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domingo, 9 de março de 2025

Justiça reverte decisão e determina que Apple permita lojas de aplicativos alternativas no iOS

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Empresa terá que abrir acesso para outras lojas além da App Store em até 90 dias, segundo decisão do TRF-1 que valida uma determinação do Cade. Apple diz que pretende recorrer.
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Por Redação g1

Postado em 09 de Março de 2.025 às 07h00m

#.* Post. - Nº.\  5.077 *.#

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar
Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu, na quarta-feira (2), uma decisão favorável à Apple e determinou que a empresa permita outras lojas de aplicativos no iOS em até 90 dias.

Em nota, a Apple disse que pretende recorrer da decisão (veja abaixo).

Hoje, a Apple só permite que aplicativos para iOS sejam baixados em sua própria loja, a App Store. Aplicativos pagos e outras compras feitas pela pela plataforma dão à empresa o direito de receber uma comissão pela transação.

A decisão do desembargador federal Pablo Zuniga Dourado restabeleceu uma determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigou a empresa por supostas práticas anticompetitivas no mercado digital.

A Apple havia conseguido uma liminar favorável em primeira instância na Justiça Federal, que foi revertida agora no TRF-1.

Dessa forma, a empresa terá que permitir que os usuários do sistema iOS tenham acesso a outras lojas de aplicativos e opções de compra, além de possibilitar que os desenvolvedores de aplicativos ofereçam alternativas para distribuição dos apps e processamento de pagamentos.

Ao justificar a decisão, o desembargador diz que a suspensão da medida do Cade, agora revertida, validaria as barreiras artificiais à concorrência e reforçaria a dependência exclusiva da App Store como canal de distribuição de aplicativos para iOS, consolidando o poder de mercado da Apple.

O juiz também cita precedentes em outros países, destacando que a conduta da Apple é objeto de investigações e sanções na União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Coreia do Sul, o que demonstra a plausibilidade da tese defendida pelo Cade, segundo Dourado.

Por fim, o juiz define que a empresa se adeque às medidas do Cade em até 90 dias. Em sua resolução de novembro, o órgão havia determinado uma multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento. 
Apple diz que deverá recorrer

Em nota, a Apple disse que acredita em mercados vibrantes e competitivos onde a inovação possa florescer, e informa que pretende recorrer da decisão.

Enfrentamos concorrência em todos os segmentos e jurisdições onde operamos, e nosso foco é sempre a confiança de nossos usuários. Estamos preocupados que as medidas provisórias propostas pelo Cade possam prejudicar a privacidade e a segurança de nossos usuários e pretendemos apelar da decisão, afirma a empresa.

A denúncia ao Cade foi registrada em 2022 pelo Mercado Livre e pontua que a Apple impõe restrições a desenvolvedores de aplicativos e serviços digitais que dificultam ou impedem a compra dentro de apps. Questionado pelo g1, o Mercado Livre disse que não comentará a decisão do TRF-1.

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quinta-feira, 6 de março de 2025

Alibaba lança novo modelo de inteligência artificial para competir com o DeepSeek

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Empresa chinesa lançou o QwQ-32B e afirmou que o modelo é equivalente ao R1, do DeepSeek, mas usa menos parâmetros, o que reduz o consumo de energia.
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Por Redação g1

Postado em 06 de Março de 2.025 às 16h40m

#.* Post. - Nº.\  5.076 *.#

Qwen Chat, assistente de inteligência artificial do Alibaba — Foto: Reprodução
Qwen Chat, assistente de inteligência artificial do Alibaba — Foto: Reprodução

O gigante chinês do varejo Alibaba apresentou nesta quinta-feira (6) um novo modelo de inteligência artificial para seu chatbot Qwen Chat. Segundo a empresa, o desempenho do QwQ-32B é melhor do que o modelo o1-mini, do ChatGPT, e equivalente ao R1, do DeepSeek.

O Alibaba afirmou que o seu novo modelo tem um "desempenho comparável" com o do DeepSeek e uma vantagem: precisa de menos dados para operar. O QwQ-32B tem 32 bilhões de parâmetros, enquanto o modelo mais avançado da DeepSeek tem 671 bilhões de parâmetros.

O QwQ-32B demonstrou capacidades de raciocínio matemático, codificação e solução de problemas gerais em testes, segundo o Alibaba. Ele pode ser acessado no Qwen Chat, site com uma interface parecida com a do ChatGPT que permite selecionar vários modelos da empresa.

Com o anúncio, o Alibaba viu o preço de suas ações subirem 8% na bolsa de Hong Kong, segundo a Reuters. A empresa disse em fevereiro que planeja investir mais de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 290 bilhões) nos próximos três anos em inteligência artificial e computação em nuvem.

Em janeiro, o DeepSeek atraiu a atenção de investidores após afirmar que seu novo modelo de IA custa uma fração dos concorrentes americanos.

Enquanto o mundo corre para adotar modelos de IA, o governo chinês prometeu na quarta-feira (5) aumentar o apoio a setores como inteligência artificial, robôs humanoides e telecomunicações 6G.

A startup chinesa Monica também anunciou nesta quinta o lançamento do agente de IA Manus e disse que ele superou o Deep Research, da OpenAI, criadora do ChatGPT.

Um agente de IA é uma versão mais avançada de um chatbot e, de acordo com os casos de uso listados em seu site, o Manus pode ajudar os usuários a fazer um plano de viagem para o Japão ou realizar uma análise comparativa de apólices de seguro.

Por enquanto, o agente de IA é apenas para convidados. Um vídeo lançado pela startup chinesa no X na noite de quarta-feira, demonstrando como ele funciona, recebeu mais de 280.000 visualizações até quinta-feira, com muitos usuários pedindo convites para acessá-lo.

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quarta-feira, 5 de março de 2025

Dona do Instagram e Facebook amplia ferramenta para reconhecer celebridades e combater anúncios falsos

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Empresa já testou tecnologia de reconhecimento facial em alguns países e expandirá o uso no Reino Unido, na União Europeia e na Coreia do Sul para incluir mais celebridades.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 05 de Março de 2.025 às 12h40m

#.* Post. - Nº.\  5.075 *.#

Deepfake com imagem do jogador de futebol Lionel Messi — Foto: Reprodução/EPTV
Deepfake com imagem do jogador de futebol Lionel Messi — Foto: Reprodução/EPTV

A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, vai ampliar o uso de uma ferramenta de reconhecimento facial para detectar anúncios fraudulentos que utilizam imagens de celebridades no Reino Unido, na União Europeia e na Coreia do Sul.

A empresa já testou a ferramenta em outros países e agora planeja expandir a aplicação da medida para incluir mais celebridades, que podem ativar ou não a função. A Meta anunciou a tecnologia em outubro do ano passado.

Os anúncios falsos que apresentam imagens manipuladas de celebridades são comuns nas redes sociais, estimulando os usuários a compartilhar informações pessoais e enviar dinheiro.

Quando a personalidade habilitar a nova função, a ferramenta vai escanear sua foto de perfil e compará-la com rostos que aparecerem em anúncios suspeitos. Eles serão bloqueados automaticamente se o uso indevido for confirmado.

Segundo David Agranovich, diretor de ameaças cibernéticas da Meta, personalidades no Reino Unido e na UE receberão notificações nas próximas semanas para habilitar o uso da ferramenta de proteção contra as chamadas "celeb-bait".

"Acreditamos que esta ferramenta nos ajudará a identificar o uso incorreto de imagens de figuras públicas, mesmo que o anúncio utilize inteligência artificial generativa", disse Agranovich.

A Meta também anunciou que integrará o reconhecimento facial em suas ferramentas de recuperação de contas para todos os usuários.

Aqueles que optarem por utilizar a ferramenta poderão verificar sua identidade gravando um breve vídeo se a conta estiver bloqueada.

A empresa disse que os dados faciais serão utilizados apenas para este processo de verificação e eliminados na sequência. A Meta afirma que a tecnologia cumpre com as regulamentações europeias de proteção de dados.

A dona do Facebook e Instagram interrompeu o reconhecimento facial em suas plataformas em 2021, devido a preocupações com a privacidade, mas restabeleceu a iniciativa no ano passado para combater anúncios fraudulentos.

Golpistas recorrem ao "deepfake" pra enganar quem usa a internet e as redes socais

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