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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Meta vai pagar US$ 16 bilhões em acordo por alegações de vício de crianças em redes sociais nos EUA

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Acordo encerra processo movido por estados americanos que acusavam a empresa de incentivar o uso excessivo de redes sociais por adolescentes e de causar danos a jovens usuários.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 26 de Agosto de 2.026 às 12h40m

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Logo da Meta. — Foto: Daniel Cole/Reuters
Logo da Meta. — Foto: Daniel Cole/Reuters

A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, concordou em pagar US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 86,7 bilhões) a estados americanos em um acordo judicial relacionado a um processo que acusa a empresa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais.

A empresa também concordou em adotar novas regras para adolescentes que usam Facebook e Instagram em todos os Estados Unidos, incluindo limite diário de uso e bloqueio durante a madrugada, segundo documentos judiciais. (veja outras medidas)

O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters.

O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades.

O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria.

Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos.

Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão.

Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas.

Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters.

Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental.

🔎 Além do pagamento de US$ 16,68 bilhões, o acordo prevê uma série de mudanças nas contas de menores de 18 anos, segundo a Reuters:

  • limite diário padrão de 2 horas para usuários menores de 18 anos, que só pode ser alterado por um dos pais;
  • que a Meta responda a 90% dos relatos de adolescentes sobre conteúdo potencialmente prejudicial em até 6 horas;
  • que usuários menores de 18 anos tenham a opção de usar um feed não personalizado;
  • inclui bloqueio noturno padrão entre meia-noite e 6h para usuários menores de 18 anos, que pode ser removido pelos pais;
  • que a Meta mantenha, revise e melhore as medidas existentes de segurança de conteúdo para adolescentes;
  • implemente medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas;
  • E bloqueie notificações para usuários menores de 18 anos das 22h às 7h e durante o horário escolar.
o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria
o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria


WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

China diz que comércio com Irã 'não deve ser alvo de interferências' após ameaças dos EUA

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Porta-voz do governo chinês afirmou que o país adotará medidas de segurança para defender seus interesses, um dia após Washington anunciar novas sanções a Teerã.

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Por Redação g1

Postado em 225 de Agosto de 2.026 às 08h40m

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EUA anunciam sanções contra o Irã e ameaçam países que mantêm relações econômicas com o regime
EUA anunciam sanções contra o Irã e ameaçam países que mantêm relações econômicas com o regime

A China afirmou, nesta terça-feira (25), que defenderá seus interesses e não deixará de negociar com o Irã após os Estados Unidos anunciarem uma nova leva de sanções contra o governo iraniano e ameaçarem países que não aderirem à “asfixia econômica” que Washington tenta impor a Teerã.

Questionado em uma entrevista coletiva sobre as medidas anunciadas pelo governo americano nesta segunda-feira (24), Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Chinês, afirmou:

"A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (...) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses".

A China é um dos principais compradores do petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e insiste que as avaliações americanas não resolverão a guerra.

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China — Foto: Reuters
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China — Foto: Reuters

As medidas dos EUA

Em uma nova ofensiva contra o Irã, desta vez focando a economia, os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) uma leva de sanções a Teerã, ameaçaram países que realizem transações econômicas com o regime iraniano e lançaram uma campanha para que líderes mundiais rompam com o país persa.

O Departamento do Tesouro norte-americano afirmou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas governo iraniano e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo.

➡️ As sanções fazem parte de uma "guerra econômica" que Trump anunciou na semana passada para tentar sufocar a economia iraniana. Trump já havia dito que esta segunda-feira seria o "Dia D da guerra econômica".

Como parte da estratégia, o governo norte-americano também ameaçou países que fizerem qualquer transação econômica com o Irã. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que anunciou as sanções, afirmou que Trump está pedindo para que líderes mundiais cessem relações com o Irã.

"O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent.

O secretário afirmou ainda que Washington definiu um cronograma para que cada país vá interrompendo suas "atividades" com o regime iraniano. "Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro", ameaçou Bessent.

Ele disse ainda que uma "grande instituição financeira" também será sancionada nesta semana por vínculos financeiros com o Irã, mas não deu mais detalhes da ameaça.

O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante anúncio de novo pacote de snações ao Irã, em 24 de agosto de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters
O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante anúncio de novo pacote de snações ao Irã, em 24 de agosto de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Mais cedo, Trump havia afirmado, em uma publicação em sua rede social Truth Social, que o Irã está "colapsando completamente".

Países vizinhos

O presidente Donald Trump durante o hino nacional na largada da corrida Freedom 250 Grand Prix nas ruas de Washington, DC, domingo, 23 de agosto de 2026. — Foto: Doug Mills/Pool via REUTERS
O presidente Donald Trump durante o hino nacional na largada da corrida Freedom 250 Grand Prix nas ruas de Washington, DC, domingo, 23 de agosto de 2026. — Foto: Doug Mills/Pool via REUTERS

O secretário Scott Bessent não especificou quais países seriam alvo das ações dos EUA. Mas parte da "guerra econômica" de Trump será tentar costurar acordos com nações do Oriente Médio. Washington também ameaçou os vizinhos do Irã com sanções caso sigam negociando com o Irã, para isolar Teerã.

No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, também o principal negociador do país com os EUA, disse que o governo iraniano recebeu mensagens de vizinhos citando a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica".

Nesta segunda, o regime dos aiatolás retrucou. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos contra o país poderão enfrentar "consequências".

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Google, Apple e mais: veja como é trabalhar nas empresas mais valiosas no mundo

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Levantamento com 1.750 grandes empresas dos EUA mostra quais gigantes oferecem melhores oportunidades de crescimento, estabilidade e início de carreira.
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Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 06h00m

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Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia 

Estar entre as empresas mais valiosas do mundo não significa automaticamente ser o melhor lugar para construir uma carreira.

É o que mostra um estudo do Burning Glass Institute e da Schultz Family Foundation, que analisou a trajetória profissional de 12 milhões de trabalhadores em 1.750 grandes empresas dos Estados Unidos entre 2019 e 2024.

O levantamento, chamado Where You Work Matters 2026, utilizou informações de plataformas como LinkedIn e Glassdoor para avaliar três fatores principais: as chances de promoção nos primeiros cinco anos de carreira, a retenção de funcionários e a remuneração oferecida.

A partir desses indicadores, o estudo concedeu selos às empresas mais bem avaliadas em diferentes categorias.

São eles:

  • 🏆 Overall Employer (Avaliação Geral): mede o desempenho da empresa considerando simultaneamente crescimento profissional, estabilidade e oportunidades de carreira.
  • 📈 Growth (Crescimento): avalia as chances de promoção e progressão profissional dos funcionários.
  • 🛡️ Stability (Estabilidade): mede a capacidade da empresa de reter trabalhadores por mais tempo.
  • 🌱 Early Career (Início de Carreira): identifica as empresas que oferecem melhores oportunidades para profissionais nos primeiros anos de atuação.
Os resultados são classificados em dois níveis:

  • 🏆 Platinum: grupo de elite do levantamento, que reúne as empresas com melhor desempenho em cada categoria.
  • 🥇 Gold: empresas com desempenho acima da média, mas abaixo do grupo Platinum.

Para esta reportagem, o g1 fez um recorte das 10 empresas mais valiosas do mundo, segundo levantamento da Forbes. Oito delas aparecem no estudo: Nvidia, Apple, Alphabet (controladora do Google), Microsoft, Amazon, Broadcom, Meta e Tesla.

As empresas mais valiosas do mundo onde é melhor construir carreira

Posição Empresa Avaliação Geral Crescimento Estabilidade Início de Carreira
1 Microsoft Platinum Platinum Platinum Gold
2 Amazon Platinum Platinum Platinum Gold
3 Google Platinum Platinum Platinum -
4 Tesla Platinum Platinum Gold Platinum
5 Apple Gold - Platinum -
6 Meta Gold - Platinum -
7 Nvidia Gold Gold Gold -
8 Broadcom Sem selo geral - - -

O resultado reforça uma das principais conclusões da pesquisa: o tamanho ou o prestígio da marca não são suficientes para explicar a qualidade da experiência profissional. O que faz diferença é a capacidade de oferecer oportunidades concretas de desenvolvimento ao longo do tempo.

Escritório do Google em São Paulo — Foto: Divulgação/Google
Escritório do Google em São Paulo — Foto: Divulgação/Google

Abaixo, veja detalhes sobre a avaliação das empresas:

  • Microsoft

A Microsoft aparece como o principal destaque do grupo analisado. A empresa, conhecida por produtos como Windows, Office, Azure e Xbox, recebeu os seguintes reconhecimentos:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  4. Early Career Gold Employer

O conjunto de selos indica um desempenho equilibrado em praticamente todos os indicadores analisados, combinando oportunidades de crescimento, retenção de talentos e boas perspectivas para profissionais em início de carreira.

  • Amazon

Além de controlar a maior plataforma de comércio eletrônico do mundo, a companhia é proprietária da AWS, uma das maiores empresas globais de computação em nuvem. A empresa recebeu:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  4. Early Career Gold Employer

O próprio levantamento aponta a Amazon como um dos exemplos mais bem-sucedidos na combinação de salários elevados, oportunidades de promoção e retenção de funcionários. Entre engenheiros de software, a companhia aparece entre os maiores destaques de todo o estudo.

  • Google

Controlada pela Alphabet, a empresa é responsável por serviços como Google Search, YouTube, Android e Google Cloud. A companhia recebeu:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  • Tesla

A Tesla, fabricante de veículos elétricos e tecnologias de energia limpa, ficou logo atrás das três líderes. A empresa conquistou:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Early Career Platinum Employer
  3. Growth Platinum Employer
  4. Stability Gold Employer

O principal diferencial está nas oportunidades oferecidas para profissionais em início de carreira.

  • Apple

Fabricante do iPhone, iPad, Mac e de uma ampla gama de serviços digitais, a Apple recebeu os seguintes reconhecimentos:

  1. Overall Gold Employer
  2. Stability Platinum Employer

Segundo os pesquisadores, os funcionários da Apple costumam receber bons salários e permanecem por mais tempo na companhia, mas as promoções acontecem com menos frequência quando comparadas às observadas em outras gigantes de tecnologia.

O caso mostra que uma empresa pode oferecer excelente estabilidade sem necessariamente liderar os indicadores de crescimento profissional.

  • Meta

Controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta recebeu:

  1. Overall Gold Employer
  2. Stability Platinum Employer

A análise aponta que a retenção de funcionários é um dos principais pontos fortes da empresa. Por outro lado, os resultados ligados a promoções aparecem em níveis mais moderados, variando consideravelmente de acordo com a função exercida.

  • Nvidia

A Nvidia vive um dos momentos mais importantes de sua história e atualmente lidera o ranking global de valor de mercado graças à demanda por chips de inteligência artificial. No levantamento sobre carreira, recebeu:

  1. Gold Employer
  2. Stability Gold Employer

A empresa se destaca principalmente pela combinação entre remuneração competitiva e estabilidade, características que ajudam a explicar sua reputação como empregadora em um setor marcado pela intensa disputa por talentos.

Ao mesmo tempo, trabalhar na companhia significa atuar em um ambiente extremamente competitivo e pressionado pela rápida expansão do mercado de IA.

  • Broadcom

A Broadcom, fabricante de semicondutores e softwares de infraestrutura, foi a única entre as gigantes analisadas que não recebeu nenhum selo corporativo geral. Ainda assim, isso não significa que seja necessariamente um lugar ruim para trabalhar.

O estudo mostra que diversas carreiras específicas receberam avaliações positivas, especialmente na categoria relacionada ao crescimento profissional. Entre os destaques estão:

  1. Engenheiros de sistemas e segurança (Platinum)
  2. Especialistas de suporte ao usuário (Platinum)
  3. Gerentes de projetos de TI (Platinum)
  4. Engenheiros de software (Gold)
  5. Analistas de sistemas de TI (Gold)
Outras pesquisas

Além de comparar grandes empresas, o levantamento chama atenção para um aspecto frequentemente ignorado por candidatos e profissionais: a diferença entre salário, crescimento e estabilidade.

Segundo os pesquisadores, algumas empresas conseguem atrair trabalhadores oferecendo remunerações elevadas, mas apresentam resultados mais fracos em promoções e retenção. A Goldman Sachs e a Deloitte foram citadas como exemplos desse fenômeno em diversas funções técnicas.

A pesquisa também constatou que existe uma diferença média de 81 pontos percentuais entre as funções com melhor e pior desempenho em promoção e retenção dentro das empresas analisadas.

Para os autores, isso significa que olhar apenas para o salário ou para o prestígio da marca pode esconder uma parte importante da história.

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