Total de visualizações de página

sexta-feira, 11 de maio de 2018

São Martinho e CPqD validam tecnologia de banda larga móvel


António Santos Lourenço, 
2018/05/08, 11:45 
Postado em 11 de maio de 2018 às 22h40m 


No decorrer da atual safra de cana-de-açúcar, a Usina São Martinho iniciará a implantação de uma infraestrutura tecnológica avançada.
No decorrer da atual safra de cana-de-açúcar, a Usina São Martinho – unidade da São Martinho S/A, um dos maiores grupos do setor sucroalcooleiro do Brasil – iniciará a implantação de uma infraestrutura tecnológica avançada, que inclui aplicações de Internet das Coisas (IoT) criadas especificamente para esse segmento do agronegócio.
A base dessa infraestrutura é uma rede banda larga móvel privada, baseada em tecnologia LTE e otimizada para áreas rurais e remotas, que provê conectividade ampla no campo. Essa tecnologia foi desenvolvida pelo CPqD com o apoio do BNDES e a participação da São Martinho e da Trópico, como parte do projeto AgroTICs, encerrado em dezembro, que teve como foco o aumento da eficiência da produção de açúcar e etanol por meio do uso de tecnologias da informação e comunicação.  
“A implantação dessa rede 4G privada, adaptada para a faixa de 250 MHz, permitirá levar banda larga com ampla cobertura em toda a Usina São Martinho, em Pradópolis, viabilizando o uso de aplicações de Internet das Coisas no campo”, explica Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Agronegócio Inteligente do CPqD. “Afinal, a escassez de opções de conectividade disponíveis nas áreas rurais e remotas do país representa, atualmente, um dos principais gargalos para a adoção de novas tecnologias no agronegócio brasileiro”, acrescenta.
Segundo ele, ao utilizar uma faixa de frequência inferior a 1 GHz – destinada ao Serviço Limitado Privado (SLP) pela Anatel -, a solução desenvolvida pelo CPqD permite implantar células com raio de cobertura de dezenas de quilômetros, provendo mobilidade com qualidade de serviço e taxas de transmissão elevadas. Na Usina São Martinho foram instaladas dez estações radiobase LTE 250 MHz em seis torres, cada uma com raio de cobertura acima de 40 quilômetros – suficientes para cobrir grandes áreas com qualidade de transmissão de vídeo em tempo real.
Essa infraestrutura é utilizada na transmissão de informações coletadas no campo, por meio de sensores, para bancos de dados e aplicativos onde serão processadas e utilizadas na tomada de decisões. O envio dos dados, em tempo real, é feito por terminais veiculares inteligentes, também desenvolvidos pelo CPqD em parceria com a São Martinho, com base nos requisitos operacionais das usinas de cana. Esses terminais, que estão sendo instalados em colhedoras, tratores e caminhões que fazem o transporte da cana, possuem múltiplas interfaces: Wi-Fi (para conectividade local), CAN (usada em máquinas agrícolas para transmissão de dados de telemetria), GPS e RFID, além da interface LTE.
Além disso, a solução implantada na São Martinho utiliza a plataforma IoT dojot, desenvolvida pelo CPqD, que suporta protocolos de Internet das Coisas para a coleta de dados do campo e assegura interoperabilidade para diversas aplicações. “A primeira aplicação IoT implantada na usina permite o monitoramento de máquinas agrícolas em tempo real e com visão georreferenciada”, informa Fabrício Figueiredo.
Para a São Martinho, esses novos recursos representam uma ferramenta importante de aumento de produtividade e eficiência. “Nossos gestores passarão a dispor de informações valiosas e de uma capacidade de análise única, que facilitarão a tomada de decisões e, certamente, ampliarão nossa competitividade no mercado”, destaca Walter Maccheroni, gestor de Inovação da São Martinho.

Microsoft apoia laboratório de inovação do Banco Central


António Santos Lourenço, 
2018/05/11, 13:15 
Postado em 11 de maio de 2018 às 19h00m 


A Microsoft Brasil é uma das empresas apoiadoras do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) do Banco Central do Brasil (BC).
A Microsoft Brasil é uma das empresas apoiadoras do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) do Banco Central do Brasil (BC). A iniciativa visa criar um ambiente virtual colaborativo para fomentar projetos de pesquisa e inovação tecnológica na indústria financeira e nas atividades de supervisão e regulação exercidas pelo próprio BC. A Microsoft participa do LIFT disponibilizando aos participantes seus serviços de nuvem na plataforma Azure para desenvolvimento dos projetos de pesquisa.
As empresas interessadas em participar, incluindo fintechs e grandes bancos, podem acessar o site do LIFT, verificar a lista de temas e tecnologias estabelecidas pelo programa e submeter seus projetos. Um comitê do BC e da FENASBAC (Federação Nacional dos Servidores do Banco Central), que também possui membros da Microsoft, irá avaliar as propostas e selecionar aqueles que cumprirem os requisitos. Estes terão acesso gratuito às tecnologias e mentoria da Microsoft para desenvolvimento do protótipo em até 90 dias. 
Após finalizado, o projeto será submetido para avaliação do comitê e apresentados os resultados.
A Microsoft dará suporte aos projetos selecionados para que as empresas possam criar seu protótipo com base em diversas aplicações, na nuvem inteligente da Microsoft, como Serviços Cognitivos, Inteligência Artificial, Machine Learning, entre outros.
“Já somos parceiros do BC em projetos de inovação colaborativa. Estamos muito animados em apoiar este laboratório que consolida a importância Banco Central, como órgão regulador das instituições financeiras brasileiras, de incentivar inovação na indústria financeira. A Transformação Digital está proporcionando grandes mudanças nos serviços financeiros e a tecnologia é primordial para prover vantagem competitiva aos bancos”, afirma Ronan Damasco, Diretor de Tecnologia da Microsoft Brasil.
O laboratório é composto por seis etapas: definição dos temas de interesse para submissão dos projetos; avaliação e seleção das propostas; incubação em Laboratório Virtual; suporte e desenvolvimento dos protótipos funcionais; apresentação e avaliação dos protótipos; e por fim, apresentação de resultados.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Plataforma brasileira é a primeira a medir nível de vulnerabilidade humana nas empresas


António Santos Lourenço, 
2018/05/09, 11:45 
Postado em 09 de maio de 2018 às 19h00m 


Plataforma brasileira será a primeira tecnologia no mundo a monitorar e gerar indicadores em tempo real para os gestores de Segurança da Informação.

O ESKIVE, plataforma brasileira de monitoramento de vulnerabilidade humana em segurança da informação, será a primeira tecnologia no mundo a monitorar e gerar indicadores em tempo real para que os gestores de Segurança da Informação consigam antever, treinar e preparar as empresas para os ataques de engenharia social.
Com lançamento marcado para o dia 10 de Maio, a ferramenta nasce em meio a um momento do mercado que divide os gestores: enquanto as empresas brasileiras pretendem gastar mais de 5 bilhões de reais em softwares e infraestrutura de segurança da informação só em 2018, o maior valor na história do país, os cibercriminosos apostam em outra porta de entrada, uma bem mais vulnerável: 58% dos ataques sofridos por essas mesmas companhias em 2017 foram causados por falha humana.
Para Priscila Meyer, CEO da Flipside, principal empresa especializada em treinamentos e conscientização em segurança da informação na América Latina e responsável pelo desenvolvimento do Eskive: “São poucas as empresas no Brasil que tem a maturidade avançada da conscientização em segurança da informação entre as equipes, o que cria uma oportunidade gigantesca para os cibercriminosos e até criminosos comuns, que coloca em risco anos de preparação e milhões em investimentos.”
A plataforma permite que os gestores de segurança da informação visualizem cada colaborador ou setor da empresa pela Escala Eskive, um índice de 1 a 5 que mostra o grau de vulnerabilidade daquela pessoa/setor e quais são as ações de educação necessárias para aumentar o nível de conscientização.
Para entregar os indicadores, são aplicados sensores de monitoramento que simulam situações para entender e metrificar comportamento dos usuários, as simulações são realizados no ambiente físico e digital. Com isso, é possível medir o nível de vulnerabilidade para ataques de vishing, quando o atacante se utiliza de ligações telefônicas para obter informações estratégicas da empresa; de smishing, que testa golpes por sms e mensagens via celular; e até mesmo ataques presenciais de engenharia social, como a tentativa de invasão da sede da empresa ou o envio de correspondências falsas, além da distribuição de pen drives em ambientes comuns para testar como os funcionários vão reagir.
A plataforma também faz a medição de itens mais comuns, como os phishings, tentativas de fraude por meio de e-mails falsos e verificação da política de mesa limpa, que é desrespeitada quando documentos sensíveis são deixados à mostra no local de trabalho.
Com os cibercriminosos causando prejuízos de cerca de 80 bilhões de reais no Brasil só em 2017 e custando para as empresas até três dias de paralisação dos trabalhos para a resolução dos problemas, é possível utilizar o Eskive para a minimização de risco, balanceando o custo de treinamentos contra o risco e o potencial de dano de ataques e até avaliar se o funcionário que recorrentemente cai em golpes é economicamente viável para a companhia. 
“O objetivo principal do Eskive é oferecer um panorama claro e de fácil compreensão de quais são os pontos fracos da empresa em relação ao comportamento humano, permitindo ações mais rápidas e precisas, otimizando os investimentos da companhias”, explica Igor Rincon, Chefe de Tecnologia da Flipside e um dos desenvolvedores da plataforma.