Total de visualizações de página

domingo, 26 de outubro de 2025

Mais de 60 países, incluindo o Brasil, assinam tratado da ONU contra cibercrime criticado por ONGs

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Novo marco jurídico mundial tem como objetivo reforçar a cooperação internacional no combate aos crimes digitais, que vão desde a pornografia infantil até as fraudes cibernéticas transnacionais e a lavagem de dinheiro.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por France Presse

Postado em 26 de Outubro de 2.025 às 08h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.261     *.# .

Mais de 60 países assinaram neste sábado (25), no Vietnã, um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o cibercrime, apesar da oposição de empresas de tecnologia e organizações de direitos humanos que alertam para o aumento da vigilância estatal. A adoção da convenção pelo Brasil foi assinada pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O novo marco jurídico mundial tem como objetivo reforçar a cooperação internacional no combate aos crimes digitais, que vão desde a pornografia infantil até as fraudes cibernéticas transnacionais e a lavagem de dinheiro.

O acordo entrará em vigor assim que for ratificado pelos Estados que o assinaram neste sábado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a assinatura como um "marco importante", mas destacou que era "apenas o começo".

"Todos os dias, golpes sofisticados destroem famílias, roubam migrantes e drenam bilhões de dólares de nossa economia... Precisamos de uma resposta global forte e conectada", disse ele na cerimônia de abertura realizada em Hanói, capital vietnamita.

“Ao permitir a troca de provas eletrônicas, a convenção constituirá importante instrumento de cooperação internacional para fortalecer o combate a crimes e a proteção às vítimas”, informou também a PF, em nota.

A Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime foi proposta pela primeira vez por diplomatas russos em 2017 e aprovada por consenso no ano passado, após longas negociações.

Críticos afirmam que a redação ampla do texto pode abrir espaço para abusos de poder e permitir a repressão transnacional de opositores de governos.

"Ao longo da negociação do tratado, surgiram várias preocupações sobre como ele acabará obrigando as empresas a compartilhar dados", afirmou Sabhanaz Rashid Diya, fundadora do grupo de especialistas Tech Global Institute.

"É quase como dar aval a uma prática muito problemática que tem sido usada contra jornalistas e em países autoritários", disse ela à AFP.

Salvaguardas "fracas"

O governo do Vietnã afirmou nesta semana que 60 países haviam se inscrito para a assinatura oficial, sem revelar quais. Mas é provável que a lista não se limite a Rússia, China e seus aliados.

"O cibercrime é um problema real em todo o mundo", afirmou Diya. "Acho que todos estão lidando com isso".

A indústria de golpes online, por exemplo, disparou nos últimos anos no Sudeste Asiático, com milhares de criminosos envolvidos e vítimas em todo o mundo que perderam bilhões.

"Mesmo os Estados mais democráticos precisam de certo grau de acesso a dados que não obtêm com os mecanismos atuais", acrescentou a especialista.

Os países democráticos poderiam descrever a convenção da ONU como um "documento de compromisso", já que ela inclui algumas disposições sobre direitos humanos, acrescentou.

No entanto, essas salvaguardas foram classificadas como "fracas" em uma carta assinada por mais de uma dezena de grupos de direitos humanos e outras organizações.

Setor tecnológico

As grandes empresas de tecnologia também expressaram preocupação.

A delegação do Acordo Tecnológico sobre Cibersegurança nas negociações do tratado - que representa mais de 160 empresas, entre elas Meta, Dell e a indiana Infosys, não compareceu a Hanói, afirmou o chefe do grupo, Nick Ashton-Hart.

Entre outras objeções, essas empresas alertaram anteriormente que a convenção poderia criminalizar pesquisadores de cibersegurança e "permitir que os Estados cooperem em praticamente qualquer ato criminoso que escolherem".

O possível excesso de poder das autoridades representa "graves riscos para os sistemas informáticos corporativos dos quais dependem bilhões de pessoas todos os dias", afirmaram durante o processo de negociação.

Por outro lado, um acordo internacional já existente, a Convenção de Budapeste sobre o Cibercrime, inclui diretrizes para que seja usado de forma "respeitosa aos direitos", segundo Ashton-Hart.

O local escolhido para a assinatura também gerou desconfiança, devido ao histórico de repressão à dissidência no Vietnã.

"As autoridades vietnamitas costumam usar as leis para censurar e silenciar qualquer expressão online de opiniões críticas aos líderes políticos do país", afirmou Deborah Brown, da Human Rights Watch.

A cibersegurança continua sendo uma preocupação crescente, e entender as ameaças emergentes é essencial para garantir a proteção dos sistemas. — Foto: Freepik
A cibersegurança continua sendo uma preocupação crescente, e entender as ameaças emergentes é essencial para garantir a proteção dos sistemas. — Foto: Freepik

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

sábado, 25 de outubro de 2025

Mouse 'espião' pode ser usado para gravar conversas, diz pesquisa; entenda como isso acontece

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Estudo da Universidade da Califórnia descreveu como vibrações emitidas pela fala podem ser capturadas por sensores ópticos de mouses mais avançados. Técnica Mic-E-Mouse foi testada em laboratório, e não há informações de que ataque desse tipo foi realizado na prática.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 25 de Outubro de 2.025 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.260     *.# .

Pessoa usando mouse de computador — Foto: Jeswin Thomas/Unsplash
Pessoa usando mouse de computador — Foto: Jeswin Thomas/Unsplash

Mouses podem ser usados por hackers para gravar tudo o que você diz perto do computador sem nem mesmo precisar de um microfone, apontou uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Irvine.

Segundo o estudo, mouses mais avançados podem captar vibrações emitidas pela fala por meio de seus sensores ópticos e transmiti-las para terceiros, que converteriam o material em áudio.

Sensores ópticos de mouses são usados para movimentar o ponteiro na tela, mas, neste caso, seriam usados como um espião capaz de ouvir conversas particulares. Hacker poderiam usá-los para captar informações confidenciais de empresas ou chantagear pessoas, por exemplo.

Batizada de Mic-E-Mouse (em trocadilho com o personagem Mickey Mouse), a técnica foi aplicada em laboratório. Não há referências de que ataques desse tipo tenham sido realizados na prática.

"Sinais de áudio podem induzir vibrações sutis na superfície que são detectáveis pelo sensor óptico do mouse", diz a pesquisa. "Nossos resultados demonstram uma precisão de reconhecimento de fala de aproximadamente 42% a 61%".

Os pesquisadores apontaram que hackers poderiam ouvir o que foi dito se fizessem o mouse transmitir sinais coletados e, depois, realizassem a limpeza do sinal e a conversão para áudio.

Mas eles destacam que os resultados são melhores nas condições ideais, o que nem sempre pode ser reproduzido na vida real. Para funcionar como um espião, o mouse precisa:

  • ter taxa de atualização a partir de 8 kHz (ou 8.000 Hz), isto é, comunicar sua movimentação para o computador na frequência de 8 mil vezes por segundo;
  • ter sensor de pelo menos 20.000 DPI (pontos por polegada), que mede quantos pixels o ponteiro se desloca a cada polegada física que o mouse é movimentado – quanto mais DPIs, mais sensível o mouse é a movimentos;
  • estar em superfícies que permitam a propagação de sinais de áudio, como mesas de madeira até 3 cm de espessura;
  • estar parado ou com movimento mínimo, para que a captura do sensor não tenha interferências;
  • transmitir dados para programas que fazem registros da movimentação do mouse e que poderiam ser controlados por hackers.

Os mouses que podem ser alvo desse ataque são voltados para games e custam a partir de R$ 200 no Brasil.

Além disso, a conversa gravada pelo dispositivo deve ter um volume adequado, de 60 a 80 decibéis, o que cobre conversas típicas no escritório ou em casa.

Ataque exige tratamento de áudio

Ainda segundo pesquisadores, a vibração captada pelo mouse tem baixa qualidade. Para resolver isso, hackers precisariam filtrar os sinais e convertê-los de volta em ondas sonoras.

"Os ruídos têm características específicas, estão em outras frequências. Há filtros que eliminam frequências mais baixas e mais altas, tiram o chiado e ficam com os picos [de ondas sonoras]", explicou Guilherme Neves, professor de cibersegurança da faculdade Ibmec.

"Esse pico é colocado em um algoritmo e será interpretado como um fonema, isto é, alguma coisa que a pessoa está falando".

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia apontaram que a possibilidade de um ataque por meio do mouse é um exemplo de como a disseminação de dispositivos de alta qualidade e baixo custo é boa para usuários, mas pode trazer riscos.

"Câmeras, relógios inteligentes, carros e um mundo de sensores e dispositivos mandam informações para a nuvem e podem ser subvertidos para vazar dados. Há muitos pontos de vulnerabilidade", disse Cleórbete Santos, professor de Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

"Quanto mais dispositivos colocamos ao nosso redor, mais estamos aumentando a superfície de ataque e mais poderemos ser atacados", afirmou.

Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas
Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Entenda como disputa entre Holanda e China está deixando montadoras de automóveis no Brasil em alerta

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


O governo holandês assumiu o controle de uma das maiores fabricantes de chips do mundo, subsidiária de um grupo chinês. A China, então, restringiu a exportação dos chips, que são essenciais para montadoras em todo o mundo.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Jornal Nacional

Postado em 24 de Outubro de 2.025 às 22h15m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.259     *.# .

Disputa entre Holanda e China deixa em alerta setor automobilístico no Brasil
Disputa entre Holanda e China deixa em alerta setor automobilístico no Brasil

Uma disputa entre a Holanda e a China está deixando em alerta as montadoras de automóveis no Brasil.

As vendas nas concessionárias estão em alta.

“A demanda foi tanta que agora é fila de espera para janeiro e fevereiro”, diz a gerente comercial Luciana Gomes.

De janeiro a setembro de 2025, a produção de veículos aumentou 6% no Brasil, em relação ao mesmo período de 2024, e a exportação cresceu mais de 50%. Só que esse cenário positivo pode não durar muito, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea. Isso por causa da possibilidade de pecinhas sumirem do mercado: os chips semicondutores funcionam, dentro do carro, como os “neurônios” no nosso cérebro. Eles controlam praticamente todos os sistemas.

A preocupação do setor automotivo tem origem em um conflito entre a Holanda e a China. O governo holandês assumiu o controle de uma das maiores fabricantes de chips do mundo, subsidiária de um grupo chinês. Alegou riscos à segurança nacional - segundo analistas, por pressão dos Estados Unidos. A China, então, restringiu a exportação dos chips, que são essenciais para montadoras em todo o mundo. O movimento já vem afetando a produção de veículos na Europa. No Brasil, a Anfavea alerta que as fábricas podem começar a paralisar as produções em breve se a situação não for resolvida.

“Nosso entendimento é de que o setor automotivo brasileiro está na iminência de uma crise de abastecimento de semicondutores. Os carros modernos precisam de chips, e a ausência desses chips pode, sim, daqui a três semanas, paralisar as fábricas no Brasil. Nós estamos alertando sobre a necessidade de uma interlocução fluida e rápida, diplomática, entre o governo brasileiro e o governo chinês, para permitir que essas exportações chinesas cheguem ao Brasil”, afirma Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Disputa entre Holanda e China deixa montadoras de automóveis no Brasil em alerta — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Disputa entre Holanda e China deixa montadoras de automóveis no Brasil em alerta — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio declarou que o governo brasileiro está acompanhando os eventuais efeitos de interrupções da cadeia global de suprimento de semicondutores e está em diálogo com a indústria brasileira para buscar soluções que evitem danos às empresas e aos empregos.

Nesta sexta-feira (24) à tarde, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, marcou uma reunião com o setor para a próxima terça-feira (28). O temor é que o impacto seja semelhante ao da pandemia da Covid, quando a cadeia produtiva no mundo todo sofreu pelos problemas de logística e falta de componentes.

Hoje em dia, quaisquer veículos - até mesmo os mais simples - precisam, em média, de mil a 3 mil chips.

"A gente está falando de segurança, confiabilidade, a gente está falando de sustentabilidade. Então, a gente está falando do quê? Do carro poder trabalhar para o condutor, de a gente ter um carro seguro, um carro confiável, um carro no qual a gente vai dar segurança para os ocupantes e para o meio ambiente. Obrigatoriamente, tem que ter milhares de semicondutores”, diz Hélder Giostri, professor de engenharia mecânica do Ibmec.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----