Total de visualizações de página

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

YouTube lança página para defender suas políticas de remoção de conteúdo

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Alvo frequente de críticas por suas decisões de moderação, plataforma tenta responder a cinco questionamentos frequentes.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
23/10/2020 12h22 Atualizado há 5 horas
Postado em 23 de outubro de 2020 às 17h30m


  * Post.N. -\- 3.857 *  
YouTube publica página para explicar algumas de suas diretrizes de conteúdo. — Foto: Dado Ruvic/Reuters
YouTube publica página para explicar algumas de suas diretrizes de conteúdo. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O YouTube lançou na última quinta-feira (22) uma página sobre desinformação e conteúdos impróprios na plataforma, para tentar defender a maneira como aplica suas políticas.

O material, chamado "5 mitos e fatos", tem posicionamentos sobre questões como "o YouTube não consegue combater fake news pois não possui uma política sobre o tema". A novidade é extensão de um portal de transparência lançado em setembro pela companhia.

A plataforma de vídeos é destino frequente de materiais compartilhados em grupos no WhatsApp, e uma fatia deles contém conteúdo falso ou que induz a erro, como apontou um levantamento do G1 no início deste ano.

Na nova página, o YouTube diz que a desinformação é tratada "com diversas ferramentas", que envolvem remoção de vídeos, destaques de fontes confiáveis e redução de recomendações de conteúdo duvidoso e desinformação nociva.

Ao fim de cada "mito", a página tem um link para um "saiba mais", que amplia a resposta e leva os leitores a mais links sobre suas políticas.

No entanto, a seção dedicada a responder se "o YouTube não remove conteúdo inadequado" diz que a plataforma tem "políticas claras que determinam qual conteúdo é permitido", mas não apresentava um link que mostrasse essas diretrizes.

Pouco depois da publicação desta matéria, a empresa atualizou o tópico sobre remoção de conteúdo, incluindo links para as suas políticas.

Conteúdos 'duvidosos'

O YouTube tem sido questionado nos últimos anos por supostamente dar espaço a vídeos com discurso de ódio, teorias da conspiração e por manter os usuários em "bolhas", reforçando as recomendações de vídeos similares.

A plataforma já foi criticada por governos que disseram que ela não fazia o suficiente para remover conteúdo extremista, e por anunciantes, que boicotaram o serviço por um breve período, quando anúncios foram colocados ao lado de vídeos considerados inadequados pelas empresas.

De acordo com a companhia, as alterações nos algoritmos de recomendação teriam reduzido o consumo de conteúdos "duvidosos" como curas milagrosas a doenças graves, afirmações de que a Terra é plana ou que façam alegações falsas sobre eventos históricos.

Questionada por que o YouTube mantém vídeos como esses, a gerente de políticas públicas do YouTube, Juliana Nolasco, disse ao G1 que há "uma preocupação em permanecer como uma plataforma aberta".

"Queremos continuar trazendo multiplicidade de vozes, mas ao mesmo tempo nos preocupamos com a segurança dos usuários", afirmou Nolasco.

"Quando acreditamos que um conteúdo é duvidoso, reduzimos a recomendação. E não tomamos essa decisão sozinhos, fazemos com parceiros e parceiras [especialistas nos temas]", completou.

Definindo as diretrizes

Para definir um vídeo "limítrofe", que não fere as diretrizes da plataforma, mas tem o seu alcance reduzido, são levadas em consideração 9 ou mais opiniões diferentes, segundo o YouTube.

A companhia não detalha como esses especialistas são escolhidos, e diz apenas que algumas áreas exigem "especialistas certificados", como em questões médicas. Não existe uma página que reúna as pessoas ou instituições que colaboraram nesses casos.

O consenso definido pelos especialistas é utilizado nos sistemas de aprendizado de máquina, que são os algoritmos desenvolvidos para detectar automaticamente vídeos que possam ferir as regras do YouTube.

Alguns desses conteúdos "duvidosos" também podem receber um selo de checagem de fatos, que utiliza informações de parceiros da plataforma.

Política de remoção

Se por um lado o YouTube é alvo de críticas por não moderar alguns conteúdos, parte do público aponta que a plataforma pode agir como um "árbitro" ou errar em suas decisões.

A gerente de políticas públicas do YouTube afirma que todas as regras são aplicadas "independente de quem publica o conteúdo".

"O desafio é na formulação das políticas e na aplicação delas de uma forma justa. Por isso temos um processo de notificação para os usuários nos avisarem de conteúdos que podem ferir as regras", disse Juliana Nolasco ao G1.

"Também temos um mecanismo para aqueles que tiveram um conteúdo removido possam apelar da decisão", completou.

Nesses casos, o conteúdo é reavaliado por um membro diferente do YouTube. Em seguida, o vídeo pode ser restabelecido, receber uma restrição de idade ou continuar fora do site.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Google Play Música é encerrado e substituído pelo YouTube Music

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Aplicativo não vai funcionar mais no Android e na web, mas usuários têm opção de migrar para outro serviço da empresa.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por G1  
22/10/2020 16h12 Atualizado há 4 horas
Postado em 22 de outubro de 2020 às 2015m


  * Post.N. -\- 3.856 *  
Aplicativo Google Play Música vai deixar de funcionar no Android e na web. — Foto: FirmBee/Pixabay
Aplicativo Google Play Música vai deixar de funcionar no Android e na web. — Foto: FirmBee/Pixabay

O Google começou a encerrar o acesso ao aplicativo Play Música no Android e no computador para os usuários no Brasil nesta semana.

Ao abrir o app no celular, as pessoas são avisadas de que o app não está mais disponível, junto com a opção de transferir músicas e playlists o YouTube Music, o serviço de streaming do Google.

Um segundo botão mostra a alternativa de baixar a biblioteca para o computador ou celular.

Aviso no app Google Play Música diz que usuários podem migrar para o YouTube Music. — Foto: Reprodução
Aviso no app Google Play Música diz que usuários podem migrar para o YouTube Music. — Foto: Reprodução

Ao acessar o Google Play Música pelo computador, uma página exibe uma mensagem similar.

Ainda não está claro se as faixas transferidas terão limitações na versão gratuita do YouTube Music, que toca anúncios entre as músicas e não permite o download para ouvir sem internet.

O G1 entrou em contato com o Google e, até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.

O Play Música deixa de funcionar a partir de agora, mas os usuários podem baixar seus dados e músicas até dezembro. Depois dessa data, o material será apagado.

Os planos de migração tinham sido anunciados pelo Google em agosto, e fazem parte da estratégia da empresa de centrar seus esforços no YouTube Music.

Como transferir as músicas

Para fazer a migração para o outro serviço do Google, é só apertar no botão "Mudar para o YouTube Music", que aparece ao abrir o aplicativo.

De acordo com o Google, são transferidas a biblioteca do Google Play Música, com:

  • as músicas enviadas e compradas;
  • as playlists e várias estações;
  • álbuns e músicas na sua biblioteca;
  • as faixas com marcações "Gostei" e "Não gostei";
  • as informações de faturamento da assinatura se você for um assinante do Google Play Música.
------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Automação deve acabar com 85 milhões de empregos nos próximos 5 anos, diz relatório do Fórum Econômico Mundial

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Por outro lado, 97 milhões de empregos surgirão em áreas como cuidados com saúde, tecnologias da quarta revolução industrial e criação de conteúdo.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Marta Cavallini, G1  
21/10/2020 11h38 Atualizado há 05 horas
Postado em 21 de outubro de 2020 às 16h45m

  * Post.N. -\- 3.855 *  

Automação deve destruir 85 milhões de empregos — Foto: Divulgação
Automação deve destruir 85 milhões de empregos — Foto: Divulgação

Relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial prevê que, até 2025, a automação e a divisão do trabalho entre humanos e máquinas fecharão 85 milhões de empregos no mundo em empresas de médio e grande porte em 15 setores e 26 economias, incluindo o Brasil.

Funções em áreas como processamento de dados, contabilidade e suporte administrativo são as que mais devem perder empregos à medida que a automação e a digitalização no local de trabalho aumentam.

Mais de 80% dos executivos estão acelerando os planos para digitalizar processos de trabalho e implantar novas tecnologias, e 50% dos empregadores pretendem acelerar a automação de algumas funções. Em contraste com os anos anteriores, a criação de empregos está diminuindo, enquanto o fechamento de vagas está acelerando.

A Covid-19 acelerou a chegada do futuro do trabalho, disse Saadia Zahidi, diretora-executiva do Fórum Econômico Mundial.

Segundo ela, a aceleração da automação e as consequências da recessão trazida pela pandemia aprofundaram as desigualdades existentes nos mercados de trabalho e reverteram o cenário de abertura de vagas após a crise financeira global de 2008. Empresas, governos e trabalhadores devem trabalhar juntos urgentemente para implementar uma nova visão para a força de trabalho global, alerta.

Cerca de 43% das empresas pesquisadas disseram que vão reduzir sua força de trabalho devido à tecnologia, 41% planejam expandir a contratação dentro de funções especializadas e 34% pretendem aumentar a força de trabalho por causa da integração trazida pela tecnologia.

Até 2025, os empregadores irão dividir igualmente o trabalho com as máquinas. As funções que potencializam as habilidades humanas serão mais demandadas. O uso de máquinas será focado principalmente no processamento de dados, tarefas administrativas e trabalhos manuais de rotina.

O levantamento é baseado em previsões de executivos de recursos humanos e estratégia de 300 empresas globais, que empregam 8 milhões de trabalhadores, além de dados do LinkedIn, Coursera, ADP Research Institute e FutureFit.AI.

Áreas que terão demanda

Por outro lado, 97 milhões de empregos devem surgir nas seguintes áreas:

  • cuidados com saúde
  • tecnologias da quarta revolução industrial
  • dados e inteligência artificial
  • criação de conteúdo
  • novas funções em engenharia
  • computação em nuvem
  • desenvolvimento de produtos.

Tarefas que demandem gerenciamento, aconselhamento, tomada de decisão, raciocínio, comunicação e interação terão grande demanda, aponta o relatório.

No Brasil, as áreas com maior demanda devem ser as seguintes:

  1. Especialista em inteligência artificial
  2. Analista e cientista de dados
  3. Especialista em internet das coisas
  4. Especialista em transformação digital
  5. Especialista em Big Data
  6. Analista de gestão e organização
  7. Especialista em marketing digital e estratégia
  8. Gerente de projeto
  9. Especialista em automação de processos
  10. Gerente administrativo e de serviços comerciais

Já a maior retração deve ocorrer nas seguintes áreas:

  1. Contabilidade, escrituração e folha de pagamento
  2. Processamento de dados
  3. Trabalhadores de montagem de fábrica
  4. Secretários administrativos e executivos
  5. Reparadores mecânicos e de máquinas
  6. Registro de materiais e manutenção de estoque
  7. Atendimento ao cliente
  8. Caixas e funcionários de banco
  9. Contadores e auditores
  10. Gerentes administrativos e de serviços comerciais
Requalificação

O relatório mostra que quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação.

A maioria dos empregadores reconhece o valor de requalificar sua força de trabalho - 66% esperam retorno sobre o investimento na qualificação e requalificação dos funcionários dentro de um ano. E também preveem realocar 46% dos trabalhadores em sua própria organização.

No futuro, veremos que as empresas mais competitivas serão aquelas que investiram pesadamente em seu capital humano, nas habilidades e competências de seus funcionários, disse Zahidi.

Os mais afetados pelas mudanças trazidas pela Covid-19 são aqueles que já estavam em desvantagem. E a desigualdade será intensificada pelo duplo impacto da tecnologia e recessão.

Nos Estados Unidos, a pandemia tirou o emprego principalmente das mulheres, mais jovens e com salários mais baixos. Na comparação com a crise financeira global de 2008, o relatório mostra que o impacto hoje é muito mais significativo e tem maior probabilidade de aprofundar as desigualdades existentes.

A pandemia afetou desproporcionalmente milhões de trabalhadores pouco qualificados, disse Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera.

Para ele, deve haver um esforço de requalificação por parte das instituições privadas e governamentais para que os profissionais tenham aprendizado relevante para retornar ao mercado de trabalho.

Trabalho remoto veio para ficar

Cerca de 84% dos empregadores devem digitalizar os processos de trabalho, incluindo uma expansão significativa do trabalho remoto. Os empregadores dizem que há potencial para colocar 44% de sua força de trabalho no home office.

No Brasil, 92% dos entrevistados preveem acelerar a digitalização, implantando ferramentas digitais e videoconferência. Outros 88% pretendem oferecer mais oportunidades de trabalhar remotamente.

De acordo com o relatório, 78% dos líderes empresariais globais esperam algum impacto negativo na produtividade do trabalhador.

Isso sugere que algumas indústrias e empresas estão lutando para se adaptar com rapidez à mudança para o trabalho remoto causada pela pandemia.

Para lidar com as questões de produtividade e bem-estar, cerca de um terço dos empregadores disseram que tomarão medidas para criar senso de comunidade, conexão e pertencimento entre seus funcionários. 

Mudança de carreira

A pesquisa também indicou um número crescente de pessoas mudando de carreira, principalmente para a área de dados, inteligência artificial, vendas, criação de conteúdo e produção, mídias sociais e engenharia.

O relatório mostra ainda que as habilidades como pensamento crítico, análise e resolução de problemas já são as mais valorizadas. E entraram na lista as habilidades de autogestão, como resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade.

No Brasil, as habilidades mais demandadas serão as seguintes:

  • Capacidade de aprendizagem
  • Pensamento analítico e inovação
  • Criatividade, originalidade e iniciativa
  • Liderança e influência social
  • Inteligência emocional
  • Pensamento crítico e analítico
  • Resolução de problemas
  • Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade
  • Uso, monitoramento e controle de tecnologia
  • Análise e avaliação de sistemas
  • Persuasão e negociação

O levantamento aponta ainda um aumento substancial no número de pessoas que buscam oportunidades de aprendizagem online por iniciativa própria e por meio de programas governamentais e também no número de empregadores que oferecem qualificação online para seus trabalhadores.

Quem está empregado está dando maior ênfase aos cursos de desenvolvimento pessoal. Já os desempregados priorizam o aprendizado de habilidades digitais, como análise de dados, ciência da computação e tecnologia da informação.

Hamoon Ekhtiari, CEO da FutureFit AI, prevê o aumento das transições de carreira, especialmente para profissionais mais vulneráveis e marginalizados.

"A pandemia acelerou muitas das tendências em torno do futuro do trabalho, reduzindo drasticamente a janela de oportunidade para requalificar e fazer a transição dos trabalhadores para empregos adequados para o futuro", afirma.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------