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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Amazon anuncia corte de 14 mil postos de trabalho

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Empresa não detalhou quais regiões do mundo foram afetadas. Cortes envolvem funções de apoio ou estratégicas, como recursos humanos e publicidade.
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Por Redação g1

Postado em 28 de Outubro de 2.025 às 11h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

O grupo americano de comércio digital Amazon anunciou nesta terça-feira (28) a eliminação de 14 mil postos de trabalho.

A empresa disse que o corte é global, mas não revelou quais países estão sendo afetados.

Os cortes envolvem as funções de apoio ou estratégicas, como recursos humanos e publicidade. Segundo a Amazon, a redução está relacionada à expansão da inteligência artificial.

A Amazon disse que vai oferecer à maioria dos trabalhadores afetados 90 dias para procurar uma nova vaga internamente. Segundo a empresa, as equipes de recrutamento priorizarão esses candidatos.

Na segunda-feira (27), a agência Reuters e outros veículos americanos informaram que a Amazon começaria, nesta terça-feira, uma série de cortes que afetaria 30 mil postos de trabalho em todo o mundo.

A princípio a mão de obra dos armazéns, majoritária dentro da força de trabalho, não será afetada, disse a empresa.

A Reuters afirma que a redução está relacionada aos esforços da empresa em reduzir despesas e compensar o excesso de contratações ocorridas no pico de demanda da pandemia.

Segundo a agência, os cortes ocorreram em departamentos como dispositivos, publicidade, Prime Video, RH e a unidade de computação em nuvem da Amazon, a Amazon Web Services (AWS), que foi afetada por um apagão global na semana passada.

A Amazon tinha cerca de 1,56 milhão de funcionários em tempo integral e parcial no final do ano passado. Sua força de trabalho corporativa inclui aproximadamente 350.000 funcionários.

À Reuters, funcionários da Amazon relataram que a empresa comunicou os cortes por meio de cartas enviadas para seus endereços de e-mail pessoais, na manhã desta terça-feira.

"Vocês não são mais obrigados a realizar trabalhos em nome da Amazon", diz o e-mail de Beth Galetti, vice-presidente sênior de Experiência de Pessoas e Tecnologia, enviado aos funcionários afetados e visto pela Reuters.

"Infelizmente, sua função está sendo eliminada e seu vínculo empregatício terminará após um período de inatividade", escreveu ela.

Na carta, Galetti diz que os trabalhadores teriam a opção de se reunir com um funcionário de recursos humanos por videochamada.

Cortes reduzirão burocracia, diz empresa

O anúncio concretiza a vontade do CEO, Andy Jassy, de reduzir custos na empresa, em meio à adoção acelerada de IA generativa. Ele já havia sinalizado essa estratégia em junho.

Beth Galetti, vice-presidente de Recursos Humanos e Tecnologia, disse que os cortes reduzirão a burocracia e realocarão recursos "para garantir que estamos investindo em nossas maiores apostas".

"O que devemos ter em mente é que o mundo evolui muito rápido. Essa IA generativa é a tecnologia mais transformadora que vimos desde o surgimento da internet e permite que as empresas inovem com maior rapidez do que antes", comentou.

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domingo, 26 de outubro de 2025

Mais de 60 países, incluindo o Brasil, assinam tratado da ONU contra cibercrime criticado por ONGs

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Novo marco jurídico mundial tem como objetivo reforçar a cooperação internacional no combate aos crimes digitais, que vão desde a pornografia infantil até as fraudes cibernéticas transnacionais e a lavagem de dinheiro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 26 de Outubro de 2.025 às 08h00m
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Mais de 60 países assinaram neste sábado (25), no Vietnã, um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o cibercrime, apesar da oposição de empresas de tecnologia e organizações de direitos humanos que alertam para o aumento da vigilância estatal. A adoção da convenção pelo Brasil foi assinada pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O novo marco jurídico mundial tem como objetivo reforçar a cooperação internacional no combate aos crimes digitais, que vão desde a pornografia infantil até as fraudes cibernéticas transnacionais e a lavagem de dinheiro.

O acordo entrará em vigor assim que for ratificado pelos Estados que o assinaram neste sábado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a assinatura como um "marco importante", mas destacou que era "apenas o começo".

"Todos os dias, golpes sofisticados destroem famílias, roubam migrantes e drenam bilhões de dólares de nossa economia... Precisamos de uma resposta global forte e conectada", disse ele na cerimônia de abertura realizada em Hanói, capital vietnamita.

“Ao permitir a troca de provas eletrônicas, a convenção constituirá importante instrumento de cooperação internacional para fortalecer o combate a crimes e a proteção às vítimas”, informou também a PF, em nota.

A Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime foi proposta pela primeira vez por diplomatas russos em 2017 e aprovada por consenso no ano passado, após longas negociações.

Críticos afirmam que a redação ampla do texto pode abrir espaço para abusos de poder e permitir a repressão transnacional de opositores de governos.

"Ao longo da negociação do tratado, surgiram várias preocupações sobre como ele acabará obrigando as empresas a compartilhar dados", afirmou Sabhanaz Rashid Diya, fundadora do grupo de especialistas Tech Global Institute.

"É quase como dar aval a uma prática muito problemática que tem sido usada contra jornalistas e em países autoritários", disse ela à AFP.

Salvaguardas "fracas"

O governo do Vietnã afirmou nesta semana que 60 países haviam se inscrito para a assinatura oficial, sem revelar quais. Mas é provável que a lista não se limite a Rússia, China e seus aliados.

"O cibercrime é um problema real em todo o mundo", afirmou Diya. "Acho que todos estão lidando com isso".

A indústria de golpes online, por exemplo, disparou nos últimos anos no Sudeste Asiático, com milhares de criminosos envolvidos e vítimas em todo o mundo que perderam bilhões.

"Mesmo os Estados mais democráticos precisam de certo grau de acesso a dados que não obtêm com os mecanismos atuais", acrescentou a especialista.

Os países democráticos poderiam descrever a convenção da ONU como um "documento de compromisso", já que ela inclui algumas disposições sobre direitos humanos, acrescentou.

No entanto, essas salvaguardas foram classificadas como "fracas" em uma carta assinada por mais de uma dezena de grupos de direitos humanos e outras organizações.

Setor tecnológico

As grandes empresas de tecnologia também expressaram preocupação.

A delegação do Acordo Tecnológico sobre Cibersegurança nas negociações do tratado - que representa mais de 160 empresas, entre elas Meta, Dell e a indiana Infosys, não compareceu a Hanói, afirmou o chefe do grupo, Nick Ashton-Hart.

Entre outras objeções, essas empresas alertaram anteriormente que a convenção poderia criminalizar pesquisadores de cibersegurança e "permitir que os Estados cooperem em praticamente qualquer ato criminoso que escolherem".

O possível excesso de poder das autoridades representa "graves riscos para os sistemas informáticos corporativos dos quais dependem bilhões de pessoas todos os dias", afirmaram durante o processo de negociação.

Por outro lado, um acordo internacional já existente, a Convenção de Budapeste sobre o Cibercrime, inclui diretrizes para que seja usado de forma "respeitosa aos direitos", segundo Ashton-Hart.

O local escolhido para a assinatura também gerou desconfiança, devido ao histórico de repressão à dissidência no Vietnã.

"As autoridades vietnamitas costumam usar as leis para censurar e silenciar qualquer expressão online de opiniões críticas aos líderes políticos do país", afirmou Deborah Brown, da Human Rights Watch.

A cibersegurança continua sendo uma preocupação crescente, e entender as ameaças emergentes é essencial para garantir a proteção dos sistemas. — Foto: Freepik
A cibersegurança continua sendo uma preocupação crescente, e entender as ameaças emergentes é essencial para garantir a proteção dos sistemas. — Foto: Freepik

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sábado, 25 de outubro de 2025

Mouse 'espião' pode ser usado para gravar conversas, diz pesquisa; entenda como isso acontece

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Estudo da Universidade da Califórnia descreveu como vibrações emitidas pela fala podem ser capturadas por sensores ópticos de mouses mais avançados. Técnica Mic-E-Mouse foi testada em laboratório, e não há informações de que ataque desse tipo foi realizado na prática.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 25 de Outubro de 2.025 às 06h00m
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Pessoa usando mouse de computador — Foto: Jeswin Thomas/Unsplash
Pessoa usando mouse de computador — Foto: Jeswin Thomas/Unsplash

Mouses podem ser usados por hackers para gravar tudo o que você diz perto do computador sem nem mesmo precisar de um microfone, apontou uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Irvine.

Segundo o estudo, mouses mais avançados podem captar vibrações emitidas pela fala por meio de seus sensores ópticos e transmiti-las para terceiros, que converteriam o material em áudio.

Sensores ópticos de mouses são usados para movimentar o ponteiro na tela, mas, neste caso, seriam usados como um espião capaz de ouvir conversas particulares. Hacker poderiam usá-los para captar informações confidenciais de empresas ou chantagear pessoas, por exemplo.

Batizada de Mic-E-Mouse (em trocadilho com o personagem Mickey Mouse), a técnica foi aplicada em laboratório. Não há referências de que ataques desse tipo tenham sido realizados na prática.

"Sinais de áudio podem induzir vibrações sutis na superfície que são detectáveis pelo sensor óptico do mouse", diz a pesquisa. "Nossos resultados demonstram uma precisão de reconhecimento de fala de aproximadamente 42% a 61%".

Os pesquisadores apontaram que hackers poderiam ouvir o que foi dito se fizessem o mouse transmitir sinais coletados e, depois, realizassem a limpeza do sinal e a conversão para áudio.

Mas eles destacam que os resultados são melhores nas condições ideais, o que nem sempre pode ser reproduzido na vida real. Para funcionar como um espião, o mouse precisa:

  • ter taxa de atualização a partir de 8 kHz (ou 8.000 Hz), isto é, comunicar sua movimentação para o computador na frequência de 8 mil vezes por segundo;
  • ter sensor de pelo menos 20.000 DPI (pontos por polegada), que mede quantos pixels o ponteiro se desloca a cada polegada física que o mouse é movimentado – quanto mais DPIs, mais sensível o mouse é a movimentos;
  • estar em superfícies que permitam a propagação de sinais de áudio, como mesas de madeira até 3 cm de espessura;
  • estar parado ou com movimento mínimo, para que a captura do sensor não tenha interferências;
  • transmitir dados para programas que fazem registros da movimentação do mouse e que poderiam ser controlados por hackers.

Os mouses que podem ser alvo desse ataque são voltados para games e custam a partir de R$ 200 no Brasil.

Além disso, a conversa gravada pelo dispositivo deve ter um volume adequado, de 60 a 80 decibéis, o que cobre conversas típicas no escritório ou em casa.

Ataque exige tratamento de áudio

Ainda segundo pesquisadores, a vibração captada pelo mouse tem baixa qualidade. Para resolver isso, hackers precisariam filtrar os sinais e convertê-los de volta em ondas sonoras.

"Os ruídos têm características específicas, estão em outras frequências. Há filtros que eliminam frequências mais baixas e mais altas, tiram o chiado e ficam com os picos [de ondas sonoras]", explicou Guilherme Neves, professor de cibersegurança da faculdade Ibmec.

"Esse pico é colocado em um algoritmo e será interpretado como um fonema, isto é, alguma coisa que a pessoa está falando".

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia apontaram que a possibilidade de um ataque por meio do mouse é um exemplo de como a disseminação de dispositivos de alta qualidade e baixo custo é boa para usuários, mas pode trazer riscos.

"Câmeras, relógios inteligentes, carros e um mundo de sensores e dispositivos mandam informações para a nuvem e podem ser subvertidos para vazar dados. Há muitos pontos de vulnerabilidade", disse Cleórbete Santos, professor de Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

"Quanto mais dispositivos colocamos ao nosso redor, mais estamos aumentando a superfície de ataque e mais poderemos ser atacados", afirmou.

Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas
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