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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Anthropic lança recurso para que IA Claude se aperfeiçoe 'sonhando'

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Empresa também fechou acordo com a SpaceX para ter acesso ao Colossus 1, um enorme supercomputador de inteligência artificial.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 07 de Maio de 2.026 às 07h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Logotipo da IA Claude, da Anthropic. — Foto: Reprodução
Logotipo da IA Claude, da Anthropic. — Foto: Reprodução

A ⁠empresa de inteligência artificial ⁠Anthropic apresentou ⁠nesta quarta-feira (6) um novo recurso para o chatbot Claude, chamado de "dreaming".

Disponível como uma ⁠prévia da pesquisa feita pela companhia, o "dreaming" vem com um software para gerenciar agentes, ou programas de IA que executam tarefas com pouco envolvimento humano.

➡️A proposta da ferramenta é permitir que ela melhore sozinha ao longo do tempo. Segundo a Anthropic, o sistema consegue analisar o trabalho desses agentes entre uma tarefa e outra, identificar padrões e atualizar arquivos com preferências do usuário e outras informações de contexto.

O novo recurso faz parte da estratégia da Anthropic para atrair mais clientes corporativos, impulsionada pelo aumento da popularidade de seu agente de programação.

Na terça-feira, a startup apresentou em Nova York dez agentes de IA voltados para o setor financeiro. Na ocasião, a empresa afirmou que a área de tecnologia é atualmente sua principal fonte de receita empresarial, seguida pelas instituições financeiras.

A Anthropic também anunciou a expansão da disponibilidade de outros recursos, incluindo seu agente de IA capaz de dividir tarefas e repassá-las para outros agentes especializados.

Anthropic fecha acordo com SpaceX

A SpaceX, de Elon Musk, informou nesta quarta-feira (6) que fechou um acordo para dar à Anthropic acesso ao Colossus 1, um enorme supercomputador de inteligência artificial, reunindo duas das empresas mais proeminentes da corrida pela IA.

A Anthropic pretende usar o poder computacional adicional para ampliar a capacidade de atendimento aos assinantes de seus assistentes de IA Claude Pro e Claude Max, informou a SpaceX em uma publicação em seu site.

A Anthropic também demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceX no desenvolvimento de múltiplos gigawatts de capacidade computacional orbital para inteligência artificial, acrescentou a empresa de foguetes.

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Promotora da Geórgia é punida após erros de IA em caso de assassinato nos EUA

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Tribunal estadual concluiu que citações inexistentes foram usadas em documento que embasou decisão judicial. Caso levou à suspensão de promotora e à exigência de treinamento em ética e uso de IA no sistema de Justiça.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 05 de Maio de 2.026 às 17h30m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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A Suprema Corte do estado da Geórgia puniu, na terça-feira, uma promotora ao concluir que o uso incorreto de ferramentas de inteligência artificial levou à inclusão de citações falsas e enganosas em uma decisão ligada a um caso de assassinato.

O tribunal proibiu Deborah Leslie, promotora assistente do condado de Clayton, de atuar perante os juízes por seis meses e determinou que ela passe por um treinamento adicional sobre ética, redação de documentos jurídicos e uso correto de IA.

Segundo a Corte, numerosas citações fictícias ou atribuídas erroneamente apareceram em uma decisão de 2025 de um tribunal inferior, que havia negado o pedido de novo julgamento feito por um réu acusado de assassinato.

Citar casos que não existem ou que não sustentam a tese para a qual são citados é uma violação das normas deste tribunal e está muito aquém da conduta que esperamos dos advogados da Geórgia, escreveu o juiz Benjamin Land.

O caso chama atenção porque tribunais nos Estados Unidos têm aplicado punições a advogados que usam ferramentas de IA para pesquisas e textos jurídicos sem conferir se as informações estão corretas. Aqui, porém, o erro partiu de uma promotora e acabou incorporado a uma decisão judicial.

Leslie pediu desculpas em um documento anterior, afirmando que não verificou de forma independente as citações geradas pela ferramenta de inteligência artificial. Nem ela nem a promotoria do condado de Clayton responderam aos pedidos de comentário.

A sanção está ligada ao processo de Hannah Payne, condenada à prisão perpétua mais 13 anos por assassinato e cárcere privado de Kenneth Herring.

As citações incorretas foram incluídas em uma minuta de decisão preparada por Leslie, que recomendava a rejeição do pedido de novo julgamento. O juiz do caso acatou parte desse texto, incluindo as referências falsas, ao negar o pedido.

Após a identificação do problema, a Suprema Corte anulou a decisão anterior e determinou que uma nova sentença seja elaborada sem as informações incorretas.

Em manifestação, o advogado de Payne, Andrew Fleischman, afirmou que o caso foi prejudicado pelos erros. Segundo ele, Hannah Payne tem argumentos sólidos para apelação. É lamentável que a má conduta do Estado esteja agora atrasando sua oportunidade de ter essas questões decididas.

Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. — Foto: Freepik/ Reprodução
Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. — Foto: Freepik/ Reprodução

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domingo, 3 de maio de 2026

Elon Musk admite uso de tecnologia do ChatGPT no treinamento do Grok

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Julgamento nos EUA coloca Musk contra Sam Altman, CEO da OpenAI, e envolve críticas à mudança de estrutura da dona do ChatGPT.
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Por Redação g1

Postado em 03 de Maio de 2.026 às 08h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.419    *..

Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. — Foto: REUTERS/Vicki Behringer
Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. — Foto: REUTERS/Vicki Behringer

O bilionário Elon Musk confirmou nesta quinta-feira (30) que sua empresa de inteligência artificial, a xAI, usou tecnologias do ChatGPT para melhorar o próprio sistema, o Grok. A declaração foi feita em tribunal na Califórnia, onde Musk e a OpenAI se enfrentam desde segunda-feira.

➡️ A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, gira em torno da alegação de que a organização teria traído sua missão original de atuar como entidade sem fins lucrativos (entenda mais abaixo).

Ao ser questionado por William Savitt, advogado da OpenAI, sobre o que é destilação de modelos, técnica que usa um modelo maior de IA para treinar outro menor, Musk demonstrou conhecimento. Em seguida, foi perguntado se a xAI havia usado essa técnica com tecnologia da OpenAI.

Musk inicialmente evitou responder e afirmou que "geralmente todas as empresas de IA fazem isso". Pressionado, admitiu: "Em parte, [usou modelos de IA da OpenAI]".

"É prática comum usar outras IAs para validar sua IA", acrescentou durante o depoimento. 
Entenda a treta
Elon Musk reage em um tribunal federal durante um intervalo do julgamento em seu processo sobre a conversão da OpenAI para lucro e conversão com fins lucrativos, em Oakland, Califórnia. — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo
Elon Musk reage em um tribunal federal durante um intervalo do julgamento em seu processo sobre a conversão da OpenAI para lucro e conversão com fins lucrativos, em Oakland, Califórnia. — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo

Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza".

Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI.

Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos.

O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020.

A defesa da OpenAI

Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP
Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP

Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023.

A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa.

Em comunicado intitulado "A verdade sobre Elon Musk e a OpenAI", divulgado nesta segunda (27), a OpenAI contra-atacou. No texto, a empresa afirma que as ações do bilionário são motivadas por "ciúmes, arrependimento por ter abandonado a OpenAI e desejo de descarrilar uma concorrente".

"Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos. Ele está usando seu processo para atacar a fundação sem fins lucrativos OpenAI, que é focada em trabalhos em áreas como ciências da vida e na cura de doenças para o benefício de todos", diz o comunicado.

De 'Projeto Manhattan' a disputa de egos

Logo da OpenAI, dona do ChatGPT — Foto: AP Photo/Michael Dwyer
Logo da OpenAI, dona do ChatGPT — Foto: AP Photo/Michael Dwyer

Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões.

Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite.

Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica.

Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global.

O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão.

Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações).

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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