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quinta-feira, 13 de março de 2025

Meta iniciará testes, nos EUA, de recurso polêmico anunciado por Zuckerberg em janeiro

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'Notas da comunidade' servirão para 'corrigir' publicações nas plataformas, substituindo o sistema de verificação de fatos por terceiros.
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Por Redação g1

Postado em 13 de Março de 2.025 às 1200m

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Meta, dona de Instagram e Facebook, encerrará sistema de checagem de fatos

A Meta anunciou nesta quinta-feira (13) que as "notas da comunidade" começarão a ser testadas na próxima terça-feira (18) no Facebook, Instagram e Threads. Segundo a empresa, o recurso será avaliado inicialmente nos Estados Unidos.

As "notas da comunidade" substituem o programa de verificação de fatos feito por terceiros. Agora, os próprios usuários poderão corrigir informações publicadas — um modelo semelhante ao implementado pelo X, de Elon Musk.

A mudança foi anunciada por Mark Zuckerberg, dono da Meta, em um vídeo de 5 minutos publicado no Instagram no início de janeiro. Ele afirmou que os verificadores "tem sido muito tendenciosos politicamente e destruíram mais confiança do que criaram".

A Meta afirma que, nos EUA, cerca de 200 mil pessoas já se inscreveram para testar as ferramenta nesta primeira fase. As inscrições seguem abertas, segundo a empresa.

Apesar do lançamento, a empresa explica que as observações feitas pelos usuários não estarão visíveis para todos imediatamente.

Exemplo de notas da comunidade no Instagram — Foto: Reprodução/Meta
Exemplo de notas da comunidade no Instagram — Foto: Reprodução/Meta

"Começaremos a disponibilizá-las de forma gradual e aleatória para pessoas fora da lista de espera e levaremos um tempo para testar o sistema de redação e classificação antes que qualquer nota seja publicada publicamente", diz o comunicado.

A Meta não informou quando lançará oficialmente as "notas da comunidade", mas disse que pretende disponibilizá-las para todos nos EUA assim que o teste beta demonstrar estar funcionando de maneira eficaz.

"Assim que as Notas começarem a aparecer publicamente, nenhum novo rótulo de verificação de fatos de checadores terceiros aparecerá nos Estados Unidos, embora eles sejam livres para se tornarem colaboradores das Notas da Comunidade junto com outros usuários de nossa plataforma", disse.

Para Zuckerberg, verificadores estavam calando pessoas

Mark Zuckerberg anuncia que Meta vai encerrar sistema de checagem de fatos

Em janeiro deste ano, Zuckerberg afirmou que o programa de verificação começou como um movimento para ser mais inclusivo, mas que tem sido cada vez mais usado para calar opiniões e excluir pessoas com ideias diferentes. "Isso foi longe demais", disse.

Em comunicado, a Meta afirmou que as mudanças permitirão que as pessoas se expressem mais. E apontou que serão eliminadas "restrições sobre alguns assuntos que são parte de discussões na sociedade", com um novo foco na "moderação de conteúdo em postagens ilegais e violações de alta severidade".

A nova política anunciada pela Meta surpreendeu alguns parceiros de verificação de fatos que colaboravam com a empresa na moderação de conteúdo, segundo a agência Reuters.

Especialistas consultados pelo g1 alertam que a alteração na moderação de conteúdo permitirá que posts considerados problemáticos apareçam com mais frequência e permaneçam no ar sem a verificação da empresa, como desinformação sobre vacinas, Covid e eleições.

Para Yasmin Curzi, da Universidade de Virgínia (EUA), todos os conteúdos que não podem ser compreendidos como "explicitamente ilegais e violações de alta severidade" poderão aparecer, "compreendendo não só desinformação, mas também racismo e homotransfobia", diz.

"Pelo comunicado do Zuckerberg, apenas tipos muito específicos, como pornografia infantil, seguirão sendo objeto de ações de contenção de desinformação", diz Helena Martins, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante da Coalizão Direitos na Rede.

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quarta-feira, 12 de março de 2025

'Aceitar todos os cookies' é a melhor ideia? Entenda o que fazer quando receber o aviso

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Alertas que aparecem logo que entramos em um site têm sido exibidos com mais frequência por causa de novas leis de proteção de dados. Saiba para que servem os cookies.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 12 de Março de 2.024 às 

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Gerenciar cookies em um site permite escolher quais tipos o usuário quer permitir — Foto: g1
Gerenciar cookies em um site permite escolher quais tipos o usuário quer permitir — Foto: g1

Você entra em um site e logo surge aquele recado: "Aceitar todos os cookies". Normalmente, tem um botão para clicar nessa opção e outro, ao lado, que diz "Definições de cookies" ou "Gerenciar cookies"... o jeito de escrever pode variar. Mas você sabe para que servem os cookies? E qual alternativa escolher?

Com a entrada em vigor da LGPD, sites costumam apresentar mensagem sobre o gerenciamento de cookies com duas opções: aceitar todos (à dir) ou gerenciar — Foto: Reprodução
Com a entrada em vigor da LGPD, sites costumam apresentar mensagem sobre o gerenciamento de cookies com duas opções: aceitar todos (à dir) ou gerenciar — Foto: Reprodução

Quando se opta por "definir/gerenciar os cookies", você acaba indo para outra janela que resume quais são os tipos e pode decidir sobre cada um... Na pressa, muita gente acaba clicando logo em "Aceitar todos", sem se dar conta de que existem opções.

➡️ Primeiro... o que são cookies? A palavra em inglês é a mesma usada para um tipo de biscoito🍪, mas, os cookies dos sites são arquivos criados para coletar informações sobre a sua navegação na internet.

Eles podem ter vários objetivos, como manter a conta ativa para você não precisar fazer login e senha toda vez que acessar um site. E, quando você volta para uma loja virtual e os produtos que você tinha colocado anteriormente no carrinho de compras ainda estão lá, isso também é por causa dos cookies.

Cookies representam algum risco?

Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios para identificar usuários. Ainda que não coletem dados pessoais, os cookies têm informações sobre sua atividade.

Sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail e telefone, por exemplo. O método cria uma brecha para cibercriminosos que buscam fazer acesso indevido ao conteúdo de cookies e, por isso, costuma ser evitado por programadores.

"O motivo legal para isso é o princípio da prevenção da LGPD, que estipula que controladores devem adotar medidas que previnam a ocorrência de danos", explicou ao g1 Rafael Zanatta, diretor da Data Privacy Brasil.

Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo. Já entrou num site que não é de compras e, do nada, começam a aparecer vários anúncios daquela geladeira que você viu em uma loja online outro dia? É por causa dos cookies.

Em celulares ou computadores compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, as demais pessoas que usam o mesmo aparelho que você podem acessar livremente suas contas.

A dica, nesses casos, é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo. Vale para sites, e-mail, redes sociais...

O que acontece se eu 'aceitar todos os cookies'

Existem vários tipos de cookies: de segurança, de publicidade, de funcionalidade... Você só consegue ver um resumo do que é cada um quando clica em "gerenciar/definir".

Se aceitar todos, você permitirá uma maior coleta de dados.

O que é a opção gerenciar/definir cookies

Ao clicar nessa opção, normalmente abre uma janela ("pop-up") na página onde é possível "ativar" ou "desativar" cada opção de cookie, como se vê abaixo.

Neste exemplo, todos os tipos estão "ativados": se você não quiser permitir algum, precisa clicar no botão para "desligar". Às vezes, é o contrário: cabe a você "ativar" os que quer permitir.

Em geral, os sites dão um resumo do que é cada tipo. No exemplo acima, é preciso clicar no sinal de +, junto de cada nome, para saber o que significa. Algumas páginas também colocam ali um link para suas políticas de privacidade.

Pop-up que aparece quando se clica em "gerenciar" ou "definir" cookies em um site — Foto: Reprodução
Pop-up que aparece quando se clica em "gerenciar" ou "definir" cookies em um site — Foto: Reprodução

Entre os cookies que podem ser recusados estão os de publicidade/marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas.

A maioria dos sites tem um tipo de cookie considerado "essencial" ou "estritamente necessário" para o funcionamento do site e que, por isso, não pode ser desativado.

Depois de decidir quais cookies você quer permitir, é só clicar em "confirmar minhas escolhas". Também existe a opção "rejeitar todos" (leia mais sobre isso abaixo).

Nem todos os sites pedem consentimento

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em 2020, ficou mais comum aparecer o aviso sobre quais cookies são usados naquele site e, em algumas páginas, também o pedido de consentimento para esses usos — o famoso "aceitar ou "gerenciar".

Nem todos os sites têm essas opções. Alguns informam sobre o uso de cookies e dizem que, ao continuar navegando pelo site, o usuário está ciente disso.

"Apesar de não existir na LGPD um capítulo específico sobre cookies, a ANPD elaborou em 2022 um guia com recomendações do que deve ser evitado, tendo em mente uma interpretação sistêmica da lei aplicada especificamente a cookies", disse Zanatta.

O guia orienta, entre vários pontos, a incluir um botão de fácil visualização que permite rejeitar todos os cookies não necessários e um link para o usuários saber mais detalhes sobre como seus dados são utilizados.

Como restringir cookies

Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros, que também servem para exibir anúncios. Veja como limitar cookies de terceiros nos dois programas no Google Chrome:

  1. Abra o menu do Chrome e selecione "Configurações";
  2. Clique em "Privacidade e segurança";
  3. Procure por "Cookies de terceiros";
  4. Selecione a opção "Bloquear cookies de terceiros".

O navegador indica que, com essa opção ativada, "os sites não podem usar seus cookies para ver sua atividade de navegação em diferentes sites, por exemplo, para personalizar anúncios". Apesar disso, há o alerta de que "os recursos de alguns sites podem falhar".

Como bloquear cookies de terceiros na versão do Google Chrome para computadores — Foto: Reprodução/Google Chrome
Como bloquear cookies de terceiros na versão do Google Chrome para computadores — Foto: Reprodução/Google Chrome

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segunda-feira, 10 de março de 2025

Foto da íris: criptomoeda desvaloriza 50% desde lançamento de projeto no Brasil; usuários lamentam

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Recompensa pela participação é feita em criptomoeda e parcelada. Variação da cotação influi no ganho em reais: Worldcoin valia R$ 13 em novembro e caiu para menos de R$ 6 em março.
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Por Victor Hugo Silva, Darlan Helder, g1

Postado em 10 de Março de 2.025 às 05h00m

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World, iniciativa que envolve registro de íris em troca de criptomoedas, atraiu centenas de milhares de brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo
World, iniciativa que envolve registro de íris em troca de criptomoedas, atraiu centenas de milhares de brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo

O valor da criptomoeda usada pelo projeto World para recompensar quem tem a íris escaneada caiu pela metade desde a chegada da iniciativa ao Brasil.

Isso altera os ganhos em reais de quem tinha se cadastrado, já que uma parte do pagamento é feita pouco depois de a íris ser fotografada e o restante é parcelado ao longo de um ano.

Em 13 de novembro, quando os registros da íris começaram no Brasil, a Worldcoin equivalia a R$ 13, segundo o CoinMarketCap, plataforma que monitora o mercado de criptomoedas.

Em dezembro, a moeda chegou a quase R$ 24, mas, até a última última sexta-feira (7), o valor tinha baixado para a faixa dos R$ 5.

Para especialistas ouvidos pelo g1, a atual trajetória de queda, que acontece em todo o mundo, é explicada por diversos fatores, como reveses do ponto de vista jurídico do projeto, além de desconfianças com a economia americana (saiba mais abaixo).

➡️ O QUE É A WORLDCOIN E A WORLD: a criptomoeda Worldcoin foi criada em 2023 e é a forma de a World recompensar quem adere ao seu banco de dados mundial de "fotografias" dos olhos.

Segundo a startup, a íris funciona como uma impressão digital mais sofisticada. Isso ainda não tem muita aplicação no dia a dia das pessoas, mas, de acordo com a World, poderia ser uma forma eficaz de diferenciar humanos de robôs no futuro, evitando fraudes.

O sistema de remuneração pela foto da íris atraiu centenas de milhares de brasileiros até 11 de fevereiro, quando a World suspendeu os cadastros em São Paulo, única cidade brasileira participante.

Isso aconteceu após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados vetar os pagamentos para novos usuários, alegando que a prática poderia influenciar na decisão das pessoas de participarem do projeto.

Como o g1 mostrou em janeiro, muitos dos postos que escaneavam a íris foram instalados na periferia da capital e junto a terminais de transporte público.

Quem teve a íris escaneada tinha o direito de receber 48 worldcoins, mas não de uma vez.

O pagamento funcionava assim:

  • 20 moedas liberadas 24 horas após o escaneamento da íris;
  • 28 moedas distribuídas mensalmente, ao longo de um ano (2 a 3 por mês).

Dentro do próprio aplicativo da World — onde é feito o agendamento para comparecer a um posto e ter o olho fotografado e onde fica guardado o "código" da íris escaneada — o usuário também tem uma carteira digital, com a Worldcoin.

A pessoa pode usar o aplicativo para um saque, que é basicamente converter as criptomoedas para reais e receber o valor em sua conta bancária, com o pagamento de taxas. Para isso, a World conta com um provedor parceiro, e tudo acontece lá mesmo, dentro do app.

World App, é usado para fazer transações com a criptomoeda da Worldcoin — Foto: Divulgação/Worldcoin
World App, é usado para fazer transações com a criptomoeda da Worldcoin — Foto: Divulgação/Worldcoin

A Worldcoin pode ser negociada nas maiores corretoras de criptomoedas do mundo — para isso, é preciso transferir as moedas do app da World para uma carteira digital externa. As worldcoins que estão em corretoras podem ser compradas inclusive por quem não participou do projeto.

Pessoas que tiveram a íris escaneada no começo do projeto disseram ao g1 que viram ali a chance de ter uma renda extra no fim do ano. O número de participantes disparou entre novembro e dezembro.

No entanto, como se trata de uma criptomoeda, o valor da Worldcoin frente ao real pode mudar, assim como acontece com o bitcoin. E essa variação acontece mundialmente.

"Está caindo bastante. Eu nem saquei porque não compensa. Está muito baixo o valor da moeda. Quando eu fui escanear (a íris), estava em R$ 18, R$ 19. Agora, por R$ 6 nem compensa. Por isso, estou deixando lá parado", disse Nicolas Marcelino, que se cadastrou em dezembro.

Rafael Bezerra, que também se cadastrou em dezembro, disse que recebeu cerca de R$ 300 no ato e que "já sabia que a moeda poderia dar uma desvalorizada". A parcela recebida por ele em janeiro foi de R$ 19. Em fevereiro, foram R$ 17.

Para especialistas em criptomoedas, o veto da ANPD aos pagamentos, que aconteceu no fim de janeiro e esvaziou muitos postos de cadastro da íris, e a pausa nos novos registros no Brasil contribuem, mas não são as principais causas da desvalorização mundial da worldcoin.

Além do Brasil, nos últimos meses, o projeto foi alvo de autoridades de dados da União Europeia, da Coreia do Sul e de Buenos Aires, por exemplo. Eles questionaram o destino dos dados.

"Sem dúvidas, sofrer reveses do ponto de vista regulatório, legal e jurídico influencia na proposta de valor e no preço", diz Caio Leta, chefe de conteúdo e pesquisa da plataforma de compra e venda de bitcoin Bipa.

"Nunca é um evento só, é a soma de vários fatores que faz uma tendência", completa.

Também pesam fatores externos, como as dúvidas sobre a economia com o novo mandato de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Ainda que o republicano seja um entusiasta de criptomoedas, outras decisões na área econômica afastam os investidores desse setor, afirma Ricardo Dantas, CEO da corretora Foxbit.

Segundo ele, as criptomoedas tiveram um crescimento expressivo no período entre a eleição e a posse de Trump devido ao otimismo com os planos do republicano para o setor. Agora, o mercado está fazendo o movimento contrário.

"Recentemente, houve grandes quedas pelo risco de a inflação americana aumentar e pela guerra de tarifas. Sempre que há essas incertezas, os investidores saem dos ativos de risco, o que inclui as criptomoedas, e vão para ativos menos voláteis", diz Dantas.

Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1
Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1

'ALTCOINS' - Distribuir criptomoedas para usuários, como faz a World, é uma forma torná-la relevante, em uma estratégia conhecida como "airdrop", afirma Felipe Martins, diretor de blockchain da empresa de investimentos Bloxs.

"Quando esses usuários entram, a rede começa a ter mais movimentação, mais dados e mais valor. Com mais valor, o preço do ativo sobe", diz Felipe. "O bitcoin tem o maior valor [entre criptomoedas] porque é o que mais movimenta o mercado atualmente."

O valor de mercado do bitcoin, a criptomoeda mais famosa, chega a US$ 9,9 trilhões, mais de 1.600 vezes o valor da Worldcoin, segundo a plataforma CoinMarketCap.

"Dezembro [de 2024] foi um período muito bom das altcoins [criptomoedas alternativas, que não são tão conhecidas como o bitcoin], todas subiram nesse período, e a World também surfou isso".

Mas grandes variações são comuns neste mercado, especialmente entre as criptomoedas menos conhecidas, explica Leta.

"Qualquer movimento que o bitcoin faz, as outras criptos geralmente fazem de uma maneira mais acentuada. Há um movimento de queda no bitcoin, então, é natural que tenha nas outras criptomoedas, que são muito menores", afirma.

A queda no valor da Worldcoin pode ter sido uma surpresa porque muitas pessoas cadastradas no projeto tinham o objetivo de converter as criptomoedas em reais rapidamente e não tinham estudado sobre ela, diz Leta.

"As pessoas querem um lucro rápido e não têm um estímulo para usar a Worldcoin no longo prazo", afirma. "Então, esse movimento [de queda] é comum quando não há uma tese de investimento por trás e não tem quem acredite no fundamento da criptomoeda".

Brasileiros pagos para escanear a íris enfrentam dificuldades com aplicativo do projeto.

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