Fevereiro de 2.025 às 20h50m

#.* Post. - Nº.\  5.068 *.#

Rumble é uma plataforma de vídeos semelhante ao YouTube que passou a ser bastante popular entre conservadores nos EUA a partir de 2021 — Foto: Reprodução
Rumble é uma plataforma de vídeos semelhante ao YouTube que passou a ser bastante popular entre conservadores nos EUA a partir de 2021 — Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou bloquear a plataforma de vídeos Rumble no Brasil nesta sexta-feira (21).

Segundo Moraes, a rede social cometeu "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros" e instituiu um "ambiente de total impunidade e 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras".

Na quinta-feira (20), o ministro deu um prazo de 48 horas para a rede social informar quem é seu representante legal no Brasil, com poderes amplos para nomeação de advogados e cumprimento de decisões judiciais.

Não é a primeira vez que a plataforma sai do ar no Brasil. Em 2023, o Rumble desabilitou o acesso de usuários no país, citando ordens judiciais para "remover certos criadores". A rede social voltou a funcionar no Brasil em fevereiro de 2025.

Além disso, na quinta-feira (20), o Rumble apresentou à Justiça dos Estados Unidos uma ação contra Moraes, o acusando de censura e pedindo que as suas ordens para derrubada de contas de usuários não tenha efeito legal nos EUA.

O processo foi aberto em conjunto com o grupo de comunicação Trump Media & Technology Group, do presidente dos EUA, Donald Trump.

Saiba o que é o Rumble, a rede social que processa Alexandre de Moraes nos EUA

O que é o Rumble

É uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual.

Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias.

A plataforma tem negócios com o grupo de comunicação de Trump e também já recebeu investimentos de pessoas próximas do republicano, inclusive o atual vice-presidente dos EUA, J.D. Vance.

Começo com virais de gatinhos

Uma reportagem do New York Times de 2024 apontou que o Rumble começou como uma plataforma onde circulavam principalmente vídeos virais de gatinhos.

A guinada aconteceu com o episódio da invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, por apoiadores de Trump. Eles queriam impedir a cerimônia de certificação de Joe Biden, que derrotou o republicano nas eleições de 2020. O resultado era contestado por Trump, sem provas.

Por ter usado as redes sociais para incentivar a invasão no 6 de janeiro, Trump acabou suspenso das principais plataformas, após intensa pressão da opinião pública.

Depois disso, e também por conta da pandemia, redes sociais como o então Twitter e o YouTube passaram a reprimir com mais frequência conteúdos que violavam suas regras, e muitos usuários migraram para outras plataformas, como o Rumble — incluindo Trump.

O Rumble, "rapidamente, abraçou seu novo papel como um refúgio de 'liberdade de expressão' — e viu sua avaliação subir para meio bilhão de dólares praticamente da noite para o dia", diz a reportagem do NY Times.

O texto diz ainda que, assim que Trump foi eleito para voltar à presidência neste ano, influencers lotaram a plataforma com a frase "Somos a mídia agora".

Em 2022, o Rumble tentou contratar um dos principais nomes dos conservadores na mídia, Joe Rogan. Com milhões de visualizações por episódio, o podcast do apresentador é um dos maiores do mundo e tem exclusividade com o Spotify.

Durante a pandemia, o Spotify sofreu pressão para punir Rogan por divulgar desinformação sobre a Covid e usar termos racistas no podcast. Foi nessa época que o CEO do Rumble fez uma oferta para o apresentador levar seu programa para a rede de vídeos.

"Caro Joe, nós estamos com você, seus convidados e sua legião de fãs que querem conversas reais", postou Chris Pavlovski.

"Que tal trazer todos os seus programas para o Rumble, tanto os antigos quanto os novos, sem censura, por US$ 100 milhões ao longo de quatro anos?", completou.

Christopher Pavlovski, CEO do Rumble, postou foto na Casa Branca em meados de fevereiro — Foto: Reprodução/Instagram
Christopher Pavlovski, CEO do Rumble, postou foto na Casa Branca em meados de fevereiro — Foto: Reprodução/Instagram

Em outro episódio polêmico, em 2023, a plataforma se negou a atender ao Parlamento britânico e interromper a monetização do canal de Russell Brand. O comediante e ex-marido da cantora Katy Perry estava sendo acusado por quatro mulheres de uma série de agressões sexuais.

Segundo a Reuters, Pavlovski disse que, "embora possa ser politicamente e socialmente mais fácil para o Rumble se juntar a uma multidão da cultura de cancelamento", fazer isso seria uma violação dos valores e da missão da empresa.

Brand se tornou réu neste mês, em Londres.

Envolvimento com Trump e vice

A Rumble e o grupo de comunicação de Trump têm diversos negócios conjuntos.

A Truth Social, rede social que Trump criou em 2022, após ser banido do então Twitter e suspenso do Facebook, do Instagram e do Youtube, na esteira do episódio da invasão do Capitólio, virou anunciante da plataforma de publicidade da Rumble em 2021.

O grupo de Trump e o Rumble também fecharam um acordo de "tecnologia e serviços em nuvem", que incluía vídeo e streaming para a Truth Social.

Ainda segundo a Reuters, o vice-presidente de Trump, J.D. Vance, investiu no Rumble em 2021, o mesmo ano em que Trump entrou na plataforma.

Também em 2021, outro nome ligado a Trump apostou no Rumble: Peter Thiel. Ele, que também foi um primeiros investidores do Facebook, é conhecido com um dos fundadores da empresa que deu origem ao site de pagamentos on-line Paypal.

Thiel é apoiador antigo de Trump e doou dinheiro para suas campanhas em 2016 e 2020. Ele não tem cargo no atual governo, mas sua influência ajudou a emplacar J.D. Vance como vice.

Outros três nomes da gestão do republicano têm ligação com o Thiel e o site de pagamentos, integrando o grupo ficou conhecido como máfia do Paypal. Entre eles está Elon Musk, responsável por um departamento que recomenda corte de gastos ao governo, onde já coleciona polêmicas.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Apple lança iPhone 6E, modelo mais 'barato' da linha; veja preços e detalhes

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Com o lançamento do iPhone 6E, a Apple descontinuou os modelos SE e 14. O novo dispositivo apresenta um design mais próximo dos modelos mais recentes.
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Por Darlan Helder, Marcelo Tuvuca, g1

Postado em 19 de Fevereiro de 2.025 às 13h25m

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Apple lança Iphone 16e — Foto: Apple
Apple lança Iphone 16e — Foto: Apple

A Apple apresentou nesta quarta-feira (19) o iPhone 6E, um modelo mais simples em comparação aos outros da linha, com a promessa de um "preço acessível".

A pré-venda do modelo no Brasil começa no dia 28 de fevereiro com preços a partir de R$ 5.799 (veja todos os preços). A Apple está lançando três versões diferentes, com opções de armazenamento de 128, 256 e 512 GB.

Com o lançamento do iPhone 6E, além de descontinuar o modelo SE, a Apple também retirou de linha o iPhone 14, lançado em 2022.

O iPhone 6E apresentado hoje possui um novo design em comparação ao SE, aproximando-se mais dos modelos mais recentes. Ele tem tela Super Retina XDR de 6,1 polegadas — mesmo tamanho dos iPhones 16.

Apple lança iPhone 16e — Foto: Apple
Apple lança iPhone 16e — Foto: Apple

Ele conta com um notch (entalhe) na parte frontal, que abriga o sensor do Face ID, permitindo o desbloqueio facial. Já o iPhone SE ainda utilizava o Touch ID, com o botão na frente, para o desbloqueio por impressão digital.

Na câmera traseira, o aparelho mantém apenas uma lente, agora com 48 megapixels — um avanço em relação aos 12 MP do SE.

O iPhone SE foi lançado pela primeira vez em 2016 e teve sua última atualização em 2022, quando ganhou conectividade 5G, um conjunto de câmeras melhorado e desempenho quase duas vezes mais rápido que o iPhone 8, de 2017, segundo a própria empresa.

Preços do iPhone 6E no Brasil

Em comparação com o SE de 2022, o iPhone 6E chega ao Brasil com um preço 20% mais alto na versão inicial de 128 GB, e 13% mais caro na versão de 256 GB.

Quando lançado, o SE começava com 64 GB — opção que não está disponível no modelo anunciado hoje. Além disso, a Apple não havia lançado uma versão básica com 512 GB.

  • iPhone 6E (128 GB): R$ 5.799
  • iPhone 6E (256 GB): R$ 6.599
  • iPhone 6E (512 GB): R$ 8.099

iPhone 16 é lançado com novo botão para controlar a câmera; veja preços no Brasil

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