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terça-feira, 23 de maio de 2023

Meta cumpre ordem do Reino Unido e vende Giphy para empresa de banco de imagens por US$ 53 milhões

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Em 2020, a dona do Facebook comprou a plataforma de GIFs por cerca de US$ 400 milhões, mas o negócio foi contestado pelo órgão de concorrência do Reino Unido.
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Por g1

Postado em 23 de maio de 2023 às 14h00m

Post. N. - 4.628

Meta havia compra a Giphy em 2020.  — Foto:  REUTERS/Dado Ruvic
Meta havia compra a Giphy em 2020. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A empresa de banco de fotos Shutterstock disse nesta terça-feira (23) que comprou a plataforma de imagens animadas Giphy da Meta por US$ 53 milhões (cerca de R$ 264 milhões).

O regulador antitruste do Reino Unido deu a ordem no ano passado para a Meta vender o Giphy por preocupações de o negócio dificultar a concorrência, prejudicando especialmente Snapchat e Twitter.

O Giphy tem o maior repositório mundial de imagens animadas, conhecidas como GIFs, e stickers que são usados em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Microsoft Teams.

O conteúdo, que também inclui material oficial de empresas de mídia como Disney e Netflix, acumula 15 bilhões de impressões diárias.

Em 2020, a Meta teria pagado US$ 400 milhões pelo Giphy. Um ano depois, o negócio foi contestado pela Autoridade de Concorrência e Mercados no Reino Unido (CMA), na primeira vez que um regulador britânico forçou um gigante de tecnologia dos Estados Unidos a vender uma empresa já adquirida.

A Shutterstock disse que o Giphy adicionará receita "mínima" este ano e lançará esforços para aumentar o faturamento a partir de 2024.

"Este é um próximo passo empolgante na jornada da Shutterstock como uma plataforma criativa de ponta a ponta", disse o presidente-executivo da empresa, Paul Hennessy.

O acordo com o Giphy permitirá o acesso a cerca de 1,7 bilhão de usuários diários, disse a Shutterstock. As ações da empresa subiram até 4% no pré-mercado.

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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Nasa escolhe Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir módulo lunar da missão Artemis V

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Com o contrato, a companhia de Bezos receberá US$ 3,4 bilhões para desenvolver veículo que transportará astronautas na missão lunar em 2029.
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Por g1

Postado em 22 de maio de 2023 às 06h00m

Post. N. - 4.627

Uma renderização do módulo de pouso Blue Moon, da Blue Origin, que levará astronautas à Lua — Foto: Divulgação/Blue Origin
Uma renderização do módulo de pouso Blue Moon, da Blue Origin, que levará astronautas à Lua — Foto: Divulgação/Blue Origin

A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, conseguiu fechar um contrato com a Nasa para desenvolver um módulo de pouso lunar para a missão Artemis V, programada para 2029. A companhia de Bezos concorria com a empresa de defesa Dynetics.

Em comunicado nesta sexta-feira (19), a Nasa informou que a Blue Origin irá projetar, desenvolver e testar o módulo de pouso Blue Moon para atender aos padrões "do sistema de pouso humano da Nasa para expedições de astronautas à superfície lunar".

Com o contrato, a Blue Origin receberá US$ 3,4 bilhões e, antes do Artemis V, ela terá de fazer uma "missão de demonstração" sem tripulantes. A data ainda não foi revelada.

"Estamos em uma era de ouro dos voos espaciais humanos, que é possível graças às parcerias comerciais e internacionais da Nasa. Juntos, estamos fazendo um investimento na infraestrutura que abrirá o caminho para pousar os primeiros astronautas em Marte", disse o administrador da Nasa, Bill Nelson.

"A Blue Origin e seus parceiros já estão trabalhando e animados para estar nesta jornada com a Nasa", disse a Blue Origin em comunicado.

O anúncio desta sexta-feira em Washington era muito aguardado pela Blue Origin, que havia participado sem sucesso em outras concorrências, segundo a agência Reuters.

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sábado, 20 de maio de 2023

Publicações no Twitter podem ajudar a prever evolução de epidemias, aponta pesquisa da Unicamp

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Pesquisadores do Instituto de Economia identificaram relação entre palavras contidas em tweets e casos e mortes por Covid-19 no Brasil. Ao todo, foram analisados mais de 510 mil posts.
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Por Gabriella Ramos, g1 Campinas e Região

Postado em 20 de maio de 2023 às 07h00m

Post. N. - 4.626

Twitter pode ser usado para mapear e controlar epidemias emergentes, aponta pesquisa da Unicamp — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Twitter pode ser usado para mapear e controlar epidemias emergentes, aponta pesquisa da Unicamp — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

Uma pesquisa conduzida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, em parceria com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, identificou a relação entre palavras contidas em tweets e a evolução de casos e mortes provocadas pela Covid-19 no Brasil. As postagens nas redes sociais poderiam, inclusive, ajudar a prever e controlar outras epidemias emergentes, segundo os pesquisadores.

Os resultados da pesquisa foram publicados recentemente no Jornal da Unicamp. Coordenador do estudo, o professor Alexandre Gori Maia explica que a ideia era explicar como o comportamento das pessoas influenciaria a dinâmica da pandemia. Ao todo, foram analisados mais de 510 mil tweets, publicados em novembro de 2020, em 3.599 municípios brasileiros.

"Nós procuramos menções que tivessem as relações mais fortes com os casos de Covid um mês depois. Pegamos primeiro quais eram os temas mais debatidos no Twitter no mês e, depois, nós fizemos o que chamamos de análise de sensibilidade, relacionando cada um desses temas aos casos de Covid um mês depois", detalha. 
Temas e palavras-chave

Eventualmente, foram selecionados cinco temas que apresentaram correlações mais fortes com a pandemia: a Covid-19; intervenções não farmacológicas, como o uso de máscara e isolamento social; opiniões relacionadas à saúde; opiniões políticas; e discussões sobre a vacina.

A partir da definição dos temas, o grupo passou a monitorar a incidência de palavras-chave para traduzir a relação entre os termos e a disseminação do vírus. Entre as 14 palavras-chave utilizadas no estudo, estavam "quarentena", "isolamento", "máscara", "vacinação", "CoronaVac" e "comunismo".

"Quando havia um debate muito forte numa determinada localidade sobre Covid, isso expressava a percepção de risco das pessoas em relação ao avanço da pandemia.Ah, eu descobri que meu primo está com Covid e vou comentar no Twitter. A partir dessa frequência, nós conseguimos identificar que houve um avanço da pandemia um mês depois", explica.

Maia destaca que a principal vantade do uso das redes sociais para acompanhamento de epidemias é a possibilidade de acesso em tempo real às informações. A partir das percepções da população no dia a dia, seria possível prever o avanço da pandemia em determinada localidade.

"Nós percebemos que quanto maior o uso, as discussões relacionadas aos temas de vacina, normalmente havia um menor número de casos de Covid um mês depois. Essas discussões estavam refletindo as percepções dos comportamentos de saúde das pessoas", destaca o pesquisador.

O professor Alexandre Gori Maia, coordenador do estudo — Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp
O professor Alexandre Gori Maia, coordenador do estudo — Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp
Aplicações futuras

O pesquisador destaca que, no futuro, o mapeamento de epidemias pelas redes sociais poderia ser utilizado para aperfeiçoar modelos epidemiológicos. "O número de casos registrados no hospital ou testes positivos poderia complementar [os tweets], para passar uma informação mais precisa e identificar com uma antecedência maior possíveis focos", afirma.

"Por exemplo, se eu identificar muitos comentários de discussão sobre Covid ou sobre aversão às medidas de isolamento social numa determinada localidade, isso permitiria que o agente tentasse entender o que está acontecendo ali. [...] Eu não eu não precisaria, por exemplo, fazer uma política com uma intervenção muito ampla. Eu focalizaria e pouparia recursos", diz Maia.

Maia ressalta que a análise dos dados também poderia ser utilizada em situações nas quais testes não estejam disponíveis em tempo real, ou quando não há testes em massa, para acompanhar as percepções das pessoas e do comportamento em relação à epidemia, que podem resultar no maior ou menor número de casos no futuro.

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