Total de visualizações de página

domingo, 16 de novembro de 2025

Como a ética deve reger o uso da inteligência artificial na medicina

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


'A questão não se resume a usar IA. Os dados têm que robustos e é fundamental saber se o algoritmo foi bem treinado', afirma especialista.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

Postado em 16 de Novembro de 2.025 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.274     *.# .

Na coluna de quinta, abordei a discussão sobre o papel da tecnologia na promoção de acessibilidade e equidade no sistema de saúde, um dos temas centrais da FISweek 2025, evento voltado à inovação e tendências da área. No entanto, quem esteve no centro das atenções foi a inteligência artificial e, como consequência, o debate sobre ética e o uso de IA nas decisões clínicas.

Inteligência artificial: utilização na área da saúde gera debate sobre seus limites éticos — Foto: Pixabay
Inteligência artificial: utilização na área da saúde gera debate sobre seus limites éticos — Foto: Pixabay

Não se trata mais de uma questão sobre se a inteligência artificial vai ser usada, mas quando e de que forma – esse foi o consenso entre os especialistas. Para o médico Charles Souleyman, diretor-executivo da Rede Total Care (que pertence ao grupo Amil), a telemedicina não pode ser utilizada com o único objetivo de reduzir custos e fazer consultas de cinco minutos. O resultado é uma consulta de péssima qualidade, com um agravante: provavelmente, será solicitado um número excessivo de exames, o que representa uma completa distorção, afirmou.

Então, como garantir a eficiência da inteligência artificial para apoiar as decisões clínicas? Carlos Sacomani, doutor em urologista pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em projetos em telemedicina, destacou a importância de checar a qualidade dos algoritmos utilizados. Os dados precisam de robustez e é fundamental saber se o algoritmo foi bem treinado, se a validação é consistente. Atualmente, há produtos que são apresentados como se tivessem a capacidade de responder a todas as perguntas, o que nem sempre é verdade.

Outro ponto preocupante é a formação dos profissionais de saúde para lidar com a tecnologia. Exigirá o preparo do médico para formular as perguntas certas. Essa capacitação ainda passa longe dos cursos de graduação, mas tem que entrar no currículo das faculdades de medicina. Não se discute mais se a IA vai ser utilizada, e sim como. Uma consulta assistida por inteligência artificial pode sugerir falas compassivas que confortem o paciente, listar dúvidas que talvez não tenham sido respondidas e até recomendar exames complementares, detalhou Souleyman.

Ambos também debateram como a IA pode desempenhar um papel determinante na melhora da gestão na saúde. Imaginemos um atendimento como um pronto-socorro: em vez de todas as imagens de raio-X de pulmão serem encaminhadas para a análise de um radiologista, a inteligência artificial se encarregaria de filtrar os casos normais – que são maioria – transferindo para o especialista apenas o que é suspeito. O custo será menor e o profissinal qualificado terá mais tempo para analisar o caso, agilizando o processo, explicou Souleyman.

Quadro Conectados: a ética no uso da Inteligência Artificial
Quadro Conectados: a ética no uso da Inteligência Artificial

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

'Modo ladrão' virá ativado de fábrica em novos celulares Android no Brasil; veja como funciona

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Função, oficialmente chamada de 'Proteção contra roubo', usa inteligência artificial para detectar furtos e permite bloquear o celular à distância.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Postado em 12 de Novembro de 2.025 às 16h10m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.273     *.# .

Mulher observa o celular na avenida Paulista, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1
Mulher observa o celular na avenida Paulista, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1

O Google anunciou nesta quarta-feira (12) que, a partir de dezembro, novos celulares Android vendidos no Brasil sairão de fábrica com o "modo ladrão" ativado.

Lançado em maio de 2024, o recurso é oficialmente chamado de "Proteção contra roubo". Na época, ele precisava ser ativado manualmente — e isso continua valendo para modelos mais antigos (veja como ativar).

Vale lembrar, no entanto, que ele está disponível apenas em celulares com Android 10 ou superior.

O "modo ladrão" do Android reúne dois recursos principais:

  • 👋 Bloqueio por Detecção de Roubo: usa inteligência artificial para bloquear automaticamente a tela do celular ao detectar que o aparelho foi arrancado da mão do usuário de forma brusca;
  • 🔐 Bloqueio Remoto: permite bloquear ou apagar os dados do celular à distância, mesmo que o dono não se lembre da senha da conta Google, em casos de roubo ou furto.

No caso do primeiro, a tecnologia, segundo o Google, pode identificar fugas a pé, de bicicleta, de moto e carro. A mensagem "Possível roubo detectado: este dispositivo foi bloqueado automaticamente para proteger seus dados" é exibida logo após o roubo.

O Brasil foi o primeiro país do mundo a receber o "modo ladrão" no Android, em junho de 2024. Antes do lançamento, Google disse que, em setembro de 2023, várias lideranças do Android vieram ao Brasil para entender de perto como agem criminosos de roubo de celular.

Parceria com a Polícia Militar de SP

A Polícia Militar de São Paulo mantém uma parceria com o Google que permite bloquear celulares roubados ou furtados, desde que a vítima autorize.

Segundo a empresa, desde que a PM passou a usar essa funcionalidade durante o atendimento de ocorrências, no meio deste ano, os oficiais já acionaram o "Bloqueio Remoto" mais de 5 mil vezes para ajudar vítimas.

O g1 questionou o Google sobre a possibilidade de expandir a parceria para as polícias de outros estados.

A empresa afirmou que tem conversado com forças de segurança em outras regiões do país e que também há interesse de outros países na tecnologia, segundo Fabrício Ferracioli, gerente técnico de Parcerias de Android no Google.

Ele não revelou quais estados ou países estão em negociação.

Como ativar o modo ladrão

  • Acesse as "Configurações";
  • Selecione "Google";
  • Clique em "Todos os Serviços";
  • Escolha a opção "Segurança do Dispositivo e Proteção contra Roubo" (em alguns celulares, ela pode aparecer apenas como "Proteção contra Roubo");
  • 'Modo ladrão' virá ativado por padrão em novos celulares Android no BrasilHabilite o recurso em "Bloqueio de detecção de roubo" a tela também exibe os recursos "Bloqueio de dispositivo offline" e "Bloqueio remoto".
Bloqueio de celular por PM e previsão de chuva com IA: veja 3 anúncios do Google
Bloqueio de celular por PM e previsão de chuva com IA: veja 3 anúncios do Google

Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando
Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina com média de R$ 358 mil por ano; veja rankings

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Estudo também analisou remunerações nas áreas de Vendas e Marketing e de Produto e Design.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Rafaela Zem — São Paulo

Postado em 10 de Novembro de 2.025 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.272     *.# .

Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina
Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina

O Brasil é líder na América Latina quando o assunto é remuneração para profissionais de tecnologia. É o que mostra o relatório The State of Global Compensation 2025, da multinacional de recursos humanos Deel, que analisou mais de 1 milhão de contratos em 150 países.

Segundo o levantamento, engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil por ano — o equivalente a cerca de R$ 358,9 mil anuais, ou R$ 31,8 mil por mês. O valor é superior ao registrado no México (US$ 48 mil, ou R$ 273 mil por ano) e na Argentina (US$ 42 mil, ou R$ 239 mil por ano).

Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido — líderes globais em remuneração —, os salários anuais em tecnologia chegam, em média, a US$ 150 mil, cerca de R$ 855 mil por ano — mais que o dobro da média brasileira. Ainda assim, dentro da América Latina, o Brasil desponta com folga na liderança.

Apesar da liderança regional, os rankings mostram uma disparidade interna: enquanto áreas técnicas têm salários competitivos, profissionais de vendas, marketing, produtos e design ainda estão distantes dos padrões das principais potências.

➡️ Abaixo, confira os rankings por áreas de atuação:


Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. — Foto: Freepik/ Reprodução
Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. — Foto: Freepik/ Reprodução

O relatório indica que o crescimento do setor de tecnologia acompanha a tendência global de valorização de especialistas, impulsionada pela corrida por talentos em inteligência artificial (IA) e pela busca por modelos de remuneração flexíveis.

O levantamento destacou, por exemplo, a predominância do trabalho independente no país: 84% dos contratos em tecnologia são de freelancers, os chamados ICs (Independent Contractors), especialmente nas áreas de Engenharia e Dados.

Em Produto e Design, o índice é de 79%, enquanto em Vendas e Marketing, é de 55%. Essa prática permite às empresas reduzir custos e ganhar agilidade, mas também traz desafios regulatórios e risco de precarização. Isso porque, nessa dinâmica, muitos profissionais atuam sem os mesmos direitos trabalhistas de funcionários fixos.

Nesse contexto, o documento aponta que o Brasil aparece como uma alternativa competitiva para as empresas que buscam esses profissionais, devido aos custos de contratação mais baixos em comparação aos praticados em economias desenvolvidas.

Além disso, o relatório ainda indica que, desde 2021, tem crescido o uso de participação acionária (equity) como estratégia para atrair e reter talentos, especialmente em startups e empresas de tecnologia.

  • 📎 Equity é um modelo de remuneração que concede ao profissional uma participação societária na empresa, geralmente por meio de ações ou opções de compra. Na prática, isso significa que, além do salário, o colaborador se torna sócio e pode lucrar com a valorização da companhia ao longo do tempo.

Por fim, a Deel apresentou dados sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

Na área de engenharia e dados, por exemplo, mulheres chegam a ganhar 29,5% menos do que homens, com uma diferença salarial de US$ 26 mil (R$ 139,3 mil).

Já na área de produtos e design, a diferença é de US$ 14 mil (cerca de R$ 75 mil), enquanto na área de vendas e marketing, a diferença é de US$ 5 mil (R$ 26,8 mil). Veja abaixo:

Engenharia e dados

  • Homens: US$ 88 mil (R$ 471,4 mil)
  • Mulheres: US$ 62 mil (332,1 mil)

Produtos e design

  • Homens: US$ 110 mil (R$ 589,2 mil)
  • Mulheres: US$ 96 mil (R$ 514,2 mil)

Vendas e marketing

  • Homens: US$ 66 mil (R$ 353,5 mil)
  • Mulheres: US$ 61 mil (R$ 326,8 mil)
Profissões que vão bombar em 2026
Profissões que vão bombar em 2026

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----