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terça-feira, 11 de junho de 2024

Brasil será 1º país no mundo a ter 'modo ladrão' em celulares Android; veja como vai funcionar

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Recurso estará disponível para alguns usuários já a partir de julho. Antes do lançamento, as lideranças do Google vieram ao país para entender como agem as 'gangues da bicicleta', que arrancam o smartphone de pedestres em grandes cidades.
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Por Darlan Helder, Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Postado em 11 de junho de 2024 às 11h35m

Post. N. - 4.899

Mulher observa o celular na avenida Paulista, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1
Mulher observa o celular na avenida Paulista, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Anunciado inicialmente no Google I/O 2024, a gigante das buscas oficializou nesta terça-feira (11) o lançamento do "modo ladrão" no Android. A novidade, criada para combater roubos, bloqueia a tela do celular ao identificar que alguém o arrancou de sua mão abruptamente.

O Brasil é o primeiro país no mundo a receber esse recurso, que estará em fase de teste a partir de julho para alguns usuários. Para ser ativado, o aparelho deve estar rodando Android 10 ou superior.

O lançamento no Brasil foi confirmado hoje durante o Google For Brasil 2024, evento anual da big tech para apresentar suas novidades para o mercado local.

A empresa explicou que o próprio celular identifica a ação de roubo usando inteligência artificial e o acelerômetro, sensor que mede vibração e aceleração. Assim que o criminoso puxar o aparelho de sua mão, o dispositivo bloqueia a tela e ele só poderá ser ativado novamente com a senha.

A tecnologia, segundo o Google, pode identificar fugas a pé, de bicicleta, de moto e carro. A mensagem "Possível roubo detectado: este dispositivo foi bloqueado automaticamente para proteger seus dados" é exibida logo após o roubo.

Em coletiva com a imprensa brasileira, o Google disse que, em setembro de 2023, várias lideranças do Android vieram ao Brasil para entender de perto como agem criminosos de roubo de celular. Entre elas estava Sameer Samat, presidente do ecossistema Android.

Naquele mês, os executivos tiveram conversas em Brasília com o então secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, nome por trás do aplicativo Celular Seguro, do governo federal.

"A gente vem conversando recorrentemente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esperamos que o lançamento apresentado hoje possa contribuir para manter as pessoas mais seguranças", disse Maia Mau, diretora de marketing do Google Brasil".

Recurso do Android que bloqueia a tela do celular se alguém o arrancar da sua mão — Foto: Google/Divulgação
Recurso do Android que bloqueia a tela do celular se alguém o arrancar da sua mão — Foto: Google/Divulgação

A "gangue da bicicleta" foi um dos casos que chamou a atenção da liderança do Android, motivando a criação do "modo ladrão". As quadrilhas, que atuam no centro de São Paulo, circulam procurando vítimas na rua. Quando encontram, elas arrancam o celular da mão da vítima e saem pedalando.

"O Brasil é uma prioridade altíssima para a liderança do Android. Foi importante ter esse contexto aqui no nosso país para eles anunciarem esses recursos hoje", afirmou Bruno Diniz, engenheiro de software do Google.

Para que o recurso funcione, o usuário deve ativar o bloqueio de detecção de roubo nas configurações do aparelho. A big tech admite que, quando habilitado, pode ocorrer de o dispositivo identificar um movimento abrupto por engano e bloquear a tela.

Também no Google For Brasil 2024, a empresa anunciou o "Bloqueio de dispositivo offline", que passa a bloquear a tela do smartphone automaticamente caso ele fique por muito tempo sem acesso à internet. Isso para evitar que criminosos tentem desconectar o aparelho da internet para não serem localizados.

'Bloqueio remoto' sem login

O Google ainda disse que pretende facilitar o acesso indevido ao aparelho caso ele seja roubado, furtado ou perdido. Em uma página dedicada, o usuário poderá digitar o número do seu celular para fazer o bloqueio da tela instantaneamente a partir de outro dispositivo, como notebook.

Para evitar que bots (robôs) desativem a tela em massa de vários smartphones e até para evitar brincadeiras entre amigos, o usuário precisa "concluir um rápido desafio de segurança" antes de fazer o bloqueio.

"A medida visa dar mais tempo para que o usuário recupere os detalhes da sua conta e acesse opções mais robustas no Encontre Meu Dispositivo – como a localização do aparelho ou a exclusão de todo seu conteúdo", explicou o Google.

Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app

Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Apple integra iPhone com ChatGPT e revela iOS 18; veja novidades

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Empresa anunciou parceria com a OpenAI para levar robô conversador a recursos em seus celulares, tablets e computadores. Atualização no iPhone traz recurso que bloqueia apps com biometria.
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Por g1

Postado em 10 de junho de 2024 às 16h00m

Post. N. - 4.898

iOS 18 — Foto: Reprodução/Apple
iOS 18 — Foto: Reprodução/Apple

A Apple revelou nesta segunda-feira (10) o Apple Intelligence, conjunto de recursos para iPhone, iPad e Mac focado em inteligência artificial (IA). Ele inclui, por exemplo, uma integração da assistente Siri com o ChatGPT, robô conversador da OpenAI.

O anúncio foi feito na WWDC 2024, evento da empresa para desenvolvedores que também serviu para apresentar outras novidades nos sistemas para iPhone, Apple Watch, iPad, Mac e Vision Pro.

As ações da Apple fecharam o dia com queda de 1,9%, indicando que investidores não reagiram bem aos anúncios. A empresa tem um histórico negativo em dias de WWDC e terminou o pregão em baixa em 8 das últimas 10 edições da conferência, segundo levantamento da CNBC.

A integração do ChatGPT com o iPhone poderá ser usada para responder a comandos na Siri e criar textos ou imagens. Mas, para garantir privacidade, a assistente sempre vai pedir autorização dos usuários para colocar o robô em ação.

A novidade será liberada ainda este ano para iOS 18, iPadOS 18 e macOS Sequoia e usará o GPT-4o, a versão mais recente do modelo de inteligência artificial da OpenAI, que se tornou mais rápido para ouvir, conversar e descrever objetos – saiba mais sobre o GPT-4o.

Segundo a Apple, a Siri recebe cerca de 1,5 bilhão de comandos por dia e, com a atualização, ficará "mais natural, relevante e pessoal". A empresa disse que essa atualização marca "o começo de uma nova era" para a assistente.

iPhone ganhou integração com o ChatGPT em atualização para iOS 18 — Foto: Divulgação/Apple
iPhone ganhou integração com o ChatGPT em atualização para iOS 18 — Foto: Divulgação/Apple

Apple Intelligence

O Apple Intelligence deverá facilitar tarefas do dia a dia ao levar inteligência artificial para recursos de iPhone, iPad e Mac. O pacote de recursos poderá ser usado para:

  • 🎙️ Enviar comandos de texto e voz na Siri, que poderá analisar o que aparece na tela
  • ✍️ Reescrever mensagens com tom informal, profissional ou conciso, além de resumir textos em tópicos ou tabelas;
  • 📧 Encontrar informações importantes com opções de mensagens e notificações prioritárias – o sistema também ganhará um novo modo de foco em que analisará o conteúdo da notificação para saber se ela precisa de atenção imediata;
  • 📝 Resumir em tópicos o conteúdo de ligações e áudios gravados no aplicativo de notas;
  • 😊 Criar emojis a partir de comandos de texto com o novo recurso Genmoji, que pode se integrar com aplicativos de mensagens;
  • 🔎 Melhorar a pesquisa por fotos e vídeos ao permitir descrições nas buscas, como "Katie com adesivos em seu rosto";
  • ❌ Remover objetos que aparecem no fundo de imagens;
Genmoji, recurso da Apple para criar emojis personalizados — Foto: Reprodução/Apple
Genmoji, recurso da Apple para criar emojis personalizados — Foto: Reprodução/Apple

iOS 18

O iOS 18 ganhou mais opções de personalização e permitirá exigir uma verificação por biometria para abrir certos aplicativos, uma opção para oferecer mais privacidade aos usuários.

A Apple também anunciou um gerenciador de senhas que reunirá informações de acesso a sites e aplicativos, além de oferecer alertas sobre senhas fracas, repetidas ou que já apareceram em vazamentos de dados.

Na tela inicial, os ícones de aplicativos poderão ser posicionados em qualquer lugar, sem obedecer a "grade" que deixa todos alinhados. Os atalhos também poderão ser exibidos nas cores escolhidas pelos usuários.

A Central de Controle, que reúne atalhos como Wi-Fi e Bluetooth, vai aceitar ícones de aplicativos de terceiros e permitirá organizar ícones em diferentes grupos e tamanhos. O iOS 18 também permitirá personalizar ícones que aparecem na parte inferior da tela de bloqueio.

O aplicativo Fotos, onde são armazenados os registros feitos com a câmera do iPhone, foi totalmente redesenhado para manter imagens mais organizadas. A nova versão consegue criar por conta própria pastas específicas só com fotos de pessoas, animais ou viagens, por exemplo.

Também está mais fácil visualizar fotografias tiradas hoje, ontem, por mês ou ano. E, assim como já faz o Google Fotos, no iOS 18, o app Fotos do iPhone pode classificar imagens por rosto.

Novo iOS 18 — Foto: Apple/Reprodução
Novo iOS 18 — Foto: Apple/Reprodução

watchOS 11

O watchOS 11, sistema do Apple Watch, ganhou um recurso que leva em consideração a intensidade e a duração de exercícios para avaliar seu desempenho com atividades físicas. A nova versão também analisa seus resultados com base no nível de esforço desejado.

O novo aplicativo Vitals permite visualizar informações da saúde ao longo da semana na tela inicial do Apple Watch. Ele também consegue exibir alertas sobre as métricas se identificar que algo não está bem.

iPadOS 18

Pela primeira vez, o iPad passa a ter aplicativo nativo de calculadora (incluindo a científica) a partir do iPadOS 18. O app é bem semelhante ao que já está no iPhone e suporta a caneta Apple Pencil.

O sistema também ganhou o recurso Math Notes, que funciona como um assistente para exercícios de matemática. Ele é capaz de oferecer respostas para atividades, entender variáveis e criar gráficos, por exemplo.

Math Notes, recurso do iPadOS 18 — Foto: Reprodução/Apple
Math Notes, recurso do iPadOS 18 — Foto: Reprodução/Apple 

visionOS 2

A Apple também apresentou o visionOS 2, nova versão do sistema para seus óculos de realidade virtual Vision Pro. Segundo a empresa, há mais de 2.000 aplicativos criados especialmente para o dispositivo.

Entre as novidades, está um efeito que dá a sensação de profundidade em fotos comuns. Ele promete criar efeito que "transforma fotos em memórias 3D", além de melhorias para entender gestões com a mão usados para navegar no sistema.

Os óculos também chegarão para outros 13 países, mas, por enquanto, o Brasil ainda não está na lista.

visionOS 2, sistema operacional para o Apple Vision Pro — Foto: Reprodução/Apple
visionOS 2, sistema operacional para o Apple Vision Pro — Foto: Reprodução/Apple 

macOS Sequoia

Uma das principais novidades do macOS Sequoia é o recurso que navegar no iPhone pela tela do Mac. É possível, por exemplo, estudar em um aplicativo de celular enquanto as imagens e o som saem do notebook. Mas, como o app é customizado para celular, o Mac não consegue expandir a visualização.

Usando o iPhone no Mac — Foto: Reprodução/Apple
Usando o iPhone no Mac — Foto: Reprodução/Apple

Tim Cook, CEO da Apple — Foto: Reprodução/Apple
Tim Cook, CEO da Apple — Foto: Reprodução/Apple


WWDC 2024, evento anual da Apple para desenvolvedores — Foto: Divulgação/Apple
WWDC 2024, evento anual da Apple para desenvolvedores — Foto: Divulgação/Apple
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domingo, 9 de junho de 2024

Ligação, áudio ou texto? as regras de etiqueta para conversas por WhatsApp no ambiente de trabalho

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Especialista em carreira dá dicas para você não errar ao mandar mensagens no ambiente de trabalho.
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Por Fernanda Giacomassi

Postado em 09 de junho de 2024 às 10h10m

Post. N. - 4.897

Você é do time que detesta enviar e receber mensagens de voz ou do que manda "podcasts" diários aos amigos? No Brasil, o segundo parece estar ganhando: os brasileiros enviam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que em qualquer outro país do mundo. Foi o que contou Mark Zuckerberg, dono da plataforma, que inclusive se referiu ao app como ZapZap (do jeito que os brasileiros gostam de chamar).

O aplicativo de mensagem deixou de ser um meio de conversar apenas com amigos e familiares e passou a envolver todos os aspectos da vida das pessoas, até o trabalho. Com isso, também surgiram "regras" ou "boas práticas" de como se comunicar por ele (veja dicas abaixo).

"Estamos vivendo a 'plataformização' das conversas cotidianas. As redes sociais oferecem funcionalidades que nos apropriamos e isso passa a conformar as nossas práticas e, sobretudo, a nossa comunicação", explica ao g1 Issaaf Karhawi, do núcleo de pesquisa de comunicação e mídias digitais da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo a pesquisadora, conforme uma sociedade passa a utilizar uma nova ferramenta para se comunicar, novos contratos e arranjos sociais surgem.

"Como resultado disso, nós começamos a desenhar uma 'conduta ética' entre as plataformas. O que se espera em cada uma delas e como nos apresentamos em cada uma", diz.

É essa diferença entre as características de cada rede social que faz com que uma mesma pessoa possa se comportar de maneira completamente diferente no LinkedIn, no Instagram ou no WhatsApp, por exemplo.

"Se pensamos no impacto do WhatsApp no espaço de trabalho, hoje já começamos a discutir coisas do tipo 'será que é razoável ou não receber mensagem do chefe no final de semana', 'será que ele é um espaço de trabalho ou é pessoal', 'será que uma pessoa com quem nunca falei pode mandar áudio sem antes se apresentar'?", explica Issaaf Karhawi.

Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg

🎙️Por que mandamos tanto áudio?

Não há embasamento científico que explique a adesão massiva dos brasileiros às mensagens em áudio. Mas, para a especialista, o fato do Brasil ser um país acostumado a consumir formatos audiovisuais pode ter influenciado.

"A telenovela tem uma importância ímpar na sociedade brasileira. Ela foi responsável por um certo 'letramento audiovisual' da população. Já estávamos habituados", explica.

A outra hipótese está relacionada a educação básica no Brasil. Quase 9 milhões de brasileiros de 18 a 29 anos não concluíram a escola.

"É evidente que uma funcionalidade de envio de áudio terá mais adesão, pois oferece uma maior acessibilidade", conclui. 
💡 Dicas para não errar mandando zap no trabalho

Ligação, áudio ou mensagem?

"A comunicação em texto é sempre mais delicada porque o receptor da mensagem pode perceber a entonação que ele quiser, o áudio já ajuda nesse aspecto. Mas quando assunto precisa ser mais detalhado, a ligação é a melhor opção", explica Mariana Torres, especialista em Recursos Humanos e Carreira.

Na dúvida de como ter uma comunicação mais assertiva, sempre pergunte como a outra pessoa prefere falar. E claro, se for a primeira mensagem não se esqueça de fazer uma breve introdução em texto sobre você e qual é o assunto da conversa.

Veja as dicas da especialista para cada formato:

🖊️ Texto

  • Evite textos muito longos e sem pausas. Pode escrever tudo em uma mensagem, mas colocar um 'enter' entre parágrafos ajuda na leitura.
  • Nada de abreviar palavras ou usar gírias, é uma comunicação formal. Cuidado com erros de digitação.
  • Cuidado com palavras de dupla interpretação, precisa ter cuidado redobrado com texto.

🎙️Áudio

  • Prefira um ambiente sem ruídos.
  • Nada de áudios muito longos (mais de 3 minutos): se for um podcast, é sinal que deveria ter sido uma ligação.
  • Cuidado com a qualidade do som. Usar um fone de ouvido com microfone é uma boa opção.

📱Ligação

  • Garanta que a conexão está boa. Uma ligação com muitas falhas pode interferir negativamente na comunicação.
  • Seja objetivo no assunto.

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