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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Uso de Inteligência Artificial no trabalho cresce 163% na indústria brasileira, diz IBGE

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Em dois anos, empresas que utilizavam IA passaram de 16,9% para 41,9%. No ano passado, 89% das indústrias usavam algum tipo de tecnologia digital avançada no dia a dia.
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Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Setembro de 2.025 às 12h00m
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Aplicativos de inteligência artificial — Foto: Reprodução
Aplicativos de inteligência artificial — Foto: Reprodução

Em 2024, cerca de 89% das empresas industriais brasileiras utilizaram tecnologias digitais avançadas em suas atividades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse percentual representa um avanço em relação a 2022, quando 84,9% das companhias faziam uso dessas ferramentas. O destaque vai para a Inteligência Artificial (IA), cujo uso cresceu 163,2% no período. (veja comparativo abaixo)

Os dados fazem parte da Pesquisa de Inovação Semestral (PINTEC Semestral) 2024: Indicadores temáticos: Tecnologias digitais avançadas, teletrabalho e cibersegurança.

Os números foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O levantamento ouviu cerca de 10,1 mil empresas, das quais 9.054 afirmaram utilizar tecnologias digitais avançadas, como Análise de Big Data, Computação em Nuvem, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Manufatura Aditiva (impressão 3D) ou Robótica.

Sobre a IA, grande destaque desta edição, 41,9% das empresas industriais brasileiras a utilizaram em suas atividades no ano. O salto é de 25 pontos percentuais em relação a 2022, quando o índice era de 16,9%.

  • Esse avanço representa uma taxa de crescimento de 147,9% na proporção de empresas que passaram a utilizar Inteligência Artificial.

Em números absolutos, o uso da tecnologia passou de 1.619 empresas em 2022 para 4.261 em 2024, o que corresponde a um aumento de 163,2% no número de empresas que incorporaram a IA em seus processos.

As áreas que mais aplicaram IA foram administração (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (73,1%). As empresas com mais de 500 trabalhadores são as que relativamente mais utilizam essas tecnologias.

Vale destacar que a Computação em Nuvem continua líder, com 77,2% das empresas fazendo uso da tecnologia, seguida por Internet das Coisas (50,3%), Robótica (30,5%), Análise de Big Data (27,8%) e Manufatura Aditiva (20,3%).

Veja o comparativo no gráfico abaixo:

Uso de Tecnologias Digitais Avançadas na Indústria Brasileira (2022–2024) — Foto: Arte g1
Uso de Tecnologias Digitais Avançadas na Indústria Brasileira (2022–2024) — Foto: Arte g1 

    Segundo Flávio Peixoto, gerente de pesquisas sistemáticas do IBGE, as empresas vêm, ao longo do tempo, compreendendo melhor o que são as tecnologias digitais avançadas e como aplicá-las no dia a dia.

    Esse entendimento tem impulsionado um movimento crescente de adotar essas ferramentas no ambiente de trabalho. Um exemplo é o ChatGPT, lançado no Brasil em novembro de 2022.

    A pesquisa referente àquele ano foi realizada entre abril e junho de 2023, período marcado pela fase inicial de aprendizado e disseminação do uso da Inteligência Artificial no ambiente corporativo.

    Já os dados coletados entre abril e junho de 2025, que se referem ao ano de 2024, refletem um cenário em que as empresas tiveram dois anos para explorar mais intensamente essas tecnologias e amadurecerem o uso. Esse período teve impacto direto no crescimento do uso de IA no trabalho.

    Segundo o gerente de pesquisa do IBGE, esse avanço está principalmente ligado ao desenvolvimento das Inteligências Artificiais generativas — que são aquelas que criam novos conteúdos, como textos e imagens, em resposta a comandos dos usuários.

    Apesar do ChatGPT ser utilizado como exemplo, a pesquisa não especifica quais são as Inteligências Artificiais que foram mais utilizadas pelas empresas. Porém, Flávio Peixoto destaca que esse não é o único mecanismo usado pelas companhias.

    Entre os exemplos de IA em uso estão mineração de dados, reconhecimento de fala e imagem, geração de linguagem natural (NLG), aprendizado de máquina, automação de processos e fluxos de trabalho e, no caso da indústria, manutenção preditiva. Essa última é particularmente relevante: permite prever falhas em processos produtivos, usando IA para tomada de decisões autônomas e movimentação de máquinas, explica Flávio Peixoto.

    Empresas que utilizaram IA em 2024, segundo o número de trabalhadores e setores. — Foto: Arte g1
    Empresas que utilizaram IA em 2024, segundo o número de trabalhadores e setores. — Foto: Arte g

    🤔 Benefícios e desafios da tecnologia

    A pesquisa também traz um ranking das atividades industriais que mais utilizaram Inteligência Artificial em 2024. Os maiores índices de adoção foram registrados nos seguintes setores:

    • 💻 Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos: 72,3%
    • 🪫 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 59,3%
    • 🧪 Produtos químicos: 58,0%
    • 🤖 Total da Indústria: 41,9%

    Por outro lado, os menores índices de uso de IA foram observados nas seguintes atividades:

    • 🚬 Fumo: 22,9%
    • 👢 Couro: 20,7%
    • ⚙️ Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: 19,2%

    A adoção de tecnologias digitais avançadas pelas indústrias brasileiras em 2024 trouxe ganhos expressivos. Entre os principais benefícios apontados pelas empresas estão:

    • ➡️ Aumento da eficiência (90,3%)
    • ➡️ Maior flexibilidade em processos administrativos, produtivos e organizacionais (89,5%)
    • ➡️ Melhoria no relacionamento com clientes e/ou fornecedores (85,6%)
    • ➡️ Maior eficácia no atendimento ao mercado (82,9%)
    • ➡️ Maior capacidade de desenvolvimento de produtos ou serviços novos (74,7%)

    Apesar dos avanços, a incorporação dessas ferramentas na indústria brasileira ainda enfrenta desafios significativos.

    Entre as empresas que já utilizam tecnologias digitais avançadas, os principais obstáculos são:

    • 💸 Altos custos das soluções tecnológicas (78,6%)
    • 👨🏽‍💻 Falta de pessoal qualificado dentro da empresa (54,2%)
    • 🔐 Riscos relacionados à segurança e privacidade (47,2%)
    • 💻 Oferta limitada de profissionais qualificados (46,8%)
    • ❌ Dificuldade de integração entre áreas (45,1%)

    Já entre as companhias que ainda não adotaram nenhuma dessas tecnologias, os entraves são semelhantes, com destaque para:

    • 💰 Altos custos das soluções tecnológicas (74,3%)
    • 👩🏽‍💻 Falta de pessoal qualificado na empresa (60%)
    • 📵 Empresa não identificou necessidade de uso (54,0%)
    • 🤑 Escassez de recursos financeiros (50,8%)
    • 📲 Escassez de oferta de programas de apoio e incentivo (48,5%)

    Os dados reforçam que, embora a digitalização esteja em curso, a transformação tecnológica exige investimentos, capacitação e políticas de incentivo para alcançar todo o setor industrial.

    📉 Teletrabalho em queda

    Apesar do crescimento no uso das tecnologias digitais avançadas, a modalidade de teletrabalho apresentou queda: foi adotada por 43% das empresas industriais brasileiras em 2024, contra 47,8% em 2022.

    Apesar da redução geral, o trabalho remoto segue sendo amplamente utilizado em áreas estratégicas. Em 2024, os setores com maior adesão ao teletrabalho foram administração (94,6%), comercialização (85%) e desenvolvimento de projetos (66,4%).

    A análise por porte de empresa mostra que, quanto maior o número de pessoas ocupadas, maior a adesão ao teletrabalho — embora também tenha havido queda em todas as faixas.

    Adoção do teletrabalho por área de negócios na indústria brasileira (2022–2024) — Foto: Arte g1
    Adoção do teletrabalho por área de negócios na indústria brasileira (2022–2024) — Foto: Arte g1

    Os dados indicam que, embora o teletrabalho tenha perdido espaço em relação a 2022, ele permanece como uma prática consolidada em funções administrativas e de desenvolvimento, especialmente nas empresas de maior porte.

    Por outro lado, os números confirmam uma tendência já noticiada pelo g1: em 2024, mais empresas voltaram ao presencial, acompanhando a queda na vacância e a menor oferta de trabalho remoto. (entenda a diminuição do home office)

    Home office em extinção?
    Home office em extinção?


    Defender home office nas redes custou o emprego deles
    Defender home office nas redes custou o emprego deles

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    terça-feira, 23 de setembro de 2025

    Lula e Janja encontram chefe do TikTok em Nova York e rede cita investimentos no Nordeste

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    Reunião às margens da Assembleia Geral da ONU foi a primeira do presidente brasileiro com representantes da rede social chinesa.
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    TOPO
    Por BBC

    Postado em 23 de Setembro de 2.025 às 09h00m
    Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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    Lula e Shou Zi Chew se encontraram nesta segunda-feira em Nova York — Foto: Getty Images/BBC
    Lula e Shou Zi Chew se encontraram nesta segunda-feira em Nova York — Foto: Getty Images/BBC

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou nesta segunda-feira (22/9) com o diretor-executivo do TikTok, Shou Zi Chew, em Nova York, durante sua passagem pela cidade para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Foi a primeira vez que o petista se reuniu com representantes da rede social chinesa, uma das mais populares do Brasil e do mundo.

    Segundo dois membros do governo brasileiro ouvidos em caráter reservado, o encontro durou em torno de 30 minutos, foi feito a pedido da empresa e contou com a participação, ao menos parcial, da primeira-dama Janja Lula da Silva.

    A presença da primeira-dama no encontro consta de sua agenda oficial.

    Na época, Lula saiu em defesa dela e disse que teria pedido ao presidente chinês, Xi Jinping, que enviasse um responsável da empresa ao Brasil para discutir a atuação da companhia no país.

    Segundo um membro do governo que participou da reunião e que conversou com a BBC News Brasil em caráter reservado, o TikTok anunciou a intenção de fazer investimentos no Brasil.

    Entre eles, estariam sendo discutidos projetos para a construção de data centers no Ceará.

    Além de Janja e Lula, também participaram da reunião o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana.

    O Ceará é considerado um Estado estratégico no setor de tecnologia da informação brasileiro por concentrar pontos de chegada de cabos submarinos que transmitem sinais de internet.

    O encontro de Lula com o diretor do TikTok aconteceu quatro meses depois de uma polêmica envolvendo a primeira-dama durante a visita oficial do petista à China, em maio, em torno da atuação da companhia.

    Na ocasião, relatos publicados por veículos como Folha de S. Paulo e G1, apontaram que, durante um jantar, a primeira-dama teria se dirigido diretamente ao presidente chinês, Xi Jinping, e cobrado que a rede fosse mais firme em relação à moderação de conteúdo para evitar a exposição de mulheres e crianças a conteúdos inapropriados.

    O episódio na época foi criticado pela oposição.

    A intervenção da primeira-dama teria sido interpretada como uma quebra de protocolo indesejada.

    Ao centro, Lula e Janja durante visita à China em maio — Foto: BBC/Reuters
    Ao centro, Lula e Janja durante visita à China em maio — Foto: BBC/Reuters 

    Além disso, a oposição acusou Janja e Lula de pedir ajuda a Xi Jinping para aumentar a moderação de conteúdo da rede, acusando o governo de trabalhar para censurar conteúdos.

    Segundo uma pessoa que acompanhou o encontro desta segunda-feira, Janja participou de parte do encontro, mas não ficou claro em que medida ela foi ativa durante as conversas mantidas entre Lula e o diretor-executivo da empresa.

    Essa mesma fonte afirmou que a regulação de mídias sociais foi um dos temas debatidos durante o encontro e que a empresa teria se mostrado informada sobre o projeto de lei sobre regulação econômica das plataformas enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional sobre o assunto.

    Ainda segundo esta fonte, executivas que acompanhavam o diretor do TikTok afirmaram que a empresa defenderia medidas para garantir um ambiente mais seguro nas redes sociais, mas não houve informações sobre se a rede apoiará ou não o projeto de regulação de mídias sociais do governo.

    O TikTok é uma das redes sociais mais populares do Brasil, ganhando terreno de forma exponencial nos últimos anos.

    O TikTok está em terceiro lugar como a rede social mais presente em telefones celulares brasileiros de acordo com a pesquisa Mobile Time/Opinion Box, divulgada em abril deste ano.

    De acordo com o levantamento, o TikTok está presente em 46% dos telefones celulares brasileiros, atrás apenas do Facebook (76%) e Instagram (91%).

    A empresa não divulga seus dados oficiais, mas estimativas extraoficiais apontam que o TikTok teria em torno de 100 milhões de usuários no Brasil.

    Ainda segundo uma pessoa que participou da reunião, Lula e Shou Zi Chew não discutiram as informações divulgadas nos Estados Unidos sobre uma negociação para que bilionário Larry Elisson, da gigante de informática Oracle, comprasse o controle do TikTok nos Estados Unidos.

    Elisson é apontado como um empresário simpático à gestão do presidente norte-americano Donald Trump.

    A BBC News Brasil procurou a assessoria de imprensa do TikTok no Brasil e nos Estados Unidos, mas não recebeu nenhuma resposta sobre o conteúdo da reunião.

    Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
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    segunda-feira, 22 de setembro de 2025

    Nvidia anuncia investimento de até US$ 100 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT

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    Empresas vão construir datacenters de IA e usar novo processador poderoso da Nvidia a partir de 2026.
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    Por Redação g1

    Postado em 22 de Setembro de 2.025 às 16h40m
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    Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
    Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

    A Nvidia, empresa de tecnologia que desenvolve processadores de inteligência artificial, anunciou nesta segunda-feira (22) que vai investir até US$ 100 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT.

    As duas companhias afirmaram que vão trabalhar juntas na construção de 10 gigawatts em datacenters de IA equipados com sistemas da Nvidia.

    Segundo elas, o investimento deve envolver milhões de GPUs para a infraestrutura de próxima geração da tecnologia da OpenAI.

    A primeira fase desses datacenters deve entrar em operação no segundo semestre de 2026, usando o processador Vera Rubin, descrito pela Nvidia como um "superchip" para aplicações de "inteligência artificial e ciência acelerada".

    "Esta parceria de investimento e infraestrutura marca o próximo salto - implantando 10 gigawatts para alimentar a próxima era de inteligência", disse Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia.

    OpenAI e Nvidia — Foto: Divulgação/OpenAI
    OpenAI e Nvidia — Foto: Divulgação/OpenAI

    "A infraestrutura de computação será a base para a economia do futuro, e utilizaremos o que estamos construindo com a Nvidia para criar novos avanços de IA e capacitar pessoas e empresas com eles em escala", afirmou Sam Altman, CEO da OpenAI.

    "Estamos entusiasmados em implantar os 10 gigawatts de computação com a Nvidia para ultrapassar a fronteira da IA e dimensionar os benefícios dessa tecnologia para todos", completou Greg Brockman, cofundador e presidente da OpenAI.

    Em comunicado, as empresas disseram que vão divulgar mais detalhes da parceria "nas próximas semanas".

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