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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

O X pode ir à falência sob o comando de Elon Musk?

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Para uma empresa que Musk comprou por 44 bilhões de dólares no ano passado, a falência pode parecer impensável. Mas é possível.
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TOPO
Por James Clayton

Postado em 04 de dezembro de 2023 às 07h00m

Post. N. - 4.783

Elon Musk durante a conferência anual DealBook, do The New York Times. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Elon Musk durante a conferência anual DealBook, do The New York Times. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

O ataque ferino de Elon Musk contra anunciantes que boicotam o X (o antigo Twitter) confundiu os especialistas. Se os anunciantes continuarem saindo e não voltarem, será que a rede social poderá sobreviver?

Em abril, Musk deu uma entrevista para a BBC News — nela, soltou as primeiras de muitas declarações caóticas sobre a aquisição do X.

Ele disse algo bastante revelador, mas que passou despercebido na época.

Ao falar sobre publicidade, Musk disse à época: “Se a Disney se sente confortável em anunciar filmes infantis [no X] e a Apple se sente bem em anunciar iPhones na plataforma, esses são bons indicadores de que o X é um bom lugar para anunciar”.

Sete meses depois, tanto Disney quanto Apple não fazem mais anúncios no X — e Musk usou palavrões para expressar sua reação à mudança de postura das empresas.

As empresas fizeram uma pausa os anúncios depois que uma investigação de uma organização norte-americana, a Media Matters for America, apontou que os anúncios publicitários apareciam ao lado de postagens pró-nazistas.

Em nota, o X desafiou ferozmente o relatório, questionou os métodos de pesquisa e abriu um processo judicial contra a organização.

Numa entrevista inflamada na quarta-feira (29/11), Musk também mencionou a palavra falência, num sinal do quanto o boicote publicitário pode prejudicar os resultados financeiros da empresa.

Para uma empresa que ele comprou por 44 bilhões de dólares (R$ 216 bilhões) no ano passado, a falência pode parecer impensável. Mas é possível.

Para entender por que, é preciso observar até que ponto o X depende das receitas de publicidade — e porque os anunciantes parecem abandonar a plataforma.

Embora não tenhamos os números mais recentes, no ano passado cerca de 90% da receita do X foi proveniente de publicidade. Esse é o coração do negócio.

Na quarta-feira, Musk foi muito além de insinuações sobre isso.

"Se a empresa falir... Ela vai falir por causa de um boicote dos anunciantes. Será isso que levará a empresa à falência", disse.

Numa entrevista em Nova York, nos EUA, Elon Musk passou uma mensagem contundente aos anunciantes. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Numa entrevista em Nova York, nos EUA, Elon Musk passou uma mensagem contundente aos anunciantes. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Mark Gay, diretor de clientes da consultoria de marketing da Ebiquity, que trabalha com centenas de empresas, diz que não há sinais de que algum anunciante esteja voltando ao X.

"O dinheiro saiu e ninguém parece ter uma estratégia para reinvestir na plataforma", aponta ele.

Na sexta-feira (1/12), o gigante varejista Walmart anunciou que também não anunciaria mais no X.

Depois que Musk usou palavras contundentes para reagir a esse movimento dos anunciantes — em que ele mandou as empresas para "aquele lugar" — o empresário ainda fez uma menção direta a uma das empresas.

"Olá, Bob", disse ele — uma referência ao presidente-executivo da Disney, Bob Iger.

Quando Musk coloca os executivos-chefes "na mira" dessa forma, eles ficam ainda mais reticentes em se envolver com o X, diz Lou Paskalis, da consultoria de marketing AJL Advisory.

Jasmine Enberg, analista principal da consultoria Insider Intelligence, acrescenta: "Não é preciso ser um especialista em mídia social para entender que atacar publicamente e pessoalmente anunciantes e empresas que pagam as contas do X não será bom para os negócios."

Então o X poderia realmente ir à falência?

Se os anunciantes sumirem para sempre, o que Musk tem de trunfo?

Quando ele foi entrevistado pela BBC News em abril, ficou claro que Musk entendia que as assinaturas no X não substituiriam o dinheiro da publicidade.

"Se você tem um milhão de assinantes por, digamos, 100 dólares (R$ 492) ao ano, isso equivale a US$ 100 milhões. Esse é um fluxo de receita pequeno em relação à publicidade", estimou ele.

Em 2022, a receita de publicidade do Twitter foi de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 19,6 bilhões). A Insider Intelligence estima que este ano o valor cairá para US$ 1,9 bilhão (R$ 9,3 bilhões).

Musk diz que Twitter perdeu 50% da receita de publicidade e continua com caixa negativo

A empresa tem dois grandes gastos. O primeiro é a conta de pessoal. Musk já cortou X até o osso, ao demitir milhares de funcionários.

A segunda é pagar os empréstimos que Musk contraiu para comprar o Twitter, que totalizam cerca de 13 bilhões de dólares (R$ 64 bilhões). A Reuters informou que a empresa agora tem que pagar cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 5,9 bilhões) em pagamentos de juros todos os anos.

Se a empresa não puder bancar os juros dos empréstimos ou pagar o salário dos funcionários, então, sim, o X poderá realmente ir à falência.

Mas esse seria um cenário extremo, que Musk certamente gostaria de evitar.

A mudança da marca do Twitter por Elon Musk para X começou no final de julho de 2023. — Foto: REUTERS via BBC
A mudança da marca do Twitter por Elon Musk para X começou no final de julho de 2023. — Foto: REUTERS via BBC

Musk tem opções. De longe, a coisa mais simples seria investir mais dinheiro — mas parece que ele não quer fazer isso.

Musk poderia tentar renegociar com os bancos, de modo a ter acesso a juros menos onerosos.

Mas se a renegociação não funcionar e os bancos não receberem o dinheiro de volta, então a falência poderá ser a única opção e, nessa altura, os bancos poderão tentar pressionar para uma mudança de gestão da rede social.

"Seria muito confuso e complexo", diz Jared Ellias, professor da Faculdade de Direito de Harvard, nos EUA. "E seria extremamente desafiador. Criaria muitas notícias porque ele seria constantemente deposto e teria que testemunhar em tribunal."

Poderia ser terrível para a reputação empresarial de Musk e também teria impacto na forma como o empresário conseguiria obter empréstimos no futuro.

E, num cenário de falência, o X simplesmente sairia do ar?

"Acho isso muito difícil de acreditar nisso", diz Ellias.

"Se isso acontecesse, seria porque Musk decidiu. Mas, mesmo assim, se ele fizesse isso, os credores teriam a opção de levar a empresa à falência, nomear um administrador e retomar a plataforma", antevê ele.

O que vem a seguir para Musk?

A solução óbvia para todos estes problemas do X é simplesmente encontrar outro fluxo de receitas — e rápido. Musk certamente está buscando isso.

Ele lançou um novo serviço de chamadas de áudio e vídeo. No mês passado, Musk fez transmissões jogando videogame pela plataforma — ele espera que o X possa competir com aplicativos que já fazem isso, como a Twitch.

Ele quer que o X se torne o "aplicativo de tudo", que cubra desde bate-papos até pagamentos online.

De acordo com o jornal americano The New York Times, que obteve a apresentação de Musk a investidores no ano passado, o X deveria arrecadar US$ 15 milhões (R$ 73 milhões) a partir de um sistema de pagamentos ainda em 2023. Ele estimava que esse valor subiria para cerca de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,4 milhões) em 2028.

O X também possui um enorme banco de dados — e seu vasto arquivo de conversas pode ser usado para treinar robôs. Musk acredita que esses dados são extremamente valiosos.

Então o X ainda tem muito potencial.

Mas, no curto prazo, nenhuma dessas opções preenche o buraco financeiro deixado pela saída dos anunciantes.

É por isso que a resposta ferina de Musk foi tão desconcertante para muitos.

"Não tenho nenhuma teoria para explicar que essas declarações fazem sentido", diz Paskalis. "Existe um modelo de receita na cabeça [de Musk] que me escapa."

5 pontos sobre a crise do Twitter
5 pontos sobre a crise do Twitter

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sábado, 2 de dezembro de 2023

Avó ouve horas de salmos na voz de Cid Moreira, 'estraga' retrospectiva do neto no Spotify e se emociona ao receber mensagem do jornalista

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Ao todo, Dona Maria Vargas escutou áudio de Cid por mais de 1.500 minutos.
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Por André Catto, g1

Postado em 02 de dezembro de 2023 às 18h30m

Post. N. - 4.782

Salmos, na voz de Cid Moreira, foi o áudio mais ouvido no streaming do gaúcho Guilherme, por causa da avó. — Foto: Reprodução/Spotify/Guigo/X
Salmos, na voz de Cid Moreira, foi o áudio mais ouvido no streaming do gaúcho Guilherme, por causa da avó. — Foto: Reprodução/Spotify/Guigo/X

A retrospectiva de fim de ano no Spotify foi uma surpresa para o gaúcho Guilherme Calderaro, de 26 anos.

No lugar de seus artistas favoritos, a voz mais ouvida no streaming do jovem foi a do jornalista Cid Moreira.

O motivo? A rotina da avó dele, a Dona Maria Vargas.

Desde que ganhou uma Alexa (assistente virtual, com caixa de som) dos filhos, ela escuta todos os dias duas vezes pela manhã o Salmo 91, na plataforma de streaming, na voz de Cid Moreira.

Ao todo, Dona Maria ouviu o áudio do jornalista por mais de 1.500 minutos.

Mensagem de Cid

A notícia chegou até Cid Moreira. O dono da voz mais presente no dia a dia de Dona Maria gravou, então, uma mensagem para a fiel ouvinte.

"[Guigo], agradeço à sua avó pelos 1.511 minutos que ela passou ouvindo o 'Salmo 91', narrado por mim. Um beijo para todo mundo e para a sua vozinha", disse o jornalista.

Dona Maria recebeu a mensagem com surpresa. "Que felicidade, que alegria está me dando", respondeu.

"É um prazer. Todos os dias de manhã, duas vezes, eu ouço o mesmo salmo. (...) Ver teu rosto falando e agradecendo para mim foi uma vitória muito grande. Te agradeço de coração", continuou.

"Estou até emocionada. Pode estar certo de que, enquanto eu tiver vida, vou pedir para rezar todos os dias essa mesma quantidade", concluiu Dona Maria.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

De onde surgiu o nome da Amazon?

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Governador do Amazonas, Wilson Lima, cobrou contrapartida pelo uso da marca. Empresa foi fundada pelo empresário Jeff Bezos, que escolheu nome após pesquisa no dicionário.
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Por g1

Postado em 01 de dezembro de 2023 às 13h00m

Post. N. - 4.781

Homem passa em frente a logo da Amazon em Mumbai, na Índia. — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas
Homem passa em frente a logo da Amazon em Mumbai, na Índia. — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

A disputa em torno do nome da varejista Amazon voltou à tona nesta quinta-feira (30), depois que o governador do Amazonas, Wilson Lima, cobrou uma contrapartida pelo uso da marca (veja o vídeo). Mas por que a empresa é chamada assim?

Fundada em 1994 somente como uma loja de livros na internet, a Amazon se tornou uma gigante da tecnologia sob o comando de seu fundador Jeff Bezos. Foi ele quem decidiu batizar a empresa em referência à região, mais especificamente ao rio Amazonas.

O nome foi escolhido após Bezos buscar palavras com a letra "A" no dicionário e ver que "Amazon" era descrito como o "maior rio da Terra", escreveu Brad Stone, autor do livro "A Loja de Tudo: Jeff Bezos e a era da Amazon".

"Este não é apenas o maior rio do mundo, é muitas vezes maior que o maior rio seguinte. Ele destrói todos os outros rios", disse Bezos, segundo o autor do livro.

"Isso se conectou instantaneamente com sua visão de curto prazo da empresa como a 'maior livraria da Terra'", diz Stone, no livro.

Por que Bezos buscou palavras com "A"?

O empresário queria uma marca que começasse com "A" porque, na época da criação da Amazon, os sites eram listados em ordem alfabética. Assim, o objetivo era que a empresa aparecesse entre os primeiros resultados.

A história é parecida com a da escolha do nome da Apple. Segundo Walter Isaacson, biógrafo de Steve Jobs, o cofundador da empresa da maçã escolheu o nome quando estava em um período de dieta com frutas, mas porque sabia que o termo ficaria à frente de Atari na lista telefônica.

Amazon substituiu Cadabra

A escolha por Amazon fez a empresa abandonar o nome que usava inicialmente: Cadabra, referência à palavra "abracadabra". Segundo o Business Insider, um antigo advogado alegava que a referência era muito obscura e, muitas vezes, a palavra era confundida com "cadáver".

Antes de escolher Amazon.com, Bezos cogitou usar outros nomes, como Awake.com e Browse.com. Os domínios foram comprados pelo empresário e até hoje redirecionam usuários à página da loja.

Qual a disputa em torno do nome da Amazon?

Os oito países da América Latina que têm territórios na Amazônia questionaram durante sete anos a aquisição do domínio ".amazon" pela empresa de Jeff Bezos. A alegação era de que o endereço deveria ser usado para designações na internet sobre a região amazônica.

Esta disputa foi vencida pela Amazon em 2019, depois que os países não conseguiram chegar a um acordo com a Amazon, e a Corporação Global da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN) decidiu prosseguir com o pedido da empresa.

Hoje, o site da ICANN informa que domínio ".amazon" é operado desde 19 de dezembro de 2019 pela Amazon Registry Services, subsidiária da companhia de Bezos.

Amazon aparece como operadora de domínio ".amazon" no site do ICANN — Foto: Reprodução
Amazon aparece como operadora de domínio ".amazon" no site do ICANN — Foto: Reprodução

Governador cobra contrapartida por uso do nome Amazon

Amazonas apresenta agenda para a COP28
Amazonas apresenta agenda para a COP28
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