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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Táxi autônomo da Waymo faz retorno proibido e deixa polícia sem saber como multar

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Veículo utiliza 20 sensores espalhados pelo carro para identificar cada objeto em distância de até 500 metros, mas falhou ao fazer um retorno em local proibido.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Setembro de 2.025 às 19h05m
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Policial aborda táxi autônomo nos EUA e não tem como emitir uma multa — Foto: divulgação/Departamento de polícia de San Bruno
Policial aborda táxi autônomo nos EUA e não tem como emitir uma multa — Foto: divulgação/Departamento de polícia de San Bruno

Um táxi autônomo da Waymo, uma subsidiária da Alphabet, grupo responsável pelo Google, foi parado pela polícia em San Bruno, nos Estados Unidos, após fazer um retorno proibido diante de agentes.

Os agentes, que participavam de uma operação voltada a motoristas sob efeito de álcool ou drogas, seguiram o veículo e conseguiram fazê-lo parar para a abordagem. Com o talão em mãos para aplicar a multa, o policial responsável se deparou com um dilema: não havia motorista.

Como não havia motorista humano, não foi possível emitir uma multa. Nossos talões de infração não têm um campo para robô. Com sorte, a reprogramação vai impedir que ele faça mais manobras ilegais, disse o departamento de polícia de San Bruno em nota.

Diante disso, a multa não foi aplicada, mas a polícia entrou em contato com a Waymo. A empresa informou, em nota, que está avaliando a situação para evitar que seus veículos desrespeitem as leis de trânsito.

Como o táxi autônomo da Waymo funciona?

Segundo a Waymo, todos os carros do serviço de táxi autônomo contam com diversos sensores distribuídos pelo veículo, permitindo que o sistema compreenda o ambiente ao redor.

g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos
g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos

Os sensores são:

  • Lidar: quatro emissores de laser invisíveis ao olho humano, capazes de detectar obstáculos em profundidade em um raio de até 300 metros.
  • Câmeras: dez câmeras posicionadas em diferentes ângulos, que ajudam a distinguir se os objetos ao redor são carros, bicicletas, motos, caminhões, pedestres, animais ou outros elementos. O alcance chega a 500 metros.
  • Radar: seis sensores que complementam o trabalho das câmeras e do Lidar, calculando direção e velocidade dos objetos detectados.

A empresa afirma que o sistema foi treinado para reconhecer policiais e viaturas, como ocorreu no caso de San Bruno.

O condutor da Waymo foi projetado para reconhecer sirenes e luzes da polícia e vai encostar quando apropriado. A equipe de suporte foi treinada para auxiliar tanto as autoridades policiais quanto os nossos passageiros nessas situações, diz a Waymo em seu site.

A maior parte da frota da Waymo é composta por Jaguar I-PACE. O modelo é totalmente elétrico, com 400 cv de potência e 70,9 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 4,8 segundos — 0,1 segundo mais rápido que um Porsche 718 Cayman.

O conjunto é alimentado por uma bateria de 90 kWh, que garante até 298 km de autonomia com uma única carga. No Brasil, o Jaguar I-PACE é vendido por R$ 599.900.

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domingo, 28 de setembro de 2025

Por que tantos jovens preferem assistir à TV ou a filmes com legendas?

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Distrações e barulho externo estão entre motivos Pesquisa de centro AP-NORC cerca de 4 em cada 10 adultos com menos de 45 anos nos EUA usam o recurso 'frequentemente'. Já pessoas com 60 anos ou mais são propensas a dizer que 'nunca' as ativam.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 28 de Setembro de  2.025 às 09h00m
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Legenda ativada durante discurso de Donald Trump em janeiro, em Washington — Foto: Julio Cortez/AP
Legenda ativada durante discurso de Donald Trump em janeiro, em Washington — Foto: Julio Cortez/AP

Você tem o hábito de assistir a filmes, programas de TV ou vídeos na internet com legendas, ou closed captions? Segundo uma nova pesquisa do Centro de Pesquisas de Assuntos Públicos Associated Press-NORC, dos Estados Unidos, pessoas com menos de 45 anos têm mais probabilidade de usá-las do que adultos mais velhos.

A pesquisa mostra que cerca de 4 em cada 10 adultos com menos de 45 anos nos EUA usam legendas "frequentemente" ao assistir à TV ou a filmes, em comparação a cerca de 3 em cada 10 adultos com mais de 45 anos. Pessoas com 60 anos ou mais são especialmente propensas a dizer que "nunca" usam legendas.

🔤 A pesquisa sugere que muitos jovens usam legendas porque assistem em ambientes barulhentos, enquanto adultos mais velhos as escolhem para entender melhor o que está sendo dito.

Algumas pessoas acham as legendas distrativas, e até membros da mesma família podem discordar, resultando em disputas pelo controle do controle remoto.

David Barber, editor e mixador de som e presidente do Motion Picture Sound Editors, diz que as justificativas de cada geração são fatores culturais.

"O que os mais jovens estão fazendo é, na maioria, multitarefa. Eles ouvem música enquanto assistem a um programa. Então, estão captando pedaços disso e daquilo. Acho que provavelmente estão meio ouvindo e meio assistindo. É um fenômeno interessante", diz Barber.

A pesquisa ouviu 1.182 adultos dos Estados Unidos entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

👂 Sem perder uma palavra

🎧 Muitas pessoas, independentemente da idade, usam legendas simplesmente para entender melhor os diálogos.

A maioria dos usuários de legendas, 55%, diz que usa closed captions porque quer captar cada palavra. Cerca de 4 em cada 10 dizem que fazem isso pela dificuldade de entender sotaques ou porque estão assistindo a um filme ou série estrangeira.

Ariaunna Davis, 21 anos, diz que geralmente as ativa se está em um ambiente onde não consegue ouvir o áudio e não quer aumentar o volume, ou se não consegue entender o sotaque de um personagem.Se eu quero entender a maior parte das palavras que estão sendo ditas e o áudio está ruim, esse é o momento em que mais uso as legendas, afirma ela.

Adrian Alaniz, de 31, acredita que sua audição foi levemente prejudicada pelos shows que frequentou quando era mais jovem. Com as legendas, ele consegue ter certeza de que está entendendo tudo, especialmente se estiver comendo algo crocante, como um pacote de salgadinhos.

🗣️ Áudio ruim ou barulho de fundo?

A pesquisa descobriu que cerca de 3 em cada 10 adultos nos EUA usam legendas porque estão em um ambiente barulhento, enquanto aproximadamente um quarto diz que é por causa da má qualidade do áudio.

Barber afirma que existem muitas razões pelas quais os diálogos podem ser difíceis de ouvir, incluindo distrações sonoras em casa.

📺 Ele também observa que os alto-falantes geralmente ficam na parte de trás da TV de tela plana e projetam o som em direção à parede. Então, você não está ouvindo em um sistema de som de qualidade desde o início, diz ele.

🎬 Outro fator está relacionado à performance. Os atores têm um estilo de atuação "mais interno e próximo" do que tinham décadas atrás, afirma a designer de som Karol Urban, e às vezes isso dificulta a compreensão dos diálogos.

💥 E agora há simplesmente muito mais som competindo com os diálogos, observa Urban. "Antigamente havia menos efeitos sonoros, menos música. Quando você adiciona mais coisas por trás do diálogo, está adicionando mais frequências e coisas que podem interferir na compreensão", explica.

Davis, de Tampa, Flórida, cita a série "Game of Thrones" como um exemplo em que ela liga as legendas para não ficar ajustando constantemente o volume.

"Muitas vezes, as falas na série são baixas e se encaixam no ambiente escuro de determinada cena. Depois, a próxima cena é só música, e o som estoura pelas paredes", diz ela.

O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5
O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5

🔇 Problemas auditivos ou som desligado

Cerca de um quarto dos usuários de legendas diz que ativa as legendas porque está assistindo enquanto realiza outras tarefas. Menos pessoas mencionam problemas auditivos, aprendizado de uma nova língua ou assistir com o som desligado.

Adultos jovens que usam legendas têm mais probabilidade do que os maiores de 45 anos de dizer que fazem isso porque estão em ambientes barulhentos ou assistindo enquanto realizam outras tarefas.

Já usuários mais velhos — com 45 anos ou mais — têm mais probabilidade de afirmar que usam legendas porque têm dificuldade em entender sotaques ou devido a problemas auditivos.

Cerca de 3 em cada 10 adultos com 60 anos ou mais que usam legendas afirmam fazê-lo por causa de uma deficiência auditiva, contra apenas 7% entre os adultos mais jovens.

Patricia Gill, de 67 anos, não usa closed captions. Mas quando seu neto vai visitá-la, Gill percebe que ele frequentemente tem as legendas ligadas no celular enquanto assiste a filmes. "Ele é um típico quase-adolescente, só gosta de assistir no celular", diz ela.

Os dois têm abordagens diferentes quanto às legendas. Se ela se interessa por um programa e perde uma fala importante, ela volta e retrocede. "Sou do jeito antigo", afirma. "Gosto das coisas simples, básicas."

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sábado, 27 de setembro de 2025

Google faz 27 anos e relembra seu primeiro logo, criado por uma brasileira

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A designer Ruth Kedar nasceu em Campinas e contou ao g1 detalhes do que está por trás do logo de uma das principais empresas de tecnologia do mundo.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 27 de Setembro de 2.025 às 18hh30m
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Doodle deste sábado de aniversário do Google, feito por Ruth Kedar — Foto: Reprodução
Doodle deste sábado de aniversário do Google, feito por Ruth Kedar — Foto: Reprodução

O Google comemora seu aniversário de 27 anos neste sábado (27) com o doodle de seu logo original.

"Ao celebrarmos o aniversário do Google hoje, relembramos nosso humilde começo como um projeto de pesquisa em uma garagem — a prova de que momentos decisivos podem começar em lugares comuns", diz a empresa.

"A arte do Doodle apresenta o primeiro logotipo do Google (criado em 1998). Deixe que este logotipo vintage o transporte de volta aos anos 90 e se teletransporte para o futuro."

O primeiro projeto visual da gigante de tecnologia foi idealizado por uma brasileira, a designer Ruth Kedar.

Ela lecionava nas turmas de design da Universidade de Stanford, em meados dos anos 1990, quando foi procurada pelo jovem Larry Page. Ele e o colega de classe Sergey Brin estavam começando uma nova empresa e procuravam alguém que pudesse projetar o logotipo, como lembra a designer.

A intenção era criar uma empresa como nenhuma outra, sem o desejo de seguir noções preconcebidas sobre como as coisas deveriam ser feitas. Eles não desejavam seguir os passos de nenhuma outra empresa. Mesmo sendo uma startup, eles queriam se destacar e deixar sua marca, disse Ruth em entrevista recente ao g1.

Ruth conta que Larry e Sergey sempre pensaram no projeto como algo a longo prazo. Assim, era preciso que a marca tivesse a consistência necessária para atravessar décadas.

Ruth Kedar, a brasileira do interior de São Paulo que criou o logotipo do Google — Foto: Arquivo Pessoal
Ruth Kedar, a brasileira do interior de São Paulo que criou o logotipo do Google — Foto: Arquivo Pessoal

Quem é Ruth Kedar

Ruth Kedar é uma brasileira designer, diretora de arte, mentora e palestrante, com trabalho reconhecido, principalmente, nos Estados Unidos.

Entre o final dos anos 1920 e o início de 1930, os avós de Ruth deixaram a Polônia para escapar da perseguição enfrentada pelos judeus.Eles estavam em busca de um refúgio seguro, uma terra onde pudessem vislumbrar um futuro mais brilhante e seguro para seus filhos, diz ela.

O Brasil foi o destino escolhido. Seguindo os costumes da época, um membro da família partiu primeiro para encontrar a cidade ideal. Campinas, no interior do São Paulo, já possuía uma pequena comunidade judaica e acabou se tornando o lar dos familiares da designer.

Meus pais eram crianças pequenas quando chegaram a Campinas e foi lá que passaram seus anos formativos, receberam sua educação, frequentaram a universidade e iniciaram suas carreiras. É onde eles se conheceram, se apaixonaram, começaram uma família e onde eu nasci.

O casal e a filha se mudaram para a capital paulista quando ela tinha 2 anos, mas continuaram visitando Campinas. Minha infância foi preenchida com fins de semana e férias na casa de minha tia e tio, criando laços com meus primos, fazendo passeios de bonde até a loja deles na Rua 13 de Maio.

Apesar de não morar lá, Campinas ainda parecia ser meu lar durante toda a minha infância e adolescência.

Pouco antes dos 16 anos, Ruth e a família se mudaram mais uma vez. O pai recebeu uma oferta de emprego na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e ela precisou embarcar em uma jornada de aprendizados. Novo idioma, novo alfabeto, costumes desconhecidos e uma cultura bem diferente.

Apesar dos desafios, a campineira concluiu o ensino médio e foi para a faculdade. Começou a formação como arquiteta e fez cursos de design. Por um tempo, passou a ser vista como superqualificada pelas companhias do setor, enquanto as de arquitetura não tinham muito interesse nela. Acabou fundando a própria empresa.

Cinco anos depois do início de minha carreira, dois fatores decisivos convergiram: o conflito no Líbano e a tenra idade de meus filhos [então com 5 e 1 ano]. Meu marido e eu começamos a discutir a ideia de seguir nossos estudos de pós-graduação nos Estados Unidos.

Ruth Kedar, o marido e os dois filhos foram embora para a Califórnia, onde ela passou a estudar e, depois, a trabalhar na Universidade de Stanford. Também passou pela Adobe Systems, multinacional norte-americana de softwares de edição, e se tornou diretora de arte. Anos depois, abriu o próprio estúdio de design.

🏠 Nascida no Brasil, ela voltou ao país pela primeira vez aos 24 anos, com a própria família, e afirma que as visitas à terra natal, se tornaram uma tradição anual. Sempre ficávamos na casa da minha tia em Campinas. Mesmo após todos esses anos, Campinas ainda ocupa um lugar especial em meu coração e parece ser meu lar.

União Europeia multa Google em quase 3 bilhões de euro
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