Marketing com visibilidade e transparência, focalizando com criatividade e competência a sua slogomarca, fazendo valer no detalhe do visual, o diferencial de retorno do seu investimento, com satisfação do cliente em primeiro lugar!... Excelência no atendimento, para a satisfação e o encantamento do consumidor-cliente!
Estudo também analisou remunerações nas áreas de Vendas e Marketing e de Produto e Design. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Rafaela Zem— São Paulo Postado em 10 de Novembro de 2.025 às 06h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.272*.# .
Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina
O Brasil é líder na América Latina quando o assunto é remuneração para profissionais de tecnologia.
É o que mostra o relatório The State of Global Compensation 2025, da
multinacional de recursos humanos Deel, que analisou mais de 1 milhão de
contratos em 150 países.
Segundo o levantamento, engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil por ano — o equivalente a cerca de R$ 358,9 mil anuais, ou R$ 31,8 mil por mês.
O valor é superior ao registrado no México (US$ 48 mil, ou R$ 273 mil
por ano) e na Argentina (US$ 42 mil, ou R$ 239 mil por ano).
Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido — líderes globais em
remuneração —, os salários anuais em tecnologia chegam, em média, a US$
150 mil, cerca de R$ 855 mil por ano — mais que o dobro da média brasileira. Ainda assim, dentro da América Latina, o Brasil desponta com folga na liderança.
Apesar da liderança regional, os rankings mostram uma disparidade interna: enquanto áreas técnicas têm salários competitivos,profissionais de vendas, marketing, produtos e design ainda estão distantes dos padrões das principais potências.
➡️ Abaixo, confira os rankings por áreas de atuação:
Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação
estratégica serão diferenciais no mercado. — Foto: Freepik/ Reprodução
O relatório indica que o crescimento do setor de tecnologia acompanha a
tendência global de valorização de especialistas, impulsionada pelacorrida por talentos em inteligência artificial (IA) e pela busca por modelos de remuneração flexíveis.
O levantamento destacou, por exemplo, a predominância do trabalho independente no país: 84% dos contratos em tecnologia são de freelancers, os chamados ICs (Independent Contractors), especialmente nas áreas de Engenharia e Dados.
Em Produto e Design, o índice é de 79%, enquanto em Vendas e Marketing,
é de 55%. Essa prática permite às empresas reduzir custos e ganhar
agilidade, mas também traz desafios regulatórios e risco de precarização. Isso porque, nessa dinâmica, muitos profissionais atuam sem os mesmos direitos trabalhistas de funcionários fixos.
Nesse contexto, o documento aponta que o Brasil aparece como uma alternativa competitiva para as empresas que buscam esses profissionais, devido aos custos de contratação mais baixos em comparação aos praticados em economias desenvolvidas.
Além disso, o relatório ainda indica que, desde 2021, tem crescido o uso de participação acionária (equity) como estratégia para atrair e reter talentos, especialmente em startups e empresas de tecnologia.
📎
Equity é um modelo de remuneração que concede ao profissional uma
participação societária na empresa, geralmente por meio de ações ou
opções de compra. Na prática, isso significa que, além do salário, o
colaborador se torna sócio e pode lucrar com a valorização da companhia
ao longo do tempo.
Por fim, a Deel apresentou dados sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres.
Na área de engenharia e dados, por exemplo, mulheres chegam a ganhar
29,5% menos do que homens, com uma diferença salarial de US$ 26 mil (R$
139,3 mil).
Já na área de produtos e design, a diferença é de US$ 14 mil (cerca de
R$ 75 mil), enquanto na área de vendas e marketing, a diferença é de US$
5 mil (R$ 26,8 mil). Veja abaixo:
O avanço das ferramentas de inteligência artificial possibilitou a criação e edição de vídeos cada vez mais sofisticados. Como — e até quando — poderemos identificar quando uma imagem é real ou criada por IA? <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Thomas Germain 09/11/2025 03h00 Atualizado há 03 horas Postado em 09 de Novembro de 2.025 às 06h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.271*.# .
Vídeos borrados e pixelados podem esconder inconsistências criadas pela
inteligência artificial e enganar as pessoas com mais facilidade —
Foto: Getty Images via BBC
Pronto! Está chegando a sua vez de ser enganado. Talvez você até já tenha sido.
Nos últimos seis meses, os geradores de vídeo por inteligência
artificial (IA) ficaram tão bons que a nossa relação com as câmeras está
azedando.
Isso é o que vai acabar acontecendo alguma hora, na melhor das
hipóteses: você será enganado várias vezes, até que não aguentará mais e
passará a questionar tudo o que vê. Bem-vindo ao futuro!
Mas, por enquanto, ainda existem alguns sinais de alerta para identificar quando um vídeo é real ou não.
Um desses pontos se destaca. Se você assistir a um vídeo com baixa qualidade de imagem (filmagem borrada ou granulada), pode ligar o seu "desconfiômetro": você pode estar assistindo a um vídeo gerado por IA.
"É um dos primeiros pontos que procuramos", afirma o professor de
Ciências da Computação Hany Farid, da Universidade da Califórnia em
Berkeley, nos Estados Unidos. Ele é pioneiro no campo forense digital e
fundador da empresa de detecção de deepfakes (imagens falsas) GetReal
Security.
É verdade que as ferramentas de vídeo com IA ficarão cada vez melhores e
este conselho, em breve, será inútil. Poderá levar meses ou, talvez,
anos. É difícil dizer, desculpe!
Mas, se você navegar pelas nuances desse assunto comigo por um minuto,
esta dica pode evitar que você assista a algum lixo criado com IA, até
aprender a mudar a forma em que você encara a verdade.
Sejamos claros. Não se trata de uma prova concreta. A verdade é que os
vídeos de IA não costumam ter má qualidade. As melhores ferramentas de
IA podem fornecer clipes bonitos e sofisticados. E os clipes de baixa
qualidade também não são, necessariamente, feitos com IA.
"Se
você observar algo realmente com má qualidade, isso não significa que
ela seja fake. Não há nenhum significado nefasto nisso", afirma o
professor Matthew Stamm, chefe do Laboratório de Segurança da Informação
e Multimídia da Universidade Drexel, nos Estados Unidos.
A questão, na verdade, é que os vídeos de IA borrados e pixelados são
aqueles com maior probabilidade de nos enganar, pelo menos por enquanto.
Eles são um sinal para observarmos mais de perto o que estamos
assistindo.
Brasileiro imita vídeos gerados por inteligência artificial e viraliza nas redes
"Os principais geradores de texto para vídeo como o Veo, da Google, e o Sora, da OpenAI,
ainda produzem pequenas inconsistências", explica Farid. "Mas não são
mãos com seis dedos ou texto truncado. É algo mais sutil."
Mesmo os modelos mais avançados de hoje em dia, muitas vezes,
introduzem problemas como texturas de pele excepcionalmente macias,
padrões estranhos ou inconstantes dos cabelos e das roupas ou pequenos
objetos de fundo que se movem de formas impossíveis ou não realistas.
Tudo isso passa facilmente despercebido. Mas, quanto mais clara for a
imagem, maior é a probabilidade de observarmos esses sinais de erros de
IA. Daí vem a vantagem dos vídeos de menor qualidade.
Quando você pede à IA algo que pareça ter sido filmado em um telefone
antigo ou em uma câmera de segurança, por exemplo, ela pode esconder os
itens que poderiam revelar se tratar de inteligência artificial.
Nos últimos meses, alguns vídeos populares criados por IA enganaram inúmeras pessoas. E todos eles tinham um ponto em comum.
Vídeos feitos com IA do Google bombam nas redes sociais
Milhões de pessoas românticas online clicaram no botão de "curtir" em
um clipe que mostrava duas pessoas se apaixonando no metrô de Nova York,
nos Estados Unidos. Elas enfrentaram a mesma decepção quando se
descobriu que o vídeo era fake.
Eu mesmo caí em um vídeo viral de um pastor americano, em uma igreja
conservadora, dando um sermão surpreendentemente de esquerda.
"Os bilionários são a única minoria de quem devemos ter medo", berrava
ele, com sotaque do sul dos EUA. "Eles têm o poder de destruir este
país!"
Fiquei perplexo. Será que as nossas fronteiras políticas realmente desapareceram?
Não. Era simplesmente IA.
Resolução, qualidade e duração
O ponto em comum é que todos esses vídeos pareciam ter sido filmados de forma rudimentar.
Os coelhos de IA foram apresentados como uma filmagem feita à noite, por câmeras de segurança baratas.
O casal no metrô? Pixelado. O pastor imaginário? O vídeo parecia ter sido filmado de longe demais, com forte zoom.
E estes não eram os únicos sinais de alerta desses vídeos.
"Os
três pontos que você deve observar são a resolução, a qualidade e a
duração", segundo Farid. Vamos começar pela duração, que é o mais fácil.
"Na sua maioria, os vídeos de IA são muito curtos, menores até que os
clipes que costumamos observar no TikTok ou no Instagram, de cerca de 30
a 60 segundos. A imensa maioria dos vídeos que me solicitam verificar
tem seis, oito ou 10 segundos de duração."
Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT
Isso ocorre porque gerar vídeos com IA é caro. Por isso, a maior parte das ferramentas oferece, no máximo, clipes curtos.
Além disso, quanto mais longo for o vídeo, maior a probabilidade de que a IA apresente falhas.
"Você pode costurar diversos vídeos de IA, mas irá observar um corte a cada cerca de oito segundos", explica Farid.
Os outros dois fatores — a qualidade e a resolução — apresentam relação entre si, mas são diferentes.
A resolução indica o número ou o tamanho dos pixels em uma imagem.
E o processo de compressão reduz o tamanho de um arquivo de vídeo,
extraindo seus detalhes. Muitas vezes, ela deixa para trás padrões de
blocos e extremidades borradas.
Na verdade, Farid afirma que os fakes de baixa qualidade são tão
convincentes que os criadores mal intencionados degradam seu trabalho de
propósito.
"Se eu estiver tentando enganar as pessoas, o que faria? Eu geraria meu
vídeo fake, reduziria a resolução de forma que você ainda pudesse
assistir, mas retirando todos os pequenos detalhes. Depois, eu
acrescentaria compressão, que ofuscaria ainda mais os possíveis sinais."
"Esta é uma técnica comum", segundo ele.
Quando você pede à IA algo que pareça ter sido filmado em uma câmera de
segurança, ela consegue esconder os sinais que poderiam denunciar às
pessoas que se trata de inteligência artificial — Foto: Getty Images via
BBC
A questão é que, neste exato momento, as gigantes da tecnologia estão
gastando bilhões de dólares para tornar a IA ainda mais realista.
"Tenho más notícias", explica Stamm. "Estas dicas visuais, agora, estão aqui, mas deixarão de existir muito em breve."
"Prevejo
que essas indicações visuais desaparecerão dos vídeos em até dois anos,
pelo menos as mais óbvias, pois elas já evaporaram de grande parte das
imagens geradas por IA. Você simplesmente não pode confiar nos seus
olhos."
Mas isso não significa que a verdade seja uma causa perdida. Quando
pesquisadores como Farid e Stamm verificam um conteúdo, eles contam com
técnicas mais avançadas à sua disposição.
"Quando você gera ou modifica um vídeo, ele deixa para trás pequenos
traços estatísticos que os nossos olhos não conseguem ver, como
impressões digitais na cena de um crime", explica Stamm. "Estamos
observando o surgimento de técnicas que podem nos ajudar a observar e
expor essas impressões digitais."
Às vezes, a distribuição de pixels em vídeos falsos pode ser diferente
da real, por exemplo, mas fatores como estes não são infalíveis.
As empresas de tecnologia também estão desenvolvendo novos padrões para
verificar informações digitais. Basicamente, as câmeras poderão embutir
informações no arquivo no momento em que criarem uma imagem, para
ajudar a comprovar que ela é real.
Com o mesmo instrumento, as ferramentas de IA poderão acrescentar
detalhes similares aos seus vídeos e imagens automaticamente, o que irá
comprovar que elas são falsas. Stamm e outros especialistas afirmam que
estas medidas podem ajudar.
A
solução real, segundo o especialista em alfabetização digital Mike
Caulfield, é começar a pensar diferente sobre aquilo que observamos
online.
Procurar as indicações que a IA deixa para trás não é um conselho
duradouro porque essas dicas estão sempre mudando, segundo ele. Em vez
disso, Caulfield afirma que precisamos abandonar a ideia de que os
vídeos ou imagens têm qualquer significado, quando estão fora de
contexto.
"Meu ponto de vista é que, a longo prazo, o vídeo ficará mais parecido
com o texto, a proveniência [a origem do vídeo] será mais importante que
as características superficiais e podemos também nos preparar para
isso", explica ele.
Para evitar cair em vídeos falsos na era das imagens geradas por IA, é
preciso ter sempre em mente qual a origem do conteúdo, quem o postou,
qual o seu contexto e se ele foi verificado por uma fonte de confiança —
Foto: Getty Images via BBC
Você nunca olha para um texto e considera que ele é verdadeiro
simplesmente porque alguém o escreveu. Se houver alguma dúvida, você irá
investigar a fonte da informação.
Vídeos e imagens costumavam ser diferentes, pois a sua manipulação e falsificação era mais difícil. Agora, isso acabou.
Atualmente, tudo o que interessa é de onde veio aquele conteúdo, quem o
postou, qual o contexto e se ele foi verificado por uma fonte de
confiança. A questão é quando, ou mesmo se, todos nós iremos aceitar
este fato.
"Se
eu puder ser um tanto pomposo, acho que este é o maior desafio de
segurança da informação do século 21", afirma Stamm. "Mas este problema
surgiu há apenas alguns anos."
"O número de pessoas trabalhando para resolvê-lo é comparativamente
pequeno, mas vem crescendo rapidamente. Precisaremos de uma combinação
de soluções, educação, políticas inteligentes e abordagens tecnológicas,
tudo trabalhando em conjunto."
"Não estou preparado para perder a esperança."
*
Thomas Germain é jornalista da BBC, especializado em tecnologia. Ele
escreve há quase uma década sobre inteligência artificial, privacidade e
os confins mais profundos da cultura da internet. Seu usuário é
@thomasgermain no X (antigo Twitter) e no TikTok.
Profissionais dessa área criam programas que executam tarefas e tomam decisões sozinhos, para aumentar eficiência e produtividade no trabalho. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Darlan Helder, g1 08/11/2025 01h00 Atualizado há 05 horas Postado em 08 de Novembro de 2.025 às 06h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.270*.# .
Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20
"Quem sabe criar e colocar agentes de IA em funcionamento hoje é muito
valorizado. Digo isso por experiência própria", diz João Gama, de 19
anos, técnico em análise júnior em uma empresa de aluguel de veículos.
🔎Agentes de inteligência artificialsão
programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras
ou reservar restaurantes sozinhos. Nas empresas, eles tornam processos
mais ágeis, eficientes e produtivos (saiba mais abaixo).
O mercado de agentes ainda é novo — tanto que nem existem cargos definidos para essa função —, mas vem evoluindo com os investimentos crescentes das empresas.
"O setor já pensa em criar funções especializadas para a área, como especialistas em agentes autônomos (criação) e auditores de agentes,
responsáveis por ética e segurança", explica Evellyn Cid, professora de
novas tecnologias da Faculdade de Informática e Administração Paulista
(FIAP).
Para
Raphael Bozza, diretor de RH do iFood, "nos próximos três meses,
veremos surgir muitos cargos voltados ao trabalho com agentes de IA.
Essas pessoas já existem e atuam na prática, mas a função ainda não tem
um título formal".
Especialistasafirmam que trabalhar com IA, no geral, continua sendo um bom negócio e que os salários seguem em alta.
No Brasil, a remuneração média na área começa em R$ 3,5 mile pode chegar a R$ 20 milem regime CLT, segundo levantamento da Catho feito a pedido do g1.
Já o Guia Salarial 2026 da consultoria Robert Half mostra que um especialista em IA e "machine
learning" (quando as máquinas aprendem analisando grandes quantidades de
dados) ganha de R$ 17,9 mil a R$ 23,5 mil.E um engenheiro de IA pode receber entre R$ 19,5 mileR$ 27,1 mil (CLT).
🔎 E onde eu posso trabalhar com IA?
Em empresas de qualquer setor que estejam investindo na tecnologia:
varejo, finanças, alimentos, bebidas, educação, finanças, comunicação,
entre outras.
Apesar dos salários altos, a área ainda enfrenta um grande desafio: a
falta de profissionais qualificados. "A demanda por especialistas em IA
só cresce há mais de cinco anos, com média anual acima de 20%. No
cenário global, pode passar de 30%", diz Cleber Zanchettin, professor da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e estudioso de IA.
Ainda segundo ele, muitas pessoas que implementam IA ainda não têm formação de base suficiente,
reforçando a necessidade de profissionais capacitados. "Mesmo que a IA
esteja automatizando algumas tarefas, ela também cria novos desafios
complexos, que exigem pessoas especializadas para resolver", completa
Zanchettin.
🔎O que são agentes de IA
Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais
🔎 O que é Inteligência artificial generativa (ou GenAI):é
a tecnologia que deu origem ao ChatGPT. Além de conversar com o
usuário, podendo tirar dúvidas gerais, essa IA cria conteúdos, imagens,
vídeos e músicas.
Os agentes podem, por exemplo, automatizar consultas de clientes com
chatbots, analisar comentários e dados de vendas para identificar
padrões em uma loja ou, em obras, avaliar clima, equipe e materiais para
ajustar cronogramas da construção.
No iFood, um agente auxilia o time de RH na gestão de indicações de
candidatos. O sistema analisa currículos, compara habilidades e cruza
dados com as vagas abertas para sugerir as mais compatíveis, explica
Raphael Bozza, diretor de RH da empresa.
No fim, para as empresas, eles aumentam a produtividade, reduzem custos
e melhoram a experiência do cliente. Eles podem ser usados tanto em
processos internos quanto como produtos para o consumidor final.
Amazon, Google, Microsoft,OpenAIeIBM,
que lideram o mercado de IA, já oferecem tecnologias para criar agentes
personalizados. "Os humanos estabelecem metas, mas um agente de IA
escolhe de forma independente as melhores ações para atingi-las", resume
a Amazon.
Eles também já estão disponíveis para usuários comuns. Neste ano, a
OpenAI liberou para todos os assinantes do ChatGPT seu agente, capaz de
reservar restaurantes, fazer compras e executar outras tarefas sozinho.
🤖 O que faz um profissional de agente de IA
João Gama, de 19 anos, trabalha com agentes de IA em uma empresa de aluguel de veículos. — Foto: Arquivo pessoal
O g1conversou com dois profissionais que atuam com agentes de IA: João Gama, de 19 anos, e Evellyn Nicole, de 22.
João, citado no início desta reportagem, é técnico em análise júnior com foco em automação e diz ganhar R$ 3.600 por mês. Evellyn atua como engenheira de IA pleno em uma empresa do setor elétrico e preferiu não revelar quanto ganha.
O trabalho dos dois consiste em usar agentes de IA para tornar os processos internos mais eficientes.
João foi um dos responsáveis por desenvolver um agente que analisa
automaticamente as fichas de inspeção dos veículos e identifica
problemas na frota, como vazamentos de óleo, na locadora onde trabalha.
A ferramenta envia alertas à equipe, eliminando a necessidade de uma
análise manual. "O sistema ajuda a detectar falhas rapidamente e torna
as decisões mais ágeis", explica o jovem.
Formada em inteligência artificial pela Universidade Federal de Goiás
(UFG), Evellyn Nicole desenvolve agentes que automatizam tarefas
repetitivas, ajudando analistas e gestores a economizar tempo e focar
nas atividades mais importantes.
Ela se dedica a criar robôs que entendem perguntas simples e buscam as respostas no banco de dados da empresa.
Assim, qualquer pessoa pode digitar, por exemplo, "quanto vendi hoje?" e
receber a resposta na hora, sem precisar programar. Esses agentes
funcionam como tradutores: interpretam a pergunta e apresentam o
resultado de forma clara.
Evellyn Nicole, de 22 anos, é engenheira de IA. — Foto: Arquivo pessoal
Os dois profissionais veem a área como promissora e em rápida expansão.
Evellyn destaca as chances de crescimento no mercado como um dos pontos
que mais a atraem.
Já João, que ainda cursa sistemas de informação, diz acompanhar de
perto as tendências da área e vê na IA uma possibilidade de construir
uma carreira sólida.
"Quem
domina a criação desses sistemas tende a se destacar profissionalmente,
já que ainda tem poucas pessoas preparadas na área", diz João. Segundo
ele, trabalhar com agentes é uma hard skill, ou seja, uma habilidade
técnica, cada vez mais valorizada no mercado.
Os dois, contratados em regime CLT, dizem estar satisfeitos com a
carreira em IA e destacam o modelo de trabalho. João atua em formato
híbrido, indo ao escritório três vezes por semana, o que, segundo ele,
"equilibra a vida profissional e pessoal". Já Evellyn trabalha 100% em
home office.
"Já
recebi propostas para trabalhar no modelo híbrido com salário melhor,
mas preferi o conforto do home office", afirma Evellyn.
Entre os desafios, eles citam que a área muda em ritmo acelerado, com novidades surgindo quase todos os dias. Por ser um campo ainda novo e com poucos especialistas, muitos profissionais se sentem sozinhos nesse universo. Eles também apontam a falta de livros e materiais publicados no Brasil sobre o tema.
E um dos principais desafios técnicos está nas chamadas "alucinações" da IA,
quando o sistema gera respostas incorretas ou inconsistentes. Como
explica Evellyn, "um dia funciona, outro dia, não". Isso acontece porque
a tecnologia trabalha com probabilidades, o que ainda exige supervisão
humana e ajustes constantes.
O que devo estudar e quais habilidades devo ter?
Profissionais explicam que, pra criar bons agentes de IA, é preciso combinar duas habilidades: a tecnológica, que envolve programar e entender IA, e a de negócio, que exige compreender os processos e desafios da empresa. Equilibrar essas duas áreas é essencial para desenvolver bons agentes.
A professora Evellyn Cid, da FIAP, destaca que mesmo quem atua em áreas
não técnicas, como a financeira, pode criar agentes, já que possui um
conhecimento aprofundado sobre os processos de negócio, por exemplo.
Para começar a trabalhar com agentes, o primeiro passo é estudar a linguagem de programação Python, base da inteligência artificial atualmente, especialmente no desenvolvimento de agentes.
Também é recomendável explorar as principais ferramentas de criação de
agentes usadas pelo mercado, como Lindy, OpenAI Operator, LangChain,
CrewAI, AutogenAI e Langflow.
Eles citaram fundamentos de inteligência artificial, conceitos básicos
de machine learning e linguagem natural, IA generativa, habilidades em
programação (especialmente Python e R) e conhecimento em dados e
análises, incluindo visualização.
➡️ Para quem quer trabalhar com agentes de IA, é importante considerar:
🧑🎓 Graduação:hoje
as empresas costumam valorizar profissionais com formação superior. Ao
pesquisar vagas no LinkedIn, é comum ver exigências como "graduação" ou
até "pós-graduação/mestrado" em IA.
🔎 Perfil analítico e crítico:é
importante ter um olhar humano, crítico e analítico para compreender o
fluxo e o processo que será automatizado — não basta apenas o
conhecimento técnico em inteligência artificial.
🏬 Domine processos e conheça o negócio: o profissional deve entender as regras e objetivos da empresa para programar o agente de forma precisa e eficiente.
📖 Estude constantemente:acompanhar
a evolução da IA é um desafio, já que a área muda rápido e sempre traz
novidades. É essencial manter o estudo e a dedicação contínuos.
👩💻 Participe de eventos:
hackathons e encontros voltados à IA, mesmo os que não exigem
conhecimentos técnicos, são ótimas oportunidades para trocar ideias e
desenvolver soluções na prática.
Emprego em tecnologia: IA ganha espaço, mas segurança da informação domina contratações
Brasileiros treinam inteligência artificial para abordar temas como racismo e nazismo
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas