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quarta-feira, 2 de abril de 2025

O que é Cobalt Strike, programa citado em depoimento sobre monitoramento da Abin ao Paraguai

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Funcionário da Abin relatou à PF suposta invasão aos sistemas do governo paraguaio. Ação tinha como objetivo obter dados sigilosos sobre valores em negociação de Itaipu, segundo o depoimento.
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Por Victor Hugo Silva, Darlan Helder, g1

Postado em 02 de Abril de 2.025 às 11h40m

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Cobalt Strike — Foto: Divulgação/Fortra
Cobalt Strike — Foto: Divulgação/Fortra

O programa Cobalt Strike foi citado por um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em depoimento à Polícia Federal sobre a suposta espionagem brasileira ao Paraguai.

Segundo o relato, nessa operação, houve o uso de ferramentas de intrusão como Cobalt Strike e o envio de e-mails com engenharia social para capturar senhas, cookies de sessão e acessos de autoridades paraguaias.

O objetivo seria obter informações sigilosas sobre negociações da usina de Itaipu, que pertence aos dois países. Em nota, o governo Lula disse que interrompeu a ação assim que ficou sabendo dela, em março de 2023.

As informações foram publicadas pelo portal UOL. A TV Globo teve acesso a trechos do depoimento.

O que é o Cobalt Strike

Cobalt Strike — Foto: Divulgação/Fortra
Cobalt Strike — Foto: Divulgação/Fortra

O Cobalt Strike é um programa preventivo: ele serve para empresas simularem invasões a sistemas internos e identificar brechas que devem ser corrigidas antes que ocorram ataques reais.

E funciona como um programa comum de computador, com um visual simples que permite configurar o ataque que será testado. Ele é vendido pela empresa americana de cibersegurança Fortra, que diz ter clientes como IBM e Coca-Cola.

O Cobalt Strike foi criado em 2012 e comprado pela Fortra em 2020. A licença básica para usar o programa custa US$ 3.540 (cerca de R$ 20 mil).

Para atacar o computador da empresa ou de terceiros, o Cobalt Strike pode aproveitar alguma vulnerabilidade de segurança já conhecida.

Ou usar o chamado "phishing", tática em que a vítima é induzida a baixar um arquivo malicioso por um anexo no e-mail ou um link falso, por exemplo.

Com acesso à máquina atacada, o programa instala o "beacon", um arquivo malicioso que se comunica com o atacante e realiza comandos enviados por ele.

"A partir do momento em que você insere o 'beacon' em um computador externo, você pode inserir qualquer coisa dentro dessa máquina, como um vírus", disse o diretor de operações da empresa de segurança da informação Grupo Aplidigital, Fellipe Canale.

Segundo o especialista, o usuário comum pode ser vítima e perder o controle de seu computador. Mas cibercriminosos preferem alvos grandes, como empresas, por terem uma possiblidade maior de retorno financeiro.

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Programa tem versão pirata

O gerente de engenharia de segurança da Check Point Software, Fernando de Falchi, explica ainda que existem relatos de uma versão falsa usada para atacar terceiros. "É uma cópia pirata em que mexem no código e vendem com outras características para trabalhar com ataques não legítimos".

"A ideia do Cobalt Strike é ter um teste de penetração. A ideia do cibercriminoso é alterar a ferramenta e ela funcionar para o que ele quiser", destaca.

Em junho de 2024, a National Crime Agency (NCA), agência do governo do Reino Unido, coordenou uma operação internacional contra versões pirata do programa.

"Desde meados da década de 2010, versões pirateadas e não licenciadas do software, baixadas por criminosos em mercados ilegais e na dark web, ganharam a reputação de serem a principal ferramenta de intrusão em redes para quem busca realizar ataques cibernéticos", descreveu a NCA na época.

O método atrai cibercriminosos porque é difícil identificar a invasão, diz Canale. "É um sistema muito bem-feito e precisa de ferramentas muito boas de cibersegurança para conseguir identificar e barrar essa comunicação".

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terça-feira, 1 de abril de 2025

OpenAI levanta mais US$ 40 bilhões e fica no patamar de SpaceX e ByteDance

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Com novos investimentos, valor de mercado da dona do ChatGPT chegará a US$ 300 bilhões, quase o dobro do estimado em outubro passado. Principal financiador é o grupo japonês SoftBank.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de Abril de 2.025 às 2040m

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Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas — Foto: Dado Ruvic/Reuters
Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A OpenAI anunciou na última segunda-feira (31) que levantará até US$ 40 bilhões em uma nova rodada de financiamento liderada pelo SoftBank Group.

Com isso, a dona do ChatGPT passa a ser avaliada em US$ 300 bilhões, quase o dobro do que foi estimado em uma rodada anterior, em outubro.

E fica no patamar de empresas como SpaceX e ByteDance, dona do TikTok, que são de capital fechado (não estão na bolsa de valores).

Investimento depende de mudanças

O SoftBank, grupo japonês de investimentos em tecnologia, disse que vai financiar a startup de inteligência artificial com US$ 10 bilhões em meados de abril e mais US$ 30 bilhões em dezembro.

Os recursos dessa nova rodada serão usados em pesquisa de inteligência artificial, expansão de infraestrutura computacional e aprimoramento de ferramentas, segundo a OpenAI.

Mas esses investimentos dependem de a OpenAI se tornar uma companhia com fins lucrativos até o final do ano. Se essa reestruturação fracassar, o SoftBank disse que o valor total de investimento na rodada cairá para US$ 20 bilhões.

"A IA é uma força definidora que está moldando o futuro da humanidade. Nossa parceria ampliada com a OpenAI acelera nossa visão compartilhada para desbloquear todo o seu potencial", disse Masayoshi Son, presidente-executivo do SoftBank Group.

A OpenAI está fazendo uma parceria com a SoftBank e a Oracle para estabelecer uma rede de data centers no âmbito do projeto norte-americano de IA Stargate, orçado em US$ 500 bilhões.

O SoftBank planeja distribuir US$ 10 bilhões de seu investimento total na OpenAI para outros coinvestidores que não foram citados.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à Reuters que o restante do financiamento virá de Microsoft, Coatue Management, Altimeter Capital e Thrive Capital.

"A OpenAI tem planos muito ambiciosos em muitas frentes e precisa de muito capital para atingir esses objetivos", disse Gil Luria, analista da D.A. Davidson & Co.

"A lista de investidores que desejam apoiar esse escopo diminuiu e pode estar amplamente limitada à SoftBank, que pode não ter o capital necessário."

Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Reuters
Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Reuters

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domingo, 30 de março de 2025

VÍDEO: Foguete de startup alemã explode logo após o lançamento na Noruega

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Segundo a empresa Isar Aerospace, objetivo da missão era coletar dados sobre o modelo e poderia terminar antes do previsto.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 30 de Março de 2.025 às 19h30m

#.* Post. - Nº.\  5.091 *.#


















Foguete de startup alemã explode segundos após lançamento na Noruega

Um foguete de teste caiu e explodiu 40 segundos após decolar de um porto espacial norueguês neste domingo (30), no que a startup alemã Isar Aerospace descreveu como um teste inicial.

Segundo a empresa, o projeto tem como objetivo impulsionar os lançamentos de satélites a partir da Europa.

O foguete não tripulado Spectrum foi anunciado como a primeira tentativa de um voo orbital originado na Europa. Diversos países do continente, incluindo a Suécia e o Reino Unido, desejam garantir uma fatia do crescente mercado de missões espaciais comerciais.

A Isar Aerospace, que havia alertado que o lançamento inicial poderia terminar antes do previsto, disse que o teste produziu dados abrangentes com os quais sua equipe pode aprender.


Foguete da startup alemã Isar Aerospace explode logo após lançamento na Noruega — Foto: Isar Aerospace/handout/NTB via Reuters

Lançado do Porto Espacial Ártico de Andoeya, na Noruega, o Spectrum foi projetado para levar satélites pequenos e de médio porte pesando até uma tonelada, embora não tenha transportado carga útil em sua viagem inaugural.

A missão tinha como objetivo coletar dados sobre o veículo de lançamento desenvolvido pela empresa, em um primeiro teste integrado de todos os seus sistemas, disse a empresa bávara na semana passada.

Foguete Spectrum, da startup alemã Isar Aerospace, cai e explode após lançamento de base na Noruega — Foto: Isar Aerospace/handout/NTB/via Reuters
Foguete Spectrum, da startup alemã Isar Aerospace, cai e explode após lançamento de base na Noruega — Foto: Isar Aerospace/handout/NTB/via Reuters

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