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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Roblox reforça regras de mensagens para menores de 13 anos após denúncias de abuso infantil

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Plataforma disse que está eliminando envio de mensagens fora dos jogos e implementará novas ferramentas de controle parental.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 19 de novembro de 2024 às 11h00m

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Roblox é uma plataforma de desenvolvimento de jogos cada vez mais popular entre crianças e adolescentes — Foto: Roblox
Roblox é uma plataforma de desenvolvimento de jogos cada vez mais popular entre crianças e adolescentes — Foto: Roblox

O Roblox disse nesta segunda (18) que está implementando novas medidas de segurança para usuários menores de 13 anos. Uma das medidas é encerrar de vez com a opção de enviar mensagens para outras pessoas fora dos jogos da plataforma.

As medidas foram adotadas após reclamações de abuso infantil na plataforma, segundo a agência Reuters.

De acordo com a empresa os menores ainda poderão enviar mensagens a outras pessoas dentro do jogo com o consentimento dos pais.

A empresa disse que disponibilizou uma configuração integrada que permitirá que menos de 13 anos acessem mensagens de transmissão pública somente em jogos ou experiências.

A plataforma, que registrou cerca de 89 milhões de usuários no último trimestre, ainda afirmou que permitirá que pais e responsáveis gerenciem remotamente a conta Roblox de seus filhos, visualizem listas de amigos, definam controles de gastos e gerenciem o tempo de tela.

Em agosto, a Turquia bloqueou o acesso ao Roblox seguindo uma ordem judicial, pois os promotores investigaram preocupações sobre conteúdo gerado por usuários que poderia levar a abusos.

Uma ação judicial de 2022, movida em São Francisco, nos EUA, alegou que o Roblox facilitou a exploração sexual e financeira de uma menina da Califórnia por homens adultos, supostamente incentivando-a a beber, abusar de medicamentos prescritos e compartilhar fotos sexualmente explícitas.

O Roblox substituirá os rótulos de conteúdo com base na idade por descrições que variam de "Mínimo" a "Restrito", indicando o tipo de conteúdo que os usuários podem esperar. Por padrão, os menores de nove anos só podem acessar jogos rotulados como "Minimal" ou "Mild".

Essas novas restrições também impedirão que essas crianças pesquisem, descubram ou joguem experiências não rotuladas, informou a empresa.

O conteúdo restrito permanecerá inacessível até que o usuário tenha pelo menos 17 anos de idade e tenha verificado sua idade.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

A rotina traumatizante dos moderadores de redes sociais: 'Sacrifico minha saúde mental pelos outros'

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Existem em andamento diversas ações judiciais alegando que o trabalho destruiu a saúde mental dessas pessoas.
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TOPO
Por BBC

Postado em 18 de novembro de 2024 às 13h25m

#.* Post. - Nº.\  5.006 *.#

Moderadores analisam e removem fotos e vídeos ilegais ou perturbadores nas redes sociais. — Foto: Getty Images via BBC
Moderadores analisam e removem fotos e vídeos ilegais ou perturbadores nas redes sociais. — Foto: Getty Images via BBC

Importante: esta reportagem contém detalhes que podem ser perturbadores para alguns leitores.

A BBC conheceu de perto, nos últimos meses, um mundo oculto e sombrio. Nele, é possível encontrar o que há de pior, mais tenebroso e mais perturbador no conteúdo online.

Grande parte deste conteúdo é ilegal. Decapitações, assassinatos em massa, abuso infantil, discurso de ódio – tudo isso acaba nas caixas de entrada de um exército global de moderadores de conteúdo.

Você certamente não ouve falar deles com frequência. O trabalho dessas pessoas é analisar e, quando necessário, excluir conteúdo denunciado por outros usuários ou assinalado automaticamente pelas ferramentas da tecnologia.

A segurança na internet vem se tornando uma questão cada vez mais relevante. As empresas de tecnologia enfrentam pressões para remover rapidamente o material nocivo que é postado online.

No entanto, apesar da grande quantidade de pesquisas e investimentos em soluções tecnológicas para ajudar neste processo, até o momento, a palavra final ainda fica, em grande parte, a cargo de moderadores humanos.

Os moderadores costumam ser funcionários de empresas terceirizadas, mas seu trabalho é analisar conteúdo postado diretamente nas grandes redes sociais, como o Instagram, o TikTok e o Facebook.

Os moderadores ficam espalhados pelo mundo.

Conversei com vários deles para a série da BBC Rádio 4 The Moderators, disponível em inglês no site BBC Sounds. Eles moram principalmente no leste africano e todos já deixaram seus cargos desde então.

Suas histórias são angustiantes. Algumas das nossas gravações eram chocantes demais para irem ao ar. Às vezes, meu produtor Tom Woolfenden e eu terminávamos uma gravação e simplesmente ficávamos parados, em silêncio.

"Se você pegar seu celular e for ao TikTok, irá ver uma série de atividades, danças, sabe... coisas alegres", conta o ex-moderador Mojez, de Nairóbi, no Quênia. Ele trabalhava com conteúdo do TikTok.

"Mas, por trás disso, eu moderava pessoalmente centenas de vídeos horríveis e traumatizantes."

"Eu assumi aquilo para mim. Deixei que minha saúde mental absorvesse o golpe para que os usuários comuns pudessem prosseguir com suas atividades na plataforma", ele conta.

Existem em andamento diversas ações judiciais alegando que o trabalho destruiu a saúde mental desses moderadores. Alguns dos antigos profissionais do leste africano se reuniram e formaram um sindicato.

"De fato, a única coisa que me impede de assistir a uma decapitação quando entro em uma plataforma de rede social é que há alguém sentado em um escritório, em algum lugar, assistindo àquele conteúdo para mim e analisando para que eu não precise ver", conta Martha Dark, responsável pela organização ativista Foxglove, que apoia as ações judiciais.

Mojez trabalhava removendo conteúdo perturbador no TikTok. Ele afirma que o trabalho prejudicou sua saúde mental. — Foto: Via BBC
Mojez trabalhava removendo conteúdo perturbador no TikTok. Ele afirma que o trabalho prejudicou sua saúde mental. — Foto: Via BBC

Em 2020, a Meta – na época, conhecida como Facebook – concordou em pagar um acordo de US$ 52 milhões (cerca de R$ 300 milhões) para moderadores que desenvolveram problemas de saúde mental devido a esse trabalho.

O processo judicial foi aberto por uma antiga moderadora dos Estados Unidos chamada Selena Scola. Ela descreveu os moderadores como "guardiões de almas", devido à quantidade de vídeos a que eles assistem, mostrando os momentos finais da vida das pessoas.

Todos os ex-moderadores com quem conversei usaram a palavra "trauma" para descrever o impacto do trabalho sobre eles. Alguns tinham dificuldade para dormir e se alimentar.

Um deles contou sobre um colega que entrava em pânico ao ouvir um bebê chorar. Outro disse que tinha dificuldades para interagir com sua esposa e os filhos, devido aos abusos infantis que ele havia presenciado online.

Eu esperava que eles dissessem que este é um trabalho tão extenuante, mental e emocionalmente, que nenhum ser humano deveria estar a cargo dele. Pensei que eles fossem apoiar totalmente a automação completa do setor, com a evolução de ferramentas de inteligência artificial para desempenhar esta tarefa em larga escala.

Mas não. O que surgiu, com muita força, foi o imenso orgulho dos moderadores pelo papel que eles desempenharam para proteger o mundo dos danos online.

Eles se consideram um serviço de emergência fundamental. Um deles declarou que queria um uniforme e um distintivo, comparando-se com um bombeiro ou paramédico.

"Nem um só segundo foi mal empregado", disse alguém que chamamos de David. Ele pediu para permanecer anônimo.

David trabalhou com material usado para treinar o chatbot viral de IA ChatGPT, fazendo com que ele fosse programado para não regurgitar esse horrível material.

"Tenho orgulho dos indivíduos que treinaram este modelo para ser o que ele é hoje em dia", declarou. Mas a própria ferramenta que David ajudou a treinar poderá, um dia, concorrer com ele.

A ativista Martha Dark trabalha em defesa dos moderadores das redes sociais. — Foto: Martha Dark
A ativista Martha Dark trabalha em defesa dos moderadores das redes sociais. — Foto: Martha Dark

Dave Willner é o ex-chefe de confiança e segurança da OpenAI, a empresa criadora do ChatGPT. Ele afirma que sua equipe construiu uma ferramenta de moderação rudimentar, baseada na tecnologia do chatbot. Esta ferramenta, segundo ele, conseguiu identificar conteúdo prejudicial com índice de precisão de cerca de 90%.

"Quando eu meio que finalmente percebi, 'oh, isso vai funcionar', honestamente me engasguei um pouco", ele conta. "[As ferramentas de IA] não ficam entediadas. Elas não ficam cansadas, não ficam chocadas... elas são infatigáveis."

Mas nem todos estão certos de que a IA seja uma bala de prata para os problemas do setor de moderação online.

"Acho que é problemático", afirma o professor de comunicação e democracia Paul Reilly, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. "Claramente, a IA pode ser uma forma binária e bastante obtusa de moderar conteúdo."

"Ela pode acabar bloqueando excessivamente a liberdade de expressão e, é claro, pode deixar passar nuances que moderadores humanos seriam capazes de identificar", explica ele.

"A moderação humana é essencial para as plataformas. O problema é que não há moderadores suficientes e o trabalho é incrivelmente prejudicial para os profissionais."

Nós também entramos em contato com as empresas de tecnologia mencionadas na série.

Um porta-voz do TikTok declarou que a empresa sabe que a moderação de conteúdo não é uma tarefa fácil e procura promover um ambiente de trabalho solidário para seus funcionários. Suas medidas incluem a oferta de apoio clínico e a criação de programas de apoio ao bem-estar dos moderadores.

O TikTok destaca que os vídeos são inicialmente analisados por tecnologia automatizada que, segundo a empresa, remove um grande volume de conteúdo prejudicial.

Já a OpenAI – a empresa responsável pelo ChatGPT – declarou reconhecer o trabalho importante e, às vezes, desafiador dos profissionais humanos que treinam a IA para identificar essas fotos e vídeos.

Um porta-voz da empresa acrescentou que, junto com seus parceiros, a OpenAI executa políticas de proteção ao bem-estar das suas equipes.

Por fim, a Meta – proprietária do Instagram e do Facebook – afirma exigir que todas as suas empresas parceiras forneçam apoio presencial, 24 horas por dia, com profissionais treinados. Ela destaca que os moderadores podem personalizar suas ferramentas de análise, para desfocar as imagens sensíveis.

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domingo, 17 de novembro de 2024

Google começa a liberar aplicativo do robô Gemini para iPhone

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Até então, o concorrente do ChatGPT só tinha um aplicativo próprio para Android. Ferramenta pode gerar textos, imagens e códigos de programação a partir de instruções curtas.
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Por Redação g1

Postado em 17 de novembro de 2024 às 07h00m

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Gemini, inteligência artificial do Google — Foto: Divulgação/Google

O Google começa a liberar nesta quinta-feira (14) o aplicativo do Gemini para iPhone. Até então, no iOS, era preciso usar o aplicativo do Google ou o navegador – no Android, já era possível usar o aplicativo próprio do robô, concorrente do ChatGPT.

A ferramenta, classificada pelo Google como um "assistente pessoal de IA", consegue gerar textos, imagens e códigos de programação a partir de instruções curtas.

O Gemini usa o modelo Imagen 3 para gerar imagens a partir de descrições em texto. O Google tinha pausado a geração de imagens no Gemini em fevereiro porque uma versão anterior do Imagen apresentou erros, como aconteceu com o Meta AI.

A empresa diz que o Gemini pode ajudar a criar planos de estudo personalizados. Por exemplo, é possível enviar a imagem de uma atividade e pedir para o robô elaborar exercícios sobre o tema.

No lançamento do Gemini, o Google demonstrou que o robô conseguiu analisar a foto de um exercício de física, identificar um erro no cálculo e encontrar a solução correta.

O aplicativo do Gemini pode ainda buscar informações em outros serviços do Google, como YouTube, Maps, Gmail e Agenda.

Assinantes também podem usar o Gemini Live, recurso em que ele "conversa" com usuários de forma fluida. É possível interromper, mudar de direção ou se aprofundar em um tema a qualquer momento do bate-papo.

Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google

Google libera modo de voz em português no robô Gemini

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