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terça-feira, 11 de abril de 2017

Google Wifi passa a desligar a internet de casa na hora de dormir


Isabela Giantomaso
por
Para o TechTudo
11/04/2017 07h00 - Atualizado em 11/04/2017 07h00
Postado em 11 de abril de 2017 às 23h15m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O Google Wifi, roteador da gigante de buscas lançado no final de 2016, ganhou nesta semana uma função para pausar a internet quando você tem compromissos marcados na agenda ou até mesmo na hora de dormir. A ferramenta, batizada de Scheduled Pause, ou pausa programada, em tradução livre, permite configurar um horário para ficar offline automaticamente.

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O recurso deve ajudar usuários que adiam tarefas enquanto estão assistindo séries e em redes sociais, ou que ainda guardam pouco espaço para interagir com família e amigos pessoalmente.
Roteador ganhou ferramenta para pausar Internet quando você tem compromissos (Foto: Divulgação/Google)
Roteador ganhou ferramenta para pausar Internet quando 
você tem compromissos (Foto: Divulgação/Google)

Assim como um despertador, o Schedule Pause permite ajustar a programação para os finais de semana, durante a semana ou em dias específicos. Na hora marcada a conexão será pausada e irá alertar o usuário sobre a atividade que ele precisa fazer naquele momento.

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Segundo a gerente de produto do Google Wifi, Edith Chao, a ideia da nova função surgiu quando ela percebeu que estava tendo problemas para dormir, pois ficava navegando na web até tarde da noite. Ela afirma que tentou, no início, começar a usar temporizadores para desligar o PC.
Scheduled Pause interrompe a Internet no horário marcado (Foto: Divulgação/Google)
Scheduled Pause interrompe a Internet no horário marcado
(Foto: Divulgação/Google)

O recurso promete proporcionar momentos em família ou amigos mais presenciais. Além disso, a ferramenta pode ser um impulso para fazer todas as atividades que precisa, como limpar a casa ou até mesmo dormir sem adiar o compromisso porque está vendo fotos no Facebook ou uma série no Netflix.

Anunciado nos Estados Unidos em outubro de 2016, o Google Wifi está à venda no mercado norte-americano por US$ 129 (cerca de R$ 406, sem impostos). O roteador cobre até 140 m² e tem tecnologia Network Assist, que promete deixar a Internet mais rápida mesmo com o usuário em movimento pela casa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Via Google

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Memórias DDR5 já estão a caminho com o dobro da velocidade das DDR4


Postado em 11 de abril de 2017 às 22h00m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
DDR5, a nova geração de memórias DDR já está sendo desenvolvida, e terá o dobro da velocidade da DDR4

Embora os analistas do setor acreditassem que a linha de memórias RAM DDR fosse terminar na sua quarta geração (DDR4), isso não aconteceu.

Contrariando essa tendência, o grupo JEDEC, responsável pela padronização e desenvolvimento das principais tecnologias de memórias atuais, anunciou que o desenvolvimento de especificações para a nova DDR foi iniciado, e será finalizado no próximo ano.

Com isso, o padrão DDR5 sucederá a memória DDR4 atual. Melhor ainda, pelas informações, as novas memórias serão duas vezes mais rápidas que a atual DDR4, e também mais eficientes em consumo de energia.
Novas memórias DDR5 terão o dobro da velocidade da DDR4 (Foto: Reprodução/TechTudo) Novas memórias DDR5 terão o dobro da velocidade da DDR4 (Foto: Reprodução/TechTudo)
Novas memórias DDR5 terão o dobro da velocidade da DDR4 
(Foto: Reprodução/TechTudo)

Além da informação da continuidade das memórias DDR, o anúncio surpreende ao afirmar que as futuras DDR5 terão o dobro da capacidade de gigabyte de DIMMs da DDR4. Na verdade, esse incrível acréscimo é uma consequencia direta do fato de que essas memórias serão produzidas com o dobro da densidade das DDR4.

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Dos atuais computadores, os servidores voltados para aplicações de bancos de dados serão os que mais se beneficiariam de todo o potencial das memórias DDR5. Isso porque aplicativos como bancos de dados estão cada vez mais famintos por velocidade e processamento. Empresas como Dell e HP estão duplicando a capacidade da memórias e seus servidores com taxas rápidas para lidar com essas aplicações.

Como as memórias DDR5 estão na fase inicial do desenvolvimento de suas especificações, ainda não foi definida a data que os fabricantes começarão a produzi-las. Mas, assim como a DDR4, o novo padrão certamente poderá receber uma versão para servidores e PCs de alto nível, e depois uma para laptops.

Por exemplo, uma versão de baixa potência de memórias DDR5 poderia ser produzida para equipar dispositivos mobile, como acontece atualmente com o Samsung Galaxy S8, que possui memória LPDDR4.

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Além disso, os fabricantes de chips e placas-mãe também terão que construir suporte para a nova memória DDR5, e esse processo pode demorar mais de um ano após a liberação da especificação. Consequentemente, até que o padrão DDR5 se torne algo real, as DDR4 ainda terão muita tempo de vida.

Até lá, os fabricantes estarão desenvolvendo novas formas de memória para competir com a DDR5. No próximo ano, a Intel irá entregará as memórias DIMM Optane , que poderão substituir as DDR. A Optane tem a vantagem de ser capaz de reter dados mesmo se um computador for desligado, algo que DDR DRAM não pode fazer. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Hackers de Brasil e Rússia trabalham juntos: ‘temos evidências disso’


Melissa Cruz Cossetti
por 
Da Ilha de São Martinho

10/04/2017 07h00 - Atualizado em 10/04/2017 15h19
Postado em 10 de abril de 2017 às 22h45m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O cibercrime na América Latina – e principalmente no Brasil – está em crescimento. Quem garante é Dmitry Bestuzhev, chefe de pesquisa e análise da Kaspersky Lab para a região.

Ponderando mais os riscos, os criminosos locais que praticam golpes financeiros também fizeram dois movimentos nos últimos anos: tiraram o foco do correntista para atacar diretamente os bancos e passaram a contar com a ajuda de estrangeiros para invadir os sistemas.

Hackers têm novo alvo para ataques de ransomware: sequestrar PCs de empresas
O especialista contou detalhes para o TechTudo durante o Security Analyst Summit (SAS), fórum sobre segurança que aconteceu entre os dias 3 e 4 de abril na Ilha de São Martinho (Caribe).
Kaspersky (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)
Dmitry Bestuzhev afirma que cibercrime está evoluindo na 
América Latina (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

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Os criminosos brasileiros estão trabalhando 'mano a mano' com criminosos de outros países. 

Não somente latino-americanos, estamos falando de bandidos da Europa Oriental, de países como Rússia, Ucrânia e outros, afirma. Durante o evento, foram mostrados casos envolvendo equipes anônimas que atacaram em várias regiões simultaneamente ou com código semelhante, dando indícios de que há colaboração.

Mas nem tudo é tão elaborado. O importante desta conexão é compartilhar os códigos e trabalhar de forma associada para dividir os ganhos. Para isso estão utilizando tradutor on-line como Google Tradutor e [o concorrente russo] Yandex Translator, explica.
Bestuzhev sinaliza que muitos hackers russos não falam inglês. E também são poucos os golpistas brasileiros que falam russo. Para não perder oportunidades, usam tradutores para se comunicar. Temos encontrado várias evidências disso, acrescenta.

Ainda de acordo com as análises, os grupos estão mais fortificados e, neste momento acreditam que atacar os bancos — e não os clientes dos bancos — é mais efetivo. Os criminosos querem correr cada vez menos riscos para ganhar cada vez mais dinheiro.

Logo, não vale a pena atacar o usuário comum que vai pagar pouco ou ter valores menores em suas contas bancárias. Já os cofres dos bancos estão sempre cheios.

Golpe de roteador "é coisa nossa"
Temos muitos aparelhos eletrônicos em casa como Smart TV, celular, outro celular, e todos se conectam no mesmo dispositivo: o roteador. Se o criminoso obtém o controle do roteador, obtém o controle sobre todos os aparelhos conectados. 

O Brasil é um dos países em que os criminosos vêm obtendo muito êxito explorando vulnerabilidades em roteadores e causando muitos danos, alerta Bestuzhev. O golpe já tem 'a cara do país'.


O Brasil é um dos países em que os criminosos vêm obtendo muito êxito explorando vulnerabilidades em roteadores e causando muitos danos.

Dmitry Bestuzhev, Kaspersky Lac
Nesta escala não vemos em outros países além do Brasil. Falamos de centenas de milhares de roteadores comprometidos, pontuou. Usuários que não trocam senhas, não fazem manutenção e aparelhos vendidos por fabricantes irresponsáveis causam o caos.

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A responsabilidade por proteger o roteador, segundo Bestuzhev, é uma bola dividida. Há fabricantes que não se preocupam em oferecer correções de software para o consumidor, enquanto outros preferem disponibilizar patches com correções. Ainda é preciso envolver o usuário no processo de atualização, o que na maioria das vezes não é tão simples. 

Saiba como proteger o seu roteador
Neste caso, não há antivírus que ajude. Uma das opções, segundo o especialista, é adotar o Kaspersky OS (sistema operacional gratuito para IoT) no roteador, um software seguro para dispositivos conectados.

Porém, a instalação do recurso também está longe de ser simples para um usuário comum e pode causar problemas caso seja feita sem orientação adequada — assim como atualizações de firmware.

* A jornalista viajou a convite da Kaspersky.