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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Tchau, internet discada: AOL vai desligar seus últimos modems ativos nos EUA

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Serviço chegou a ter mais de 2 milhões de clientes em 2015, mas caiu para poucos milhares nos últimos anos. Empresa impulsionou o auge da internet nos Estados Unidos e em outros países.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 11 de Agosto de 2.025 às 15h35m

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Conexão de internet, roteador — Foto: Rawpixel.com/Freepik
Conexão de internet, roteador — Foto: Rawpixel.com/Freepik

A AOL (America Online) anunciou que seus históricos modems de internet discada, que acompanharam os primeiros passos da rede mundial de computadores, serão desativados em 30 de setembro.

Os aparelhos, vendidos desde os anos 1990, conectam o computador à linha de telefone. Eles ajudaram a popularizar a internet em vários países, incluindo os Estados Unidos.

"A AOL avalia periodicamente seus produtos e serviços e decidiu descontinuar o acesso à Internet por conexão telefônica", informou a empresa.

A companhia não citou quantos usuários ainda utilizam o serviço. Segundo a CNBC, a AOL tinha 2,1 milhões de clientes de modems em 2015, e esse número que caiu para alguns milhares em 2021.

A TV de tubo ainda está em 6,6% dos lares, cerca de 5 milhões de domicílios
A TV de tubo ainda está em 6,6% dos lares, cerca de 5 milhões de domicílios

Os sons do modems, que misturavam estalos e apitos agudos, se tornaram uma marca registrada da conexão à internet. Em seus primórdios, na década de 1990, a rede era constituída principalmente de páginas estáticas e textos.

Com o avanço da tecnologia, os provedores passaram a oferecer conexões mais rápidas, como ADSL e, posteriormente, fibra óptica.

Em 2017, a AOL já havia despertado a nostalgia de muitos usuários norte-americanos ao encerrar o AIM, seu serviço de mensagem instantânea, lançado 20 anos antes.

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Isabel Veloso: quando e por que o Instagram desativa a conta de alguém — e o que fazer nesses casos?

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Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão.
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TOPO
Por BBC

Postado em 08 de Agosto de 2.025 às 10h20m

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Logo do Instagram — Foto: Getty Images
Logo do Instagram — Foto: Getty Images

A influenciadora Isabel Veloso, conhecida por compartilhar sua jornada de tratamento contra o câncer nas redes sociais, teve sua conta no Instagram desabilitada, gerando indignação entre seus seguidores.

"Eu não sei o porquê disso, ou o que de fato aconteceu", escreveu Veloso em sua conta reserva. Segundo a influenciadora, o Instagram identificou um "login estranho" em seu perfil, mas que havia sido feito por uma pessoa que ela conhece.

"Independente do que aconteceu, a justiça será feita", disse ela, afirmando que pretende acionar a Justiça para recuperar a conta, na qual acumulava 3,3 milhões de seguidores.

A BBC News Brasil procurou o Instagram para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin. Em dezembro, deu à luz seu primeiro filho e passou a compartilhar também os desafios da maternidade.

Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin — Foto: Reprodução/Instagram
Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin — Foto: Reprodução/Instagram

Quando uma conta pode ser desabilitada?

O Instagram pode desativar uma conta por violações dos termos de uso da plataforma.

Postar conteúdos que contenham nudez, discurso de ódio, violência, assédio, bullying, spam, conteúdo enganoso ou informações falsas, pode levar à desativação. O uso não autorizado de imagens, vídeos ou músicas protegidas por direitos autorais também é considerado uma infração.

Outras violações incluem o uso de robôs ou ferramentas de automação, tentativas de se passar por outra pessoa ou organização e uso de conta por crianças.

Segundo a Meta, empresa responsável pela rede social, seus padrões se aplicam a todos os usuários, em todo o mundo, e a todos os tipos de conteúdo, incluindo os gerados por IA.

Em alguns casos, o Instagram pode iniciar uma investigação sobre possíveis violações a partir de denúncias de outros usuários.

Quando uma conta é desabilitada, o usuário recebe uma mensagem indicando o status de desativação ao tentar logar no perfil.

De acordo com a Meta, se o usuário não receber uma mensagem sobre a desativação, o problema provavelmente está no login da conta.

No caso de Isabel Veloso, o motivo para a desabilitação não ficou claro. Uma captura de tela da mensagem recebida pela influenciadora afirma apenas que "a conta (ou a atividade nela) não segue os Padrões da Comunidade" do Instagram.

O que fazer?

Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão.

Nessa caso, o caminho indicado pela plataforma é abrir o aplicativo, digitar o nome de usuário e senha e seguir as instruções na tela.

Usuários banidos por violar as regras da plataforma e que criam novas contas podem ter seus perfis desabilitados também, de acordo com a Meta.


Jornalista entrevista 'clone de IA' de jovem morto em massacre nos EUA e gera críticas
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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Brasil mantém proibição de pagamento por escaneamento de íris feito pela World

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Restrição está em vigor desde fevereiro de 2025, mas registros de interessados ainda são permitidos, segundo a ANPD.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 06 de Agosto de 2.025 às 12h40m

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World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris
World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris

O projeto World segue proibido de remunerar brasileiros pelo escaneamento de íris. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou um recurso da empresa e reafirmou a decisão nesta quarta-feira (6), em publicação no Diário Oficial da União.

Na decisão, a ANPD, que é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirma que a Tools for Humanity (responsável pelo projeto World) apresentou "insuficiência de elementos que indiquem que os riscos identificados pela medida preventiva foram mitigados ou eliminados".

Em nota, a Tools for Humanity disse que discorda da interpretação da ANPD e que pretende buscar medidas legais adicionais. Segundo a empresa, a "tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais selecionados e de forma limitada" (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

O projeto argumenta que a quantia fornecida em token digital, como uma criptomoeda, é oferecida em caráter de incentivo, e não de pagamento. Segundo eles, o dinheiro é "opcional e voluntário".

A World está proibida de pagar brasileiros pela biometria desde fevereiro de 2025, quando a Autoridade entendeu que a compensação financeira oferecida pela empresa "configura uma interferência indevida na livre manifestação de vontade dos titulares de dados". Ainda assim, a empresa continuava autorizada a realizar novos registros.

Agora, questionada pelo g1 se essa estratégia continua valendo, a empresa não respondeu diretamente e afirmou que "está comprometida em oferecer essa tecnologia em locais selecionados".

World começou a operar oficialmente em 2024

Ponto de atendimento da World na Vila Mascote, Zona Sul de São Paulo, em foto de 27 de janeiro de 2025 — Foto: Darlan Helder/g1
Ponto de atendimento da World na Vila Mascote, Zona Sul de São Paulo, em foto de 27 de janeiro de 2025 — Foto: Darlan Helder/g1

A iniciativa está oficialmente em operação no Brasil desde novembro de 2024. Entre janeiro e fevereiro de 2025, o g1 visitou várias lojas da World em São Paulo e observou que muitas estavam vazias, cenário diferente do período anterior, marcado por longas filas de pessoas em busca do dinheiro oferecido.

Lojistas próximos dessas unidades e funcionários do projeto relataram uma queda considerável no movimento após dezembro de 2024.

A queda, naquele momento, pode estar associada a um receio das pessoas após notícias sobre as polêmicas em torno do projeto, disse uma funcionária ao g1.

Além disso, acredita-se que o movimento tenha sido maior em novembro e dezembro de 2024, pois muitas pessoas precisavam de dinheiro para o fim do ano, segundo outra pessoa que trabalha em uma dessas lojas.

O que é a World

Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1
Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1

Tanto a World quanto a Tools for Humanity foram criadas por Alex Blania, atual CEO da Tools for Humanity, e Sam Altman, CEO da OpenAI (dona do ChatGPT).

A Tools for Humanity levantou US$ 115 milhões (R$ 680 milhões na cotação atual) em sua rodada de investimento em maio de 2023.

O projeto conta ainda com operadores "operadores parceiros" responsáveis pelos locais de verificação e pagos pela World Foundation para atender os usuários. Hoje, são 55 pontos em São Paulo, número que vinha subindo rapidamente desde novembro, quando eram 10 unidades.

O que diz a World

"A World respeitosamente discorda da interpretação da ANPD e pretende buscar medidas legais adicionais para esclarecer a questão.

Programas de indicação são uma prática comum no Brasil e amplamente usados em setores aéreo, financeiro, telecomunicações e de pagamentos — inclusive por instituições públicas. Acreditamos que a implementação de um programa de indicação atende à decisão técnica preliminar da Autoridade e cumpre com os requisitos da LGPD.

A World continuará trabalhando junto à ANPD e seguirá o processo legal conforme estabelecido, enquanto permanece comprometida em expandir o acesso à tecnologia de prova de humanidade no Brasil. Essa importante tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais selecionados, de forma limitada."

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