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segunda-feira, 1 de abril de 2019

CNJ registra ataque hacker ao site da instituição e aciona Polícia Federal para investigar



Segundo Conselho Nacional de Justiça, responsável por fiscalizar atuação do Judiciário, informações processuais não foram afetadas. Hacker teve acesso a dados de usuários.


Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília 

Postado em 01 de abril de 2019 às 23h00m 
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda-feira (1º) ter sido alvo de um ataque hacker. Segundo o órgão, a Polícia Federal foi acionada para apurar o episódio.
De acordo com o conselho, responsável por fiscalizar a atuação do Judiciário, os sistemas de informações processuais acessíveis pelo site não foram afetados.

"Nenhum sistema de informações processuais, como o PJe (Processo Judicial Eletrônico), o BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões) e o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificado), foi afetado. O CNJ acionou as autoridades e tomou as medidas necessárias para apurar os fatos e manter a segurança do portal", diz nota divulgada pelo conselho.

Conforme o site especializado em segurança cibernética DefCon Lab, 6 mil linhas de dados com contas bancárias, telefones e CPF ficaram disponíveis. A ação, diz o portal, teria sido realizada por um grupo que deixou uma mensagem em idioma indonésio e que trata da importância da privacidade.

De acordo com o colunista do G1 especializado em tecnologia, Altieres Rohr, o ataque tornou disponível uma base de 94 bancos de dados do CNJ. Em meio ao arquivo há informações de usuários e senhas do portal do CNJ.

As senhas, no entanto, não estão no formato tradicional que se permita entrar nos perfis. Estão em formato "hash", que é uma função criptográfica que permite aplicação de uma regra para acesso às senhas.

Inquérito no STF e ofensiva
Em março, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação, mesmo sem pedido do Ministério Público, para apurar supostas "notícias fraudulentas", ofensas e ameaças, que "atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares".

Nesta segunda, em outra iniciativa para defesa do Judiciário, começou uma ação coordenada pelo STF junto aos demais tribunais superiores, conselhos e associações de magistrados, nas redes sociais contra ataques a juízes e decisões judiciais.

Por meio das hashtags #fakenewsnão e “#aquitemjustiça!, os tribunais de todo o país passaram a usar as redes sociais para apresentar dados positivos sobre a Justiça, como quantidade de processos julgados, além de se contrapor a ataques ao Poder Judiciário e à disseminação de notícias fraudulentas.

Facebook promete explicar como escolhe o que é exibido no feed do usuário



Recurso 'Por que estou vendo este post?' vai revelar parte do que forma o misterioso algoritmo: dados do usuário que o ligam a um tipo específico de postagem.



Por Reuters 

Postado em 01 de abril de 2019 às 22h05m 
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O Facebook vai explicar como decide quais postagens aparecem no feed de notícias de cada perfil, como parte de uma campanha para ser mais transparente e oferecer maior controle aos usuários.

O recurso "Por que estou vendo este post?", lançado nesta segunda-feira (1º), promete uma maior compreensão sobre as dezenas de milhares de dados usados pela rede social para classificar histórias, fotos e vídeos no feed de notícias, que é a base da plataforma.

"A coisa básica que essa ferramenta faz é permitir que as pessoas vejam por que estão vendo um post específico em seu feed de notícias, e isso ajuda a acessar as opções de ações que elas podem tomar se quiserem mudar isso", disse John Hegeman, executivo responsável pelo feed de notícias da rede social.
Novo recurso do Facebook promete explicar por que um determinado post aparece no feed do usuário — Foto: Divulgação 
Novo recurso do Facebook promete explicar por que um determinado post aparece no feed do usuário — Foto: Divulgação

O novo recurso mostrará aos usuários os dados que os conectam a um tipo específico de post. Por exemplo, que eles são amigos de quem postou e que deram mais likes em seus posts do que outros, comentaram com frequência neste tipo de postagem antes, ou que a postagem é popular entre usuários com os mesmos interesses.

Ele vai detalhar algumas das interações que levam o algoritmo a chegar à sua conclusão, porém não mostrará todos os milhares de dados que influenciam a decisão - que formam o misterioso algoritmo.

Sob desconfiança
Após uma série de escândalos de privacidade, o Facebook precisa reconquistar a confiança dos usuários, enquanto se prepara para lançar um único serviço de mensagens que combina os chats do Facebook, WhatsApp e Instagram, que pode torná-lo ainda mais importante para a comunicação.

O anúncio do novo recurso foi feito um dia depois do presidente-executivo e fundador da rede, Mark Zuckerberg, pedir mais regulação na internet.

"Nós tentamos nos concentrar nos dados que são mais importantes e desempenhar o papel principal no que faz com que as pessoas vejam um post ou não", disse Hegeman. "Não achamos que isso vai resolver tudo sobre o tema da transparência, mas achamos que esse é um passo importante."

domingo, 31 de março de 2019

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, pede mais regulação na internet



Após se envolver em polêmicas e denúncias, o executivo pediu maior atenção a quatro áreas: conteúdos nocivos, transparência em eleições, privacidade e portabilidade de dados.


Por G1 

Postado em 31 de março de 2019 às 22h40m 
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Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, em discurso em 2018 — Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pediu que governos e outras autoridades ampliem a regulação da internet. Em texto publicado no sábado (30), o executivo afirmou ser necessário atualizar as normas em quatro áreas:
  • Conteúdos nocivos;
  • Transparência em eleições;
  • Privacidade;
  • Portabilidade de dados.
"Ao atualizar as regras da internet, nós podemos preservar o que há de melhor nela – liberdade para que as pessoas se expressem e que empresários construam novidades – enquanto também protegemos a sociedade de maiores perigos", escreveu.
Zuckerberg publicou o texto meses depois de se envolver em polêmicas sobre compartilhamento de dados dos usuários do Facebook. A rede social também admitiu, em novembro, ter contratado uma companhia para investigar senadores e o bilionário George Soros – que acusou a empresa de ser "uma ameaça à sociedade".

Confira abaixo, ponto a ponto, o que Zuckerberg escreveu sobre nova regulação da internet:

Conteúdos nocivos
Jovens utilizam celulares — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima 
Jovens utilizam celulares — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima

Zuckerberg considera como nocivo os conteúdos como propaganda terrorista e discurso de ódio. O CEO do Facebook disse que a empresa já trabalha com governos para "assegurar a eficiência dos sistemas de revisão de conteúdo".

Além disso, o executivo afirmou que organismos independentes podem traçar parâmetros de avaliação dos materiais nocivos. "Uma regulação pode definir bases sobre o que é proibido e, portanto, exigir das empresas que construam sistemas para diminuir ao máximo o conteúdo nocivo", escreveu Zuckerberg.
"Uma vez que entendermos a prevalência do conteúdo nocivo, poderemos ver quais empresas estão melhorando e onde deveremos traçar os parâmetros de base", acrescentou. 
Transparência em eleições
Candidatos em eleições têm impulsionado campanhas nas redes — Foto: Pixabay 
Candidatos em eleições têm impulsionado campanhas nas redes — Foto: Pixabay

O chefe do Facebook também pediu por leis que "protejam as eleições", sobretudo em relação à propaganda política impulsionada pelas redes. Zuckerberg, no entanto, ponderou sobre a dificuldade em traçar parâmetros sobre o tema.
"Definir se uma propaganda é ou não política nem sempre é algo simples. Nossos sistemas seriam mais eficazes se houver regulação que crie padrões comuns para verificar os atores políticos", analisou.
Candidatos a diversos cargos nas eleições de 2018 impulsionaram propagandas políticas pelo Facebook. Três dos 13 presidenciáveis pagaram por anúncios na rede no início da campanha – algo permitido por lei. No entanto, alguns candidatos a deputado fizeram impulsionamentos do tipo para atacar outros concorrentes, estratégia considerada polêmica por especialistas em direito eleitoral.

No entanto, Zuckerberg alertou que há campanha considerada política mesmo fora do período eleitoral, especialmente em temas polêmicos e divisivos. "Acreditamos que a legislação deve ser atualizada para refletir a realidade das ameças e definir padrões para toda a indústria [da internet]", afirmou.

Privacidade
Facebook — Foto: Reuters 
Facebook — Foto: Reuters

Zuckerberg sugeriu que mais países adotassem legislação semelhante à aprovada pela União Europeia no ano passado – o GPDR. Entre outros pontos, a lei determina que a coleta e uso de dados pessoais só podem ser feitas com consentimento explícito do usuário, que passa a ter direito de ver, corrigir e mesmo deletar informações guardadas por empresas.
"[A lei] deve proteger seu direito de escolher como sua informação é utilizada, enquanto dá permissão às empresas de usarem essa informação por questões de segurança e para oferecer serviços", analisou Zuckerberg.
Por isso, o CEO do Facebook afirmou que uma legislação mundial – e não diferente para cada país – garantira a mesma proteção para todos. "Nós precisamos de regras claras sobre quando a informação pode ser utilizada para servir o interesse público e como deve se aplicar a novas tecnologias como inteligência artificial", completou.

Portabilidade de dados
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social. — Foto: Stephen Lam/Reuters 
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social. — Foto: Stephen Lam/Reuters

O executivo também disse que a rede deve facilitar a transferências de dados de um serviço para outro, caso o usuário deseje. "Isso dá poder de escolha às pessoas e permite que desenvolvedores inovem e entrem em competição", justificou.

Zuckerberg se referia à possibilidade de o usuário entrar em diferentes plataformas com o mesmo login – por exemplo, o perfil pessoal no Facebook.
"Isso, no entanto, requer regras claras sobre quem é responsável por proteger a informação que circula entre os serviços", alertou.