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Aproveitando os tecidos saudáveis, mas já sem função do olho esquerdo, os médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por France Presse Postado em 28 de Julho de 2.026 às 08h30m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.485$*.#.
Italiana recupera a visão após transplante inédito — Foto: Adobe Stock
Médicos italianos transplantaram a parte central da retina de um olho, a mácula lútea, uma cirurgia inédita que devolveu a visão a uma paciente que estava cega há cinco anos, anunciou um hospital de Turim.
Elena, de 67 anos, "havia perdido completamente a visão devido a um
grave acidente de trânsito, que lhe causou uma lesão irreversível no
nervo óptico do olho esquerdo, o que a fez perder a visão devido à
impossibilidade de transmitir a luz do olho ao cérebro, embora tenha
deixado intactas as estruturas oculares", indicou um comunicado do
Hospital Molinette enviado à AFP nesta segunda-feira (27).
Seu olho direito, já afetado por uma maculopatia, "havia sofrido
traumatismos que haviam comprometido a retina e a transparência da
córnea de forma irremediável", segundo o texto.
"A
destruição total da parte que contém as células-tronco tornava
completamente impossível um transplante de córnea clássico", condenando a
italiana à cegueira, afirmou o hospital.
Mas este obstáculo, até agora considerado "insuperável", segundo a
instituição médica, foi superado pelo professor Michele Reibaldi e sua
equipe médica em Turim.
"Aproveitando
os tecidos saudáveis, porém, já sem função, do olho esquerdo, os
médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico
completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira
vez no mundo, a parte central da retina, a mácula", detalhou o hospital.
Montadora alemã amplia programa de reestruturação e pretende reduzir quadro de funcionários até 2035, para enfrentar queda nas vendas, altos custos e a crescente concorrência, sobretudo da China. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Deutsche Welle 27/07/2026 14h52 Atualizado há 01 hora Postado em 27 de Julho de 2.026 às 15h50m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.484$*.#.
Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche
A fabricante alemã de carros esportivos Porscheanunciou nesta segunda-feira (27/07) um novo plano de reestruturação que prevê o corte de 5 mil postos de trabalho até 2035.
A medida foi acordada entre a direção da empresa e os representantes
dos trabalhadores e faz parte de uma estratégia para aumentar a
competitividade da montadora em um cenário marcado por queda nas vendas, especialmente na China, custos elevados e forte concorrência internacional.
O novo programa amplia uma série de medidas de redução de custos já colocadas em prática pela subsidiária da Volkswagen.
No início do ano, a Porsche havia anunciado a eliminação de cerca de 3.900 empregos, além de outros 500 postos de trabalho.
Segundo a empresa, as novas reduções ocorrerão sem demissões por motivos operacionais, ou seja, sem demissões compulsórias.
De acordo com o comunicado conjunto da direção e do conselho de
fábrica, os funcionários deixarão a empresa principalmente por meio de
aposentadorias graduais, desligamentos naturais e acordos voluntários de
rescisão.
Ao mesmo tempo, parte dos aumentos salariais previstos será suspensa
até 2035, os bônus de Natal serão reduzidos e a remuneração variável
passará a depender mais diretamente dos resultados da companhia.
A Porsche
limitará o número de dias de trabalho remoto a oito por mês, abaixo dos
doze atualmente permitidos. Além disso, uma parcela significativa da
alta gerência abrirá mão de reajustes salariais previstos para 2027 e
2028.
Garantia de empregos e investimentos
Apesar dos cortes, a montadora prorrogou até 2035 o acordo de garantia
das unidades produtivas na Alemanha. Com isso, ficam excluídas demissões
por razões operacionais durante esse período.
A
empresa também anunciou investimentos de 2,1 bilhões de euros nas
instalações de Zuffenhausen, onde produz modelos como o 911 e o Taycan, e
no centro de desenvolvimento de Weissach.
Segundo a direção, os investimentos são fundamentais para preparar a Porsche para as transformações tecnológicas e as mudanças do mercado automotivo.
Linha de montagem de carroceria do Porsche Macan elétrico em Leipzig, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche
A crise também afeta a Audi, outra marca do grupo.
A empresa, sediada em Ingolstadt, anunciou recentemente uma revisão de
suas projeções financeiras para 2026 e segue implementando um programa
que prevê a eliminação de até 7.500 empregos até 2029.
Durante a apresentação dos resultados semestrais da Audi,
o diretor financeiro Jürgen Rittersberger afirmou que as medidas de
economia já adotadas tiveram efeitos positivos, mas não são suficientes
diante dos desafios atuais.
Segundo ele, a empresa precisa se tornar mais eficiente, reduzir custos
estruturais e acelerar os processos de tomada de decisão.
Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia. — Foto: Divulgação / Audi
Vendas em queda na China
A desaceleração do mercado chinês continua sendo uma das principais preocupações das montadoras alemãs.
Tanto Audi quanto Porsche registraram queda nas vendas no país asiático, hoje um dos mercados mais importantes para a indústria automotiva mundial.
A situação também impactou os resultados financeiros da Volkswagen. O grupo registrou uma forte redução dos lucros no segundo trimestre e revisou suas expectativas para o restante do ano.
Apesar das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, insiste que o fechamento de fábricas deve ser evitado.
Em declarações recentes, ele afirmou que existem alternativas mais
eficientes para recuperar a competitividade das marcas do grupo e
classificou o encerramento de unidades produtivas como "o último
recurso".
A construção de centros de dados em todo o território dos EUA, impulsionada pela IA, gera danos ao meio ambiente, à saúde pública e ao abastecimento de energia. Empresas experimentam influências governamentais flexibilizando leis. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Refael Kubersky 24/07/2026 10h22 Atualizado há 2 dias Postado em 26 de Julho de 2.026 às 06h00m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.483$*.#.
Em todo o território dos EUA, os moradores estão saindo das ruas para
protestar contra os data centers — Foto: Ghawam Kouchaki/ZUMA/aliança de
imagens
Quando obras para a construção de um grande data center da Amazon
começaram no pequeno condado rural de Frederick, em Maryland, a ativista
local Elizabeth Bauer não se preocupou muito.
Porém, quando o projeto original foi expandido em cerca de mil acres
além dos planos originais, invadindo áreas verdes e terras agrícolas sem levar em conta a comunidade, a situação mudou de figura.
Junto de outros moradores, Bauer deu início a protestos contra a
proximidade do canteiro de obras às áreas residenciais, o que, segundo
ela, está causando poeira e poluição, o que agrava problemas de saúde
como a asma na população local.
"Não tenho nada contra os data centers, desde que estejam no local
certo. O que não aceito é que eles ocupem terras agrícolas de primeira
qualidade", disse Bauer.
Protestos contra data centers estão ganhando força
A reação contra os data centers vem se intensificado nos Estados
Unidos, com manifestações em todo o país exigindo que políticos
democratas e republicanos tomem medidas.
A região que abrange Maryland, Virginia e o distrito de Columbia tem
sido um ponto nevrálgico. Só na Virginia, há hoje cerca de 640 data
centers registrados.
Esses conflitos ocorrem não apenas na fase de construção das
instalações, mas também dizem respeito aos impactos a longo prazo. Data
centers exigem enormes quantidades de energia para funcionar – o
equivalente ao consumo de eletricidade de 100 mil residências, segundo a
Agência de Proteção Ambiental dos EUA.
Mas os que estão em construção poderiam consumir 20 vezes mais, em
grande parte devido ao aumento da demanda por recursos de armazenamento e
processamento de dados necessários para dar suporte ao desenvolvimento e
ao uso da inteligência artificial.
No geral, os data centers representam 4,4% do consumo de energia dos
EUA, mas um estudo realizado pelo banco de investimentos Goldman Sachs
projeta um aumento de até 8,5% até o final de 2027.
Devorando água e eletricidade
A disputa em Frederick reflete tensões em todo o território dos EUA. O
país já abriga 4,6 mil centros de dados – cerca de mil a mais do que os
dez países seguintes no ranking mundial dessa estatística juntos.
Quase 40% dos americanos vivem em um raio de cinco milhas de pelo menos
uma dessas instalações, e esse número provavelmente aumentará, já que
mais de 1,5 mil outras instalações estão em construção. Em nenhum outro
lugar do mundo a concentração é maior do que no norte da Virginia.
Tudo isso está ocorrendo em um contexto de descontentamento. Uma
pesquisa recente da Gallup indica, por exemplo, que 71% da população se
opõe à implantação de data centers em suas comunidades.
Os data centers podem consumir até 5 milhões de galões de água por dia
(o equivalente ao consumo de uma cidade de 50 mil habitantes). No
entanto, não é incomum que sejam construídos em áreas com escassez
hídrica. De acordo com o monitor de secas dos EUA, o condado de
Frederick está passando por uma severa escassez de chuvas.
Segundo Francesca Dominici, professora de bioestatística da Escola de
Saúde Pública de Harvard, as empresas de tecnologia costumam ignorar
essa questão.
"Eles não estão levando em conta as questões hídricas, de forma
alguma", diz ela à DW. "Os donos priorizam os locais onde podem adquirir
o terreno por um preço mais baixo e onde haja políticos que deem a
aprovação o mais rápido possível."
Poluição e alta nos combustíveis
Preços da eletricidade nos estados americanos com alta concentração de
data centers registraram um aumento de 267% nos últimos cinco anos.
"Concessionárias de energia elétrica estão construindo um grande número
de novas linhas de transmissão para atender essas instalações", conta
Hannah Wiseman, professora de direito ambiental da Universidade da
Pensilvânia. "Mas os custos dessas linhas de transmissão estão sendo
repassados aos consumidores."
Também há a preocupação de que os data centers possam sobrecarregar a
rede elétrica, o que significaria que a necessidade de suprir a demanda
extra com geradores a diesel. No caso da comunidade de Frederick, o
centro planejado contaria com 99 desses equipamentos, que além disso
acarretam riscos à saúde.
"A exposição a partículas finas, mesmo em níveis baixos, [implica] um
risco maior de malformações congênitas, doenças respiratórias,
cardiovasculares e neurocognitivas, além de mortes prematuras", pontua
Dominici, da Universidade de Harvard, acrescentando que também ameaçam a
fauna local e prejudicam o crescimento e o rendimento das plantas.
Como data centers são regulamentados?
Apesar dos efeitos negativos sobre as comunidades, Wiseman diz que a
localização dos data centers é, em grande parte, supervisionada no
âmbito municipal e que muitos estados oferecem às empresas um ambiente
regulatório que permite um desenvolvimento rápido, independentemente da
proximidade com as pessoas ou com a natureza.
"Muitas
administrações locais optaram por não definir regras sobre o uso do
solo; nesse caso, uma empresa desenvolvedora de data centers pode,
basicamente, fazer o que bem entender", acrescenta a professora da
Universidade da Pensilvânia.
Em nível federal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
reduziu a burocracia para a criação de data centers como parte de um
decreto de 2025 intitulado "Eliminando Barreiras à Liderança Americana
em IA".
Muitas empresas de tecnologia têm insistido para que as autoridades
locais assinem acordos de confidencialidade, diminuindo a transparência e
impedindo comunidades de compreender a magnitude dos projetos e as
consequências do consumo generalizado de recursos.
Assim, em vez de buscar a opinião dos moradores, eles estão trabalhando
diretamente com as autoridades municipais para elaborar seus planos.
Wiseman também observa que as empresas de tecnologia e desenvolvimento
estão colaborando cada vez mais com os governos estaduais no
estabelecimento de normas de zoneamento e de consumo de energia.
"Elas têm participado de todos os processos regulatórios estaduais para
criar tarifas especiais de energia elétrica para esses centros de
dados", diz a especialista. "Parece que as empresas de tecnologia estão
se envolvendo cada vez mais nas diversas propostas legislativas
estaduais para restringir o poder de decisão das administrações
municipais".
Construção de data center no Arizona, nos Estados Unidos — Foto: Eduardo Barraza/ZUMA/IMAGO
Como as empresas estão reagindo?
Embora as empresas de tecnologia argumentem que os data centers
dinamizam as economias locais, um estudo da Universidade de Michigan
constatou que essas estruturas geram empregos temporários na construção
civil para as comunidades locais, mas não vagas de longo prazo na área
de tecnologia.
Porém, há sinais de que essas empresas estejam buscando construir uma
relação de confiança com as comunidades. Em março, a Microsoft deixou de
utilizar acordos de confidencialidade com governos locais para o
desenvolvimento de data centers, afirmando que desejava construir uma
relação de maior confiança com os vizinhos. E a Meta afirma que está
testando e utilizando concreto de baixo carbono na construção de seus
data centers.
Dominici afirma enxergar "um caminho para o futuro em que todos saiam
ganhando", que combina avanço tecnológico com benefícios para a
população. "Eu adoraria ver uma avaliação científica apartidária de todo
o impacto, e que o data center pudesse agir com o objetivo de minimizar
esse impacto tanto quanto possível", diz ela.
Protesto em Frederick, Maryland, contra a expansão de data centers — Foto: Elizabeth Bauer
Acionando os freios, ao menos temporariamente
Os protestos locais parecem ter surtido efeito. Na semana passada, Nova
York se tornou o primeiro estado dos EUA a suspender a construção de
novos data centers de grande porte por até um ano. Também foram
propostas moratórias em outros estados, e alguns condados e municípios
promulgaram suas próprias proibições temporárias.
Em Frederick, Bauer e outros ativistas continuam a se opor à construção
da estrutura em sua vizinhança. Eles coletaram assinaturas suficientes
para propor que a lei fosse submetida a um referendo nas eleições do
condado, embora qualquer possibilidade de isso acontecer tenha sido
rejeitada pela Suprema Corte de Maryland.
O condado reagiu suspendendo temporariamente a construção de novos
centros de dados, mas Bauer considera que o processo democrático falhou
com os moradores de Frederick.
"O
cidadão comum não tem chance", diz ela. "Todo esse esforço não foi para
lutar contra os data centers, mas para dar voz às pessoas".
Apesar dos desafios, ela ainda vê esperança. Segundo a ativista, há
candidatos ao conselho do condado nas próximas eleições que se opõem à
expansão. "Se o novo conselho assumir o cargo, poderá revogar essas
medidas", argumenta ela. "Estamos decepcionados, mas não vamos
desistir."