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quarta-feira, 12 de março de 2025

'Aceitar todos os cookies' é a melhor ideia? Entenda o que fazer quando receber o aviso

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Alertas que aparecem logo que entramos em um site têm sido exibidos com mais frequência por causa de novas leis de proteção de dados. Saiba para que servem os cookies.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 12 de Março de 2.024 às 

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Gerenciar cookies em um site permite escolher quais tipos o usuário quer permitir — Foto: g1
Gerenciar cookies em um site permite escolher quais tipos o usuário quer permitir — Foto: g1

Você entra em um site e logo surge aquele recado: "Aceitar todos os cookies". Normalmente, tem um botão para clicar nessa opção e outro, ao lado, que diz "Definições de cookies" ou "Gerenciar cookies"... o jeito de escrever pode variar. Mas você sabe para que servem os cookies? E qual alternativa escolher?

Com a entrada em vigor da LGPD, sites costumam apresentar mensagem sobre o gerenciamento de cookies com duas opções: aceitar todos (à dir) ou gerenciar — Foto: Reprodução
Com a entrada em vigor da LGPD, sites costumam apresentar mensagem sobre o gerenciamento de cookies com duas opções: aceitar todos (à dir) ou gerenciar — Foto: Reprodução

Quando se opta por "definir/gerenciar os cookies", você acaba indo para outra janela que resume quais são os tipos e pode decidir sobre cada um... Na pressa, muita gente acaba clicando logo em "Aceitar todos", sem se dar conta de que existem opções.

➡️ Primeiro... o que são cookies? A palavra em inglês é a mesma usada para um tipo de biscoito🍪, mas, os cookies dos sites são arquivos criados para coletar informações sobre a sua navegação na internet.

Eles podem ter vários objetivos, como manter a conta ativa para você não precisar fazer login e senha toda vez que acessar um site. E, quando você volta para uma loja virtual e os produtos que você tinha colocado anteriormente no carrinho de compras ainda estão lá, isso também é por causa dos cookies.

Cookies representam algum risco?

Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios para identificar usuários. Ainda que não coletem dados pessoais, os cookies têm informações sobre sua atividade.

Sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail e telefone, por exemplo. O método cria uma brecha para cibercriminosos que buscam fazer acesso indevido ao conteúdo de cookies e, por isso, costuma ser evitado por programadores.

"O motivo legal para isso é o princípio da prevenção da LGPD, que estipula que controladores devem adotar medidas que previnam a ocorrência de danos", explicou ao g1 Rafael Zanatta, diretor da Data Privacy Brasil.

Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo. Já entrou num site que não é de compras e, do nada, começam a aparecer vários anúncios daquela geladeira que você viu em uma loja online outro dia? É por causa dos cookies.

Em celulares ou computadores compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, as demais pessoas que usam o mesmo aparelho que você podem acessar livremente suas contas.

A dica, nesses casos, é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo. Vale para sites, e-mail, redes sociais...

O que acontece se eu 'aceitar todos os cookies'

Existem vários tipos de cookies: de segurança, de publicidade, de funcionalidade... Você só consegue ver um resumo do que é cada um quando clica em "gerenciar/definir".

Se aceitar todos, você permitirá uma maior coleta de dados.

O que é a opção gerenciar/definir cookies

Ao clicar nessa opção, normalmente abre uma janela ("pop-up") na página onde é possível "ativar" ou "desativar" cada opção de cookie, como se vê abaixo.

Neste exemplo, todos os tipos estão "ativados": se você não quiser permitir algum, precisa clicar no botão para "desligar". Às vezes, é o contrário: cabe a você "ativar" os que quer permitir.

Em geral, os sites dão um resumo do que é cada tipo. No exemplo acima, é preciso clicar no sinal de +, junto de cada nome, para saber o que significa. Algumas páginas também colocam ali um link para suas políticas de privacidade.

Pop-up que aparece quando se clica em "gerenciar" ou "definir" cookies em um site — Foto: Reprodução
Pop-up que aparece quando se clica em "gerenciar" ou "definir" cookies em um site — Foto: Reprodução

Entre os cookies que podem ser recusados estão os de publicidade/marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas.

A maioria dos sites tem um tipo de cookie considerado "essencial" ou "estritamente necessário" para o funcionamento do site e que, por isso, não pode ser desativado.

Depois de decidir quais cookies você quer permitir, é só clicar em "confirmar minhas escolhas". Também existe a opção "rejeitar todos" (leia mais sobre isso abaixo).

Nem todos os sites pedem consentimento

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em 2020, ficou mais comum aparecer o aviso sobre quais cookies são usados naquele site e, em algumas páginas, também o pedido de consentimento para esses usos — o famoso "aceitar ou "gerenciar".

Nem todos os sites têm essas opções. Alguns informam sobre o uso de cookies e dizem que, ao continuar navegando pelo site, o usuário está ciente disso.

"Apesar de não existir na LGPD um capítulo específico sobre cookies, a ANPD elaborou em 2022 um guia com recomendações do que deve ser evitado, tendo em mente uma interpretação sistêmica da lei aplicada especificamente a cookies", disse Zanatta.

O guia orienta, entre vários pontos, a incluir um botão de fácil visualização que permite rejeitar todos os cookies não necessários e um link para o usuários saber mais detalhes sobre como seus dados são utilizados.

Como restringir cookies

Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros, que também servem para exibir anúncios. Veja como limitar cookies de terceiros nos dois programas no Google Chrome:

  1. Abra o menu do Chrome e selecione "Configurações";
  2. Clique em "Privacidade e segurança";
  3. Procure por "Cookies de terceiros";
  4. Selecione a opção "Bloquear cookies de terceiros".

O navegador indica que, com essa opção ativada, "os sites não podem usar seus cookies para ver sua atividade de navegação em diferentes sites, por exemplo, para personalizar anúncios". Apesar disso, há o alerta de que "os recursos de alguns sites podem falhar".

Como bloquear cookies de terceiros na versão do Google Chrome para computadores — Foto: Reprodução/Google Chrome
Como bloquear cookies de terceiros na versão do Google Chrome para computadores — Foto: Reprodução/Google Chrome

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segunda-feira, 10 de março de 2025

Foto da íris: criptomoeda desvaloriza 50% desde lançamento de projeto no Brasil; usuários lamentam

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Recompensa pela participação é feita em criptomoeda e parcelada. Variação da cotação influi no ganho em reais: Worldcoin valia R$ 13 em novembro e caiu para menos de R$ 6 em março.
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Por Victor Hugo Silva, Darlan Helder, g1

Postado em 10 de Março de 2.025 às 05h00m

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World, iniciativa que envolve registro de íris em troca de criptomoedas, atraiu centenas de milhares de brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo
World, iniciativa que envolve registro de íris em troca de criptomoedas, atraiu centenas de milhares de brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo

O valor da criptomoeda usada pelo projeto World para recompensar quem tem a íris escaneada caiu pela metade desde a chegada da iniciativa ao Brasil.

Isso altera os ganhos em reais de quem tinha se cadastrado, já que uma parte do pagamento é feita pouco depois de a íris ser fotografada e o restante é parcelado ao longo de um ano.

Em 13 de novembro, quando os registros da íris começaram no Brasil, a Worldcoin equivalia a R$ 13, segundo o CoinMarketCap, plataforma que monitora o mercado de criptomoedas.

Em dezembro, a moeda chegou a quase R$ 24, mas, até a última última sexta-feira (7), o valor tinha baixado para a faixa dos R$ 5.

Para especialistas ouvidos pelo g1, a atual trajetória de queda, que acontece em todo o mundo, é explicada por diversos fatores, como reveses do ponto de vista jurídico do projeto, além de desconfianças com a economia americana (saiba mais abaixo).

➡️ O QUE É A WORLDCOIN E A WORLD: a criptomoeda Worldcoin foi criada em 2023 e é a forma de a World recompensar quem adere ao seu banco de dados mundial de "fotografias" dos olhos.

Segundo a startup, a íris funciona como uma impressão digital mais sofisticada. Isso ainda não tem muita aplicação no dia a dia das pessoas, mas, de acordo com a World, poderia ser uma forma eficaz de diferenciar humanos de robôs no futuro, evitando fraudes.

O sistema de remuneração pela foto da íris atraiu centenas de milhares de brasileiros até 11 de fevereiro, quando a World suspendeu os cadastros em São Paulo, única cidade brasileira participante.

Isso aconteceu após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados vetar os pagamentos para novos usuários, alegando que a prática poderia influenciar na decisão das pessoas de participarem do projeto.

Como o g1 mostrou em janeiro, muitos dos postos que escaneavam a íris foram instalados na periferia da capital e junto a terminais de transporte público.

Quem teve a íris escaneada tinha o direito de receber 48 worldcoins, mas não de uma vez.

O pagamento funcionava assim:

  • 20 moedas liberadas 24 horas após o escaneamento da íris;
  • 28 moedas distribuídas mensalmente, ao longo de um ano (2 a 3 por mês).

Dentro do próprio aplicativo da World — onde é feito o agendamento para comparecer a um posto e ter o olho fotografado e onde fica guardado o "código" da íris escaneada — o usuário também tem uma carteira digital, com a Worldcoin.

A pessoa pode usar o aplicativo para um saque, que é basicamente converter as criptomoedas para reais e receber o valor em sua conta bancária, com o pagamento de taxas. Para isso, a World conta com um provedor parceiro, e tudo acontece lá mesmo, dentro do app.

World App, é usado para fazer transações com a criptomoeda da Worldcoin — Foto: Divulgação/Worldcoin
World App, é usado para fazer transações com a criptomoeda da Worldcoin — Foto: Divulgação/Worldcoin

A Worldcoin pode ser negociada nas maiores corretoras de criptomoedas do mundo — para isso, é preciso transferir as moedas do app da World para uma carteira digital externa. As worldcoins que estão em corretoras podem ser compradas inclusive por quem não participou do projeto.

Pessoas que tiveram a íris escaneada no começo do projeto disseram ao g1 que viram ali a chance de ter uma renda extra no fim do ano. O número de participantes disparou entre novembro e dezembro.

No entanto, como se trata de uma criptomoeda, o valor da Worldcoin frente ao real pode mudar, assim como acontece com o bitcoin. E essa variação acontece mundialmente.

"Está caindo bastante. Eu nem saquei porque não compensa. Está muito baixo o valor da moeda. Quando eu fui escanear (a íris), estava em R$ 18, R$ 19. Agora, por R$ 6 nem compensa. Por isso, estou deixando lá parado", disse Nicolas Marcelino, que se cadastrou em dezembro.

Rafael Bezerra, que também se cadastrou em dezembro, disse que recebeu cerca de R$ 300 no ato e que "já sabia que a moeda poderia dar uma desvalorizada". A parcela recebida por ele em janeiro foi de R$ 19. Em fevereiro, foram R$ 17.

Para especialistas em criptomoedas, o veto da ANPD aos pagamentos, que aconteceu no fim de janeiro e esvaziou muitos postos de cadastro da íris, e a pausa nos novos registros no Brasil contribuem, mas não são as principais causas da desvalorização mundial da worldcoin.

Além do Brasil, nos últimos meses, o projeto foi alvo de autoridades de dados da União Europeia, da Coreia do Sul e de Buenos Aires, por exemplo. Eles questionaram o destino dos dados.

"Sem dúvidas, sofrer reveses do ponto de vista regulatório, legal e jurídico influencia na proposta de valor e no preço", diz Caio Leta, chefe de conteúdo e pesquisa da plataforma de compra e venda de bitcoin Bipa.

"Nunca é um evento só, é a soma de vários fatores que faz uma tendência", completa.

Também pesam fatores externos, como as dúvidas sobre a economia com o novo mandato de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Ainda que o republicano seja um entusiasta de criptomoedas, outras decisões na área econômica afastam os investidores desse setor, afirma Ricardo Dantas, CEO da corretora Foxbit.

Segundo ele, as criptomoedas tiveram um crescimento expressivo no período entre a eleição e a posse de Trump devido ao otimismo com os planos do republicano para o setor. Agora, o mercado está fazendo o movimento contrário.

"Recentemente, houve grandes quedas pelo risco de a inflação americana aumentar e pela guerra de tarifas. Sempre que há essas incertezas, os investidores saem dos ativos de risco, o que inclui as criptomoedas, e vão para ativos menos voláteis", diz Dantas.

Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1
Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1

'ALTCOINS' - Distribuir criptomoedas para usuários, como faz a World, é uma forma torná-la relevante, em uma estratégia conhecida como "airdrop", afirma Felipe Martins, diretor de blockchain da empresa de investimentos Bloxs.

"Quando esses usuários entram, a rede começa a ter mais movimentação, mais dados e mais valor. Com mais valor, o preço do ativo sobe", diz Felipe. "O bitcoin tem o maior valor [entre criptomoedas] porque é o que mais movimenta o mercado atualmente."

O valor de mercado do bitcoin, a criptomoeda mais famosa, chega a US$ 9,9 trilhões, mais de 1.600 vezes o valor da Worldcoin, segundo a plataforma CoinMarketCap.

"Dezembro [de 2024] foi um período muito bom das altcoins [criptomoedas alternativas, que não são tão conhecidas como o bitcoin], todas subiram nesse período, e a World também surfou isso".

Mas grandes variações são comuns neste mercado, especialmente entre as criptomoedas menos conhecidas, explica Leta.

"Qualquer movimento que o bitcoin faz, as outras criptos geralmente fazem de uma maneira mais acentuada. Há um movimento de queda no bitcoin, então, é natural que tenha nas outras criptomoedas, que são muito menores", afirma.

A queda no valor da Worldcoin pode ter sido uma surpresa porque muitas pessoas cadastradas no projeto tinham o objetivo de converter as criptomoedas em reais rapidamente e não tinham estudado sobre ela, diz Leta.

"As pessoas querem um lucro rápido e não têm um estímulo para usar a Worldcoin no longo prazo", afirma. "Então, esse movimento [de queda] é comum quando não há uma tese de investimento por trás e não tem quem acredite no fundamento da criptomoeda".

Brasileiros pagos para escanear a íris enfrentam dificuldades com aplicativo do projeto.

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domingo, 9 de março de 2025

Justiça reverte decisão e determina que Apple permita lojas de aplicativos alternativas no iOS

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Empresa terá que abrir acesso para outras lojas além da App Store em até 90 dias, segundo decisão do TRF-1 que valida uma determinação do Cade. Apple diz que pretende recorrer.
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Por Redação g1

Postado em 09 de Março de 2.025 às 07h00m

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Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar
Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu, na quarta-feira (2), uma decisão favorável à Apple e determinou que a empresa permita outras lojas de aplicativos no iOS em até 90 dias.

Em nota, a Apple disse que pretende recorrer da decisão (veja abaixo).

Hoje, a Apple só permite que aplicativos para iOS sejam baixados em sua própria loja, a App Store. Aplicativos pagos e outras compras feitas pela pela plataforma dão à empresa o direito de receber uma comissão pela transação.

A decisão do desembargador federal Pablo Zuniga Dourado restabeleceu uma determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigou a empresa por supostas práticas anticompetitivas no mercado digital.

A Apple havia conseguido uma liminar favorável em primeira instância na Justiça Federal, que foi revertida agora no TRF-1.

Dessa forma, a empresa terá que permitir que os usuários do sistema iOS tenham acesso a outras lojas de aplicativos e opções de compra, além de possibilitar que os desenvolvedores de aplicativos ofereçam alternativas para distribuição dos apps e processamento de pagamentos.

Ao justificar a decisão, o desembargador diz que a suspensão da medida do Cade, agora revertida, validaria as barreiras artificiais à concorrência e reforçaria a dependência exclusiva da App Store como canal de distribuição de aplicativos para iOS, consolidando o poder de mercado da Apple.

O juiz também cita precedentes em outros países, destacando que a conduta da Apple é objeto de investigações e sanções na União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Coreia do Sul, o que demonstra a plausibilidade da tese defendida pelo Cade, segundo Dourado.

Por fim, o juiz define que a empresa se adeque às medidas do Cade em até 90 dias. Em sua resolução de novembro, o órgão havia determinado uma multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento. 
Apple diz que deverá recorrer

Em nota, a Apple disse que acredita em mercados vibrantes e competitivos onde a inovação possa florescer, e informa que pretende recorrer da decisão.

Enfrentamos concorrência em todos os segmentos e jurisdições onde operamos, e nosso foco é sempre a confiança de nossos usuários. Estamos preocupados que as medidas provisórias propostas pelo Cade possam prejudicar a privacidade e a segurança de nossos usuários e pretendemos apelar da decisão, afirma a empresa.

A denúncia ao Cade foi registrada em 2022 pelo Mercado Livre e pontua que a Apple impõe restrições a desenvolvedores de aplicativos e serviços digitais que dificultam ou impedem a compra dentro de apps. Questionado pelo g1, o Mercado Livre disse que não comentará a decisão do TRF-1.

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