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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Hertz quer reintroduzir sua marca no mercado brasileiro



"Empresa quer conquistar público interno com mais opções de serviços e maior presença nos canais digitais. Brasil é o terceiro mercado da América Latina."



*||.-.||* Por Bruno Garcia || 14/01/2013



hertz,marca,2013,reintroduzirA Hertz está ampliando seu portfólio de serviços e aumentando as suas ações de Marketing para CONQUISTAR o consumidor brasileiro. O país é considerado o terceiro maior mercado de locação de veículos da América Latina, ficando atrás apenas dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá. A atuação da marca por aqui, porém, era tímida, postura que deve mudar em 2013. De olho nos turistas e principalmente no cliente brasileiro, a companhia quer reintroduzir sua marca no país, intensificando sua presença, oferecendo mais conveniência e INVESTINDO nos canais digitais em 2013.

A empresa renovou seu comando de Marketing e está reavaliando toda a sua estratégia. As mudanças começaram em setembro de 2012, quando o executivo norte americano John Salagaj assumiu a diretoria de Marketing da Hertz no Brasil. Sua missão é ampliar o share da locadora e fortalecer a rede de parceiros da marca, oferecendo um pacote de vantagens para o consumidor.

Para atingir suas metas, a companhia vem analisando em detalhes o que era feito até então. “Estamos reavaliando tudo: Marketing direto, televisão, web, e realmente queremos nos reintroduzir no mercado. Estamos aqui há bastante tempo, mas sentimos que a marca ainda não é tão conhecida. Somos uma empresa global e queremos que a Hertz seja reconhecida como a mais confiável, mais rápida e mais valiosa opção no segmento de locação de veículos dentro do mercado brasileiro”, afirma John Salagaj, Diretor de Marketing da Hertz no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Maior presença nos canais digitais
Uma das prioridades é aumentar a presença da Hertz nos canais digitais e mobile. A empresa possui estrutura para realizar todo o atendimento e reserva de veículos no ambiente virtual, mas alguns procedimentos precisão ser feito nas LOJAS por conta de exigências legais. “Em outros países, boa parte do nosso negócio acontece na web ou via mobile. Vamos investir muito neste canal daqui por diante. E, na realidade, ele é o canal mais barato para se aproximar do consumidor. Também atuaremos nas mídias sociais, principalmente para atrair os clientes mais jovens, que estão pensando em viajar e alugar um carro”, explica o Diretor de Marketing.


Um dos objetivos é conquistar o consumidor que vai alugar um veículo pela primeira vez. “Temos que trabalhar com o público que já aluga. Porém, teremos um grande volume de pessoas entrando neste mercado. Pessoas que não alugam carros, mas que passarão a alugar. Se não trabalharmos bem este público, outros players o farão”, avisa John Salagaj.

Para atrair este novo consumidor, a Hertz quer ampliar o seu leque de parceiros, oferecendo mais benefícios e conveniência.  “Quando falo em reintroduzir a marca no Brasil, não se trata de uma questão de layout ou de branding. O que queremos é mostrar para o público todos os produtos e serviços que temos a oferecer, pois é isso que nos diferencia dos outros players. Teremos muitas novidades. O mercado brasileiro até então parece estar dividido entre Localiza e os demais. Não queremos ser classificados como ‘os demais’. 

Temos uma marca global e vamos conquistar o nosso espaço oferecendo um serviço de qualidade superior ao público”, afirma o Diretor de Marketing da Hertz, em entrevista ao portal.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jovens ricos são os que mais consomem cervejas premium



"26% dos consumidores entre 18 a 24 anos afirmam beber marcas internacionais e artesanais. O declínio de aceitação ocorre de forma gradual a partir dos 35 anos."



*/\\|//\* Por Ana Paula Hinz | 14/01/2013





Os JOVENS e adultos das classes mais altas são os que mais consomem as marcas premium de cervejas. Os dados do relatório da Mintel mostram que 25% dos brasileiros das classes A e B afirmam beber marcas internacionais. Dos entrevistados de classe média, os números são divididos entre 18% da C1 e 11% da C2.

Nas classes D e E a porcentagem cai para 7%. Os PRODUTOS têm aceitação de 26% entre consumidores de 18 a 24 anos e 23% entre 25 a 34 anos. A partir de 35 anos, esse número entra em declínio gradual.    

Por causa dessa característica, o segmento premium faturou R$ 5,28 bilhões em 2011 e representa 12% do mercado. As vendas registraram crescimento de 18% em relação a 2010, enquanto as cervejas standart tiveram redução de 2% no mesmo período, segundo as últimas pesquisas divulgadas pela Mintel.
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Em pleno 2013, branding ainda não é totalmente compreendido e aplicado



"Empresas ainda não compreendem a amplitude das estratégias da marca. Mais atenção à gestão de risco e um olhar gerencial sobre as ações são tendências apontadas."




*//||\\* Por Bruno Garcia || 14/01/2013



branding,2013,tendênciasAs estratégias de branding devem passar por um amadurecimento em 2013. Cada vez mais pensadas para englobar toda a organização, as ações elaboradas pelas MARCAS estarão mais associadas a aspectos gerenciais e à gestão de risco. Um dos principais desafios é fazer com que o branding seja compreendido em toda a sua extensão, transmitindo o propósito e os valores da marca para toda a organização.

A preocupação com a mensuração de todas as ações de Marketing e com o retorno sobre os investimentos (Roi) aumentará neste ano, pois há uma consciência maior do impacto financeiro gerado por problemas de imagem e reputação. Os projetos relativos ao branding deverão estar mais interligados aos processos operacionais. Esta integração com a gestão é IMPORTANTE para que a empresa transmita uma imagem coerente.

As ações táticas não podem mais ser pensadas de forma isolada, mas como parte de um plano estratégico envolvendo não apenas o departamento de Marketing, mas toda a empresa. “Este é o assunto do momento. As estratégias das marcas precisam ser pensadas do ponto de vista gerencial para que sejam fortalecidas pelos processos internos. O mais importante não é comunicar valor, mas sim conseguir entregar aos consumidores as promessas que são feitas. Isso deve acontecer de maneira contínua e em todos os pontos de contato”, explica Daniella Giavina-Bianchi, DIRETORA Executiva da Interbrand, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Colaboradores devem acreditar no propósito da MARCA
Os propósitos continuarão em voga durante o ano. Mas as marcas devem dar maior atenção em estratégias que tangibilizem estes temas, não apenas para o público externo, mas também para os seus colaboradores. “Vemos que foram criados muitos propósitos, mas eles não sairam da gaveta. É necessário trazê-los para a realidade, para o dia a dia. O gargalo é esse. Durante muito tempo o desenvolvimento destas ações ficou confinado nos departamentos de Marketing e comunicação. Mas o mercado está se conscientizando de que a entrega de valor depende de todas as pessoas dentro de uma empresa e não apenas de um departamento”, afirma a Diretora Executiva da Interbrand.
branding,2013,tendênciasO propósito e os valores da marca devem estar refletidos tanto na direção quando nos profissionais que atendem diretamente o público. “Os propósitos podem ser bem trabalhados, mas se o cliente tem problemas na compra, na experiência com o produto ou no pós-venda, a estratégia falhou. Percebemos que os discursos ainda estão muito distantes da prática e isso começa internamente. Nas pesquisas que realizamos com nossos clientes, este gap é facilmente percebido. Boa parte dos funcionários sequer entende o que são os valores e a identidade de uma companhia”, alerta Gilson Nunes, CEO da Brand Finance, em entrevista ao portal.

Dentro deste cenário, os produtos não obtêm diferenciação e poucas marcas conseguem construir uma percepção diferenciada junto aos consumidores. “Neste caso, dizemos que o propósito da marca não desceu. Ele fica isolado junto com a diretoria, mas não se faz presente no chão de fábrica, com a equipe de vendas ou com os departamentos responsáveis pelo atendimento ao cliente. Um exemplo muito claro disso está em empresas que terceirizam os seus canais de SAC, o que muitas vezes gera um grande risco em termos de imagem e reputação”, diz Gilson Nunes.

Branding ainda não é compreendido
O desenvolvimento de ações de branding dentro dos canais digitais enfrenta desafios semelhantes. Por esta razão, espera-se por uma maior consolidação entre os ambientes online e offline para garantir coerência no discurso e nas práticas tanto no meio físico quanto no digital. “Precisamos de um movimento neste sentido. Exemplos não faltam. Quando você entra nas Lojas Americanas, a experiência é uma, mas quando se visita o site Americanas.com, o consumidor vivencia algo totalmente diferente. Mas trata-se da mesma marca. É preciso pensar em como resolver esta equação”, comenta Daniella Giavina-Bianchi, da Interbrand.

Outro ponto que ainda precisa ser esclarecido diz respeito à missão do branding. Embora haja muita discussão sobre ferramentas e práticas a serem adotadas, a falta de uma definição mais clara sobre a função das marcas confunde o mercado.  “Isso ainda não está muito claro. Muitas empresas estão desenvolvendo ações de marca sem ter um bom trabalho de Marketing. Isso não funciona. O branding não faz parte do Marketing, ele está acima deste departamento. Enquanto não houver esta clareza, as estratégias não vão deslanchar”, avisa Ricardo Guimarães, Sócio Diretor da Thymus Branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Como o nível de exposição das empresas está muito maior e as marcas de sucesso precisam atuar de maneira cada vez mais descentralizada, pensar as estratégias de branding como parte do plano de Marketing o tornaria limitado. 


“Os modelos de gestão vencedores são aqueles que descentralizaram as suas operações, dando autonomia para quem está na ponta, cara a cara com o cliente. Porém, se a empresa não tem uma identidade bem definida e propósito difundido, pode ser que a decisão tomada nos pontos de contato não estejam de acordo com a imagem que se pretende construir. Isso as coloca em risco”, complementa Ricardo Guimarães.

Gestão de custos e eficiência econômica
branding,2013,tendênciasAs marcas que conseguem trabalhar suas estratégias de branding de forma holística conseguem obter resultados diferenciados. Para auxiliar neste processo, ferramentas de mensuração de resultados e de avaliação da imagem serão cada vez mais utilizados. “Estes sistemas terão mais peso na tomada das decisões.

 Os gestores precisam saber quais são os canais com maior potencial de retorno para fazer um investimento mais eficaz. Por outro lado, a partir de modelos de medição do impacto financeiro por meio da reputação, as companhias terão por meta mitigar os riscos envolvendo suas marcas.”, explica Gilson Nunes, CEO da Brand Finance.

O uso destas plataformas deriva de um maior amadurecimento do mercado. As empresas sentem a necessidade de gerenciar a sua credibilidade e presença na sociedade de forma cada vez mais objetiva. A gestão de risco força as marcas a voltarem sua atenção e os seus esforços para esta esfera. “Antes as companhias pensavam apenas em termos de vendas. Veio o Marketing e criou um novo conceito para os departamentos comerciais. Com o branding acontece algo semelhante, mas ele não atinge apenas as áreas de Marketing e vendas, mas a organização como um todo. 


É um caminho grande que ainda temos a percorrer, pois as empresas ainda estão aprendendo a se relacionar com os todos os públicos, o tempo todo, e não apenas com o seu target”, avalia Ricardo Guimarães, da Thymus Branding.