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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Cão robô reforça medidas de distanciamento social em parque de Singapura

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País possui mais de 21 mil casos de coronavírus, um dos maiores índices da Ásia. Por lá, violar as regras da quarentena pode resultar em multas e até prisão.  
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 Por Reuters    
 08/05/2020 17h35  Atualizado há 5 horas  
 Postado em 08 de maio de 2020 às 22h40m  

O cão robô Spot, da Boston Dynamics — Foto: Edgar Su/Reuters
O cão robô Spot, da Boston Dynamics — Foto: Edgar Su/Reuters

Um educado cão robô foi encarregado pelas autoridades de Singapura para ajudar a conter as infecções por coronavírus na cidade-estado pedindo que corredores e ciclistas mantenham distância entre eles.

O robô de quatro patas, movimentado por controle remoto e feito pela Boston Dynamics, foi usado pela primeira vez em um parque central nesta sexta-feira (8), como parte de um teste de duas semanas que pode se juntar a outros robôs que policiam os parques de Singapura durante o confinamento em todo o país.

"Vamos manter Singapura saudável", disse em inglês o robô amarelo e preto chamado Spot. "Para sua própria segurança e para os que estão ao seu redor, afaste-se pelo menos um metro. Obrigado", acrescentou, com uma voz feminina suave.
Apesar da educação, as violações das rígidas regras de quarentena de Cingapura podem resultar em pesadas multas e até prisão.
O robô Spot, da Boston Dynamics, patrula parque em Singapura durante a pandemia de coronavírus. — Foto: Edgar Su/Reuters 
O robô Spot, da Boston Dynamics, patrula parque em Singapura durante a pandemia de coronavírus. — Foto: Edgar Su/Reuters

A cidade-estado, com 5,7 milhões de habitantes, possui mais de 21 mil casos, um dos registros mais altos da Ásia, em grande parte devido a infecções em massa entre trabalhadores migrantes que vivem em dormitórios apertados em áreas pouco visitadas por turistas.

De acordo com as regras para manter a quarentena até 1º de junho, os residentes só podem deixar suas casas para tarefas essenciais, como ir ao supermercado, e devem usar uma máscara o tempo todo em público. Exercício ao ar livre é permitido, mas deve ser feito sozinho.

As autoridades responsáveis pelos testes mais recentes — as agências governamentais de tecnologia e segurança cibernética — disseram em comunicado que o SPOT pode se movimentar em terrenos mais difíceis em parques e jardins.
Além de transmitir mensagens lembrando aos visitantes as medidas de distanciamento social, o Spot é equipado com câmeras e ferramentas de análise para estimar o número de pessoas no parque.
As autoridades disseram que as câmeras não seriam capazes de identificar indivíduos ou gravar dados pessoais.

O Spot também foi recentemente testado para uso em um hospital temporário, levando medicamentos para os pacientes.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Microsoft oferece recompensa de US$ 100 mil para quem encontrar falhas em sua tecnologia de 'internet das coisas'

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Plataforma Azure Sphere inclui hardware, conectividade com nuvem e software baseado em Linux. 
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 Por Altieres Rohr    
 06/05/2020 15h46  Atualizado há 4 horas  
 Postado em 06 de maio de 2020 às 20h00m  

Hardware para desenvolvimento de software baseado na tecnologia Azure Sphere, da Microsoft — Foto: Divulgação 
Hardware para desenvolvimento de software baseado na tecnologia Azure Sphere, da Microsoft — Foto: Divulgação

A Microsoft anunciou um programa de "caça às falhas" voltado para sua plataforma de internet das coisas, o Azure Sphere. Os especialistas interessados devem se inscrever no site da Microsoft até o dia 15 de maio e participar do desafio entre os dias 1º de junho e 31 de agosto. Quem encontrar falhas e conseguir executar códigos não autorizados poderá receber até US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil) pela façanha.
Nos programas de recompensas por falhas, empresas pagam aos especialistas que conseguirem demonstrar vulnerabilidades em seus produtos.
Valores acima de US$ 50 mil são considerados muito atrativos nesse mercado e ficam normalmente reservados a brechas graves que comprometam de forma significativa a confiabilidade de um produto ou serviço.

Pelo menos inicialmente, o programa não estará aberto para todos – como outros programas de recompensas da própria Microsoft.

Uma curiosidade do Azure Sphere é que ele é baseado em um sistema Linux. Frequentemente visto como "concorrente" da Microsoft, o Linux e suas derivações são muito usados nos equipamentos conectados da "internet das coisas", como câmeras de segurança, gravadores de imagens e outros dispositivos com funções inteligentes.

Um dos desafios dos dispositivos da internet das coisas é a manutenção de software. Como esses dispositivos costumam ter limitações de capacidade de processamento e memória, os fabricantes constroem um software "sob medida" para melhorar a eficiência. O Linux permite essa moldagem por ser um sistema de código aberto – qualquer um pode adaptá-lo às suas necessidades.

Por outro lado, as atualizações de software – inclusive para fins de segurança – também exige um trabalho caso a caso. Um sistema alterado nem sempre pode receber as mesmas atualizações que outro.

A Azure Sphere da Microsoft pretende facilitar esse processo, criando um canal padronizado para a conectividade do sistema e distribuição de atualizações. Para isso, a plataforma conta com um hardware padronizado, com chip e funções de segurança próprias.

Interessados em participar do programa devem consultar os detalhes no site da Microsoft para se inscreverem até o dia 15 de maio. O formulário de inscrição questiona se o pesquisador tem conhecimento de Linux, processadores ARM, programação Assembly e internet das coisas.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

terça-feira, 5 de maio de 2020

Twitter testa alerta para usuários repensarem respostas ofensivas antes da publicação

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Segundo rede social, teste de mensagem de aviso acontecerá apenas em iPhones. Aviso vai aparecer apenas para tuítes em inglês. 
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 Por G1  05/05/2020 17h03  
 Atualizado há 49 minutos  
 Postado em 05 de maio de 2020 às 17h55m  

Twitter vai avisar usuários antes que eles publiquem tuíte com palavras que já foram denunciadas como ofensivas — Foto: REUTERS/Kacper Pempel
Twitter vai avisar usuários antes que eles publiquem tuíte com palavras que já foram denunciadas como ofensivas — Foto: REUTERS/Kacper Pempel

O Twitter irá testar uma ferramenta de envio de notificação aos usuários quando eles postarem uma resposta a tuíte usando "linguagem ofensiva" que aparece em mensagens marcadas como ofensivas. A medida é parte do esforço para moderar as conversas na plataforma, disse a rede social nesta terça-feira (5).

Segundo publicação feita no perfil de suporte da empresa, o aviso estará disponível apenas em celulares com sistema operacional iOS (iPhones). De acordo com a agência reuters, o teste deve durar pelo menos algumas semanas e será realizado globalmente, mas apenas vai ser aplicado sobre tuítes em inglês.
Quando os usuários clicam em "enviar" em sua resposta, eles serão informados que as palavras no tuíte são semelhantes às usadas em publicações denunciadas como ofensivas e serão questionados se gostariam de revisá-lo ou não.

O Instagram já havia anunciado uma política semelhante para diminuir o número de comentários com conteúdo ofensivo.

Há muito tempo que o Twitter está sob pressão para eliminar conteúdo abusivo. Atualmente, a rede é monitorada por usuários, que denunciam tuítes ofensivos e por tecnologia de inteligência artificial, que faz a remoção automática de publicações problemáticas.

"Estamos tentando incentivar as pessoas a repensarem seu comportamento e repensarem sua linguagem antes de publicarem, porque geralmente estão no calor do momento e podem acabar dizendo algo que vão se arrepender depois", disse Sunita Saligram, chefe global de política do Twitter na área de confiança e segurança.

As políticas do Twitter não permitem que os usuários ataquem indivíduos com insultos racistas ou sexistas ou conteúdo degradante.