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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Gradiente volta ao mercado e aposta no apelo emocional



"Marca arrendada pela CBTD tem vendas iniciadas pela internet e expectativa é que linha de produtos chegue aos grandes varejistas já em junho de 2012."



*||* Por Leticia Muniz || 17/05/2012



gradiente,CBTD,retornoDepois de quase seis anos fora do MERCADO, a Gradiente volta às prateleiras trazendo um portfólio amplo voltado para as classes A, B e C. O retorno se dá por meio da Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), responsável pelo arrendamento e administração da marca. O foco inicial é o e-commerce e a empresa oferece linhas voltadas para todas as faixas etárias, desde crianças até idosos.

A decisão pela volta dos produtos Gradiente foi tomada após uma série de pesquisas que indicaram que os CONSUMIDORES ainda possuíam uma relação forte com a marca e muitos deles sequer sabiam que a fabricante estava fora do mercado.



“O que percebemos é que ainda havia um grande espaço para a Gradiente no mercado. A marca é lembrada como sinônimo de carinho, tecnologia e inovação, sempre tendo estado muito próxima dos brasileiros como a marca da família”, explica Eduardo Toni, Diretor de MARKETING da CBTD, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Apelo emocional
Um dos principais objetivos da empresa nesse primeiro momento é reforçar o conceito emocional e, para isso, a marca relança o Meu Primeiro Gradiente. O aparelho de som ícone dos anos 1980 volta ao mercado remodelado, em versão digital, com entrada USB e acesso à internet, mas mantendo as mesmas características do design colorido e divertido do passado.

“O Meu Primeiro Gradiente marcou a infância de muita gente que o tem até hoje guardado. Esse relançamento faz parte da nossa estratégia de resgatar essa proximidade com a marca. Acreditamos que esse produto vai impulsionar a volta da Gradiente para o mercado”, afirma o Diretor de Marketing.

Inicialmente, a produção da linha será terceirizada, parte da estratégia da CBTD de buscar mais um diferencial no mercado com preços competitivos e sem produção em larga escala. A EMPRESA, no entanto, não descarta a possibilidade de instalar a sua própria fábrica.

“Essa terceirização é parte da nossa estratégia. Isso não quer dizer que, num segundo momento, não pensaremos em abrir uma fábrica. Mas, por enquanto, o que queremos é produzir em uma escala menor, sem a pressão dos grandes estoques”, reforça Toni.

gradiente,CBTD,retornoPortfólio amplo
O objetivo é que, até o final do ano, 20 produtos da marca estejam no mercado, em linhas de telefonia celular, tablets, produtos infantis e de home entertainment. Uma das novidades é o Link Box, que permitirá por meio do sistema operacional Android, conectar a TV à Internet para navegar e baixar conteúdos. O produto conta com teclado qwerty e tela touch.

O público infantil continua sendo um grande alvo para a Gradiente, que lança uma linha especial com, além do Meu Primeiro Gradiente, câmera digital, aparelho celular e o Tablet OZ, que já traz os aplicativos instalados.

“O tablet já vem com 15 programas na memória, então, assim que recebe, a criança já pode usar. Pensando na tranquilidade dos pais, o produto vem com o Parental Control, que permite bloquear o acesso aos sites que a família não quer que os filhos vejam. Até mesmo todo o acesso à internet pode ser bloqueado”, diz Eduardo Toni.

O foco inicial da marca é o e-commerce, que a CBTD acredita que seja responsável por 50% do faturamento da Gradiente. O restante virá da comercialização por meio das grandes redes varejistas com as quais a companhia ainda está em processo de negociação.

“Ainda estamos naquela fase de explicar sobre este retorno da marca ao mercado e de que forma ele está sendo feito. A partir de junho, os consumidores já encontrarão os produtos da Gradiente nas lojas. Mas nosso foco inicial é o e-commerce. Acabamos de colocar o site no ar e já vendemos uma dezena de tablets”, conta Toni.



Estratégia de Marketing
As ações de Marketing da CBTD, neste primeiro momento, também serão direcionadas aos canais digitais. Hoje, dia 17, os produtos começam a ser anunciados nos principais portais. O lançamento das campanhas na TV e mídia impressa só deve ser feito em agosto ou setembro.

“Nosso primeiro foco é mesmo o digital, mas esperamos atingir tanto o público mais refinado quanto a classe média. A Classe C é um importante mercado para a Gradiente, já que, como todos sabemos, trata-se de uma parcela da população que busca, cada vez mais, a tecnologia”, explica Eduardo Toni.

Com a Gradiente, a CBTD espera alcançar um público amplo, desde crianças até idosos, com linhas direcionadas e atrativas. A ideia é chegar ao mercado com preços competitivos frente aos grandes fabricantes.

“O que posso dizer é que teremos preços justos e competitivos. Queremos atingir não só as classes mais altas, mas a Classe C, que está ávida por consumir tecnologia. Estamos felizes por retomar o mercado”, completa o Diretor de Marketing.  

IPO do Facebook representa uma vitória para o bom Marketing



RPs\GM-17/2012


REPORTAGENS: Gipope - Marketing.

POR COLABORADORES.




*//* Postado por Bruno Mello - 18/05/2012


"Oferta pública inicial de ações da rede social premia a plataforma que propicia segmentação, gera conteúdo e promove interatividade, pondo fim a uma era unilateral da comunicação."


IPO do Facebook representa uma vitória para o bom MarketingA OFERTA pública inicial de ações do Facebook representa um marco para o Marketing. A valorização da rede social em mais de 104 bilhões de dólares mostra o potencial de faturamento da empresa e está intimamente ligada a três das faces mais representativas das melhores estratégias de marcas na atualidade. Aquelas que fazem bom uso da segmentação, do conteúdo e da interatividade.

A plataforma que orbita em volta do Facebook é especialmente voltada para uma comunicação individual. Conhece profundamente os hábitos e desejos de CONSUMO de nada menos do que quase um bilhão de pessoas no mundo todo e representa um exército de prospects para as marcas quase que único no planeta, comparado apenas ao Google, não à toa, o seu maior concorrente.

Para além da publicidade online segmentada, a empresa criada por Mark Zuckerberg pode fornecer um enorme banco de dados para seus CLIENTES venderem o produto certo, na hora certa, para a pessoa certa. Este, aliás, será um dos grandes desafios do Facebook: gerenciar o desejo do mercado por lucros maiores e, ao mesmo tempo, manter uma política de privacidade que não fira a relação com seus usuários.

Prova de fogo para o MARKETING.
Como uma boa rede social que se preze, o Facebook se tornou uma grande plataforma de relacionamento entre clientes e marcas. Relacionamento feito a partir da produção de conteúdo relevante e pertinente pelas marcas e interação entre elas e seus clientes atuais e futuros. Neste ambiente, as pessoas também ganham voz e se tornam representativas para as estratégias das companhias, uma vez que elas produzem, curtem e compartilham conteúdo de produtos e serviços.

Tudo isso feito com muita interatividade e participação, colocando fim na comunicação unilateral e sem relevância. O sucesso do IPO do Facebook pode representar um marco histórico. É um sinal para os profissionais de Marketing sobre o caminho que suas estratégias devem seguir. O mercado de ações está apostando na companhia um valor quase irreal e ela terá que recompensá-lo. Este retorno sobre o investimento virá do investimento cada vez maior das marcas na plataforma social.

Por outro lado, até agora, não houve destaque para o Social Commerce quando evidenciadas as qualidades do Facebook e como um motor de geração de receitas. O cenário atual não permite apostar neste modelo. As vendas pelas lojas criadas na rede social ainda não são representativas e só serão se este modelo for aperfeiçoado. As oportunidades, no entanto, ainda são vastas. Aproveitá-las, como já vem fazendo o time de Zuckerberg, determinará o sucesso da companhia e, ao mesmo tempo, representará um teste de fogo para as melhores práticas de Marketing.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Netflix encontra dificuldades de adaptação ao mercado brasileiro



"América Latina é vista como peculiar para a empresa, que ainda esbarra em questões culturais e de infraestrutura para alavancar o serviço de streaming no país."



*//* Por Leticia Muniz || 16/05/2012



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Há quase nove meses, a norte-americana Netflix passou a disponibilizar no Brasil seus serviços de streaming. O que parecia natural nos Estados Unidos e no Canadá se tornou um desafio na América Latina por diversos fatores culturais e estruturais, entre eles a baixa qualidade de conexão com a internet, pouco uso de cartões de crédito e o fato de o brasileiro ainda não ter adquirido como hábito pagar para obter conteúdo na web.

A Netflix está presente hoje em 47 países e soma mais de 26 milhões de clientes. Seu faturamento trimestral é de cerca de US$ 900 milhões. No Brasil, os serviços começaram a ser disponibilizados em julho de 2011, mas a empresa ainda encontra dificuldades de penetração e considera o mercado da América Latina muito peculiar.

“Passamos um longo período escutando os consumidores e adaptando a Netflix para atender aos pedidos deles da melhor forma possível. Serviços de streaming são novos no Brasil e, por isso, ainda vai levar um tempo até que consigamos convencer as pessoas de como eles são fáceis e seguros de usar”, explica Joris Evers, Diretor de Comunicação Corporativa Global da Netflix, em entrevista ao Mundo do Marketing.



Mudança de comportamento
Um dos principais obstáculos, no entanto, tende a desaparecer com o tempo. Apesar do público brasileiro ainda não estar habituado a pagar por material vindo da internet, a popularidade dos tablets, smartphones e Smart TVs deve, aos poucos, mostrar ao consumidor que vale a pena investir em conteúdo digital.

“Não existe ainda uma predisposição cultural do brasileiro a pagar por este tipo de serviço, mas isso varia muito de mídia para mídia. O brasileiro que usa tablet está mais disposto a pagar pela propriedade intelectual do que o que usa a internet aberta por uma questão de educação prévia”, comenta Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais, em entrevista ao portal.

A barreira tecnológica é outro problema enfrentado pela Netflix no Brasil. O país conta com uma internet de baixa qualidade, o que impede uma melhor colocação da companhia no mercado nacional. De acordo com um levantamento do Ibope, 45% das pessoas acessam a internet com velocidades entre 512 Kbs e 2 Mbits. Apenas 10% dos usuários ativos se conectam acima de 8 Mb, enquanto 4% ainda têm conexões de até 128 Kb.



Barreira tecnológica
Em áreas onde a banda larga é pobre ou inexistente, além da pirataria, o serviço de locação de DVD é o campeão. Ao contrário de concorrentes online como a Netmovies e Blockbuster, a Netflix oferece apenas o serviço de streaming e não trabalha com a entrega e coleta de DVDs físicos nas residências dos consumidores.

“Para o mercado atual, um player que trabalhe com distribuição de conteúdo desse tipo teria ainda que ser capaz de fazer entrega de logística física e ir transicionando para um modelo mais definitivo de entrega de conteúdo em rede”, acredita de La Riva.

Outro ponto no qual esbarra a Netflix é a pouca utilização dos cartões de crédito e o fato de muitos bancos ainda considerarem transações de e-commerce como passíveis de fraude. Para tentar contornar a situação, a empresa vem estudando novas formas de pagamento para atender o consumidor brasileiro.

“Estamos considerando novas opções de pagamento, já que descobrimos que nem todos os assinantes no Brasil preferem efetuar a compra no cartão de crédito”, afirma o executivo da Netflix.

netflix,streaming,conteudo digital,internetAdaptação ao mercado nacional
A própria Netflix considera que algumas estratégias de adaptação ao público não foram bem-sucedidas. Uma delas foi a adequação do conteúdo. Inicialmente, os filmes e séries do catálogo eram oferecidos em versão dublada. A iniciativa não foi bem aceita. Depois de consultar os usuários do serviço, a companhia percebeu que as versões com áudio original são as preferidas e, hoje, quase 100% do conteúdo, com exceção do infantil, é legendado.

“O Brasil tem um mercado bem diferente dos Estados Unidos e aprendemos cada dia mais. Como estamos crescendo no país, procuramos promover a adaptação do conteúdo para satisfazer o gosto dos brasileiros”, ressalta Evers.

Se por um lado as barreiras culturais e de infraestrutura emperram o avanço dos serviços de streaming no Brasil, por outro, o que se observa é um início de mudança na forma de pensar da população, que passa a aceitar com maior facilidade a obtenção de produtos intangíveis. Especialistas atribuem o fato à própria tecnologia, que trouxe para o Brasil os iPhones, iPads e smartphones com sistema operacional Android.

“A App Store e os equipamentos Android, que disponibilizam aplicativos e jogos, vêm ajudando a mudar essa consciência. Tudo isso tende a tornar o brasileiro mais predisposto a pagar. É uma mudança também madura da indústria, que para de ficar em uma posição de questionar o velho modelo e passa a abraçar a mudança”, diz o especialista em negócios digitais.

Continuar investindo no Brasil é um dos principais planos da Netflix, que considera o país, ao lado do México, como um mercado importante. Para os próximos meses, o objetivo é continuar adicionando conteúdo, incluindo filmes recentes, como o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, O Artista. A empresa também disponibiliza mais filmes locais no catálogo, além de documentários, comédias stand-up e programas clássicos esportivos. No início de 2012, por exemplo, foi incluída a seção Só para Crianças, dedicada a menores de 12 anos com programas da Disney e Nickelodeon.