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quinta-feira, 26 de junho de 2025

O que dizem as redes sociais sobre ampliação da responsabilidade sobre conteúdo publicado

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STF decidiu que plataformas poderão ser punidas se não derrubarem posts criminosos ou ofensivos após notificação. Em casos mais graves, deve agir mesmo sem ordem judicial.
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Por Redação g1

Postado em 26 de Junho de 2.025 às 21h20m

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Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash
Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) ampliar a responsabilidade das redes sociais sobre conteúdo publicado. Oito ministros votaram a favor e três, conta.

As plataformas poderão ser punidas se não derrubarem alguns tipos de posts criminosos ou ofensivos após notificação. Em casos mais graves, deve agir mesmo sem ordem judicial, determinou o STF.

O julgamento foi encerrado nesta quinta, mas o Supremo já tinha formado maioria no último dia 11. Além da conclusão dos votos, faltava também que os ministros acertassem os detalhes sobre em quais casos se daria essa responsabilização das redes.

O g1 procurou as principais redes sociais após a conclusão do julgamento.

A Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, afirmou: "Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil".

O Google, dono do YouTube, afirmou que analisa a decisão, "em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos".

STF amplia a responsabilidade das plataformas digitais pelo que publicam
STF amplia a responsabilidade das plataformas digitais pelo que publicam

A big tech se refere a um dos artigos do Marco Civil, a lei que rege a internet, criada em 2014 e que estava no foco do julgamento do STF.

O artigo 21 já previa a possibilidade de responsabilidade quando a plataforma digital não tomasse providências de retirada de conteúdo após uma notificação extrajudicial feita pela vítima ou advogado.

Mas, até então, ele se aplicava a situações específicas, como a divulgação de cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado, sem a autorização dos participantes.

Os demais casos eram contemplados no artigo 19 do Marco Civil, que só responsabilizava as plataformas caso elas desrespeitassem uma decisão judicial de remover o conteúdo.

Agora, o STF determina que as redes sociais não devem atuar somente depois de uma ordem da Justiça. Em alguns casos, a remoção deverá acontecer de forma imediata, mesmo sem notificação extrajudicial ou ordem judicial, e a omissão pode levar a plataforma a ser punida.

O Google disse ainda que, ao longo dos últimos meses, vem manifestando suas "preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital".

Para a Meta, "enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil".

A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), que tem entre seus associados TikTok, Google, Meta (dona de Instagram, Facebook e WhatsApp), entre outras plataformas, diz que segue avaliando os impactos da decisão e "reforça a importância de que as teses de aplicação da decisão garantam segurança jurídica, proporcionalidade e respeito à liberdade de expressão".

O que muda com a decisão do STF sobre responsabilidade das redes — Foto: Arte/g1
O que muda com a decisão do STF sobre responsabilidade das redes — Foto: Arte/g1

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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Putin aposta em app estatal para competir com WhatsApp e Telegram e reforçar 'soberania digital'

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Autorizado pelo presidente da Rússia, o app terá funções que WhatsApp e Telegram não oferecem, segundo legisladores; críticos veem ameaça à privacidade e às liberdades individuais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 25 de Junho de 2.025 às 17h50m

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Putin WhatsApp e Telegram — Foto: Reuters
Putin WhatsApp e Telegram — Foto: Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta terça-feira (24) uma lei que autoriza o desenvolvimento de um aplicativo de mensagens apoiado pelo Estado e integrado aos serviços do governo, enquanto Moscou se esforça para reduzir sua dependência de plataformas como WhatsApp e Telegram.

Há muito tempo, a Rússia busca estabelecer o que chama de soberania digital, promovendo serviços desenvolvidos internamente. Seu esforço para substituir plataformas tecnológicas estrangeiras tornou-se mais urgente quando algumas empresas ocidentais se retiraram do mercado russo após a invasão da Ucrânia por Moscou em fevereiro de 2022.

Os legisladores russos afirmam que o aplicativo estatal terá funcionalidades que os aplicativos Telegram e WhatsApp, da Meta Platforms, não têm. Os críticos dizem que o fato de a Rússia exercer o controle estatal sobre ele representa riscos à privacidade e às liberdades pessoais.

Mikhail Klimarev, diretor da Sociedade de Proteção à Internet, um grupo russo de direitos digitais, disse no início deste mês que espera que a Rússia diminua as velocidades do WhatsApp e do Telegram para incentivar as pessoas a mudar para o novo aplicativo.


Como criar uma senha forte, difícil de ser violada, e proteger suas contas
Como criar uma senha forte, difícil de ser violada, e proteger suas contas
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terça-feira, 24 de junho de 2025

Tesla lança táxi robô em teste nos EUA

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A Tesla implantou um pequeno grupo de carros sem motorista na cidade norte-americana de Austin, no domingo, no que o presidente-executivo da montadora de carros elétricos, Elon Musk, anunciou como "lançamento do robotáxi" da companhia.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 24 de Junho de 2.025 às 07h00m

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Tesla Cybercab — Foto: divulgação/Tesla
Tesla Cybercab — Foto: divulgação/Tesla

A Tesla implantou um pequeno grupo de carros sem motorista na cidade norte-americana de Austin,  no domingo, no que o presidente-executivo da montadora de carros elétricos, Elon Musk, anunciou como "lançamento do robotáxi" da companhia.

O evento marcou a primeira vez que carros da Tesla sem motoristas humanos transportaram passageiros pagantes, um negócio que Musk considera crucial para o futuro financeiro da montadora.

O  executivo chamou o momento de "ápice de uma década de trabalho árduo" em uma publicação em sua rede social X e observou que "o chip de IA e as equipes de software foram criados do zero dentro da Tesla".

Os Teslas foram vistos no domingo cedo em um bairro chamado South Congress sem ninguém no banco do motorista, mas com uma pessoa no banco do passageiro. A montadora planejou um pequeno teste com cerca de 10 veículos e passageiros no banco da frente atuando como "monitores de segurança", embora não tenha ficado claro quanto controle eles tinham sobre os veículos.

Nos últimos dias, a montadora enviou convites a um grupo seleto de influenciadores para um teste de robotáxi cuidadosamente monitorado em uma zona limitada. As viagens estão sendo oferecidas por uma taxa fixa de US$4,20, disse Musk no X.

Tesla já roda com o serviço de robô táxi no Texas — Foto: Reuters
Tesla já roda com o serviço de robô táxi no Texas — Foto: Reuters

O investidor da Tesla e personalidade da mídia social Sawyer Merritt publicou vídeos no X na tarde de domingo em que chama uma corrida e é pego pelo carro para ir para um restaurante próximo. Merritt usou um aplicativo de robotáxi da Tesla.

Se a Tesla for bem-sucedida com a pequena implantação, a empresa ainda enfrentará grandes desafios para cumprir as promessas de Musk de aumentar a escala rapidamente em Austin e em outras cidades, segundo especialistas do setor.

Pode levar anos ou décadas para que a Tesla e seus rivais, como a Waymo, da Alphabet, desenvolvam totalmente um setor de carros sem motorista que funcionam como táxis, disse Philip Koopman, professor de engenharia da computação da Carnegie Mellon University com experiência em tecnologia de veículos autônomos. Um teste bem-sucedido da Tesla em Austin, disse ele, é "o fim do começo - não o começo do fim".

De acordo com muitos analistas do setor, a maior parte do altíssimo valor das ações da Tesla agora se baseia em sua capacidade de fornecer os veículos auônomos e robôs humanóides. A Tesla é, de longe, a montadora de automóveis mais valiosa do mundo.

O lançamento do robotáxi da Tesla ocorre após mais de uma década de promessas não cumpridas de Musk de entregar carros autônomos.

Musk disse que a Tesla seria "super paranoica" com relação à segurança do robotáxi em Austin, inclusive operando em áreas limitadas.

O serviço em Austin também terá outras restrições. A Tesla planeja evitar mau tempo, cruzamentos difíceis e não transportará ninguém com menos de 18 anos.

A comercialização de veículos autônomos tem sido arriscada e cara. A Cruise, da GM, foi desativada após um incidente grave. Órgãos reguladores dos Estados Unidos estão observando atentamente a Tesla os rivais Waymo e Zoox, da Amazon.

A Tesla também está contrariando a prática padrão do jovem setor de depender de várias tecnologias para ler a estrada e seus carros utilizam apenas câmeras. Isso, segundo Musk, será seguro e muito mais barato do que os sistemas lidar e de radar adicionados pelos rivais aos seus veículos.

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