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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Google lança tradutor de hieróglifos baseado em inteligência artificial

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Além da ferramenta acessível a todos, uma versão para computadores do Fabricius foi lançada também para estudiosos da área de egiptologia, antropólogos e historiadores, como ferramenta de suporte para pesquisas.
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Por BBC  
17/07/2020 10h25 Atualizado há 2 horas
Postado em 17 de julho de 2020 às 12h35m

  * Post.N. -\- 3.794 *  
Exemplo de uso da nova ferramenta de tradução de hieróglifos — Foto: Divulgação/GoogleExemplo de uso da nova ferramenta de tradução de hieróglifos — Foto: Divulgação/Google

O Google lançou um tradutor de hieróglifos que usa aprendizado de máquina para decodificar os caracteres egípcios antigos.

A novidade foi incorporada ao aplicativo de Arte e Cultura da empresa, e permite traduzir palavras atuais e emojis em hieróglifos compartilháveis.

Segundo o Google, o app, batizado de Fabricius, é a primeira ferramenta treinada por meio de aprendizado de máquina (machine learning) para entender o que um hieróglifo é de fato.

Em tese, a plataforma de tradução deve melhorar ao longo do tempo à medida que é utilizada pelos usuários.
Além da ferramenta acessível a todos, uma versão para computadores do Fabricius foi lançada também para estudiosos da área de egiptologia, antropólogos e historiadores, como ferramenta de suporte para pesquisas.
Um especialista ouvido pela BBC elogiou a iniciativa, mas afirmou que a revolução anunciada pela empresa precisa ser vista com ressalva.

Ainda que seja impressionante, ela não está no estágio no qual pode dispensar a necessidade de um especialista altamente treinado em leitura de inscrições antigas, afirmou Roland Enmarch, professor de egiptologia da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.

Há ainda alguns grandes obstáculos para ler os hieróglifos porque eles foram feitos à mão e variaram demais ao longo do tempo no nível de detalhe pictográfico e entre os responsáveis pelas inscrições.

Mas ele reconhece que a ferramenta é um passo importante para as pesquisas na área.

Descobertas decifradas

A área de trabalho do aplicativo permite ao usuário adicionar fotos de hieróglifos reais achados em objetos ou paredes e otimizar as imagens para análises mais acuradas dos símbolos.
Ferramenta permite aos usuários destacarem os hieróglifos a fim de ajudar o aplicativo a identificá-los — Foto: Divulgação/GoogleFerramenta permite aos usuários destacarem os hieróglifos a fim de ajudar o aplicativo a identificá-los — Foto: Divulgação/Google

Os usuários podem rastrear os contornos dos hieróglifos, que o software tenta combinar com símbolos semelhantes em seu banco de dados, permitindo que eles procurem significados diferentes e tentem decifrar símbolos que podem se tornar descobertas.

A ferramenta utiliza análise de registros históricos e definições linguísticas.
O Google espera ampliar sua enorme base de dados com a colaboração dos usuários.

Textos incompletos

Os pesquisadores também podem comentar e retocar símbolos desbotados na ferramenta, criada a partir de uma colaboração com o Centro Australiano de Egiptologia, a Universidade Macquarie, as empresas de tecnologia Psycle Interactive e Ubisoft e egiptólogos ao redor do mundo.

"A digitalização de material textual que, até agora, era restrito apenas a livros manuscritos revolucionará completamente a maneira como os egiptólogos trabalham", disse Alex Woods, do Centro Australiano de Egiptologia.

Digitalizar e comentar textos pode potencialmente nos ajudar a reconstruir textos incompletos em paredes ou mesmo descobrir textos que não sabíamos que estavam ali.

A ferramenta está disponível atualmente em inglês e árabe.
O lançamento do aplicativo do Google coincide com o aniversário de descoberta da Pedra de Roseta, que permitiu que pesquisadores pudessem ler, de forma inédita, hieróglifos do Egito Antigo.
A Pedra de Roseta, encontrada no Egito, foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar o significado dos hieróglifos — Foto: AFP via BBCA Pedra de Roseta, encontrada no Egito, foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar o significado dos hieróglifos — Foto: AFP via BBC

Com 1,12 metros de altura, a Pedra de Roseta, que está no Museu Britânico, em Londres, é originariamente do Egito. Trata-se de um fragmento de rocha de granodiorito.

A rocha contém três colunas da mesma inscrição em três idiomas: grego, hieróglifo e demótico egípcio. O texto é de um decreto escrito por clérigos em 196 a.C, durante o reinado do faraó Ptolomeu 5º.

A rocha foi descoberta em julho de 1799 por soldados que integravam o exército de Napoleão Bonaparte, quando eles ampliavam uma fortaleza perto da cidade de Rashi, também conhecida como Roseta, no Rio Delta.

Quando Napoleão foi derrotado, os britânicos tomaram posse da rocha, nos termos do Tratado de Alexandria, em 1801. Ela foi, então, transportada à Inglaterra, chegando à cidade portuária de Portsmouth em fevereiro de 1802. O rei George 3º ofereceu a rocha ao Museu Britânico alguns meses depois.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Huawei classifica decisão do Reino Unido sobre 5G de 'decepcionante'

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Governo britânico excluiu empresa de sua rede 5G após sanções dos EUA contra a chinesa. China afirmou que Reino Unido foi 'enganado' pelos americanos.  
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Por G1  
15/07/2020 11h44 Atualizado há 3 horas
Postado em 15 de julho de 2020 às 15h00m

  * Post.N. -\- 3.793 *  
Loja da Huawei em Pequim nesta quarta-feira (15); Reino Unido baniu empresa chinesa de sua rede 5G — Foto: Ng Han Guan/APLoja da Huawei em Pequim nesta quarta-feira (15); Reino Unido baniu empresa chinesa de sua rede 5G — Foto: Ng Han Guan/AP

A Huawei classificou a decisão do Reino Unido de excluir a empresa de sua rede 5G como "decepcionante" e disse que isso ameaça levar os britânicos à "pista lenta digital". O comunicado foi publicado no Twitter da fabricante de smartphones chinesa.

Na quinta (14), o governo britânico anunciou a proibição do uso de equipamentos da chinesa Huawei para suas redes 5G. Pela decisão, as empresas de telecomunicação devem suspender a compra de novos equipamentos da marca e remover os já existentes até 2027.
"Esta decisão decepcionante é uma má notícia para qualquer pessoa no Reino Unido com um telefone móvel. Ela ameaça mover a Grã-Bretanha para a pista lenta digital, elevar as contas e aprofundar o fosso digital", disse Ed Brewster, porta-voz da Huawei.

A empresa prosseguiu dizendo que pediu que o governo "reconsidere" a proibição. "Continuamos confiantes de que as novas restrições dos EUA não afetariam a resiliência ou a segurança dos produtos que fornecemos ao Reino Unido".

O motivo para banir a Huawei é o impacto de novas sanções dos EUA sobre a tecnologia de chips, que Londres diz afetar a capacidade da empresa de se manter como fornecedora confiável no futuro.

Com a exclusão, a rede de 5G sofrerá um atraso de até 3 anos e um custo extra de até 2 bilhões de libras (R$ 13,6 bilhões) no Reino Unido. A decisão marca uma volta atrás do governo britânico, que em janeiro havia concedido à empresa a possibilidade de participar na infraestrutura do 5G no país, ainda que de forma limitada.

China diz que Reino Unido foi 'enganado'

A China, por sua vez, criticou nesta quarta-feira (15) a decisão do Reino Unido e disse que Londres se deixou "enganar" pelos Estados Unidos, de acordo com agência France Presse.

O governo chinês alertou que "tomará uma série de medidas para defender os interesses legítimos das empresas chinesas", disse à imprensa a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying.
"Terão que pagar um preço" por esta decisão, afirmou sem dar mais detalhes.

Governo britânico anuncia banimento da empresa Huawei das redes de 5G
Governo britânico anuncia banimento da empresa Huawei das redes de 5G
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terça-feira, 14 de julho de 2020

Usuários do TikTok nos EUA se preparam para possível proibição do aplicativo

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Influenciadores da rede social fizeram vídeos se despedindo de seguidores e pedindo que os acompanhassem em outras redes, como YouTube e Instagram. Secretário de Estado afirmou que governo dos EUA considera banir app. 
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Por Reuters  
14/07/2020 12h16 Atualizado há 4 horas
Postado em 14 de julho de 2020 às 16h20m

  * Post.N. -\- 3.792 *  
TikTok está sob ameaça nos Estados Unidos, depois que membros do governo sinalizaram que poderia proibir plataforma — Foto: Dado Ruvic/ReutersTikTok está sob ameaça nos Estados Unidos, depois que membros do governo sinalizaram que poderia proibir plataforma — Foto: Dado Ruvic/Reuters

Ty Gibson, 20 anos, de Greensboro, Carolina do Norte, não deu importância no TikTok na semana passada para as especulações de que sua rede social favorita seria banida.

Na quinta-feira (9), usuários entraram em pânico após uma falha na plataforma ter apagado o número de visualizações de seus vídeos. De repente, as notícias das ameaças do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, de bloquear aplicativos chineses, como o TikTok, pareceram mais reais enquanto ele observava outros usuários inundando o aplicativo com despedidas.
"Eu pensei que era o fim", disse Gibson em uma entrevista. "Eu nem tive tempo para pensar sobre as coisas."
Gibson gravou seu próprio vídeo de despedida para seus 4,6 milhões de fãs, pedindo-lhes para segui-lo no YouTube e no Instagram.
Enquanto o destino do TikTok nos Estados Unidos é incerto, as notícias desencadearam uma onda de preocupações entre a dedicada base de usuários da plataforma, que está se preparando para migrar para outros serviços.

Alguns, como o astro dos e-sports Tyler Blevins, conhecido mais amplamente como Ninja, que tem 4 milhões de seguidores no TikTok, disse a seus 6 milhões de seguidores no Twitter que já havia excluído o TikTok do celular.

Os usuários leais estão apenas aguardando, por enquanto. Mas eles estão preocupados — compartilhando vídeos de si mesmos chorando (e dançando) com hashtags como #TikTokBan, que tem 212 milhões de visualizações e #SaveTikTok, com 315 milhões de visualizações no aplicativo.
"Se o TikTok perder a confiança dos usuários, eles perderão a relevância", disse Alexander Patino, vice-diretor do American Influencer Council, uma associação comercial de personalidades de mídias sociais que comercializam produtos online.

Embora existam questões reais de segurança sobre o TikTok, os motivos do governo de Donald Trump são principalmente políticos, o que torna não apenas difícil prever o que Washington decidirá, mas quase impossível retaliar se a proibição ocorrer, disse Justin Sherman, um membro do grupo de estudos Atlantic Council, que se concentra em geopolítica e segurança cibernética.

"Acho que a empresa não poderia fazer nada para acalmá-los", disse ele.
O TikTok afirmou que nunca forneceu dados de usuários ao governo chinês e que não o fará se for ordenado, acrescentando que a empresa não recebeu nenhuma solicitação para isso.

O efeito de uma proibição do aplicativo nos EUA seria mínimo no mundo da publicidade, já que o negócio de anúncios do TikTok ainda é incipiente e as marcas migrariam facilmente para outras plataformas, disse um executivo de uma grande agência de publicidade.

Mas o patrocínio corporativo dos influenciadores já começou a sofrer. Uma grande marca de bens de consumo suspendeu um acordo de cinco dígitos com um influenciador do TikTok por pelo menos dois meses, porque não queria ser associada a notícias negativas sobre o aplicativo, disse Joe Gagliese, presidente-executivo da agência de marketing de influenciadores Viral Nation, recusando-se a nomear a marca.
James Lamprey, um chef de cozinha com 1,2 milhão de seguidores no TikTok, disse que a incerteza levou uma empresa de câmeras que o patrocinava a interromper o acordo com ele para um vídeo patrocinado no valor de 1.000 dólares, até que haja mais clareza sobre o destino do aplicativo.

Lamprey disse que começou a tentar fazer com que seus fãs no TikTok o sigam no Instagram. Se o TikTok for banido, o impacto sobre seus ganhos poderá ser enorme, disse ele.
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