Total de visualizações de página

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Senadores dos EUA propõem lei contra algoritmos preconceituosos nas empresas de tecnologia



A proposta ressalta o crescente interesse de Washington em regulamentar das grandes companhias do setor.


Por Reuters 

Postado em 12 de abril de 2019 às 17h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Novas regras se aplicariam às empresas com faturamento anual superior a US$ 50 milhões, às que comercializam informações de consumidores ou às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários. — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite 
Novas regras se aplicariam às empresas com faturamento anual superior a US$ 50 milhões, às que comercializam informações de consumidores ou às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários. — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

Parlamentares norte-americanos propuseram na quarta-feira (10) uma lei que exigiria que grandes empresas de tecnologia detectassem e eliminassem quaisquer algoritmos e processos de inteligência artificial que gerassem viés e discriminação.

A proposta ressalta o crescente interesse de Washington na regulamentação do Vale do Silício e vem depois de o Departamento de Habitação e Urbanismo americano acusar o Facebook por discriminação em anúncios de moradia.

Intitulado 'Algorithmic Accountability Act', a proposta daria novos poderes à Comissão Federal de Comércio (FTC) e forçaria as empresas a estudarem se preconceitos raciais, de gênero são criados por suas tecnologias. As regras se aplicariam a empresas com faturamento anual acima de US$ 50 milhões, às que compram e vendem informações de consumidores e às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários.

"Os computadores estão cada vez mais envolvidos nas decisões importantes que afetam a vida dos americanos — se alguém pode ou não comprar uma casa, conseguir um emprego ou até mesmo ir para a cadeia", disse o senador democrata Ron Wyden em um comunicado de imprensa anunciando o projeto.

"Mas, em vez de eliminar o preconceito, com frequência esses algoritmos confiam em suposições tendenciosas ou dados que podem reforçar a discriminação contra mulheres e pessoas de cor", afirmou.

O comunicado à imprensa citou como exemplo uma reportagem informando que a Amazon havia descartado um mecanismo de recrutamento automatizado que era preconceituoso contra mulheres, além da acusação do Departamento de Habitação e Urbanismo contra o Facebook.

O senador Cory Booker e a deputada Yvette Clarke, ambos democratas, juntaram-se a Wyden para apresentar o projeto de lei, que pode enfrentar uma batalha difícil no Senado, controlado pelos republicanos.

A Associação da Internet, que tem Amazon, Facebook, Google e outras grandes empresas de tecnologia como membros, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Clonagem de cartão de crédito aumenta o risco de clonagem de chip do celular?



Pacotão do blog Segurança Digital também responde dúvidas sobre mensagens automáticas no WhatsApp Web e bloqueador de anúncios falso.


Por Altieres Rohr 

Postado em 11 de abril de 2019 às 17h10m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
Ataques contra chips normalmente envolvem a transferência do número para outro chip, e não a 'clonagem' do mesmo. — Foto: Petr Kratochvil/CC Public Domain 
Ataques contra chips normalmente envolvem a transferência do número para outro chip, e não a 'clonagem' do mesmo. — Foto: Petr Kratochvil/CC Public Domain

Clonagem de cartão e mensagem suspeita
Tive meu cartão de crédito clonado, só que consegui perceber a tempo e fiz o bloqueio na hora. Agora, acabei de receber uma mensagem estranha pelo WhatsApp dizendo que haviam feito um novo grupo do condomínio onde moro e se poderiam me adicionar. Na mesma hora recebi um código de verificação via SMS. Bloqueei o número, mas estou muito preocupada com a clonagem do celular já que aconteceu este episódio do meu cartão e faço todas as transações bancárias via internet banking. O que devo fazer?
É possível terem acessado meu celular no momento em que eu recebi esta mensagem no WhatsApp? Ou como tenho verificação em duas etapas não preciso me preocupar? – Gisele
Gisele, a clonagem de cartão é uma ocorrência um tanto frequente. Criminosos precisam apenas do número do seu cartão, da validade dele, do seu nome e do código de segurança (CVV) atrás do cartão.

Embora os criminosos possam ter obtido seu número de celular para tentar aplicar algum golpe em você, é menos provável que eles consigam clonar seu número de telefone. De fato, hoje não ocorre mais a "clonagem" do número e sim o roubo: quando acontece, o seu chip é desativado. Logo, enquanto você ainda consegue receber mensagens e fazer ligações pela rede da operadora, o seu número não foi roubado.

A verificação em duas etapas vai sim proteger você em casos de roubo do número. Ela só não vai te proteger da instalação de um aplicativo de espionagem em seu celular. Porém, não há motivo para crer que a clonagem do seu cartão teria ocorrido por meio de um acesso indevido em seu celular, já que os dados do cartão sempre ficam expostos toda vez que você faz uma compra, seja on-line ou fisicamente.
Propaganda de bloqueador de anúncios para o Google Chrome — Foto: Reprodução 
Propaganda de bloqueador de anúncios para o Google Chrome — Foto: Reprodução

Bloqueador de anúncios falso
Ontem, inadvertidamente, instalei um "adblocker" no Chrome. Quando fui procurar, no Chrome, a página para abrir o WhatsApp: web.whatsapp.com, o navegador indicou o webwhatsapp [ponto] com e eu cliquei. Ele deu a possibilidade de instalar o blocker no Chrome e fiz isso. Instantes em seguida, já percebi que tinha feito a coisa errada e desinstalei. Porém, estou achando que é um vírus que continua por ali, afinal, ele foi instalado.
Tentando encontrar uma solução, topei com este artigo onde consta este e-mail e por isso envio a pergunta. Uso um Mac Mini. – Luciana
Luciana, o mais provável é que o bloqueador de anúncios falsos tenha sido apenas uma extensão maliciosa do Chrome. Você pode verificar as extensões instaladas colocando chrome://extensions na sua barra de endereços. Certifique-se de desinstalar qualquer extensão que você não conheça.

Na dúvida, você pode remover completamente o Google Chrome e reinstalá-lo no seu computador.

Como você utiliza um Mac, imagino que também esteja usando o macOS. Nesse caso, caso queira fazer uma verificação de segurança mais aprofundada no seu computador, você vai precisar instalar um antivírus. Diferente do Windows, que vem com um antivírus (o Windows Defender), o macOS apenas acompanha um bloqueador rudimentar. Por isso, não há opção para realizar uma verificação de segurança a partir do próprio sistema.

Muitas das marcas que oferecem antivírus para Windows também têm soluções para macOS. A Intego oferece apenas soluções para macOS, o que significa que é um nome menos conhecido.
De todo modo, pela situação relatada, qualquer problema deve ter permanecido isolado no Google Chrome, o que dispensaria qualquer verificação adicional.

Atenção, porém, para os seus dados: caso você tenha digitado qualquer senha no navegador após instalar a extensão, é recomendado trocá-la.

Mensagens automáticas no WhatsApp Web
Quando eu entro no WhatsApp Web, às vezes ele manda mensagens automáticas com link sem eu ter feito nada. Fiz verificação no meu computador e celular com o Norton Anti-Virus, ele não encontrou nada em nenhum dos dispositivos. Como posso fazer para consertar isso? – Leandro
Se o problema ocorre exclusivamente no acesso ao WhatsApp Web, é provável que a culpa esteja no computador e não no celular. Primeiro, tente acessar o WhatsApp a partir de outro navegador — se o problema não acontecer, então trata-se de uma questão isolada no navegador em que o comportamento suspeito ocorre.

Sendo esse o caso, verifique as extensões instaladas em seu navegador. No Google Chrome, as instruções são as mesmas da pergunta anterior: coloque chrome://extensions na barra de endereços.

Se você utiliza o Firefox, clique no menu de três barras e então em "Extensões" ou coloque about:addons na barra de endereços.

Certifique-se de que não há nenhuma extensão suspeita instalada. Na dúvida, reinstale o navegador que você utiliza: desinstale-o e depois reinstale o programa. Para desinstalar o navegador, acesse o Painel de Controle do Windows, procure a opção "Adicionar ou remover programas" e desinstale o navegador por lá.

No Windows 10, você também pode desinstalar programas pelo menu iniciar: clique com o botão direito no ícone do programa no menu iniciar e selecione "Desinstalar".

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Amazon libera ferramentas da Alexa para desenvolvedores brasileiros



Novidade permite que programadores criem aplicações em português para a Alexa, que está em testes no Brasil.


Por G1 

Postado em 10 de abril de 2019 às 23h30m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Amazon disponibilizada ferramentas para que desenvolvedores possam trabalhar em aplicações para a assistente pessoal Alexa no Brasil. — Foto: Divulgação 
Amazon disponibilizada ferramentas para que desenvolvedores possam trabalhar em aplicações para a assistente pessoal Alexa no Brasil. — Foto: Divulgação

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (10) que está disponibilizando ferramentas para que desenvolvedores possam criar aplicações em português Alexa, que já está em testes no país.

Chamado de "Alexa Skills Kit", o conjunto de ferramentas irá permitir a criação de programas que funcionem junto da Alexa para perguntas e respostas sobre um tema, por exemplo.

De acordo com a Amazon, ainda em 2019 será disponibilizado também o "Alexa Voice Service", conjunto de ferramentas que permitirá a empresas parceiras construir produtos conectados, que funcionem através da Alexa, como geladeiras, TVs e outros dispositivos de casa conectada.

Vários dispositivos para casas conectadas estão alinhando parcerias com as grandes empresas de tecnologia para desenvolver esse tipo de produto.

"Os fabricantes de hardware que desejarem desenvolver produtos integrados com a Alexa no mercado nacional podem solicitar acesso antecipado ao preview para desenvolvedores do Alexa Voice Service", disse a Amazon em nota.

Além dos assistentes domésticos Echo, que serão testados no Brasil, outras companhias como a fabricante de equipamento de áudio Bose, LG e Intelbras também trarão produtos que funcionam com Alexa no país. A fabricante de lâmpadas inteligentes Philips Hue e Tuya, empresa especializada em internet das coisas (IoT) lançarão dispositivos no mercado nacional que funcionam com a Alexa também este ano.