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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Startup que planeja missão para limpar lixo na órbita da Terra diz que 1° alvo foi atingido por outros detritos

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Projeto em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) está previsto para 2025 e será o primeiro do tipo para remoção ativa de lixo espacial.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 24 de agosto de 2023 às 07h05m

Post. N. - 4.712

Representação artística da missão ClearSpace-1. — Foto: ClearSpace/Divulgação
Representação artística da missão ClearSpace-1. — Foto: ClearSpace/Divulgação

A startup que planeja enviar uma sonda para ser a pioneira na coleta do lixo espacial afirmou nesta quarta-feira (23) que seu primeiro alvo foi atingido por outros detritos espaciais, gerando ainda mais lixo na órbita da Terra.

🛰️🌍 A empresa ClearSpace-1 tem parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA). A meta da missão é capturar, em 2025, um pedaço de foguete que que pesa aproximadamente 100 kg. O lixo é uma das partes do que restou do lançamento da sonda usada em 2013 para colocar satélites em órbita.

A startup suíça afirma que detritos não rastreáveis atingiram o pedaço de foguete no último dia 10 de agosto, levando à geração de mais lixo nas proximidades do objeto, que está em órbita a cerca de 800 km da Terra.

"A causa mais provável do evento pode ter sido um impacto de hipervelocidade de um objeto pequeno e não rastreado, que resultou na liberação de novos fragmentos de baixa energia", disse a ClearSpace em um comunicado.

🎯🚀 A ESA assinou um contrato de 86 milhões de euros para adquirir o serviço, cada vez mais necessário e relevante depois de décadas de exploração espacial que produziram milhões de detritos no espaço.

🔍📝 No mesmo comunicado, porém, a empresa responsável pela missão afirmou que, apesar da colisão, o projeto continuará conforme o previsto, mas acrescentou que dados sobre o incidente ainda estão sendo coletados.

"Uma avaliação preliminar indica que o aumento do risco de colisão para outras missões representadas por esses fragmentos é extremamente baixo", acrescentou a nota.

A ESA também informou que está avaliando cuidadosamente o impacto do evento na missão inédita, e acrescentou que uma análise completa durará várias semanas.

No vídeo abaixo, o g1 explica qual é o real risco do lixo espacial na Terra e no espaço? A reportagem também traz uma entrevista com o CEO da ClearSpace, Luc Piguet.

Qual é o real risco do lixo espacial na Terra e no espaço?Qual é o real risco do lixo espacial na Terra e no espaço?

O que é a ClearSpace1?

A ClearSpace1 tem como objetivo reduzir os riscos causados por objetos maiores que se fragmentam em detritos menores e potencialmente prejudiciais para equipamentos em órbita.

A missão será realizada por uma sonda espacial que será lançada na órbita do alvo. Ela localizará o lixo, o agarrará com quatro braços robóticos e o retirará da órbita da Terra. Tanto o pedaço de foguete quanto a sonda caçadora queimarão na atmosfera ao retornar ao nosso planeta.

Por isso, se tudo der certo, embora algumas missões semelhantes tenham sido realizadas nos últimos anos, a primeira iniciativa do mundo para limpar de fato lixo espacial será essa.

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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Armas inteligentes: fabricante promete pistola que só dispara após identificar atirador

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Revólver que deve chegar aos EUA em 2024 confirma identidade por reconhecimento facial ou impressão digital. Para pesquisador sobre violência, produto pode reduzir disparos acidentais e roubos de armas, mas não é solução definitiva.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 23 de agosto de 2023 às 07h15m

Post. N. - 4.711

Arma inteligente da Biofire usa leitor de digital e sensor de reconhecimento facial para identificar se atirador é uma pessoa autorizada — Foto: Divulgação/Biofire
Arma inteligente da Biofire usa leitor de digital e sensor de reconhecimento facial para identificar se atirador é uma pessoa autorizada — Foto: Divulgação/Biofire

Os Estados Unidos devem se tornar, no início de 2024, o primeiro destino de um lote de pistolas que só podem ser disparadas por seus donos ou por pessoas cadastradas por eles.

O prazo foi anunciado pela Biofire, que desenvolveu um modelo de "arma inteligente" (ou smart gun) e colocou o produto em pré-venda exclusiva para o mercado americano.

Uma arma é considerada inteligente quando tem mecanismos para impedir que os disparos sejam feitos por pessoas não autorizadas.

No caso da Biofire, trata-se de uma pistola 9 mm (milímetros) que, em teoria, só pode ser destravada depois que a identidade do usuário é confirmada por reconhecimento facial ou impressão digital.

Outras fabricantes preparam produtos parecidos: a LodeStar Works pretende usar um leitor de digitais e um aplicativo de celular para destravar a arma, enquanto a SmartGunz quer fazer isso com um anel que deve ser usado pelo atirador.

No passado, empresas como a Colt e a Armatix apresentaram armas que só seriam destravadas se o atirador estivesse usando uma pulseira ou um relógio correspondente. Mas os projetos não fizeram esse tipo de produto avançar.

Smart guns têm proteção contra uso não autorizado — Foto: Arte/g1
Smart guns têm proteção contra uso não autorizado — Foto: Arte/g1

As restrições em armas são positivas e podem ajudar a reduzir disparos acidentais e roubos de armas, mas não devem ser vistas como solução definitiva para questões sobre violência, diz o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani.

"Esse tipo de produto tem um potencial muito grande, especialmente para usuários domésticos com crianças ou adolescentes em casa, para reduzir o risco do acesso não autorizado", afirmou Bruno ao g1.

Dados do Ministério da Saúde compilados pelo Instituto Sou da Paz traçam o cenário de acidentes com armas de fogo no Brasil:

  • 229 mortes em 2021 (1.376 no período de cinco anos entre 2017 e 2021)
  • 2.598 pessoas hospitalizadas em 2021 (16.047 entre 2017 e 2021)

"O que essa tecnologia não responde é a violência praticada pelo proprietário da arma. A gente sabe que, infelizmente, muita gente compra dizendo que é para se defender, mas, no momento em que perde a cabeça, usa essa arma para cometer uma tragédia".

A Biofire diz que a verificação de reconhecimento facial na sua arma é feita por meio de um sensor infravermelho que fica na traseira da smart gun. Já a impressão digital é analisada por um leitor no cabo da arma.

O site da empresa diz que os sensores podem identificar a pessoa mesmo se ela estiver usando luvas ou máscara, mas não detalha como isso acontece. O g1 entrou em contato com a fabricante, mas não teve retorno

Ainda de acordo com a marca, a arma é bloqueada automaticamente quando deixa as mãos de uma pessoa autorizada.

O atirador pode autorizar outras pessoas a usar a arma ao conectá-la ao Smart Dock, dispositivo por meio do qual biometria é cadastrada. A Biofire afirma que os dados ficam armazenados na arma e não podem ser acessados por ninguém.

Biofire usa dispositivo chamado de Smart Dock para administrar pessoas autorizadas a usar sua arma inteligente — Foto: Divulgação/Biofire
Biofire usa dispositivo chamado de Smart Dock para administrar pessoas autorizadas a usar sua arma inteligente — Foto: Divulgação/Biofire

É segura?

Uma arma mais tecnológica também exige mais atenção com segurança. Em 2017, um hacker usou imãs para provar que era possível impedir o travamento da arma inteligente IP1, da Armatix.

A Biofire alega que sua arma não se conecta à internet e que, por isso, não pode ser controlada remotamente. A empresa também diz que, apesar de o Smart Dock ser capaz de se ligar à rede, essa conexão é opcional e serve apenas para receber atualizações.

Quanto custa?

As armas do primeiro lote do revólver, que a Biofire promete entregar no início de 2024, esgotaram e foram vendidas por US$ 1.899 (cerca de R$ 9.400, na cotação de 22 de agosto) cada uma. A partir do segundo lote, cada unidade custa US$ 1.499 (R$ 7.400).

A LodeStar Works planeja vender sua arma inteligente por US$ 895 (R$ 4.400) cada uma, segundo a Reuters. Já a SmartGunz anunciou que a sua custará US$ 2.195 (R$ 10.800). Nenhuma delas está disponível ao público.

"O desafio é que ainda é uma tecnologia muito cara. A gente precisa continuar insistindo em outros mecanismos mais baratos de guarda segura, como os cofres, e mostrar que há alternativas para o proprietário não correr risco de ter um acidente fatal dentro da sua casa", diz Langeani.

O pesquisador entende que este é um ponto deveria ter sido incluído nas regras sobre armas no Brasil. "Atualmente, no decreto de armas, não tem a previsão explícita para um cofre ou um equipamento semelhante de guarda segura", explica.

Pistola da Biofire deve começar a ser entregue nos Estados Unidos a partir de 1º trimestre de 2024 — Foto: Divulgação/Biofire

E as armas convencionais?

Nos Estados Unidos, governos discutem regras específicas sobre smart guns. Em Nova Jersey, por exemplo, lojas de armas são obrigadas a vender este tipo de armas se houver uma solicitação das fabricantes.

Mas não há garantias de que elas realmente tomarão o mercado. A própria Biofire diz ser contra a regra de New Jersey e diz que não vai pedir para ser vendida em todas as lojas de armas do estado. A empresa afirma ainda que vai lutar contra futuras propostas nesse sentido.

"Estamos orgulhosos da smart gun que desenvolvemos e acreditamos que será uma parte importante da estratégia de defesa doméstica de muitas famílias, mas entendemos que todos devem ter o direito de escolher a arma de fogo que atenda às suas necessidades", diz a fabricante.

Langeani, do Instituto Sou da Paz, diz que, é desejável ter regras que façam lojas disponibilizarem as smart guns, mas alerta que este tipo de produto não é uma receita milagrosa para os problemas com armas.

"A maior ferramenta são legislações que obriguem que o interessado opte por algum mecanismo de segurança, podendo ser uma arma regular com cofre ou uma smart gun".


Carros de aplicativo: veja quais são os principais recursos de segurança
Carros de aplicativo: veja quais são os principais recursos de segurança
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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Meta coloca lucro à frente da segurança ao bloquear notícias sobre incêndios florestais, diz Trudeau

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Primeiro-ministro do Canadá trava embates com a Meta por conta da atual Lei de Notícias Online. Legislação prevê que as redes sociais remunerem veículos de comunicação por conteúdos compartilhados
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TOPO
Por Reuters, g1

Postado em 22 de agosto de 2023 às 13h20m

Post. N. - 4.710

Primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau. — Foto: Blair Gable/REUTERS
Primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau. — Foto: Blair Gable/REUTERS

O primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau criticou nesta segunda-feira (22) a Meta por bloquear notícias sobre os incêndios florestais de suas redes sociais.

Segundo o primeiro-ministro, a Meta coloca lucro à frente da segurança ao coibir a circulação das informações.

Os comentários de Trudeau representam o mais recente ataque do governo a Meta, que este mês começou a bloquear notícias em seu Facebook e Plataformas do Instagram para todos os usuários no Canadá em resposta a um novo lei que obriga gigantes da internet a pagar por notícias.

A Meta havia sinalizado há muito tempo que a Lei de Notícias Online era insustentável para o seu negócio porque coloca um preço nos links compartilhada pelos usuários, e decretou o banimento de notícias antes da lei previsão de implantação até o final deste ano.

"O Facebook está colocando os lucros corporativos à frente dos das pessoas. segurança", disse Trudeau em entrevista coletiva televisionada no Província atlântica da Ilha do Príncipe Eduardo, dizendo que a empresa as ações eram "inconcebíveis" 
Lei de Notícias Online: entenda a legislação do Canadá

Na semana passada, ministros liberais federais descreveram o proibição como imprudente e irresponsável. Algumas pessoas fugindo de incêndios florestais reclamou à mídia nacional que a proibição os impedia de compartilhamento de dados importantes sobre os incêndios.

O Canadá está passando por sua pior temporada de incêndios florestais já registrada, e incêndios na semana passada devastaram a província ocidental de Colúmbia Britânica (A.C.) e os Territórios do Noroeste (TNM).

"É hora de esperarmos mais de corporações como Facebook que estão ganhando bilhões de dólares com canadenses", disse Trudeau na Cornualha, Ilha do Príncipe Eduardo.

Um porta-voz da Meta disse que os canadenses continuam a usar seu plataformas para se conectar com suas comunidades e acessar informações, incluindo conteúdo do governo oficial agências, serviços de emergência e organizações não governamentais.

Até sexta-feira, mais de 45 mil pessoas haviam usado o Facebook. "Verificação de segurança" recurso para marcar-se seguro, e cerca de 000.300 pessoas visitaram páginas de resposta a crises para Yellowknife, NWT e Kelowna, BC para solicitar apoio, de acordo com a empresa.

(Reportagem de Ismail Shakil e Steve Scherer em Ottawa; Escrita por David Ljunggren; Edição por Mark Porter, Nick Macfie e Sandra Maler)

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