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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Electronic Arts, dona de 'The Sims' e 'Battlefield', aprova sua venda por US$ 55 bilhões em acordo histórico

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Aquisição bilionária deve ser concluída em 2027 e envolve empresa do genro de Donald Trump e investidores da Arábia Saudita.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de Outubro de 2.025 às 07h00m
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Electronic Arts, dona de 'The Sims', aprova sua venda por US$ 55 bilhões
Electronic Arts, dona de 'The Sims', aprova sua venda por US$ 55 bilhões

A produtora de jogos Electronic Arts (EA) anunciou nesta segunda-feira (29) um acordo de US$ 55 bilhões com um grupo de investidores para fechar seu capital, em uma das maiores aquisições do setor, caso seja concluída.

O acordo prevê que a produtora de franquias como "Battlefield" e "The Sims" será comprada por um consórcio formado pela empresa de investimentos de risco Silver Lake, pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) e pela Affinity Partners.

A transação, que deverá ser concluída no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, será financiada por uma combinação de dinheiro do PIF, Silver Lake e Affinity Partners, bem como por uma transferência da participação existente do PIF na EA.

Fundada em 2021, a Affinity Partners pertence a Jared Kushner, genro de Donald Trump, e recebe investimentos de fundos da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.

Aquisição histórica

Battlefield 6 — Foto: Reprodução/EA
Battlefield 6 — Foto: Reprodução/EA

O negócio marca a maior aquisição alavancada da história, e os acionistas da EA receberão US$ 210 por ação em dinheiro, o que representa um prêmio de 25% em relação ao preço de fechamento na quinta-feira passada, antes do surgimento de rumores na mídia sobre a transação.

A oferta chega em um momento crucial para a Electronic Arts, que está se preparando para lançar a nova versão do game de simulação de guerra "Battlefield 6".

O portfólio de games da empresa se destacou por mais de uma década pela popularidade global e pela receita recorrente, sustentada pelos fortes gastos dentro dos jogos, considerados essenciais para a longevidade das franquias.

O acordo também atrai o fundo soberano da Arábia Saudita, que busca diversificar a economia do país e tem direcionado investimentos para áreas como infraestrutura, turismo, esportes e jogos.


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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Táxi autônomo da Waymo faz retorno proibido e deixa polícia sem saber como multar

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Veículo utiliza 20 sensores espalhados pelo carro para identificar cada objeto em distância de até 500 metros, mas falhou ao fazer um retorno em local proibido.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Setembro de 2.025 às 19h05m
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Policial aborda táxi autônomo nos EUA e não tem como emitir uma multa — Foto: divulgação/Departamento de polícia de San Bruno
Policial aborda táxi autônomo nos EUA e não tem como emitir uma multa — Foto: divulgação/Departamento de polícia de San Bruno

Um táxi autônomo da Waymo, uma subsidiária da Alphabet, grupo responsável pelo Google, foi parado pela polícia em San Bruno, nos Estados Unidos, após fazer um retorno proibido diante de agentes.

Os agentes, que participavam de uma operação voltada a motoristas sob efeito de álcool ou drogas, seguiram o veículo e conseguiram fazê-lo parar para a abordagem. Com o talão em mãos para aplicar a multa, o policial responsável se deparou com um dilema: não havia motorista.

Como não havia motorista humano, não foi possível emitir uma multa. Nossos talões de infração não têm um campo para robô. Com sorte, a reprogramação vai impedir que ele faça mais manobras ilegais, disse o departamento de polícia de San Bruno em nota.

Diante disso, a multa não foi aplicada, mas a polícia entrou em contato com a Waymo. A empresa informou, em nota, que está avaliando a situação para evitar que seus veículos desrespeitem as leis de trânsito.

Como o táxi autônomo da Waymo funciona?

Segundo a Waymo, todos os carros do serviço de táxi autônomo contam com diversos sensores distribuídos pelo veículo, permitindo que o sistema compreenda o ambiente ao redor.

g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos
g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos

Os sensores são:

  • Lidar: quatro emissores de laser invisíveis ao olho humano, capazes de detectar obstáculos em profundidade em um raio de até 300 metros.
  • Câmeras: dez câmeras posicionadas em diferentes ângulos, que ajudam a distinguir se os objetos ao redor são carros, bicicletas, motos, caminhões, pedestres, animais ou outros elementos. O alcance chega a 500 metros.
  • Radar: seis sensores que complementam o trabalho das câmeras e do Lidar, calculando direção e velocidade dos objetos detectados.

A empresa afirma que o sistema foi treinado para reconhecer policiais e viaturas, como ocorreu no caso de San Bruno.

O condutor da Waymo foi projetado para reconhecer sirenes e luzes da polícia e vai encostar quando apropriado. A equipe de suporte foi treinada para auxiliar tanto as autoridades policiais quanto os nossos passageiros nessas situações, diz a Waymo em seu site.

A maior parte da frota da Waymo é composta por Jaguar I-PACE. O modelo é totalmente elétrico, com 400 cv de potência e 70,9 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 4,8 segundos — 0,1 segundo mais rápido que um Porsche 718 Cayman.

O conjunto é alimentado por uma bateria de 90 kWh, que garante até 298 km de autonomia com uma única carga. No Brasil, o Jaguar I-PACE é vendido por R$ 599.900.

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domingo, 28 de setembro de 2025

Por que tantos jovens preferem assistir à TV ou a filmes com legendas?

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Distrações e barulho externo estão entre motivos Pesquisa de centro AP-NORC cerca de 4 em cada 10 adultos com menos de 45 anos nos EUA usam o recurso 'frequentemente'. Já pessoas com 60 anos ou mais são propensas a dizer que 'nunca' as ativam.
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Por Associated Press

Postado em 28 de Setembro de  2.025 às 09h00m
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Legenda ativada durante discurso de Donald Trump em janeiro, em Washington — Foto: Julio Cortez/AP
Legenda ativada durante discurso de Donald Trump em janeiro, em Washington — Foto: Julio Cortez/AP

Você tem o hábito de assistir a filmes, programas de TV ou vídeos na internet com legendas, ou closed captions? Segundo uma nova pesquisa do Centro de Pesquisas de Assuntos Públicos Associated Press-NORC, dos Estados Unidos, pessoas com menos de 45 anos têm mais probabilidade de usá-las do que adultos mais velhos.

A pesquisa mostra que cerca de 4 em cada 10 adultos com menos de 45 anos nos EUA usam legendas "frequentemente" ao assistir à TV ou a filmes, em comparação a cerca de 3 em cada 10 adultos com mais de 45 anos. Pessoas com 60 anos ou mais são especialmente propensas a dizer que "nunca" usam legendas.

🔤 A pesquisa sugere que muitos jovens usam legendas porque assistem em ambientes barulhentos, enquanto adultos mais velhos as escolhem para entender melhor o que está sendo dito.

Algumas pessoas acham as legendas distrativas, e até membros da mesma família podem discordar, resultando em disputas pelo controle do controle remoto.

David Barber, editor e mixador de som e presidente do Motion Picture Sound Editors, diz que as justificativas de cada geração são fatores culturais.

"O que os mais jovens estão fazendo é, na maioria, multitarefa. Eles ouvem música enquanto assistem a um programa. Então, estão captando pedaços disso e daquilo. Acho que provavelmente estão meio ouvindo e meio assistindo. É um fenômeno interessante", diz Barber.

A pesquisa ouviu 1.182 adultos dos Estados Unidos entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

👂 Sem perder uma palavra

🎧 Muitas pessoas, independentemente da idade, usam legendas simplesmente para entender melhor os diálogos.

A maioria dos usuários de legendas, 55%, diz que usa closed captions porque quer captar cada palavra. Cerca de 4 em cada 10 dizem que fazem isso pela dificuldade de entender sotaques ou porque estão assistindo a um filme ou série estrangeira.

Ariaunna Davis, 21 anos, diz que geralmente as ativa se está em um ambiente onde não consegue ouvir o áudio e não quer aumentar o volume, ou se não consegue entender o sotaque de um personagem.Se eu quero entender a maior parte das palavras que estão sendo ditas e o áudio está ruim, esse é o momento em que mais uso as legendas, afirma ela.

Adrian Alaniz, de 31, acredita que sua audição foi levemente prejudicada pelos shows que frequentou quando era mais jovem. Com as legendas, ele consegue ter certeza de que está entendendo tudo, especialmente se estiver comendo algo crocante, como um pacote de salgadinhos.

🗣️ Áudio ruim ou barulho de fundo?

A pesquisa descobriu que cerca de 3 em cada 10 adultos nos EUA usam legendas porque estão em um ambiente barulhento, enquanto aproximadamente um quarto diz que é por causa da má qualidade do áudio.

Barber afirma que existem muitas razões pelas quais os diálogos podem ser difíceis de ouvir, incluindo distrações sonoras em casa.

📺 Ele também observa que os alto-falantes geralmente ficam na parte de trás da TV de tela plana e projetam o som em direção à parede. Então, você não está ouvindo em um sistema de som de qualidade desde o início, diz ele.

🎬 Outro fator está relacionado à performance. Os atores têm um estilo de atuação "mais interno e próximo" do que tinham décadas atrás, afirma a designer de som Karol Urban, e às vezes isso dificulta a compreensão dos diálogos.

💥 E agora há simplesmente muito mais som competindo com os diálogos, observa Urban. "Antigamente havia menos efeitos sonoros, menos música. Quando você adiciona mais coisas por trás do diálogo, está adicionando mais frequências e coisas que podem interferir na compreensão", explica.

Davis, de Tampa, Flórida, cita a série "Game of Thrones" como um exemplo em que ela liga as legendas para não ficar ajustando constantemente o volume.

"Muitas vezes, as falas na série são baixas e se encaixam no ambiente escuro de determinada cena. Depois, a próxima cena é só música, e o som estoura pelas paredes", diz ela.

O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5
O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5

🔇 Problemas auditivos ou som desligado

Cerca de um quarto dos usuários de legendas diz que ativa as legendas porque está assistindo enquanto realiza outras tarefas. Menos pessoas mencionam problemas auditivos, aprendizado de uma nova língua ou assistir com o som desligado.

Adultos jovens que usam legendas têm mais probabilidade do que os maiores de 45 anos de dizer que fazem isso porque estão em ambientes barulhentos ou assistindo enquanto realizam outras tarefas.

Já usuários mais velhos — com 45 anos ou mais — têm mais probabilidade de afirmar que usam legendas porque têm dificuldade em entender sotaques ou devido a problemas auditivos.

Cerca de 3 em cada 10 adultos com 60 anos ou mais que usam legendas afirmam fazê-lo por causa de uma deficiência auditiva, contra apenas 7% entre os adultos mais jovens.

Patricia Gill, de 67 anos, não usa closed captions. Mas quando seu neto vai visitá-la, Gill percebe que ele frequentemente tem as legendas ligadas no celular enquanto assiste a filmes. "Ele é um típico quase-adolescente, só gosta de assistir no celular", diz ela.

Os dois têm abordagens diferentes quanto às legendas. Se ela se interessa por um programa e perde uma fala importante, ela volta e retrocede. "Sou do jeito antigo", afirma. "Gosto das coisas simples, básicas."

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