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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Vazamento expõe dados internos da Nike, diz site

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Incidente foi revelado pelo site The Register, que teve acesso a parte do material vazado; segundo o portal, não há dados de clientes nem de funcionários entre os arquivos expostos.
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Por Redação g1

Postado em 26 de Janeiro de 2.026 às 15h40m
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Loja da Nike em shopping de São Petersburgo, na Rússia, em imagem de 25 de maio de 2022.  — Foto: Anton Vaganov/Reuters
Loja da Nike em shopping de São Petersburgo, na Rússia, em imagem de 25 de maio de 2022. — Foto: Anton Vaganov/Reuters

A Nike está investigando um possível ataque hacker que expôs ao menos 1,4 terabyte (TB) de dados internos da empresa.

A informação foi revelada pelo site britânico de tecnologia The Register, que diz ter tido acesso a parte do material.

🔎 1 TB (terabyte) equivale a 1.000 gigabytes (GB). Para referência da capacidade de armazenamento, um disco de 1 TB consegue armazenar 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos.

Segundo o portal, informações de clientes e funcionários da Nike não foram expostas nesse incidente.

Ao The Register, a empresa afirmou que está apurando o caso. "Sempre levamos a privacidade do consumidor e a segurança dos dados muito a sério", disse um porta-voz da Nike ao portal.

"Estamos investigando um possível incidente de cibersegurança e avaliando ativamente a situação", completou.

O g1 também procurou a Nike e aguarda retorno.

O The Register afirma que o vazamento teria sido realizado pelo grupo hacker WorldLeaks, que alegou ter acessado 188.347 arquivos dos sistemas da Nike.

Entre o material estão diretórios com identificações como "Roupas Esportivas Femininas", "Roupas Esportivas Masculinas", "Recursos de Treinamento – Fábrica" e "Processo de Confecção de Vestuárias".

Isso indica que, muito provavelmente, os golpistas tiveram acesso a informações sobre produtos e processos de fabricação, segundo o The Register.

O portal lembra que o grupo WorldLeaks já fez outras "centenas de vítimas". Em julho de 2025, a Dell foi uma delas: o grupo alegou ter acessado 416.103 arquivos da fabricante de computadores. A empresa, por sua vez, afirmou que o WorldLeaks não teve acesso a informações sensíveis.

Outro caso recente de vazamento de dados

Pesquisador diz ter encontrado 149 milhões de senhas expostas na internet
Pesquisador diz ter encontrado 149 milhões de senhas expostas na internet

A lista inclui dados de usuários do Gmail, do Facebook, do Instagram, do Yahoo, de serviços de streaming e também do "gov.br", entre outros, segundo Jeremiah Fowler.

Ao detalhar o caso para o ExpressVPN, serviço de rede privada baseado nas Ilhas Virgens Britânicas, o pesquisador afirmou que o material tinha 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuários e senhas roubadas de vítimas ao redor do mundo.

Plataformas afetadas

Ainda de acordo com o pesquisador, a lista de contas de e-mail expostas continha o seguinte volume de dados dessas plataformas:

  • Gmail, 48 milhões;
  • Yahoo, 4 milhões;
  • Outlook, 1,5 milhão;
  • iCloud, 900 mil;
  • E-mails com final ".edu", 1,4 milhão.
Outros serviços incluem:

  • Facebook, 17 milhões;
  • Instagram, 6,5 milhões;
  • Netflix, 3,4 milhões;
  • TikTok, 780 mil;
  • Binance, 420 mil;
  • OnlyFans, 100 mil.
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domingo, 25 de janeiro de 2026

Sem proteção nem cordas, americano escala prédio de 508 metros de altura e 101 andares

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Alex Honnold completou a escalada do Taipei 101, em Taiwan, sem usar equipamentos de segurança. Subida durou cerca de 1h30, foi transmitida ao vivo pelo streaming e reuniu uma multidão na base do edifício.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 25 de Janeiro de 2.026 às 09h40m
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O alpinista americano Alex Honnold escala o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: AP Photo/Chiang Ying-ying
O alpinista americano Alex Honnold escala o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: AP Photo/Chiang Ying-ying 

O escalador americano Alex Honnold alcançou neste domingo (25) o topo do Taipei 101, um dos prédios mais altos do mundo, em Taiwan, sem usar cordas nem qualquer equipamento de proteção. Para escalar o edifício de 508 metros de altura e 101 andares, ele levou cerca de 1h30.

Ao chegar ao topo da torre, Honnold foi recebido com aplausos de uma multidão que acompanhava lá embaixo, na rua. Vestindo uma camiseta vermelha de manga curta, ele comemorou acenando com os braços acima da cabeça.

A vista é incrível, foi um dia lindo, disse, após a escalada. Estava ventando muito, então eu pensava: não caia da torre. Eu tentava manter o equilíbrio. Mas foi uma posição incrível, uma forma maravilhosa de ver Taipei.

Escalada sem proteção

O alpinista americano Alex Honnold após escalar o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: Foto AP/Chiang Ying-ying
O alpinista americano Alex Honnold após escalar o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: Foto AP/Chiang Ying-ying

Conhecido mundialmente por escalar o paredão El Capitan, no Parque Nacional de Yosemite, sem cordas, Honnold subiu por uma das quinas do Taipei 101 usando pequenas "saliências" em formato de L como apoio para os pés.

Em vários momentos, precisou contornar e escalar estruturas ornamentais que se projetam da fachada, puxando o próprio corpo apenas com as mãos.

Dos 101 andares, o trecho mais difícil, segundo o escalador, foi a parte central, entre os patamares 33º e 64º. Essa região é formada pelos chamados blocos de bambu, que dão um visual característico ao edifício e são íngremes e irregulares. Nas varandas, Honnold fez breves pausas para descanso.

Transmissão ao vivo e adiamento

O alpinista americano Alex Honnold após escalar o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: AP Photo/Chiang Ying-ying
O alpinista americano Alex Honnold após escalar o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, em 25 de janeiro de 2026. — Foto: AP Photo/Chiang Ying-ying

A escalada livre foi transmitida ao vivo pela Netflix, com um atraso de 10 segundos. Inicialmente prevista para sábado (24), a tentativa teve de ser adiada por 24 horas por causa da chuva.

A presença de um grande público foi algo incomum para Honnold, que costuma escalar em locais remotos e isolados.

Quando você sai do chão, pensa: isso é intenso, tem muita gente olhando, afirmou. Mas, sinceramente, todos estavam torcendo por mim. Isso acabou deixando a experiência quase festiva, com pessoas gentis me apoiando e se divertindo. 
Reações e histórico

A escalada despertou entusiasmo, mas também levantou preocupações sobre os limites de uma atividade de altíssimo risco transmitida ao vivo.

Honnold não foi o primeiro a escalar o Taipei 101. Em 2004, no Natal, o francês Alain Robert subiu o prédio como parte da inauguração oficial do edifício, que na época era o mais alto do mundo. A diferença é que Honnold foi o primeiro a completar a escalada sem o uso de cordas.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

TikTok conclui acordo e cria empresa para evitar banimento nos EUA

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Após quase seis anos de embates políticos e judiciais, o aplicativo vendeu sua operação local a um grupo de investidores não chineses.
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Por Aline Freitas, Brenda Zacharias, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Janeiro de 2.026 às 16h30m
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Empresa chinesa dona do TikTok fecha acordo para vender a filial da rede social nos EUA
Empresa chinesa dona do TikTok fecha acordo para vender a filial da rede social nos EUA

A ByteDance, proprietária chinesa do TikTok, finalizou o acordo com um grupo de investidores não chineses para criar uma nova empresa responsável pelas operações do aplicativo nos Estados Unidos. A medida, anunciada nesta quinta-feira (22), visa evitar o banimento da plataforma no país.

A venda foi assinada ainda no ano passado, após o término do prazo imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que foi adiado três vezes.

A medida encerra uma disputa jurídica e política que se arrastava há quase seis anos. Em agosto de 2020, Trump tentou, sem sucesso, banir o aplicativo devido a preocupações com a segurança nacional.

Na época, o governo americano usou como argumento um suposto receio de que Pequim pudesse usar o aplicativo para acessar dados confidenciais ou para disseminar propaganda. A ByteDance nega qualquer vínculo com o governo de Pequim.

Ainda não está claro se o acordo trará mudanças para os usuários do aplicativo nos EUA.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, desde o anúncio inicial do acordo, usuários se mostraram preocupados com uma possível reformulação do algoritmo que personaliza seus feeds.

Especialistas alertaram que a nova estrutura pode não ser suficiente para eliminar totalmente as preocupações de segurança nacional.

O presidente Donald Trump saudou o acordo e agradeceu ao presidente chinês Xi Jinping pela aprovação.

"Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok!", disse Trump em uma publicação no Truth Social. "Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, por fim, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão."

O acordo prevê que investidores americanos e globais, incluindo a gigante da computação em nuvem Oracle, o grupo de private equity Silver Lake e a MGX, sediada em Abu Dhabi, detenham uma participação de 80,1% na nova joint venture, enquanto a ByteDance manterá 19,9%.

  • 🔎 Joint venture é uma empresa criada a partir dos recursos de duas companhias que se unem e passam a compartilhar os custos e dividir os seus resultados financeiros.

De acordo com o NYT, Adam Presser, ex-chefe de operações do TikTok, será o CEO da nova empresa nos EUA.

"Os dados dos usuários dos EUA serão protegidos pela USDS Joint Venture no ambiente de nuvem seguro da Oracle nos EUA. A Joint Venture operará um programa abrangente de privacidade de dados e segurança cibernética, auditado e certificado por especialistas terceirizados em segurança cibernética", afirma um site da plataforma que explica a transação.

Ainda segundo a página, a nova operação "protegerá o ecossistema dos EUA e terá autoridade para tomar decisões sobre políticas de confiança e segurança, bem como sobre moderação de conteúdo".

Em um memorando interno a que o jornal americano teve acesso, o CEO global do TikTok, Shou Chew, afirmou que a mudança permitirá que os usuários norte-americanos continuem a descobrir, criar e prosperar como parte da vibrante comunidade global do TikTok. Ele classificou o acordo como uma ótima notícia.

O acordo ocorre após uma lei ser aprovada nos EUA em 2024 que obrigava a ByteDance a ceder o controle da operação da plataforma no país para poder continuar no ar.

Logo do aplicativo Tiktok aparece sobre tela de um celular — Foto: Kiichiro Sato/AP
Logo do aplicativo Tiktok aparece sobre tela de um celular — Foto: Kiichiro Sato/AP

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