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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Fox compra Roku por US$ 22 bilhões

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Empresa resultante da fusão terá um dos maiores negócios de streaming dos Estados Unidos, incluindo Tubi e The Roku Channel.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 16h40m
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Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters
Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters

A Fox Corporation anunciou nesta segunda-feira (15) que firmou um acordo para a compra da Roku, plataforma e sistema operacional de televisões, voltada a facilitar o acesso a serviços de streaming.

A aquisição será feita por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias (com direito a voto), em um negócio de aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 111,8 bilhões). O preço pago por ação será de US$ 160 (R$ 813,23).

A transação combina o conteúdo de esportes, notícias e entretenimento da Fox e o serviço Tubi com a plataforma de streaming, o The Roku Channel, dados primários da companhia e relacionamento direto com mais de 100 milhões de lares.

A empresa resultante da fusão se tornará a terceira maior do setor de televisão dos EUA em termos de participação de audiência, informaram as empresas.

"Juntas, Fox e Roku criarão uma empresa de mídia e tecnologia de última geração em grande escala, posicionada na interseção de duas das forças mais importantes que estão remodelando o consumo de vídeo: a primazia duradoura dos esportes e notícias ao vivo e o crescimento contínuo do streaming", afirmou a empresa em comunicado feito ao mercado.

A Roku é uma das primeiras empresas a levar plataformas de streaming como Netflix e YouTube para a televisão por meio de dispositivos conectados e smart TVs.

Seus negócios são impulsionados principalmente pela receita de publicidade e assinaturas de aplicativos de streaming em sua plataforma. A publicidade é o maior componente, com receita de US$ 613 milhões (R$ 3,1 bilhões) no primeiro trimestre — um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Após a conclusão, os atuais acionistas da Fox deverão deter cerca de 73% da empresa resultante da fusão e os acionistas da Roku, cerca de 27%. A expectativa é que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2027.

Segundo o presidente-executivo e diretor-executivo da Fox Corporation, Lachlan Murdoch, a combinação "transformará o escopo" da empresa e deve trazer uma mudança "significativa" no perfil de crescimento.

"Executamos essa aquisição a partir de uma posição de solidez financeira — mantendo nosso balanço patrimonial com grau de investimento, enquanto oferecemos aos nossos acionistas um programa ininterrupto de retorno de capital na forma de recompra de ações e dividendos", afirmou em nota.

Ainda de acordo com a empresa, a expectativa é que a transação acelere a estratégia digital da Fox, contribua para o aumento do fluxo de caixa. A empresa espera economizar cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) por ano com redução de custos, além de ter a chance de aumentar suas receitas.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Jogador da Espanha não toca na bola nos primeiros 30 minutos e quebra recorde que durava 60 anos

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Centroavante da La Roja, Mikel Oyarzabal foi chamado de "fantasma" por jornal espanhol

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Por Redação do ge — Atlanta, EUA

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 15h25m
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Até os 30 min do 1º tempo - Espanha não assusta Cabo Verde
Até os 30 min do 1º tempo - Espanha não assusta Cabo Verde

Mikel Oyarzabal quebrou um recorde nada satisfatório na partida entre Espanha e Cabo Verde. Segundo o site estatístico OptaJoe, o centroavante espanhol é o primeiro jogador registrado, desde 1966, a jogar os primeiros 30 minutos de uma partida da Copa do Mundo da FIFA e não tocar na bola uma única vez.

O jornal espanhol Marca publicou uma matéria sobre o fato inusitado envolvendo o atacante, dizendo que ele estava em "modo fantasma", mas destacou o fato de os europeus estarem enfrentando uma equipe muito bem montada defensivamente, o que dificulta a vida do centroavante.

"Não foi o melhor primeiro tempo da história da Seleção Espanhola. E, especificamente, para Mikel Oyarzabal. Apesar de os comandados de Luis de la Fuente enfrentarem uma sólida defesa, os espanhóis não conseguiram movimentar a bola com rapidez. Oyarzabal foi quem mais sofreu com isso. O atacante ficou perdido em meio à defesa africana e passou os primeiros trinta minutos sem tocar na bola. Isso é inédito na história da Copa do Mundo, desde que os registros começaram a ser feitos", escreveu o jornal.

Oyarzabal quebrou recorde que durava 60 anos — Foto: Reuters/Brett Davis
Oyarzabal quebrou recorde que durava 60 anos — Foto: Reuters/Brett Davis

Destaque do primeiro tempo sem gols em Atlanta, o goleiro Vozinha, de 40 anos, fechou o gol contra a favorita Espanha e gerou muitos comentários nas redes sociais:

Vozinha foi o nome do primeiro tempo entre Espanha x Cabo Verde
Vozinha foi o nome do primeiro tempo entre Espanha x Cabo Verde

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domingo, 14 de junho de 2026

Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA?

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Enquanto Anthropic e OpenAI preparam seus IPOs, investidores apostam em quem liderará a próxima fase da inteligência artificial.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 14 de Junho de 2.026 às 06h00m
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Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW
Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

Para que serve tanto dinheiro?

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Quem está na frente?

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

"Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio", afirma Rolfes.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.
Uma disputa de egos
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI". 
Corrida pela AGI

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.

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