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quinta-feira, 18 de março de 2021

Hackers escondem cartões e dados roubados de lojas virtuais dentro de 'fotos falsas'

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Especialista também demonstrou técnica para esconder arquivos em imagens PNG publicadas no Twitter, reforçando alerta sobre a necessidade de verificar a validade de dados 'benignos'.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 18 de março de 2021 às 17h40m

  *.- Post.N. -\- 3.985 -.*  

Hackers adulteram códigos de lojas on-line para salvar ou redirecionar dados de pagamento. — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com
Hackers adulteram códigos de lojas on-line para salvar ou redirecionar dados de pagamento. — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com

A empresa de segurança Sucuri alertou que hackers estão utilizando imagens JPG falsas para esconder dados roubados de lojas virtuais com o objetivo de burlar tecnologias de segurança que detectam e bloqueiam o vazamento de dados coletados.

A prática está ligada aos ataques conhecidos como "Magecart". Nessa fraude, o invasor adultera a página de pagamento de uma loja ou serviço on-line para que as informações fornecidas pelo cliente (incluindo o cartão de crédito) sejam remetidas ao criminoso.

Por ser uma modalidade de fraude relativamente nova, diversas inovações têm sido aplicadas pelos criminosos com o objetivo de derrotar as medidas de defesa adotadas pelos sistemas de comércio eletrônico.

Para que o ataque permaneça por mais tempo na loja, os invasores precisam esconder a atividade de envio dos dados roubados da melhor forma possível.

Apesar do truque ser novo, os hackers não estão utilizando esteganografia – que seria um método mais sofisticado de ocultação de dados.

A esteganografia visa camuflar informações de um tipo (como os dados de cartão) em um arquivo, ou "suporte", de outra categoria (como um arquivo de imagem).

Nesse caso, de acordo com a Sucuri, os hackers desenvolveram um código que recolhe os dados do pagamento e os armazenam em um arquivo JPG – mas não se trata de uma foto de fato. Eles apenas de aproveitam da suposição de que arquivo JPG, por representarem imagens, seriam benignos.

Contudo, no caso dessas imagens falsas, não há nenhum dado gráfico – apenas as informações roubadas. Com a imagem gravada no servidor, o criminoso só precisa baixar a "foto" para obter os dados que foram roubados.

De acordo com a Sucuri, o ataque está sendo realizado contra lojas de comércio eletrônico que usam o sistema Magento, um dos mais populares para a criação simples e rápida de lojas on-line.

O ataque, porém, não caracteriza uma nova brecha ou vulnerabilidade no Magento. Os hackers só podem usar essa técnica na segunda fase de uma invasão, depois de já conseguirem acesso ao sistema.

Esteganografia no Twitter

Embora os hackers identificados pela Sucuri estejam utilizando arquivos falsos de imagem, os riscos de segurança da esteganografia de fato – com imagens verdadeiras – também existe.

O especialista em segurança David Buchanan demonstrou que é possível utilizar técnicas de esteganografia para enviar diversos tipos de arquivo ao Twitter, desde que sejam camuflados como imagens do tipo PNG (Portable Network Graphics).

Ele enviou "fotos" ao Twitter que podem ser renomeadas para outras extensões, como ".mp3" e ".zip", para "transformá-las" em música e até em código-fonte de programas.

A técnica poderia ser usada por hackers para armazenar programas maliciosos ou até comandos ocultos em perfis do Twitter. Como o Twitter é considerado um site de confiança, esse conteúdo não seria bloqueado.

Hackers já fizeram algo semelhante utilizando descrições de canais no YouTube e tuítes. Porém, esse conteúdo pode ser facilmente identificado, o que leva à suspensão das contas.

A ocultação de dados de comando em imagens legítimas poderia dificultar a atuação das redes sociais contra os hackers. Por regra, quase todas as imagens e vídeos em redes sociais passam um processamento que "limpa" os arquivos para retirar as partes manipuláveis e metadados sensíveis (como o nome ou local da foto).

O que Buchanan descobriu é que alguns arquivos PNG não são reprocessados totalmente pelo Twitter, mantendo parte dos dados originais e permitindo a adição de dados que não deveriam estar no arquivo por não fazerem parte do PNG.

O especialista, que participa de programas de recompensas de falhas ("bug bounty"), decidiu divulgar o truque depois que a equipe do Twitter teria afirmado que essa possibilidade não é considerada uma falha de segurança.

De fato, a possibilidade de salvar outros tipos de dados dentro de imagens não representa um risco para o próprio Twitter. Porém, ainda incentiva a criação de perfis falsos que abusem desse truque.

Embora o Twitter ainda não tenha se pronunciado sobre alerta de Buchanan, é possível que a rede social modifique a forma que processa arquivos PNG para coibir a prática – mesmo que não a considere uma "falha de segurança".

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Falta de chips afeta indústria global e crise é 'sem precedentes', diz associação chinesa do setor

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Escassez dos semicondutores atinge desde montadoras de veículos a fabricantes de smartphones. Samsung vê "sério desequilíbrio".
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 14h00m

  *.- Post.N. -\- 3.984 -.*  

Indústria sofre com escassez de chips — Foto: Divulgação/Qualcomm
Indústria sofre com escassez de chips — Foto: Divulgação/Qualcomm

A escassez global de chips está afetando a produção da indústria mundial. Da cadeia automotiva a produção de smartphones, a presença desses dispositivos é indispensável para o produto final.

A associação da indústria de semicondutores da China chinês classificou nesta quarta-feira (17) a falta de chips como "sem precedentes". A venda dos chips subiu 18% no ano passado no país.

"É preciso lembrar que em 1999 houve uma crise semelhante nesta indústria, mas era muito menor", disse Zhou Zixue, funcionário sênior da Associação da Indústria de Semicondutores da China (CSIA).

Por sua vez, a Samsung afirmou que a falta dos semicondutores, como também são chamados os chips, está criando um "sério desequilíbrio".

A empresa já havia alertado que estava lutando para atender aos pedidos de chips que fabrica para seus próprios produtos e também para outras empresas.

Em meados de fevereiro, a indústria de tecnologia dos Estados Unidos também mostrou preocupações e pediu financiamento ao governo para a produção dos semicondutores.

Pandemia impulsionou consumo de chips

A pandemia de coronavírus impulsionou a venda de dispositivos eletrônicos para as pessoas trabalharem em casa.

Ao mesmo tempo, a indústria automotiva reduziu a demanda por chips no início da pandemia, mas voltou com força no final de 2020.

No entanto, agora sentem dificuldade para conseguir os semicondutores que necessitam.

Honda para produção nos EUA e Canadá

Sentindo os efeitos da falta de chips, a Honda suspendeu parte de sua produção de veículos nos Estados Unidos e Canadá.

A empresa disse, em comunicado, que enfrenta uma "série de questões na cadeia de abastecimento relacionados com o impacto da Covid-19, o congestionamento em vários portos, a escassez de microchips e o severo clima do inverno das últimas semanas, especialmente no Texas".

Tecno Lógica: falta de chips afeta fabricação de vários produtos pelo mundo
Tecno Lógica: falta de chips afeta fabricação de vários produtos pelo mundo

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Wikipédia lança serviço pago para empresas usarem seu conteúdo

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Enciclopédia continua sendo gratuita, mas fundação que a gerencia irá oferecer opções de integração para 'big techs'.
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 12h20m

  *.- Post.N. -\- 3.983 -.*  

Logo da Wikipédia impresso em 3D. — Foto: Dkoukoul/Wikimedia
Logo da Wikipédia impresso em 3D. — Foto: Dkoukoul/Wikimedia

A Wikimedia, fundação que gerencia a enciclopédia on-line Wikipédia, anunciou na última terça-feira (16) um serviço pago voltado para as grandes empresas de tecnologia.

Chamada de Wikimedia Enterprise, a iniciativa não vai mudar a maneira como a Wikipédia funciona. A novidade é que grandes empresas de tecnologia como Google, Apple e Amazon poderão pagar para usar o conteúdo.

Os materiais da enciclopédia já são utilizados por essas grandes empresas – muitas das respostas da Alexa, assistente virtual da Amazon, e da Siri, assistente virtual da Apple, partem da Wikipédia.

Esse acesso é gratuito, mas para responder as perguntas dos usuários com precisão é preciso que equipes dessas empresas organizem o que é relevante – seja por meio de curadoria humana ou sistemas de inteligência artificial.

Com o Wikimedia Enterprise, a fundação pretende oferecer os dados dos seus artigos com a formatação adequada para cada empresa por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicações, na sigla em inglês), um conjunto de funções e procedimentos que serve para mediar funções entre a enciclopédia e outros softwares.

A adesão será totalmente opcional, segundo a Wikimedia, e as funções básicas de sua API continuarão gratuitas. A fundação, porém, diz que essa é uma alternativa para manter os seus negócios sustentáveis.

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