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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Jack Dorsey deixa cargo de presidente-executivo do Twitter

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Essa não é a primeira vez que o bilionário sai do comando da rede social. Ele diz que foi uma decisão sua, mas o bilionário vinha sofrendo pressão de investidores para renunciar.
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Por g1

Postado em 29 de novembro de 2021 às 13h00m

Post. N. - 4.209

Jack Dorsey, cofundador do Twitter — Foto: Toby Melville/Reuters
Jack Dorsey, cofundador do Twitter — Foto: Toby Melville/Reuters

Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, disse nesta segunda-feira (29) que irá deixar o cargo de presidente-executivo da rede social.

O anúncio foi feito pouco depois de o site americano "CNBC" indicar a sua saída, citando fontes. Ao confirmar a decisão, publicamente, em seu perfil no Twitter, Dorsey ainda brincou: "Não sei se todo mundo já sabe, mas... eu me demiti do Twitter".

Dorsey também informou que seu sucessor na rede social será Parag Agrawal, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia desde 2017. E que a troca de comando é imediata.

Ele seguirá como membro do conselho da empresa até seu mandato expirar, no ano que vem. E continuará como CEO da empresa de pagamentos digitais Square, função que exercia simultaneamente com a "chefia" do Twitter — o que vinha gerando pressão de investidores pela sua saída (leia mais abaixo).

Essa não é a primeira vez que o Dorsey deixa o posto no Twitter – em 2008, dois anos após a fundação da empresa, o magnata foi afastado do cargo por supostamente gastar muito tempo fazendo yoga e tendo aulas de design de moda.

Ele só retornou em 2015 – durante esse período a companhia foi comandada pelo cofundador Evan Williams, que depois passou a liderança para o executivo Dick Costolo.

Em carta direcionada aos funcionários intitulada "Voo", Dorsey diz que trabalhou duro para que o Twitter pudesse se desvencilhar de sua fundação e de seus fundadores, por acreditar que isso seja algo bastante limitador.

Na mensagem divulgada também em seu perfil, o magnata afirma ainda que quer que todos saibam que a saída "foi uma decisão dele" e que "está muito triste... e, ainda assim, muito feliz", por entender que é o momento certo.

No entanto, há meses Dorsey vinha sofrendo pressão para deixar a liderança do Twitter – no início de 2020, o grupo investidor Elliott Management teria pedido a sua saída, de acordo as agências de notícias Reuters e Bloomberg.

O sucessor

Parag Agrawal ingressou no Twitter como engenheiro de software em 2011.

Diretor de tecnologia da empresa desde outubro de 2017, ele liderava a estratégica técnica da empresa e a iniciativa Bluesky, equipe criada em 2019 com o objetivo de desenvolver um padrão descentralizado para redes sociais.

Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter — Foto: Divulgação/Twitter
Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter — Foto: Divulgação/Twitter

Quem é Jack Dorsey

Dorsey nasceu e cresceu em Saint Louis, no estado americano do Missouri, em 19 de novembro de 1976. Assim como outros grandes nomes da tecnologia, ingressou na faculdade mas abandonou a graduação pouco antes de completá-la.

Jack Dorsey, presidente do Twitter durante sessão no Congresso dos EUA em março de 2021 — Foto: Reprodução via Reuters
Jack Dorsey, presidente do Twitter durante sessão no Congresso dos EUA em março de 2021 — Foto: Reprodução via Reuters

Ele está entre as 200 pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking da revista "Forbes", com uma fortuna avaliada em US$ 11,7 bilhões e é famoso por ser um executivo pouco convencional – no final de 2019, ele disse que pretendia morar na África durante parte de 2020, mas não concretizou seus planos.

Entusiasta da criptomoeda Bitcoin e de tecnologias de blockchain, vendeu o primeiro post da história do Twitter como um NFT por US$ 2,9 milhões. O tuíte – "estou criando minha conta Twttr" – foi publicado em 21 de março de 2006, ainda com a referência ao antigo nome da rede social.

Em uma audiência on-line da Câmara dos Estados Unidos sobre desinformação na internet, o executivo roubou a cena por mostrar uma espécie de relógio com a cotação do Bitcoin. Na ocasião, também levou uma "bronca" da deputada democrata Kathleen Rice por ironizar as perguntas dos congressistas em uma enquete no Twitter.

Com a saída de Dorsey, essa é a segunda grande mudança de liderança em empresas de tecnologia nos últimos meses.

Em julho passado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, deixou o cargo de presidente-executivo da gigante do varejo on-line – mas ao contrário de Dorsey, ele não vinha sendo pressionado por investidores e decidiu sair para se dedicar a outras empreitadas, como a empresa de exploração espacial Blue Origin.

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domingo, 28 de novembro de 2021

'Eu fui assassinada': vídeo usa inteligência artificial para dar voz a vítimas de feminicídio

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Campanha pública educativa de Israel quer alertar outras mulheres sobre como se protegerem de relacionamentos abusivos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 28 de novembro de 2021 às 11h30m

Post. N. - 4.208

Inteligência artificial faz vítimas de feminicídio falarem novamente
Inteligência artificial faz vítimas de feminicídio falarem novamente

"Eu fui Michal Sela", diz a mulher morta, olhando diretamente para a câmera. "Em 2019, fui assassinada pelo homem que era meu marido, o assassino Eliran Malul. E hoje, depois de perder minha vida, apelo a vocês: ouçam minha voz".

O vídeo é parte de uma campanha pública educativa de Israel que usa tecnologia de inteligência artificial para trazer cinco mulheres assassinadas "de volta à vida" para alertar outras mulheres sobre como se protegerem de relacionamentos abusivos.

Os vídeos são feitos com fotos das mulheres antes de elas morrerem, e recorrem à tecnologia para criar animações em vídeo que as mostram falando dubladas por atrizes. Eles foram produzidos pela start-up de aprendizado profundo D-ID para marcar o Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

 Sagit Ozeri foi assassinada pelo marido e foi recriada com inteligência artificial para falar de crime — Foto: Corinna Kern/Reuters
Sagit Ozeri foi assassinada pelo marido e foi recriada com inteligência artificial para falar de crime — Foto: Corinna Kern/Reuters

Entre as mulheres destacadas está Sela, que tinha 32 anos quando foi morta a facadas pelo marido diante da filha pequena em 2019. O marido foi condenado por assassinato no mês passado.

O objetivo da campanha é criar uma "vacina contra a violência, que estamos atacando de todos os ângulos", explicou Ben Ami, um dos parentes que aprovaram os vídeos, à emissora Channel 13.

O Ministério do Bem-Estar de Israel relatou 10% a mais de chamadas em sua linha direta contra a violência doméstica em 2021 na comparação com o ano passado.

Em seu vídeo, "Sela" aconselha as mulheres a buscarem ajuda se estiverem em um relacionamento com alguém ciumento e obsessivo.

"Se você tem medo da reação dele ao se separar, compartilhe com uma pessoa próxima e um especialista em violência doméstica, que te ajudará a se separar com segurança e voltar para sua luz, diz ela.

"Ouça minha voz. Ouça sua voz."
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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Metaverso: o que é a economia do mundo paralelo e como ela pode ser explorada nos próximos anos

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A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de novembro de 2021 às 15h05m

Post. N. - 4.207

Facebook mencionou NFTs em sua visão sobre o metaverso — Foto: Reprodução
Facebook mencionou NFTs em sua visão sobre o metaverso — Foto: Reprodução

O que será necessário para construir o metaverso — o mundo paralelo e totalmente digital que grandes corporações, como o Facebook e a Microsoft, estão tentando desenvolver?

Esse universo na nuvem baseado em realidade aumentada precisará de muitos recursos, anos e colaboração de corporações de diferentes setores.

Criar um mundo novo é desenvolver a economia por meio de bens e serviços que ainda não existem e, provavelmente, inspirar a criação de novas empresas ao longo do caminho.

Os especialistas concordam que é pouco provável que uma única empresa possa construir e manter o cibermundo.

A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida.

"O metaverso compreenderá inúmeros mundos virtuais conectados entre si e com o mundo físico", segundo os especialistas no recente "relatório temático do Bank of America: As 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida".

"Eles gerarão uma economia forte, englobando o trabalho e a diversão, enquanto transformam indústrias e mercados muito tradicionais, como as finanças, os bancos, o comércio e a educação, saúde e fitness, além do entretenimento para adultos", segundo o relatório.

"No final da década — em 2030 —, passaremos mais tempo no metaverso que na 'vida real'", segundo o inventor americano Raymond Kurzweil, pioneiro no desenvolvimento de diversos avanços tecnológicos e diretor de engenharia da Google desde 2012.

Mas o conceito, na verdade, não é novo. Diversos videogames online vêm desenvolvendo mundos virtuais há décadas. Não se trata do metaverso, mas há algumas ideias em comum.

Facebook demonstra protótipo de luva tátil com foco no metaverso
Facebook demonstra protótipo de luva tátil com foco no metaverso

Grandes investimentos

"Não se trata de algo novo. A novidade é o volume de investimentos que o metaverso vem recebendo, além da crescente aceitação dos ativos digitais em uma população cada vez mais nativa do mundo digital", segundo Benjamin Dean, diretor de ativos digitais da empresa de análise e investimentos WisdomTree.

"O ritmo da transformação continua se acelerando, o que significa que tecnologias [que considerávamos] distantes e de longo prazo estão se aproximando cada vez mais rápido", segundo ele.

"Nos últimos anos, nos países industrializados, a maioria das pessoas (mais de 50%) não se lembra de como era a vida antes da internet. Essa mudança demográfica continuará se aprofundando, especialmente nos países onde os smartphones são onipresentes e a população é mais jovem", segundo o especialista da WisdomTree.

"Dez anos atrás, chamei esse processo de virtualização do mundo", acrescenta Dean.

Segundo o próprio fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, no universo digital que será o metaverso, "você poderá se teletransportar instantaneamente como um holograma para chegar ao escritório sem necessidade de deslocamento, a um concerto com os amigos ou à sala da casa dos seus pais para saber das novidades".

Mas, ao contrário da realidade virtual atual, que é principalmente utilizada para videogames, o metaverso poderá englobar o entretenimento, os jogos, shows, cinema, o trabalho, a educação e muito mais. E isso fará com que se desenvolvam novas empresas e tecnologias nesses setores específicos.

Shows, conteúdo e entretenimento

A cantora Ariana Grande, o DJ Marshmello e o rapper Travis Scott já se apresentaram no famoso videogame Fortnite, da Epic Games, em uma demonstração de como poderia ser o futuro dos shows musicais no metaverso.

Até 12,3 milhões de jogadores da plataforma chegaram a se reunir em tempo real em abril do ano passado para presenciar o lançamento da música The Scotts, composta pelo superastro do rap Travis Scott e seu colega Kid Cudi.

E até o ratinho Mickey parece estar pronto para interagir no metaverso. O diretor-executivo da Disney Bob Chapek afirmou que o conglomerado está se preparando para dar um salto tecnológico rumo ao mundo da realidade virtual nos seus parques temáticos.

Mas a experiência não ficaria limitada aos parques. "Estender a magia dos parques da Disney para os ambientes domésticos é uma possibilidade real", segundo ele.

"A geração Z impulsionará a mudança para o metaverso e o uso de hologramas, além de maior criação de conteúdo para os mundos virtuais. Essa ação poderá beneficiar o setor, ainda que em prazo muito longo", segundo o relatório do Bank of America.

Os provedores de conteúdo, que incluem filmes (Disney), televisão (Discovery Channel), esportes (Fox Sports), música (Universal Music Group, Live Nation), provedores de plataformas (Netflix) e jornais (The New York Times) começaram a fazer experiências de imersão em 3D.

O diretor da saga O Senhor dos Anéis, Peter Jackson, recentemente anunciou a venda do seu estúdio de efeitos especiais, Weta Digital, para uma empresa de software americana (Unity) que quer desenvolver o metaverso — uma operação que demonstra o movimento muito rápido do setor.

"Oferecer assentos de imersão na "primeira fila" de um evento esportivo, show musical ou desfile de moda poderia ser lucrativo para as empresas e aumentaria a acessibilidade de eventos ao vivo", segundo o relatório do Bank of America.

‘Metaverso’: entenda como vai ser o futuro da internet
‘Metaverso’: entenda como vai ser o futuro da internet

Escritório e presença virtual

Mas um legado da pandemia de Covid-19 é o trabalho remoto.

Infinite Office é o lugar de trabalho idealizado pelo Facebook. Ele tem salas de reuniões virtuais, onde os participantes podem simultaneamente usar seus computadores do mundo real.

Mas o Facebook não é a única dentre as grandes empresas de tecnologia que estão desenvolvendo conceitos desse tipo.

A Microsoft comentou recentemente sobre a criação de um "metaverso para empresas", com base no Microsoft Teams, a plataforma de reuniões que se popularizou durante a pandemia. Com ele, segundo a empresa, será possível oferecer espaços virtuais para eventos, reuniões e oportunidades de networking.

Para a empresa de consultoria PwC, o setor de formação tem muito a ganhar com ambientes de escritórios virtuais.

"A realidade virtual já está impulsionando programas de formação de vários setores, criando ambientes que seriam caros, perigosos ou limitados no mundo real", segundo seus especialistas em um relatório de 2020.

Eles acreditam que uma experiência de imersão e emoção, que pode ser muito mais emocionante que a formação tradicional no local de trabalho, pode estimular a memória e ser muito mais eficaz no aprendizado de novas habilidades e procedimentos.

O que será do metaverso do Facebook? — Foto: Wagner Magalhaes / g1
O que será do metaverso do Facebook? — Foto: Wagner Magalhaes / g1

Grandes desafios

Os especialistas concordam que ainda há um longo caminho a ser percorrido antes de podermos ver o metaverso materializado.

O ex-engenheiro da IBM Thomas Frey recorda que a infraestrutura da internet, a possibilidade de ter um grande número de participantes interagindo em tempo real, as barreiras do idioma e os problemas de latência (o tempo decorrido para abrir uma página web ao clicarmos nela) são os principais desafios do metaverso.

Serão necessários computadores e chips de processamento de gráficos e vídeo mais potentes e as companhias mais importantes do setor, como NVIDIA, AMD e Intel, já vêm trabalhando neles. O desenvolvimento de toda essa tecnologia oferecerá novas oportunidades de negócios para todos os fabricantes de microchips.

Outro setor que promete transformações é o da educação.

"A ideia fundamental é baseada na aprendizagem adaptativa, que existiu por muitos anos", segundo Haim Israel, Felix Tran e Martyn Briggs, estrategistas da BoA Merrill Lynch. "As lições mudam de resposta de acordo com as reações dos estudantes sobre a matéria, como inclinar a cabeça ou até pegar no sono. Podem ser criados questionários, vídeos e explicações adicionais para aumentar a compreensão ou animar a aula", acrescentam eles.

No campo da educação superior, tudo indica que as universidades criarão seus próprios campi virtuais, o que poderia aumentar o número de estudantes.

As possibilidades são quase infinitas. Os estudantes de astronomia poderiam observar a colisão de galáxias e a aula de história da arte poderia ocorrer na Capela Sistina.

Microsoft diz que Mesh para Teams é porta de entrada para o metaverso — Foto: Microsoft
Microsoft diz que Mesh para Teams é porta de entrada para o metaverso — Foto: Microsoft

Cada vez mais usuários procuram soluções digitais para assistência médica e a pandemia exacerbou essa tendência. A medicina e a telemedicina poderiam ter um campo para crescer e desenvolver novos serviços.

O mesmo aconteceu com o comércio eletrônico. Gigantes como a Amazon e o Mercado Livre viram suas vendas multiplicar-se e o Bank of America acredita que o metaverso levará os consumidores a comprar mais nos mundos virtuais.

Para Benjamin Dean, todo esse novo comércio precisará de moedas alternativas que convivam com o dinheiro existente: dólares, euros, ienes, reais...

"A linha divisória entre a realidade física e a virtual vem se dissipando e isso continuará a acontecer durante a próxima década", afirma ele.

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