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segunda-feira, 18 de março de 2019

É seguro instalar o Mac OS Mojave em Macs que deixaram de receber o suporte oficial?



Blog também tira dúvidas sobre como apagar uma conta banida no Facebook e alerta de vírus instalado no celular.


Por Ronaldo Prass, G1 

Postado em 18 de março de 2019 às 22h30m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Mojave: blog fala sobre instalação de nova versão do MacOS em aparelhos que deixaram de receber atualização. — Foto: Reprodução 

É seguro instalar o Mac OS Mojave em Macs não suportados?

Eu possuo um MacbooPro fabricado em 2011, esse equipamento não é suportado pela versão mais recente do Mac OS. Mas descobri que é possível burlar essa restrição usando um utilitário chamado DosDude Mojave Patcher e instalar normalmente a versão mais nova do sistema no meu mac. Esse procedimento é seguro? — Ricardo

Olá, Ricardo! O DosDude Mojave Patcher funciona na maioria dos modelos de macs que deixaram de receber atualizações de sistema.
O utilitário cria um instalador semelhante ao hackintosh, técnica empregada para instalar o Mac OS num PC, permitindo instalar o Mojave em equipamentos antigos. Isso não significa que seja um procedimento simples e que o sistema funcionará confiavelmente.

Cada modelo de mac apresentará um comportamento, e já foram reportadas diversas falhas que comprometem a estabilidade do sistema. Não vale a pena arriscar se você tiver apenas um computador para trabalhar, devido ao alto risco de ter que realizar manutenções corretivas no sistema. Aqui no blog eu já mostrei alternativas para os usuários que tiverem macs sem atualização do sistema.

Alerta de vírus instalado no celular

Oi, Ronaldo! Acho que o meu celular está com vírus, porque sempre que eu abro o navegador é exibido um alerta. Eu terei que formatar o celular ou instalar um antivírus resolve? — Fernanda

Olá, Fernanda! Esse alerta de vírus é falso. Provavelmente você instalou algum aplicativo que faz publicidade para terceiros.

Embora a mensagem seja alarmista, ela redireciona o usuário para a Google Play para induzi-lo a instalar o app de segurança indicado no anúncio. Quando a mensagem for exibida, clique na opção "impedir que essa página crie caixas de diálogo adicionais" para bloquear o falso alerta.

Como apagar uma conta banida no Facebook?

Oi, Ronaldo! Eu tenho dois perfis no Facebook, mas um deles foi banido por ter violado os termos de uso. Eu gostaria de apagar essa conta, porém não tenho acesso a ela devido ao banimento. Como devo proceder? — Kevin

Olá, Kevin! O Facebook oferece um canal de comunicação para que os seus usuários entrem em contato sobre questões como essa. Para acessá-lo, clique neste link e forneça todos os dados exigidos no formulário. O processo será analisado e após alguns dias, será enviada uma resposta para sua conta de e-mail.
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1 Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

Android: muitos antivírus não protegem o celular e detectam até a si próprios como vírus, revela teste



Laboratório AV-Comparatives testou 250 programas. Muitos dos aplicativos são clones remarcados e oferecem proteção ineficaz.


Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 18 de março de 2019 às 21h25m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


Testes apontam inconsistência entre anti-vírus para sistema operacional Android. — Foto: Divulgação/Google 
Testes apontam inconsistência entre anti-vírus para sistema operacional Android. — Foto: Divulgação/Google

O laboratório alemão AV-Comparatives, especializado em testes de antivírus, analisou o desempenho de 250 aplicativos de segurança para o sistema de smartphones Android.
Os especialistas descobriram que muitos aplicativos são clones de outros, com apenas nomes, ícones e cores diferentes, e que muitos desses programas de segurança oferecem uma proteção tão rudimentar que até detectam a si próprios como vírus.
Para o teste, cada antivírus foi instalado em um celular (que podia ser um Galaxy S9 ou um Nexus 5) e, em seguida, o aparelho era controlado por automação para realizar o download de 2 mil códigos maliciosos comuns e conhecidos para Android. Esse cenário é bastante favorável para os programas testados e a expectativa é de que um software legítimo e adequado alcance uma proteção próxima de 100%.

Apesar dessa condição favorável, apenas 80 programas detectaram mais de 30% das ameaças. Os outros 170 produtos apresentaram proteção inferior a 30% ou geraram muitos alarmes falsos. Destes 170, 32 foram inclusive removidos da Play Store, a loja oficial do Google para aplicativos de Android.
AV-Comparatives notou semelhanças entre antivírus. Para o laboratório, isso é indício de algum modelo pronto usada para criar programas idênticos — Foto: Reprodução/AV-Comparatives 
AV-Comparatives notou semelhanças entre antivírus. Para o laboratório, isso é indício de algum modelo pronto usada para criar programas idênticos — Foto: Reprodução/AV-Comparatives

Proteção rudimentar
Os especialistas do AV-Comparatives descobriram que muitos desses programas "antivírus" funcionam com uma "lista branca". Nesse modelo, em vez de detectar os programas maliciosos, o antivírus alerta sobre qualquer programa que não esteja presente em sua lista de aplicativos conhecidos.

A lista de aplicativos conhecidos usadas por esses programas, no entanto, é minúscula. Em alguns casos, o criador do programa antivírus chegou a se esquecer de colocar o próprio programa antivírus na lista. Isso significa que, caso o utilizador desse antivírus baixe o próprio antivírus, o arquivo de instalação será detectado como um vírus.

O reconhecimento dos aplicativos também é bastante rudimentar e faz uso de "curingas". Um caso citado foi o da Adobe. A empresa cria diversos aplicativos para Android (como o Reader, o Photoshop, o Lightroom, entre outros) e os criadores desses antivírus decidiram criar uma autorização genérica para qualquer programa que se identifique como "Adobe". O mesmo é feito para aplicativos do Facebook.

Porém, essa identificação é do próprio aplicativo, que pode se identificar da maneira que quiser. Assim, um vírus poderia utilizar a mesma identificação, colocando "adobe" em seu nome interno, para burlar a proteção desses programas.

Muitos desses programas também são clones. Embora sejam distribuídos por desenvolvedores diferentes e tenham ícones e cores distintas, o funcionamento dos programas é exatamente o mesmo. Isso é um indício de que esses antivírus foram criados a partir de uma espécie de "receita de bolo" e não dispõem de uma equipe qualificada para manter o programa. 

Mudança no Android 8
O que levou o AV-Comparatives a testar os aplicativos em dois modelos diferentes de celular é uma atualização no Android 8 "Oreo" que impactou o funcionamento de programas antivírus. Para funcionar corretamente nessa versão do Android, o antivírus precisa sofrer uma adequação. Muitos programas ainda não passaram por essa mudança e oferecem proteção inadequada no Android 8. Nesses casos, o AV-Comparatives optou por testar os programas em um modelo mais antigo de celular com Android 6.

Essa limitação foi encontrada inclusive em alguns dos antivírus que tiveram desempenho adequado no teste.

Entre os 80 aplicativos com desempenho adequado, os seguintes antivírus não foram atualizados para funcionar corretamente no Android 8, segundo o AV-Comparatives:
  • eScan Mobile Security
  • IObit AMC Security
  • PSafe dfndr security
  • Qihoo 360 Mobile Security (atualizado e corrigido após o teste)
  • REVE Antivirus Mobile Security
  • Supermobilesafe Super Security
  • TG Soft VirIT Mobile Security
  • Trustlook Antivirus & Mobile Security
  • Trustwave Mobile Security

Resultados

Os resultados completos do teste, com todos os detalhes e nomes dos 250 aplicativos testados, pode ser conferido no site oficial do AV-Comparatives, neste link.
O Google Play Protect, o antivírus embutido no Android, alcançou uma taxa de proteção de 68,8%.

Confira abaixo a lista dos aplicativos que tiveram taxa de detecção de 100%. Alguns dos produtos alcançaram a taxa por serem licenciados ou trazerem tecnologia de outra empresa, o que é uma prática comum no mercado:
  • AhnLab V3 Mobile Security
  • Antiy AVL
  • Avast Mobile Security
  • AVG AntiVirus (traz tecnologia do Avast)
  • AVIRA Antivirus
  • Bitdefender Mobile Security & Antivirus
  • BullGuard Mobile Security and Antivirus
  • Chili Security Android Security (produto idêntico ao Bitdefender)
  • Emsisoft Mobile Security (produto idêntico ao Bitdefender)
  • ESET Mobile Security & Antivirus
  • ESTSoft Dr. Capsule
  • F-Secure Internet Security & Mobile Antivirus
  • G Data Internet Security
  • Kaspersky Lab Mobile Antivirus
  • McAfee Mobile Security
  • PSafe dfndr security (traz tecnologia do Avast)
  • Sophos Mobile Security
  • STOPzilla Mobile Security (traz tecnologia do Bitdefender)
  • Symantec Norton Security
  • Tencent WeSecure
  • Total Defense Mobile Security (produto idêntico ao Bitdefender)
  • Trend Micro Mobile Security & Antivirus
  • Trustwave Mobile Security
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

sábado, 16 de março de 2019

'Deep web': entenda o que é e os riscos



Em uma parte desse ambiente, conhecida como 'dark net', redes de comunicação anônima podem ser acessadas com facilidade e acabam sendo usadas para circular conteúdo ilegal.


Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 16 de março de 2019 às 23h00m 

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013




O Ministério Público investiga se os assassinos de Suzano (SP) frequentavam um fórum de grupos extremistas em rede da chamada "deep web", a parte da internet que não pode ser encontrada por buscadores como o Google.

Ela não poder ser acessada como um site normal, digitando o endereço em um navegador comum. Isso é para garantir o anonimato do responsável pelo site e todos os visitantes.

As redes anônimas são destinadas ao uso de ativistas políticos e de jornalistas sob censura, mas suas características acabam atraindo pessoas interessadas em abrigar conteúdo questionável, macabro e ilegal, incluindo a pornografia infantil.

Também é nessas redes que muitos criminosos se comunicam e que hackers colocam à venda os pacotes de vazamentos de dados com informações extraídas de sites e empresas invadidas.
O blog separou 9 perguntas para entender como elas funcionam e o que pode ser feito a respeito delas.

1. O que é a 'deep web'?
Atualmente, há quem use o termo "deep web" para se referir a conteúdos anônimos ou ilegais na internet. Mas "deep web" ("web profunda", em tradução livre) não é necessariamente é um local onde existe apenas conteúdo criminoso.

O termo foi cunhado em 2001 pelo pesquisador Michael Bergman para descrever qualquer conteúdo que não aparecia em mecanismos de pesquisa como o Google ou o Bing, da Microsoft. Isso porque, para chegar ao conteúdo "deep web", é preciso acessar um site específico, como se fosse um intermediário.

Estão na "deep web", por exemplo, bancos de dados de agências espaciais, processos em tramitação em tribunais, dados de mapas, impostos e documentos em institutos de governo, entre outros conteúdos que não são encontrados em uma simples busca.

Uma outra parte da "deep web" é de conteúdo anônimo, conhecida também como "dark web" ("web escura"). Para acessá-la, existem programas próprios. O mais popular é chamado "Tor".

2. O que existe na 'deep web'?
A parte de anonimato da "deep web" (também chamada de "dark web") é atraente para ativistas políticos, hacktivistas e criminosos virtuais, além de pessoas que buscam compartilhar conteúdo censurado e ilegal.

Com ações policiais que derrubaram sites de abuso sexual infantil da web comum, parte desse conteúdo também passou a ser disponibilizado nessa rede.

Lá também se encontram lojas virtuais de mercadorias proibidas ou de difícil acesso, inclusive drogas (lícitas e ilícitas) e armas.
Várias dessas lojas, no entanto, já foram derrubadas pela polícia: o caso mais notório foi o do "Silk Road", cujo fundador, Ross Ulbricht, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

A "deep web" também abriga muito conteúdo pirata, incluindo livros, programas e vídeos.

3. Quem pode acessar?
Qualquer pessoa. Quando o software específico é instalado no computador, a rede se torna acessível por meio dele. Além do "Tor", que é o mais popular, existem outros programas com funcionamento semelhante.

Esses programas podem ser facilmente encontrados na internet. Em alguns países ou redes, o uso pode estar bloqueado, mas existem mecanismos para burlar essas barreiras.

Muitos dos sites em redes de anonimato são abertos para visita, mas o endereço do acesso aos sites pode não ser muito divulgado. E nem todos os sites são abertos: alguns exigem convites ou cadastros. Há sites que só liberam parte do seu conteúdo para usuários veteranos.

4. Quais os riscos do acesso à 'deep web'?
Do ponto de vista técnico, os sites da "deep web" são normalmente mais simples que os da internet comum. É que muitos usuários dessas redes preferem navegar com o maior número possível de recursos desativado, tanto para acelerar o acesso como para reduzir o risco de rastreamento.

Por isso há um risco muito baixo de contaminação por vírus, softwares espiões e outros problemas dessa natureza apenas com a navegação na rede.

Por outro lado, qualquer conteúdo existente na "deep web" deve ser encarado com desconfiança.
Imagens podem ter sofrido edição, programas podem estar contaminados com vírus e grande parte das informações é imprecisa ou totalmente inventada.

É essa falta de sensibilidade sobre o conteúdo da rede que traz mais riscos, principalmente para adolescentes ou adultos não acostumados com este ambiente.

Para os pais que estiverem preocupados se os filhos estão acessando essas redes, é preciso verificar se algum dos programas envolvidos está instalado. Por exemplo: para acessar a rede mais comum, a "Tor", é preciso ter o "Tor Browser".
Presença do Tor Browser pode ser descoberta com uma simples pesquisa no menu Iniciar do Windows 10. No entanto, o programa também pode ser ocultado. — Foto: Reprodução  
Presença do Tor Browser pode ser descoberta com uma simples pesquisa no menu Iniciar do Windows 10. No entanto, o programa também pode ser ocultado. — Foto: Reprodução

Em alguns casos, o programa pode ser identificado com uma pesquisa no menu iniciar do Windows 10 (basta digitar "Tor Browser"). No entanto, é possível esconder a presença do programa.

É válido lembrar que há muito conteúdo semelhante na internet regular, que crianças podem acessar a partir de qualquer computador, longe de qualquer monitoramento que os pais podem realizar no computador ou celular do filho.

5. Existe alguma regulamentação?
Não. O objetivo das redes de anonimato como o "Tor" é fugir de qualquer lei ou regra. Isso significa que o conteúdo dessas redes não é regulamentado.

Porém, como o acesso ocorre por meio da internet, é possível, em muitos casos, saber se alguém está usando o "Tor" e bloquear totalmente o acesso. A eficácia desses bloqueios é incerta, apesar do esforço necessário para impor esse tipo de barreira.

Segundo estatísticas do programa, o país com mais usuário em que internautas se conectam à rede por meios alternativos — um indício de que o método regular foi bloqueado — é a Rússia, responsável por 17,89% desses acessos. Em segundo lugar está o Irã (9,02%), seguido dos Estados Unidos (8,74%), da Turquia (6,51%) e da Índia (4,71%).

6. Como acontece o anonimato?
A internet só funciona graças a um grande acordo que existe na web: todos os sites, navegadores e sistemas operacionais "falam" um mesmo conjunto de "línguas" em comum, os chamados "protocolos de rede".

As redes de anonimato estabelecem uma camada de protocolo nova, que o computador não conhece. E, com isso, automaticamente, esses sites se tornam incomunicáveis.

O objetivo dessa camada adicional é normalmente a garantia do anonimato dos usuários. Os detalhes técnicos variam em cada protocolo, mas a maioria estabelece uma série de intermediários em cada conexão.

Antes de o usuário se conectar ao destino final, ele se conecta a certos participantes da rede (que podem ser todos ou só alguns) e, com isso, qualquer visita ou acesso fica em nome desses usuários e não do verdadeiro internauta.

Dessa maneira, nem mesmo os próprios sites conseguem saber o endereço de IP verdadeiro de seus visitantes. Sem o endereço IP, é bastante difícil rastrear os acessos.
O próprio "Tor" nasceu com o nome de "The Onion Router". Em português, "onion" significa "cebola". O nome é uma alusão às diversas camadas (intermediários) da conexão antes de chegar ao destino final.
O programa foi criado pela Marinha dos Estados Unidos para ser usado em regimes autoritários com o intuito de proteger espiões e a comunicação secreta das Forças Armadas.
A rede hoje é mantida por uma organização sem fins lucrativos registrada no estado norte-americano de Massachusetts.

7. Qual o tamanho da 'deep web'?
Alguns sites que promovem o uso da "deep web" afirmam que a maior parte da web (às vezes, mais de 90%) está na lá. Porém, esse número deriva do conceito clássico do termo, ou seja, de páginas que não constam em mecanismos de busca.

Considerando só a parte anônima, a rede "Tor" realizou um levantamento em 2015 e estimou que que existiam 30 mil sites dentro dela. O tráfego na rede (que mede o uso da mesma para troca de dados) somava um volume de 150 terabytes por mês.

Em comparação, a internet regular tem quase 1,7 bilhão de sites (de acordo com o Internet Live Stats) e tráfego de mais de 7,5 milhões de terabytes por mês.

8. É possível rastrear ou monitorar a 'deep web'?
Rastrear acessos é bastante difícil, já que as redes são desenvolvidas com a finalidade de evitar o rastreamento, por causa das muitas camadas que existem entre o usuário e o site.
No entanto, o FBI já utilizou códigos semelhantes a vírus para se infiltrar nos computadores de visitantes de sites e colher informações para identificá-los.

Em geral, autoridades tentam infiltrar agentes nesses meios para conseguir ganhar a confiança dos outros participantes.

Foi o que o FBI fez no caso da loja "Silk Road": no momento da prisão de Ross Ulbricht, dono do site, o agente infiltrado estava conversando com ele por chat, para garantir que Ulbricht estivesse usando o computador. Isso permitiu a apreensão do notebook em flagrante, ligado e sem senha.

9. O que é um site 'chan'?
O fórum que pode ter sido usado pelos assassinos de Suzano é um de muitos sites existentes na internet (dentro e fora da "deep web") inspirados em um site japonês conhecido como "2channel" ("canal 2", de onde vem o "chan").

Em sua essência, os "chans" são fóruns de imagens cujo foco é compartilhar fotografias, desenhos ou memes e realizar comentários de qualquer natureza. No Ocidente, esse tipo de site foi popularizado pelo "4chan", fundado em 2003.

Qualquer pessoa que contribui com algum conteúdo nesses sites tende a ser identificada por um apelido. Ou seja, mesmo na internet normal, quem posta nesses sites tem alguma expectativa de anonimato, foi por isso que eles atraíram todo tipo de brincadeira duvidosa — os chamados "trolls" da internet.
Boa parte do conteúdo nesses fóruns é erótico. Em alguns casos, o foco pode ser a violência.
De maneira geral, nada que está nesses sites pode ser levado a sério e informações falsas e imagens adulteradas são uma constante por lá. Quem cai nas pegadinhas, sejam outros usuários, a imprensa ou as autoridades, vira motivo de chacota.
É por isso que, mesmo em um dos "chans" brasileiros mais infames, poucos entenderam que os assassinos estavam anunciando o massacre que ocorreria em Suzano.

A fama desse site no submundo da rede se deve à prisão e condenação do fundador da página, Marcelo Valle Silveira Mello. Após a prisão de Mello, o site foi assumido por outra pessoa e transferido para a rede "Tor", a "deep web".

Apesar da associação que esses sites têm com material controverso, no Japão, onde eles surgiram, as contribuições dos internautas nesses fóruns já levaram à produção de obras literárias e de televisão, como "Densha Otoko" (livro e série de TV) e "Maoyu" (série de livros, mangá e série animada).

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1  
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1