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domingo, 9 de junho de 2024

O que são 'cookies' na internet e como eles funcionam? "Clique para aceitar nossos cookies".

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A frase já se tornou usual para milhões de usuários. Entenda para que eles foram criados e quais as opções para quem navega na internet.
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Por g1

Postado em 09 de junho de 2024 às 08h05m

Post. N. - 4.896

Os cookies são arquivos criados por sites para coletar informações sobre a sua navegação na internet.

Eles são transferidos para o seu dispositivo e podem servir para vários objetivos, como oferecer mais comodidade. Isso inclui, por exemplo, manter a conta de um serviço ativa para você não precisar preencher login e senha toda vez, ou salvar os itens que você colocou anteriormente no carrinho de compras do site de uma loja.

O aviso "Clique para aceitar nossos cookies" que vemos ao acessar algum site, por sua vez, tem relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê a possibilidade de multas para quem descumprir regras sobre tratamento de informações.

Ela é inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR), criado pela União Europeia em 2018.

Em vários casos, antes de clicar em "Aceitar cookies", é possível selecionar botões como "Minhas opções" para alterar o que será armazenado. Mas, na pressa, algumas pessoas acabam optando por aceitar tudo. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema.

Existe algum risco?

O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?

Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios – e não dados pessoais – para identificar usuários.

Ainda assim, sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail ou telefone, por exemplo. É o que explica Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky no Brasil.

"Um website poderá guardar qualquer informação em um cookie, incluindo dados pessoais do usuário cadastrado – o que, claro, não é recomendado", destaca Assolini.

Mesmo sem coletar dados pessoais, os arquivos podem ter informações sobre seu histórico na internet. Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo.

"Quem nunca fez uma busca de um produto no Google e depois, durante a navegação de internet, começou a ver propaganda daquele produto? Esse rastreamento se dá por cookies", diz Assolini.

Em 2024, o Google começou o bloqueio do uso de cookies de terceiros em seu navegador Chrome para algumas pessoas. A empresa diz que, a partir de agora, passa a apostar em uma alternativa "mais focada em privacidade".

Em dispositivos compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, terceiros podem acessar livremente suas contas. A dica nesses casos é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo.

O analista também destaca que há meios de limitar a coleta informações por meio de cookies. "Você pode configurar o seu navegador para apagar os cookies, usar bloqueadores de propaganda, bloqueadores de rastreadores que também usam cookies", diz Assolini (veja dicas ao final do texto).

Por que pedem que o usuário aceite os cookies?

Alguns sites passaram a mostrar o aviso sobre cookies para cumprir regras da GDPR, que precisa ser seguida por empresas que processam dados de pessoas que estão na União Europeia, mesmo que não estejam sediadas na região.

O regulamento europeu determina que sites devem receber consentimento para usar cookies, exceto em casos necessários. Ele também indica que, após a autorização dos usuários, as páginas devem oferecer o mesmo destaque para uma opção de voltar atrás e retirar a permissão.

O Brasil não tem uma lei específica sobre cookies, mas especialistas apontam que seu uso é analisado no contexto do tratamento de dados. Pela LGPD, os sites que operam informações de usuários devem seguir alguns princípios, como os de necessidade, finalidade e transparência.

"Não há nenhuma regra que obrigue que haja 'autorização' do usuário, por exemplo", diz Mariana Rielli, coordenadora de projetos do Data Privacy Brasil.

No entanto, Mariana explica que, "uma vez que se considere a coleta de cookies um tratamento de dados pessoais, a LGPD se aplica como um todo, logo suas regras gerais devem ser seguidas".

Segundo Paulo Rená, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é preciso ficar claro para o usuário o motivo para o cookie ser coletado. "Tem que ser dito que os dados vão ser usados porque senão o site não funciona ou que tem alguns usos que são só para publicidade", afirma.

Geralmente, essas detalhes são apresentados na Política de Privacidade dos sites.

O que acontece se eu não aceitar?

Em alguns sites, os avisos de cookies permitem controlar o que será coletado. Os termos variam, mas essas janelas costumam destacar a coleta de cookies necessários, que não pode ser desativada para não comprometer o funcionamento da página.

Entre os cookies que podem ser recusados, estão os de marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas.

Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros.

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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Homens trocam iPhones falsos por originais em lojas da Apple e fazem empresa ter prejuízo de US$ 12,3 milhões nos EUA

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Entre 2015 e 2024, os suspeitos chegaram a trocar 16 mil dispositivos modificados por originais, que eram vendidos ilegalmente nos Estados Unidos e na China.
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Por g1

Postado em 05 de junho de 2024 às 11h20m

Post. N. - 4.895

iPhone 14 Pro em loja da Apple, em foto de 16 de setembro de 2022 — Foto: Reuters/Andrew Kelly
iPhone 14 Pro em loja da Apple, em foto de 16 de setembro de 2022 — Foto: Reuters/Andrew Kelly

Cinco cidadãos chineses foram presos por aplicar um golpe de US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 64 milhões) contra a Apple nos EUA. Os suspeitos são acusados de trocar iPhones e iPads falsos por originais em lojas oficiais da empresa no estado da California.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, os aparelhos falsificados tinham números de identificação semelhantes aos registrados nos modelos genuínos da Apple.

Eles ainda pertenciam a pessoas reais e contavam com garantia do fabricante e AppleCare+, uma espécie de proteção estendida que a big tech fornece.

As investigações apontaram que, entre dezembro de 2015 e março 2024, os homens entregaram 16 mil dispositivos falsos nas lojas oficiais da Apple. Como justificativa para a troca, eles alegavam que os celulares supostamente não ligavam ou estavam danificados fisicamente.

"Os réus declararam de forma consciente e fraudulenta que os dispositivos Apple falsificados que devolveram eram genuínos, mas estavam quebrados ou não funcionavam e estavam cobertos pelos programas de garantia da empresa", detalhou o comunicado do Departamento de Justiça.

"Em muitos casos, eles se dirigiam por todo o sul da Califórnia em um único dia e visitavam até 10 lojas diferentes da Apple, onde devolviam esses dispositivos", completou.

Os aparelhos originais obtidos pelos suspeitos depois eram revendidos ilegalmente nos Estados Unidos e também na China.

Se condenados, os cinco homens podem pegar até 20 anos de prisão.

Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

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terça-feira, 4 de junho de 2024

Microsoft anuncia demissão de cerca de 1 mil funcionários, diz site

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Desligamento atinge equipes que atuam no desenvolvimento dos óculos de realidade mista e também do serviço de nuvem da empresa.
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Por g1

Postado em 04 de junho de 2024 às 12h15m

Post. N. - 4.894

Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 — Foto: REUTERS/Charles Platiau
Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 — Foto: REUTERS/Charles Platiau

A Microsoft está demitindo cerca de 1 mil funcionários nas áreas de realidade mista, que desenvolve os óculos HoloLens, e também da Azure, serviço de nuvem (cloud) da empresa.

Os desligamentos começaram na segunda-feira (3), confirmou Craig Cincotta, porta-voz da Microsoft, ao portal de tecnologia "The Verge".

"Ajustes organizacionais e da força de trabalho são uma parte necessária e regular da gestão do nosso negócio", afirmou Craig. O g1 procurou a Microsoft para saber se a equipe no Brasil também foi atingida, mas a empresa disse que não iria comentar.

O porta-voz não cita cortes na Azure, mas o portal "Business Insider" afirma que "pessoas familiarizadas" com assunto confirmaram o desligamento de "centenas de trabalhadores" nessa área.

"Anunciamos uma reestruturação da organização realidade mista da Microsoft. Continuamos totalmente comprometidos com o programa IVAS do Departamento de Defesa e continuaremos a fornecer tecnologia de ponta para apoiar os nossos soldados", disse Craig sobre as demissões no setor da realidade mista.

"Continuaremos a vender o HoloLens 2 enquanto oferecemos suporte aos clientes e parceiros existentes do HoloLens 2", completou.

O HoloLens 2 é um dispositivo que "une" físico e virtual para interações em indústrias, hospitais, escolas e até mesmo para atividades militares. O equipamento foi lançado no Brasil em 2023 custando quase R$ 60 mil.

HoloLens 2: 'óculos' de realidade mista que custa quase R$ 60 mil é lançado no Brasil

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